A Paleontologia brasileira no cinema

iconO curta-documentário produzido pelos Colecionadores de Ossos, sob direção de Tito Aureliano, foi selecionado e participará de um dos maiores festivais audiovisuais do país, o Cine-PE. A Paleontologia brasileira invade as telonas pela primeira vez, falando sobre fósseis, ciência, preservação do patrimônio e sustentabilidade. O curta, “Tesouros do Araripe: os fósseis e a comunidade” tem 9’03” e será apresentado no dia 26 de abril no Teatro Guararapes, Centro de Convenções, em Olinda, PE.

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O Cine-PE é conhecido por ter o maior público de todos os festivais do mesmo gênero no Brasil. Esse ano ele inovou, internacionalizando o evento, que conta com a participação de curtas e longas italianos, portugueses, argentinos, dos Estados Unidos – como “O Grande Hotel Budapeste”, dirigido por Wes Anderson – e ainda outros países.

“Tesouros do Araripe” concorrerá na categoria “Curtas Pernambucanos” e fala sobre um projeto desenvolvido pelo Laboratório de Paleontologia da UFPE (PALEOLAB), coordenado pela Profa. Alcina Barreto, no município de Exu, interior de Pernambuco. A produção do vídeo é um dos resultados desse projeto, que visa a musealização do município de Exu e preservação do patrimônio paleontológico do Estado de Pernambuco. O projeto foi financiado pela Pró-Reitoria de Extensão da UFPE (PROEXT) e continua sendo desenvolvido em parceria com a Prefeitura do Município.

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Veja a programação e leia mais sobre o Cine-PE na página do G1: AQUI.

Assista a primeira versão do curta-documentário em nossa página no youtube: AQUI.

 

Tipo de escorpião marinho pré-histórico encontrado vivo na costa da Austrália

 O animal pertence a família dos euripterídeos e tem mais de 80 cm de comprimento. O descobridor foi um turista que caminhava pelo local e se deparou com uma muda do animal próximo a linha de maré….

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Eu sei que seria bem legal (será?), mas….

Feliz Paleo-1ºde abril =)

 

Aproveite e conheça um pouco mais sobre esses bichos:

Os euripterídeos são conhecidos como os maiores artrópodes extintos. São típicos do Paleozóico (542 à 245 milhões de anos atrás) e apesar de conhecidos como escorpiões-marinhos, não são proximamente relacionados com os escorpiões atuais. Alguns deles podiam alcançar mais 2 metros de comprimento, como Jaekelopterus, mas haviam exemplares menores, como o Eurypterus, com cerca de 30 cm.

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Eles surgiram no Cambriano e viviam em ambientes marinhos pouco profundos. Já durante o Carbonífero, se diversificaram e passaram a ocupar também ambientes de água doce, com adaptações corporais que os permitiam se locomover também em terra. O grupo todo desapareceu na extinção Permo-Triássica.

Conheço gente que não ia mais entrar na água se soubesse da existência desses bichos na atualidade…. Ainda bem que eles tiveram o seu tempo e depois… desapareceram (será?? rs).

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Mais Paleontologia na telinha

O Núcleo Audiovisual da UFPE-PROEXT (NAV-CVT UFPE) fez uma série de curtas de pouco mais de 1 minuto sobre Paleontologia, que serão exibidos diariamente na programação da TVU/Canal Brasil. Os Colecionadores de Ossos participaram desse projeto, junto ao PALEOLAB UFPE, coordenado pela Profa. Alcina Barreto, com o objetivo de divulgar a ciência paleontológica e as riquezas dessa ordem que temos em nosso país.

Ainda é uma pequena parcela da sociedade que tem conhecimento sobre a definição de Paleontologia, a existência de núcleos de estudo dessa ciência em nosso país, a sua importância e a extensão do patrimônio fossilífero brasileiro. É por essas e outras razões que a riqueza paleontológica de nosso país é pouco e explorada e quando explorada, feita de forma danosa.

Os Colecionadores de Ossos se aliaram à equipe da Profa. Alcina Barreto em prol da desenvolver uma consciência paleontológica para a sustentabilidade. Esse recurso além de ajudar a produzir conhecimento, pode fornecer uma alternativa sócio-econômica sustentável para a população. A ideia é que os fósseis sejam abrigados em museus locais que ajudem a atrair turismo para a região, além de apoiar as escolas e universidades e promover o desenvolvimento de uma identidade local da comunidade com os fósseis.
Assista os curtas:

Veja mais no canal do Youtube dos Colecionadores de Ossos: CLIQUE AQUI.

Tesouros do Araripe: entrevista na TV

Entrevista da TVU sobre o projeto Tesouros do Araripe.

Realizado pelo PaleoLab, financiado pela ProEXT da UFPE, em parceria com a divulgação científica dos Colecionadores de Ossos.

Haverá um ciclo de curtos vídeos a serem lançadas na televisão (TVU/Canal Brasil) e no youtube onde foram entrevistados alguns paleontólogos do projeto, incluindo nós, a Dra. Alcina Barreto e Rudah Duque.

Para assistir documentários sobre esse projeto (e outros), veja aqui.

Em Busca do Permiano: Episódio Extra

Acompanhe a expedição Piauí-Maranhão 2013 em busca de fósseis de vertebrados permianos no nordeste brasileiro. A expedição faz parte de um extenso projeto realizado por um convênio de instituições do mundo todo, mas com base na Universidade Federal do Piauí (UFPI) e liderada pelo paleontólogo Juan Carlos Cisneros.

Nesse episódio extra, compartilhamos algumas das dificuldades enfrentadas durante a Expedição de 2013, acontecimentos comuns durante trabalhos de campo.

Assista mais documentários oficiais dos Colecionadores de Ossos aqui.

 

 

Sobre xixi de Dinossauro Brasileiro na NatGeo

Durante o recente post escrito pelo paleontólogo Brian Switek (The Surprising Science of Dinosaur Pee) no blog Laelaps do canal da National Geographic, um membro do Grupo Colecionadores de Ossos, o Dr. Marcelo Fernandes,  foi mencionado por sua descoberta de xixi de dinossauro.

Os urólitos são raríssimos icnofósseis (i.e fósseis que representam a atividade/comportamento de organismos – nesse caso, a excreção líquida de animais) – que foram pela primeira vez formalmente descritos por Marcelo A. Fernandes para a Bacia do Paraná, Formação Botucatu (Centro-Sul do Brasil).

Durante o fim do Período Jurássico, e o início do Cretáceo (190-160 milhões de anos atrás), São Paulo era semelhante ao Saara. Dinossauros terópodes e ornitópodes que viviam no deserto de dunas da Formação Botucatu deixaram a impressão de seus ‘xixis’ ao longo tempo.

Esses achados são muito importantes para que cientistas compreendam melhor a fisiologia desses animais, suas adaptações ao ambiente árido, a viscosidade/composição do material de sua excreção, entre outros.

Leia mais sobre a descoberta do xixi de dinossauro e implicações científicas no post que escrevemos aqui.

Veja o post de Brian Switek AQUI.

Laje de arenito com preservação de extrusão líquida: Urólito. Foto por Marcelo Adorna Fernandes.

Novo Projeto: Detetives do Passado

Temos a honra de anunciar mais uma das esperadas novidades dos Colecionadores em 2014:

A entrada dos mais novos membros da equipe, Aryel Goes, Gabriel Braga, Pedro Lucas e Victor Alves!! Que a partir desse ano integrarão mais um novo blog da nossa plataforma, o “Detetives do Passado”!!!

O Detetives do Passado faz parte de um projeto chamado “Sala de Estudos”, que criamos para estimular jovens a enveredarem pelos caminhos da Ciência. O blog reúne uma coletânea de textos e resenhas sobre assuntos de interesse em Paleontologia, escritos pelos nossos jovens colaboradores, e também conta com relatos de suas experiências ao longo de seu aprendizado, estudos e formação. Entenda mais sobre o projeto aqui: http://detetives-do-passado.blogspot.com.br/p/este-blog-reune-equipe-de-jovens.html

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Mais notícias sobre o projeto de Exu

É com muita satisfação que podemos dizer que o PaleoLab (Laboratório de Paleontologia da UFPE, Recife) está aos poucos mudando o cenário do sertão do Araripe pernambucano.

Abaixo está a entrevista com a paleontóloga responsável pelo projeto, Dra. Alcina Barreto, publicada no Jornal do Comércio nesse último domingo.

Em breve, a região terá seu primeiro Museu Paleontológico e os Colecionadores de Ossos têm o prazer de acompanhar todo esse desenvolvimento.

Haverá mais documentários sobre essa região em 2014. Fiquem atentos.

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Catálogo Digital de Paleoartistas brasileiros – Brazilian Paleoart

Fruto do I Concurso de Arte Paleontológica dos Colecionadores de Ossos (ICAP), realizado no primeiro semestre deste ano, nós temos a honra de finalmente apresentar o Catálogo Digital de Paleoartistas Brasileiros: Brazilian Paleoart – Arte Paleontológica no Brasil (http://brazilianpaleoart.colecionadoresdeossos.com/).

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O catálogo reúne artistas participantes do concurso, muitos dos quais fazem parte da nova geração de paleoartistas nacionais, além de conter alguns nomes consagrados que influenciaram e continuam por influenciar a arte paleontológica brasileira.

O objetivo do catálogo é servir como vitrine e facilitar a busca por paleoartistas, procurando aproximá-los do público geral e dos profissionais que têm interesse em sua arte. Os artistas podem ser procurados pelo nome ou de acordo com o seu tipo de arte. É possível encontrar uma breve biografia de cada um, acompanhada de suas especializações e interesses específicos, além de dados para contato e links externos para seus portifolios. Cada artista disponibilizou uma pequena mostra de seus trabalhos, que podem ser apreciadas por todos aqueles apaixonados por Paleontologia.

Agradecemos mais uma vez a todos os apoiadores do concurso e dessa ideia (veja aqui quem apoiou!). Em breve esperamos voltar com mais novidades!

Por enquanto é só. Não deixem de visitar: http://brazilianpaleoart.colecionadoresdeossos.com/ !!

Gostou? Divulgue em seu site:

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Paleontologia Mirim: Dando asas aos sonhos

Fabio Davi tem 19 anos e mora em Pires Ferreira, sua cidade natal, um município com pouco mais de 10.000 habitantes, no interior do Ceará. Ele é apaixonado por Paleontologia, mas confessa que nunca teve a oportunidade de visitar um museu.

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Fabio Davi e seus alunos

Fabio gosta de todo tipo de arte e é fascinado por escrever. Está temporariamente cursando Administração em sua cidade, mas seu sonho é se especializar em algo no ramo das ciências paleontológicas ou da arte. Ele acredita que existem muitas crianças talentosas no mundo, o que falta é “só um pouquinho de estímulo para desabrocharem“. Uma das coisas que mais lhe trazem alegria é “poder alimentar sonhos e ajudar jovens talentos“.

O Colecionadores de Ossos convidou Fabio Davi para conversar um pouco sobre o lindo trabalho que ele vem realizando com jovens de sua região. A nossa expectativa é que o seu relato inspire atitudes semelhantes a se proliferarem ao redor de nosso Brasil, e que pessoas como Davi se sintam ainda mais confiantes em continuarem buscando realizar seus sonhos.

Texto por Fabio Davi:

“A Paleontologia sempre me fascinou. Desde a infância desejei estar em um sítio paleontológico e ver surgir em meio à fragmentos de rocha e areia uma descoberta que pudesse contribuir com o quebra cabeça gigantesco e complexo que são os mundos esquecidos que a paleontologia revela.

Durante algum tempo comecei a desenvolver algumas técnicas para construir meus próprios fósseis e fazer reconstituições de animais. Cinco anos se passaram e a cada dia me envolvi cada vez mais com essa atividade, criando um forte vínculo com a área da Paleontologia. Com o tempo, percebi que mais do que produzir e descobrir, a sensação mais gratificante é a de compartilhar conhecimento com o próximo.

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Alunos da Escola Joaquim Gomes de Lima, Pires Ferreira, CE

Desenvolvi um projeto junto à Escola Joaquim Gomes de Lima com as crianças do 4º e 5º ano na Cidade de Pires Ferreira, no Ceará, onde foram realizados um total de dois encontros. Esses encontros só foram viáveis por meio do apoio dos professores e coordenadores locais, como Dona Francisca Gomes e Sra. Núbia.

No primeiro encontro, os alunos puderam conhecer o universo da Paleontologia, envolto estranhos nomes e muitas curiosidades. Eles foram apresentados também ao conceito até então estranho de Paleoarte.

Nessa ocasião tudo foi muito fascinante pra eles e pude identificar muito empenho e vontade de aprender.

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Tudo tem uma pitadinha de diversão aos olhos das crianças, o que deixa o ambiente leve e agradável.

No segundo dia de estudos, as crianças tiveram contato com o que seria um ‘sítio paleontológico’. Esse foi preparado cuidadosamente com réplicas que produzi. Os olhinhos estavam ansiosos por descobrir o que havia embaixo dos sedimentos. Como a sala continha 21 estudantes, tive que dividi-la em equipes, para que todos pudessem escavar um pouquinho os diversos ‘fósseis’ que ficavam espalhados pelo local.

Cada equipe era organizada entre os que trabalhavam nas anotações, os que faziam o diário de campo, os que escavavam e os descreviam as características do ser.

Os sorrisos expressam o momento da descoberta.

Os sorrisos expressam o momento da descoberta.

Os fósseis eram, na verdade, placas de cimento que esculpi cuidadosamente, já as réplicas menores foram produzidas com argila.

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Esta equipe de ‘pesquisadores’ ficou muito intrigada com o que conseguiu escavar: vestígios de um réptil há muito extinto!

Curiosidade, ânimo e muitas comemorações. Acredito que a experiência desses jovens não tenha sido muito diferente das emoções que envolvem um paleontólogo ao encontrar algo tão raro e precioso.

Seguem aqui alguns depoimentos a respeito das aulas realizadas, para que se conheça como foi experiência para eles:

Paulo Átila, 09 anos de idade, 4º ano.

“O que eu mais gostei foi quando os ossos começaram a aparecer no meio da terra e quando descobrimos como eles se chamavam”.

Maria Eduarda, 11 anos de idade, 5º ano

“Gostei muito porque aprendi a escavar os fósseis de animais extintos. Foi muito interessante”.

Francisco Heliton, 10 anos de idade, 4º ano.

“Gostei muito da Paleoarte, é muito interessante descobrir os seres que já existiram na terra”.

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Estes são alguns dos momentos do meu trabalho, espero poder continuar à disseminar ainda mais sobre esse mundo tão vasto, admirável no passado e o presente, a Terra.”

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Fabio Davi, parabéns pelo esforço e pelo belo trabalho!!

É maravilhoso ver como a Paleontologia, em qualquer meio em que se desenvolva, inspira os jovens, instiga sua curiosidade e desperta nas crianças o gosto pela ciência e pela descoberta.

Quem quiser conhecer mais sobre as realizações de Fabio Davi, visite o seu incrível blog: daviartesemanias.blogspot.com.br - onde ele fala mais sobre suas artes e manias!

Alimentar sonhos vale a pena!

 

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By Tito Aureliano, 2010. Afloramentos Cretácicos (Fm. Alcântara), Ilha do Cajual, Maranhão, Brasil. Reservo direitos de uso sobre essa fotografia. Sua cópia não está autorizada.

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