The Optimal Level of Fuzz: O Equilíbrio na Pesquisa em Psicologia Cognitiva

ResearchBlogging.org

Há alguns meses, eu e alguns colegas de departamento nos reunimos para montar um experimento para investigar alguns aspectos do processo de categorização. A reunião foi basicamente para aparar “arestas” nas tarefas que propúnhamos. Em outras palavras, estávamos controlando os possíveis confounds que poderiam influenciar a variação da nossa variável dependente.

Essa é uma prática comum na montagem de experimentos psicológicos. Todo pesquisador busca o que chamamos de validade interna, ou controle experimental. No entanto, logo após sair da reunião, tive uma inquietação, que, na verdade, volta e meia angustia minha prática acadêmica: experimentos altamente controlados acabam não retratando “externamente” o fenômeno psicológico que pretendem estudar. Por exemplo, Amos Tversky e Daniel Kahneman, em 1983, estudaram o que é hoje conhecido como “a falácia da conjunção”. Eles desenvolveram um problema (Linda’s problem) para estudar o fenômeno. Apesar de ser um problema interessante para entender questões do pensamento lógico humano, a grande maioria dos estudos que se inspiram no clássico de 1983 se preocupam com um controle exacerbado da tarefa que, essa acaba se distanciando do que os seres humanos realmente fazem fora do laboratório.

A pergunta então é: qual é a validade externa das pesquisas, altamente controladas, em Psicologia Cognitiva? Parece razoável dizer que é necessário uma espécie de equilíbrio entre as perdas (e ganhos) internos e externos.

Art Markman e um grupo de outros pesquisadores do Departamento de Psicologia da Universidade do Texas em Austin abordaram recentemente essa questão em um artigo que será publicado no Journal of Experimental and Theoretical Artificial Inteligence.

Art e seus colaboradores chamam esse espaço de equilíbrio entre as validades interna e externa de optimal level of fuzz. No artigo, os pesquisadores apresentam dois importantes princípios que eles julgam ser importantes na busca desse “nível ótimo”. Os pesquisadores relatam três exemplos de pesquisa realizada em que os princípios apresentados foram utilizados. Não vou comentar aqui os estudos propriamente dito, mas vou utilizar parte da discussão para apresentar os princípios propostos por Art e seus colaboradores.

Todos nós sabemos que são vários os fatores que afetam o comportamento humano. Dessa forma, não podemos utilizar apenas de observações puras para definir os processos cognitivos que subjagem as ações humanas. Acessar processos cognitivos apenas por meio de observações faz com que os resultados da pesquisa sejam fuzzy (pouco claros). E controlar demais as observações de laboratório faz com que as pesquisas não sejam suficientemente fuzzy, não representando a realidade do fenômeno psicológico em questão.

Para que uma pesquisa alcance o optimal level of fuzz, Art e seus colegas apontam que, dada a natureza multidisciplinar da Psicologia Cognitiva, é preciso que a pesquisa:

(1) tenha uma relação com algum comportamento que ocorre FORA do laboratório.
(2) utilize uma tarefa que tenha uma “proposta de análise” clara, de preferência coadunada á um modelo matemático, computacional ou um modelo dinâmico.

O primeiro ponto parece óbvio. No entanto, observamos um grande número de pesquisas que não atendem à esse critério. O exemplo que mencionei no começo desse texto é um exemplo disso. Muitas pesquisas que “replicam” estudos anteriores, muitas vezes, não têm ligação direta com o fenômeno psicológico que pretendem estudar. Consequentemente, acabam não contribuindo para a compreensão dos processos que subjazem o comportamento humano diário.

O segundo princípio é simples. Para investigar um fenômeno psicológico pouco compreendido é necessário que a tarefa de laboratório utilizada seja uma que seja bem compreendida. Tarefas bem compreendidas são aquelas que apresentam uma proposta de análise que especifique os processos cognitvos requeridos pela tarefa. Essas tarefas geralmente possibilitam a criação de modelos matemáticos e/ou computacionais que podem ser utilizados para caracterizar o fenômeno cognitivo em questão.

Existem várias vantagens na utilização de modelos matemáticos/computacionais. Uma delas é a possibilidade de tirar conclusões que vão além dos resultados encontrados em laboratório. A outra vantagem, que Art e seus colaboradores apontam como mais importante, é a possibilidade de mapear estratégias cognitivas em uma dada tarefa. Por exemplo, pode ser que uma certa estratégia (persistência, por exemplo) sejam adequadas para certos momentos de uma tarefa e não para outros. Modelos matemáticos possibilitam esse tipo de mapeamento, tanto no nível individual quanto no nível global.

No final das contas, os pesquisadores mostram que a combinação entre variáveis fuzzy (comportamentos humanos ainda pouco entendidos) e tarefas pouco fuzzy (tarefas bem compreendidas) levam a pesquisa a alcançar o optimal level of fuzz. Art ainda relata três estudos (na área de motivação, diferenças individuais e neurosciência) que utilizaram os dois princípios apresentados.

Apesar de bem delineados, os princípios propostos para se alcançar o optimal level of fuzz não são fáceis de serem postos em prática. Eles requerem, segundo esses pesquisadores, que as pessoas “saiam” da zona de conforto: experimentos mais fuzzy e observações mais controladas. O ideal é investir em colaborações com pessoas de áreas distintas. Mas esse é um assunto para alguma postagem futura!

Referência:

Markman, A.B., Beer, J.S., Grimm, L.R., Rein, J.R., & Maddox, Todd W. (2009). The Optimal Level of Fuzz: Case Studies in a Methodology for Psychological Research. Journal of Experimental and Theoretical Artificial Intelligence

$%#$#@%: Falar Palavrão Pode Aliviar Dor Física!

ResearchBlogging.org

Há alguns dias, eu estava assistindo ao show “Nóis na fita” de Leandro Hassum e Marcius Melhem e, em uma parte do show, os comediantes falam do papel catártico que palavrões exercem na nossa vida. Apesar de engraçado, temos a sensação de que isso é verdade. Quem nunca deu aquela topada na quina da cama e, ao soltar um palavrão (que parece ser uma resposta automática) parece ter a dor aliviada instantaneamente?
Um grupo de pesquisadores da Escola de Psicologia da Universidade de Keele na Inglaterra (Richard Stephen, John Atkins e Andrew Kingston) resolveram investigar essa hipótese empiricamente. Eles investigaram em que medida falar palavrão afeta não só nossa perpepção da dor, mas também a nossa tolerância à dor.
Os pesquisadores pediram que os participantes (homens e mulheres) colocassem a mão em um balde com água gelada e a mantivesse lá até que não aguentassem mais. O tempo total em que o participante mantinha a mão no balde foi a medida de tolerância à dor. Foram também acessadas a percepção da dor pelo participante (Perceived Pain Scale), batimento cardíaco, ansiedade (Spielberg State-trait Anxiety Index) e o medo de dor (Fear Pain Questionnarire).
Antes de imergir a mão na água gelada, os pesquisadores pediram aos participantes que falassem cinco palavrões que eles falariam se martelassem o próprio dedo e cinco palavras que eles usariam para descrever uma mesa.
Durante o experimento propriamente dito, os participantes na condição “palavrão”, deveriam colocar a mão no balde de água gelada e repetir o primeiro palavrão da lista de cinco palavrões que escolheram. Na condição “controle”, eles deveriam colocar a mão na água gelada e repetir a palavra que escolheram para descrever a mesa.
Os resultados são interessantes: eles mostraram que o tempo de imersão na água gelada na condição “palavrão” foi maior que na condição controle, sugerindo que a tolerância à dor é maior quando se fala palavrão. Houve também um efeito do sexo: homens suportaram mais a dor do que as mulheres. No quesito percepção da dor, os pesquisadores encontraram que tanto homens quanto mulheres mostraram uma redução dessa percepção na condição “palavrão”, mas a diferença foi maior para as mulheres. Os batimentos cardíacos foram maiores para a condição “palavrão”, e muito maiores para as mulheres do que para os homens.
De uma maneira geral, os resultados sugerem que, falar palavrão, além de desencadear uma resposta emocial, desencadeia também uma resposta física. O aumento do batimento cardíaco pode ser indício de agressividade. Existem estudos, por exemplo, que mostram que a agressividade diminui a sensação de dor. Os pesquisadores acreditam que, no passado, esse aumento de agressividade seria importante em situações de risco, pois aumentaria a tolerância à dor, o que facilitaria a luta contra um agressor.
Importante, ou não, o que sabemos é que muitas vezes o palavrão sai de forma tão automática algumas situações de dor, susto, etc., que não é um absurdo sugerir que eles já fazem parte da nossa cognição. De qualquer forma, já temos respaldo científico para justificar o palavrão que sai depois da topada na quina da cama!
Referência:
Stephens, R., Atkins, J., & Kingston, A. (2009). Swearing as a response to pain NeuroReport, 20 (12), 1056-1060 DOI: 10.1097/WNR.0b013e32832e64b1

O Bem-estar no Relacionamento: Tudo Depende do Tipo de Foco.

ResearchBlogging.org No último dia 7 de julho, a atriz brasileira Sthephany Brito casou-se, em uma cerimônia altamente luxuosa (coisa de princesa), como o atacante do Milan, Alexandre Pato. Luxuosidades à parte, hoje em dia, casamentos estão na moda. Muitas pessoas namoram por muito pouco tempo e já seguem o caminho do altar.

Como fazer para garantir um bom relacionamento após o casamento? E mesmo antes de casar, como garantir que você e o(a) seu parceiro(a) estão em uma sintonia que garanta o bem-estar do relacionamento?

Psicólogos sociais têm, desde de muito tempo, estudado o bem-estar psicológico de pessoas envolvidas em relacionamentos amorosos. Dentre as várias descobertas, estudiosos afirmam que uma variável importantíssima na construção de um relacionamento sadio é a quantidade de suporte que seu(sua) parceiro(a) te dá em momentos de dificuldade e de triunfo. Em outras palavras: se você vê seu(sua) parceiro(a) como alguém que apóia você em momentos marcantes da sua vida, a chance de que você terá um relacionamento legal é grande.

Recentemente, pesquisadores têm investigado se o apóio dos parceiros com relação aos seus objetivos de vida tem influência na percepção do bem-estar do relacionamento: como você percebe a maneira como seu parceiro apóia seus objetivos?

Em Psicologia Social existem dois tipos básicos de objetivos, ou melhor, dois tipos distintos de foco: foco preventivo e foco não-preventivo (essa tradução é péssima. Em inglês os termos são prevention focus e promotion focus). Foco não preventivo é aquele que focaliza nos “ganhos” futuros. Por exemplo: um estudante com foco não-preventivo foca na obtenção de um “A” no final do semestre, ou seja, ele foca no ganho de uma nota boa. Em contrapartida, o foco preventivo é aquele que focaliza nas “não-perdas”. O mesmo aluno, por exemplo, ao invés de focar no “ganho” de um “A”, ele focaliza no “não-ganho” de um “B”. O foco preventivo “evita” resultados negativos ao passo que o foco não-preventivo “busca” resultados positivos.

É interessante notar que o “resultado” final é o mesmo (o “A” no final do curso, por exemplo). Apenas a representação desse resultado final é que varia. Várias pesquisas têm mostrado que o tipo de foco tem impacto direto na maneira como nos executamos determinadas tarefas (mais no futuro, vou postar algums trabalhos que a pesquisadora Lisa Grimm — College of New Jersey — e o pesquisador Art Markman — Universidade do Texas — têm feito nessa área).

Seguindo a mesma linha, Daniel Molden, da Northwestern University, e alguns colaboradores investigou como que o tipo de foco (preventivo vs. não-preventivo) influencia na maneira como as pessoas percebem (conceptualizam) o suporte do(a) parceiro(a).

O estudo contou com casais casados e não-casados. Segundo os pesquisadores, casais não-casados teriam um foco não-preventivo. Segundo Molden e seus colegas, esses casais buscam “ganhar” intimidade e estabilidade no relacionamento, ao passo que casais casados, devido ao profundo investimento psicológico (e muitas vezes financeiro) apresentam um foco mais preventivo, ou seja, de manutenção da estabilidade e do envovimento com o(a) parceiro(a).

Os pesquisadores, na verdade, acreditam que casais casados apresentam os dois tipos de foco de uma maneira balanceada (eles também buscam “ganhar” cada vez mais intimidade e respeito no relacionamento), ao passo que casais não-casados apresentariam um foco de caráter não-preventivo.

A hipótese dos pesquisadores na presente pesquisa foi a seguinte: a percepção da participantes sobre o suporte do parceiro para focos não-preventivos seria um forte preditor do bem-estar do relacionamento para casais não-casados. E a percepção sobre o suporte do parceiro para os dois tipos de foco seriam bons preditores de bem-estar no relacionamento para casais casados. Em uma linguagem mais acessível: se você não é casado, a sensibilidade do seu parceiro com relação aos seus objetivos não-preventivos é um forte candidato para garantir o bem-estar do relacionamento. A sensibilidade com relação aos seus objetivos preventivos não importa. no entanto, se você é casado, a sensibilidade do seu(sua) parceiro(a) para seus objetivos preventivos E não-preventivos é que garante o bem-estar do casamento.

Os resultados são confirmadores da hipótese. A partir de várias análises estatísticas e controles, os pesquisadores confirmaram o que eles esperavam: a associação entre percepção de suporte e bem-estar no relacionamente depende do tipo de foco. A percepção de suporte para foco não-preventivo apenas foi importante para o bem-estar do relacionamento para os casais não-casados. Já para os casais casados, a percepção de suporte para os DOIS tipos de foco foram importante para predizer o bem-estar do relacionamento.

Pelos resultados, sabemos que o suporte que demonstramos aos nossos parceiros não pode ser qualquer um. Ele deve ser condizente com o contexto motivacional em que nosso parceiro se encontra. Outras pesquisas já mostraram resultados semelhantes em outras áreas da cognição humana (ver os trabalhos de Todd Maddox, Art Markman e Lisa Grimm). Acho que vale a pena um estudo de normatização mostrando que a idéia de que casais não-casados são não-preventivos em comparação à casais casados. A idéia é bastante pertinente, mas um estudo para normatizar isso seria bem interessante.

No mais, fica o conselho para os casais por aí: avalie o contexto motivacional em que seu relacionamento se inclui, pois não é somente o suporte que conta, mas o suporte condizente ao tipo de foco/objetivo do(a) parceiro(a).

Referência:

Molden, D., Lucas, G., Finkel, E., Kumashiro, M., & Rusbult, C. (2009). Perceived Support for Promotion-Focused and Prevention-Focused Goals: Associations With Well-Being in Unmarried and Married Couples Psychological Science, 20 (7), 787-793 DOI: 10.1111/j.1467-9280.2009.02362.x

A Dinâmica de Tomada de Decisões

ResearchBlogging.orgEm 2005, o economista mineiro Eduardo Gianetti lançou um dos meus livros favoritos: O valor do Amanhã. Nesse livro, Gianetti fala especificamente sobre juros, mostrando que eles são, na verdade, parte de um sistema natural. O interessante do livro é que ele mostra que os seres humanos (e algumas outras espécies) estão o tempo todo “pesando” os custos e benefícios de recompensas imediatas e futura: “devo comprar um carro agora e aproveitar minha juventude com um carro legal, ou devo esperar e comprar o carro quando eu estiver um pouco mais velho?”

O estudo de como os seres humanos tomam decisões é central na Psicologia Cognitiva desde behavioristas como Isabel Myers e Maris Martinsons. Atualmente, a pesquisa sobre tomada de decisões tem uma perspectiva mais dinâmica e incorpora outros fatores como atenção e avaliação do ambiente de tomada de decisões.
A. Ross Otto, Art Markman e Brad Love (da Universidade do Texas em Austin) e Todd Gureckis (da Universidade de Nova Iorque) mostraram, em um experimento bem interessante, como que as pessoas utilizam informações sobre decisões recentes para avaliar benefícios futuros e imediatos. Em outras palavras: as decisões que as pessoas tomam acerca de certa situação constantemente mudam o prórprio contexto de tomada de decisão.
Ross e seus colegas estavam interessados em investigar as representação que os participantes têm das tarefas de tomada de decisão (para isso eles manipularam as informações que os participantes tinham do contexto de tomada de decisão) e como essas representações interagem com estratégias de tomada de decisão que envolvem benefícios imediatos e benefícios futuros.
Cento e quatro estudantes participaram do estudo e foram selecionados para uma das quatro condições manipuladas pelos pesquisadores: estrutura dos benefícios (imediato e futuro) e pistas sobre o contexto de tomada de decisão (com pistas e sem pistas). A tarefa de tomada de decisão era a seguinte: os participantes tinham que extrair oxigênio de Marte utilizando uma entre duas formas distintas de extrair oxigênio. Eles não sabiam qual forma era a melhor. Isso teria que ser aprendido no experimento (com tentativa e erro). O objetivo era extrair o máximo de oxigênio possível da atmosfera de Marte. O experimento consistiu de 500 eventos (500 tentativas de escolher o melhor sistema de extração de oxigênio).
Para manipular a estrutura do benefício, os pesquisadores criaram uma equação onde a variável era o número de tipos de escolha (Long-Term Increasing e Long-Term Decreasing) nos últimos 10 eventos (veja o paper original para ver detalhes das manipulações excutadas). Para manipular as informações que os participantes tinham acerca do contexto de tomada de decisão, um grupo tinha acesso à quantidade de ar extraído em um dado momento (grupo com pistas) enquanto o outro grupo não tinha acesso à essa pista.
A principal variável dependente era a proporção de eventos em que o participante escolhia a opção que privilegiava ganhos de longo prazo (mesmo que os ganhos imediatos fossem menores). Eles encontraram que os participantes que tinham acesso às pistas privilegiaram muito mais as escolhas de benefícios a longo prazo. Os pesquisadores fizeram algumas outras manipulações para testar hipóteses teóricas mais específicas, mas o resultado interessante é o de que, quanto mais acesso um participante tem ao estado presente das suas escolhas passadas, mais provável é que ele valorize benefícios de longo prazo.
Entender como funciona a dinâmica da nossas tomadas de decisão é importante não só pelo lado prático da coisa (nos ajuda a tomar decisões mais cautelosas e cuidadosas), mas é importante do ponto de vista científico, uma vez que ilumina a maneira como nossa cognição funciona no nosso dia-a-dia e como processamos e representamos as informações a que estamos expostos o tempo todo.
Dêem uma olhada no artigo original! Vale a pena. Ele pode ser encontrado no site do A. Ross Otto e estará disponível logo logo no Psychonimic Bulletin & Review.
Referência:

Otto, A.R., Gureckis, T.M., Markman, A.B., & Love, B.C. (2009). Navigating through Abstract Decision Spaces: Evaluating the Role of State Generalization in a Dynamic Decision-Making Task. Psychonomic Bulletin & Review

.

Sobre ScienceBlogs Brasil | Anuncie com ScienceBlogs Brasil | Política de Privacidade | Termos e Condições | Contato


ScienceBlogs por Seed Media Group. Group. ©2006-2011 Seed Media Group LLC. Todos direitos garantidos.


Páginas da Seed Media Group Seed Media Group | ScienceBlogs | SEEDMAGAZINE.COM