E por que você se sobrecarrega de revisões?

Esses tempos um de nós estava assoberbado por um número impraticável de revisões e pareceres num prazo estreito. Ficamos pensando em como tínhamos chegado àquele ponto e lembramos de um texto antigo. Retiramos do extreme reviewing o texto que se segue.

Avalie suas motivações e cuide do seu tempo como estratégia de auto-preservação (Imagem: grcorporate.com.br)

Cientistas são entusiastas de suas áreas e das novidades nela. Frequentemente recebemos um convite de parecer que nos seduz instantaneamente e lá vamos nós clicar na opção “aceitar” da página da revista sem lembrar de todo o resto que já nos dispusemos a fazer. Como dissemos no último texto, consulte sua agenda. Ajuda muito nessas horas pensar qual das suas atribuições você não irá fazer para poder assumir esta novidade.

Além de entusiastas, cientistas são pavões. Adoram se exibir e ver como está sua imagem entre os pares. Saber que um manuscrito está citando algo que você publicou é uma tentação a mais para nos fazer aceitar a emissão de um parecer. Será que o autor está falando bem do meu artigo? Será que entendeu direito o que eu disse? Será que minha referência foi relevante para as conclusões dele? E novamente nos vemos dirigindo o ponteiro do mouse para o botão de aceitar.

Outra pressão pode derivar de receber um pedido de revisão de uma revista onde já tramita, ou tramitará em breve, um artigo seu. Ficamos inseguros de recusar um parecer e imaginar o que o editor fará com nosso artigo em represália. Este foi um dos motivos que nos sobrecarregou de pareceres, mas a verdade é que se o editor perceber que aquela revisão não cabe mesmo a você nada de mau irá ser imposto ao seu processo.

Finalmente, se tornar uma referência numa área passa por produzir conhecimento nela, mas também por estar familiarizado e poder julgar outros conteúdos daquele tema. É comum aceitarmos uma revisão para nos familiarizarmos melhor com uma área de estudos. É uma forma de se forçar a estudar, de conhecer novos atores e novas ideias. Não tem nada de ruim nisso, desde que você consiga cumprir seus prazos.

O que escrevemos acima vale principalmente para manuscritos, mas é igualmente o caso de bancas de teses, de pareceres de bolsas ou de projetos de pesquisa. Avalie a sua motivação e considere se é justa. Acima de tudo, cuide do seu tempo como estratégia de auto-preservação.

 

 

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