SVMA da Prefeitura de São Paulo compartilhando desinformação

 

10390039_301093256731076_6577868152566158478_n

 

Poxa, estagiário, usa o Google!!!

Nem queira ir num curso desses! #Ficadica

Saiba qual a diferença entre Arqueologia e Paleontologia e seja mais esperto que a prefeitura de São Paulo: http://scienceblogs.com.br/colecionadores/2013/04/paleo-x-arqueo/

 

t-rex-jurassic-park

Prêmio “Ciencia en Acción 2014″

O projeto “Detetives do Passado”, organizado pelos Colecionadores de Ossos foi condecorado com menção honrosa no prêmio para trabalhos de divulgação científica organizado pela Sociedade para o Avanço do Pensamento Crítico (ARP-SAPC), Espanha. O evento acontece todo ano e é de cunho internacional.

——–

portada triptico“Ciencia en Acción XV”, “Trabajos de Divulgación Científica. Método Científico y Pensamiento Crítico” (Premio ARP-SAPC, Sociedad para el Avance del Pensamiento Crítico)

Por ser una actividad realmente interesante y motivadora para los alumnos. Con mucha interacción entre participantes, acceso a la información, labor científica y buena presentación, se concede Mención de Honor de Trabajos de Divulgación Científica. Método Científico y Pensamiento Crítico al trabajo: “DETECTIVES DEL PASADO”, de Aline Marcele Ghilardi (UFRJ), Tito Aureliano (UFPE), Juliana Freitas da Rosa (USP-SP) y Rudah Ruano C. Duque (UFPE) (Brasil).

Veja a ata dos vencedores de 2014 do prêmio “Ciencia en Acción”:

http://www.cienciaenaccion.org/es/2014/noticia/67_resolucion-juradomodalidades-materiales-didacticos-de-c.html

——–

Parabéns acima de tudo e todos, aos jovens que participam do projeto com tanto carinho e dedicação: Aryel Goes, Gabriel Braga, Pedro Lucas, Victor Silva e o mais novo integrante, Vinícius Sousa. Vocês estão fazendo a diferença e já deixaram uma grande marca de suas ações! PARABÉNS!

Conheçam o projeto “Detetives do Passado”:

http://detetivesdopassado.colecionadoresdeossos.com/

“O blog “Detetives do Passado” reúne a equipe de jovens colaboradores do grupo ‘Colecionadores de Ossos’ (www.colecionadoresdeossos.com) e faz parte do projeto “Sala de Estudos”.

A finalidade do projeto “Sala de Estudos” é estimular jovens apaixonados por ciência de maneira geral e Paleontologia, que entre outros sonhos, almejam tornar-se futuros cientistas e paleontólogos. O blog reúne uma coletânea de textos e resenhas desses jovens sobre assuntos de seu interesse em Paleontologia, além de seus sentimentos quanto a essa área de estudo e suas experiências ao longo de sua formação.

Os textos são acompanhados pela equipe de paleontólogos que integra o grupo ‘Colecionadores de Ossos’, a fim de manter a confiabilidade científica do que é publicado. Porém é dado aos jovens a independência de auto-crítica e auto-reflexão sobre o que escrevem.

Periodicamente serão sugeridos temas de discussão visando o amadurecimento científico e a capacidade de investigação desses jovens.”

Lançamento da 2ª Edição do jogo ‘Mesozoic Tales’ (versão brasileira)

O jogo de tabuleiro dos Colecionadores de Ossos acaba de ganhar sua 2ª Edição na versão brasileira!

Com o sucesso das versões anteriores, Mesozoic Tales v2.0 traz novidades no design do tabuleiro, nas Cartas das Missões e na jogabilidade, evoluindo de acordo com as sugestões dos seus jogadores e fãs.

Compre já direto do fabricante (clique aqui)

Confira o teaser do jogo abaixo:

 

O novo manual de regras está estruturado no formato de revista. O design foi revisado e agora apresenta a belíssima paleoarte do jogo, realizada por Aline Ghilardi, paleontóloga e autora desse Blog. Confira o novo manual abaixo:

A Síndrome de “Jurassic Park”

Temos pouco mais de um ano antes de contemplarmos Jurassic World nos cinemas, o quarto filme da saga Jurassic Park, filme que fez parte da infância de todos que cresceram nos fins dos anos 80 e anos 90. O que mais nos chamava atenção eram os dinossauros sofisticados ágeis e inteligentes que contrastavam com todos os outros filmes e livros acessíveis até 1993. E agora, será que JW trará a mesma sensação?

A resposta provavelmente é não. Veja o porquê adiante.

Portão do Jurassic Park, na Isla Nublar (1º filme).

Sou fã incondicional de Jurassic Park, cujos filmes na infância foram determinantes no boost de interesse pela área, o que resultou em minha escolha profissional pela Paleontologia. Portanto, não tenho nada contra a saga. Pelo contrário, adoro.

A questão é que JP foi uma faca de dois gumes para nós. Primeiramente, foi excelente para divulgarmos nossa ciência com as teorias mais recentes até 1990. Porém, ao tornar-se um clássico instantâneo, estagnou e bloqueou a entrada de avanços científicos na mídia popular. Ainda hoje apresentam dinossauros com aparência obsoleta reptiliana no estilo 90′s. E isso não  ficou só para JP: espalhou-se para toda forma de mídia: jogos eletrônicos, filmes, livros, seriados etc.

E qual é o impacto disso? Até hoje tenho debates com colegas de outras áreas de pesquisa para convencê-los de que as Aves são dinossauros! Inclusive, entre paleontólogos já utilizam-se os termos “dinossauros não-avianos” e “dinossauros avianos” para referirem-se entre os dois grandes grupos.

Para que JW tivesse o mesmo impacto impressionante em 2015 que JP1 teve em 1993, não bastam

T. rex atacando saurópode no filme mudo “Mundo Perdido”, 1925.

apenas efeitos especiais epilépticos, roteiro massa e atores talentosos, e sim dinossauros no estilo do século XXI, com penugens, postura, forma e comportamento aprimorados.

Colin Trevorrow foi o jovem escolhido para dirigir a nova trilogia. Adorei a escolha: um diretor de filme independente, criativo e fã da série original. Infelizmente, por pressão e saudosismo do público geral e, inclusive, dos fãs doentes saudosistas da franquia ele deverá apresentar dinossauros com o look 1993 novamente.

T. rex no filme “King Kong”, 1933.

Dentre os inúmeros erros que continuarão sendo apresentados na série, separei alguns que merecem destaque:

1) Penas e penugem. O público geral costuma dizer que se dinos apresentassem penas nos filmes não dariam medo a ninguém. Nunca estiveram tão errados em sua nostalgia. Há 10 anos apresentou-se uma descoberta de fóssil de Velociraptor mongoliensis apresentando estrias de inserção de penas em sua ulna. Desde então, houve um bum de descobertas de diversos Dromaeosaurídeos (raptores). A atual discussão da filogenia desse grupo de dinossauros é uma das mais quentes na área! E então como deveriam ser os dinossauros corretamente interpretados nos dias de hoje? Eles pareciam galinhas, então, porque têm penas? Não. Eu teria mais medo, ainda, de um dinossauro emplumado. Os Raptores deveriam ser algo assim:

Interpretação artística de um Raptor genérico. Autoria indicada na imagem. Não parece assustador para você?

Tiranossauróides também têm sido encontrados com penas. Foi o caso do Yutyrannus, uma forma basal do grupo encontrado na China, já apresentando longas penugens semelhantes às do avestruz. A visão atual de como um T. rex deveria ser é como abaixo:

T. rex emplumado em ataque. Visão mais cientificamente acurada até o presente. Não é assustador? Artista indicado na imagem.

2) Anatomia. O público nostálgico não consegue se desvincular do formato dos dinos dos anos 90. As “mãos” de terópodes como o T. rex e o Velociraptor dos filmes apresentam-se de uma maneira errônea. O punho dos raptores dobrava-se lateralmente, como o das aves. Os punhos dos terópodes como o Tiranossauro eram voltados para o peito, como se estivessem segurando uma bola de basquete. A postura de mãozinha de faraó egípcio que ainda é apresentada hoje em filmes e jogos já é uma visão ultrapassadíssima.

3) “Se ficar parado, ele não te enxerga”. hahaha, vai nessa. Essa ideia errada é talvez a que mais liga JP aos anos 80′ e 90′s. Terópodes como o T. rex eram quase como águias gigantes: infalíveis na detecção de sua presa. E ainda havia o extra do olfato de abutre. Junta isso e faz um combo em um animal como o T. rex. Eles não era estúpidos. Sabiam o que estavam fazendo e eram bons nisso. Seja na caça, ou no oportunismo.

A falta de humildade dos homens perante os dinossauros nos iludiu por muitas décadas como se a causa do outro grupo ter ido à extinção fosse a sua estupidez, falta de capacidade para caçar, fugir e outras baboseiras. Só porque um grupo como os dinossauros não-avianos extinguiu-se não significa que eram inferiores a nós, ou menos competentes evolutivamente. Afinal, dinos não-avianos viveram por mais de 165 milhões de anos na Terra, e nós, meros 160 mil (mais de 1.000 vezes menos tempo) e já estamos comprometendo nossa existência futura.

Terópode retrô em “Vale de Gwangi”, 1960′s.

Para concluir, os dinossauros no cinema, desde os anos 1920′s, evoluíram de acordo com as descobertas científicas. Porém, o efeito paradoxal que Jurassic Park gerou fez com que a imagem desses animais se fixasse no tempo, 20 anos atrasada. Isso dificulta o trabalho que nós, paleontólogos, viemos fazendo para apresentar as novas descobertas ao público.

Portanto, vocês, quando assistirem ao quarto filme da série, estejam sabidos de que estão vendo uma versão 1993 colorida dos nossos queridos colegas mesozoicos e que, na vida real, eles eram bem distintos. Seria como ter assistido ao primeiro filme, em 1993, só que ao invés de ter aparecido aquele Tiranossauro massa, tivéssemos sido surpreendidos pelo GWANGI!

Bã bã bã bã! Dinos retrôs atacam!

Bã bã bã bã! Dinos retrôs atacam!

A falta de surpresa no look dos dinos não deveria tirar o ânimo e a motivação para assistir ao filme em 2015, pois a história parece muito interessante, um recomeço.

Quem quiser ficar por dentro de todas as novidades do filme em produção, participe da comunidade brasileira de JP clicando aqui.

 

A Paleontologia brasileira no cinema

iconO curta-documentário produzido pelos Colecionadores de Ossos, sob direção de Tito Aureliano, foi selecionado e participará de um dos maiores festivais audiovisuais do país, o Cine-PE. A Paleontologia brasileira invade as telonas pela primeira vez, falando sobre fósseis, ciência, preservação do patrimônio e sustentabilidade. O curta, “Tesouros do Araripe: os fósseis e a comunidade” tem 9’03” e será apresentado no dia 26 de abril no Teatro Guararapes, Centro de Convenções, em Olinda, PE.

cine-pe-2014

O Cine-PE é conhecido por ter o maior público de todos os festivais do mesmo gênero no Brasil. Esse ano ele inovou, internacionalizando o evento, que conta com a participação de curtas e longas italianos, portugueses, argentinos, dos Estados Unidos – como “O Grande Hotel Budapeste”, dirigido por Wes Anderson – e ainda outros países.

“Tesouros do Araripe” concorrerá na categoria “Curtas Pernambucanos” e fala sobre um projeto desenvolvido pelo Laboratório de Paleontologia da UFPE (PALEOLAB), coordenado pela Profa. Alcina Barreto, no município de Exu, interior de Pernambuco. A produção do vídeo é um dos resultados desse projeto, que visa a musealização do município de Exu e preservação do patrimônio paleontológico do Estado de Pernambuco. O projeto foi financiado pela Pró-Reitoria de Extensão da UFPE (PROEXT) e continua sendo desenvolvido em parceria com a Prefeitura do Município.

Sem título

Veja a programação e leia mais sobre o Cine-PE na página do G1: AQUI.

Assista a primeira versão do curta-documentário em nossa página no youtube: AQUI.

 

Tipo de escorpião marinho pré-histórico encontrado vivo na costa da Austrália

 O animal pertence a família dos euripterídeos e tem mais de 80 cm de comprimento. O descobridor foi um turista que caminhava pelo local e se deparou com uma muda do animal próximo a linha de maré….

Eurypterid-prop-from-Sea-Monsters-TV-show

 

Eu sei que seria bem legal (será?), mas….

Feliz Paleo-1ºde abril =)

 

Aproveite e conheça um pouco mais sobre esses bichos:

Os euripterídeos são conhecidos como os maiores artrópodes extintos. São típicos do Paleozóico (542 à 245 milhões de anos atrás) e apesar de conhecidos como escorpiões-marinhos, não são proximamente relacionados com os escorpiões atuais. Alguns deles podiam alcançar mais 2 metros de comprimento, como Jaekelopterus, mas haviam exemplares menores, como o Eurypterus, com cerca de 30 cm.

Eurypterus

Eles surgiram no Cambriano e viviam em ambientes marinhos pouco profundos. Já durante o Carbonífero, se diversificaram e passaram a ocupar também ambientes de água doce, com adaptações corporais que os permitiam se locomover também em terra. O grupo todo desapareceu na extinção Permo-Triássica.

Conheço gente que não ia mais entrar na água se soubesse da existência desses bichos na atualidade…. Ainda bem que eles tiveram o seu tempo e depois… desapareceram (será?? rs).

7voxe

Mais Paleontologia na telinha

O Núcleo Audiovisual da UFPE-PROEXT (NAV-CVT UFPE) fez uma série de curtas de pouco mais de 1 minuto sobre Paleontologia, que serão exibidos diariamente na programação da TVU/Canal Brasil. Os Colecionadores de Ossos participaram desse projeto, junto ao PALEOLAB UFPE, coordenado pela Profa. Alcina Barreto, com o objetivo de divulgar a ciência paleontológica e as riquezas dessa ordem que temos em nosso país.

Ainda é uma pequena parcela da sociedade que tem conhecimento sobre a definição de Paleontologia, a existência de núcleos de estudo dessa ciência em nosso país, a sua importância e a extensão do patrimônio fossilífero brasileiro. É por essas e outras razões que a riqueza paleontológica de nosso país é pouco e explorada e quando explorada, feita de forma danosa.

Os Colecionadores de Ossos se aliaram à equipe da Profa. Alcina Barreto em prol da desenvolver uma consciência paleontológica para a sustentabilidade. Esse recurso além de ajudar a produzir conhecimento, pode fornecer uma alternativa sócio-econômica sustentável para a população. A ideia é que os fósseis sejam abrigados em museus locais que ajudem a atrair turismo para a região, além de apoiar as escolas e universidades e promover o desenvolvimento de uma identidade local da comunidade com os fósseis.
Assista os curtas:

Veja mais no canal do Youtube dos Colecionadores de Ossos: CLIQUE AQUI.

Tesouros do Araripe: entrevista na TV

Entrevista da TVU sobre o projeto Tesouros do Araripe.

Realizado pelo PaleoLab, financiado pela ProEXT da UFPE, em parceria com a divulgação científica dos Colecionadores de Ossos.

Haverá um ciclo de curtos vídeos a serem lançadas na televisão (TVU/Canal Brasil) e no youtube onde foram entrevistados alguns paleontólogos do projeto, incluindo nós, a Dra. Alcina Barreto e Rudah Duque.

Para assistir documentários sobre esse projeto (e outros), veja aqui.

Em Busca do Permiano: Episódio Extra

Acompanhe a expedição Piauí-Maranhão 2013 em busca de fósseis de vertebrados permianos no nordeste brasileiro. A expedição faz parte de um extenso projeto realizado por um convênio de instituições do mundo todo, mas com base na Universidade Federal do Piauí (UFPI) e liderada pelo paleontólogo Juan Carlos Cisneros.

Nesse episódio extra, compartilhamos algumas das dificuldades enfrentadas durante a Expedição de 2013, acontecimentos comuns durante trabalhos de campo.

Assista mais documentários oficiais dos Colecionadores de Ossos aqui.

 

 

Sobre xixi de Dinossauro Brasileiro na NatGeo

Durante o recente post escrito pelo paleontólogo Brian Switek (The Surprising Science of Dinosaur Pee) no blog Laelaps do canal da National Geographic, um membro do Grupo Colecionadores de Ossos, o Dr. Marcelo Fernandes,  foi mencionado por sua descoberta de xixi de dinossauro.

Os urólitos são raríssimos icnofósseis (i.e fósseis que representam a atividade/comportamento de organismos – nesse caso, a excreção líquida de animais) – que foram pela primeira vez formalmente descritos por Marcelo A. Fernandes para a Bacia do Paraná, Formação Botucatu (Centro-Sul do Brasil).

Durante o fim do Período Jurássico, e o início do Cretáceo (190-160 milhões de anos atrás), São Paulo era semelhante ao Saara. Dinossauros terópodes e ornitópodes que viviam no deserto de dunas da Formação Botucatu deixaram a impressão de seus ‘xixis’ ao longo tempo.

Esses achados são muito importantes para que cientistas compreendam melhor a fisiologia desses animais, suas adaptações ao ambiente árido, a viscosidade/composição do material de sua excreção, entre outros.

Leia mais sobre a descoberta do xixi de dinossauro e implicações científicas no post que escrevemos aqui.

Veja o post de Brian Switek AQUI.

Laje de arenito com preservação de extrusão líquida: Urólito. Foto por Marcelo Adorna Fernandes.

Categorias

Imagem ao fundo

By Tito Aureliano, 2010. Afloramentos Cretácicos (Fm. Alcântara), Ilha do Cajual, Maranhão, Brasil. Reservo direitos de uso sobre essa fotografia. Sua cópia não está autorizada.

Sobre ScienceBlogs Brasil | Anuncie com ScienceBlogs Brasil | Política de Privacidade | Termos e Condições | Contato


ScienceBlogs por Seed Media Group. Group. ©2006-2011 Seed Media Group LLC. Todos direitos garantidos.


Páginas da Seed Media Group Seed Media Group | ScienceBlogs | SEEDMAGAZINE.COM