O Mapinguari não é mais uma lenda: Preguiça-gigante é encontrada viva na Amazônia!!

ATENÇÃO: Isso foi apenas uma brincadeira de 1 de Abril ;] !!


As histórias sobre o Mapinguari não são mais parte de contos de ficção e nem mais pertencem ao imaginário popular. Esse monstro gigante, de pelos castanhos, de apetite voraz e que se escondeu por muito tempo na densa e selvagem Floresta Amazônica, finalmente foi revelado.

É com muito entusiasmo e surpresa que os paleontólogos recebem essa notícia! Agora fora do escopo da Criptozoologia, a criatura provou ser, na verdade, um indivíduo ainda vivo de preguiça-gigante: uma nova espécie, provavelmente aparentada ao gênero extinto Eremotherium (Imagem à esquerda).

O animal encontrado tem cerca de 6 metros de comprimento e é um gigante frente aos seus conhecidos parentes atuais, as preguiças-arborícolas (Foto ao lado).

O até então desacreditado criptozoólogo norte-americano, Robert O’Neil, foi quem fez a descoberta. Há 10 anos ele tem pesquisado vestígios desse animal pela Floresta Amazônica e foi em março deste ano, que tirou a sorte grande.

Ele já reunia uma considerável coleção de fezes, pelos e pegadas, mas não tinha nenhuma evidência fotográfica ou filmagem.

Capturado em 2 fotografias feitas por uma “câmera-armadilha” noturna, o animal provou ser realmente o que o iminente paleontólogo Florentino Ameghino previu ainda no final do século XIX: um fóssil-vivo!


Programa da National Geographic de 2010 também chegou a realizar buscas ao Mapinguari. Os resultados, na época, foram intrigantes.

Os contornos do animal são claros nas imagens e parte de sua anatomia – já conhecida por meio de fósseis – pôde ser claramente descrita. Bob O’Neil chegou inclusive a propor um nome para nova espécie: Mapinguari amazonicus. A notícia está sendo destaque nos jornais de notícia do mundo todo, mas o artigo oficial encontra-se ainda in press na revista Science… O que pode causar problemas para Bob e seus colaboradores nos termos do periódico norte-americano. Os autores afirmam que não sabem como a notícia e as fotos vazaram para o público.

A descoberta desse animal leva os pesquisadores a crer que uma população relicta desses animais possa ainda estar completamente preservada nas entranhas da Floresta Amazônica.

Assim como aconteceu com o Celacanto (um tipo de peixe de nadadeiras lobadas), encontrado vivo depois de dado como extinto há centenas de milhões de anos, esse novo animal oferece uma oportunidade única aos paleontólogos do mundo todo: conhecer mais sobre a biologia de um grupo dado como extinto ainda no final da última glaciação Plesitocênica (há 11.000 anos). Que outros segredos a Amazônia não há de guardar?

Não deixe de ver as fotos:

Clique aqui para ver as fotos em site de jornal americano

VIII Simpósio Brasileiro de Paleontologia de Vertebrados

Entre 27 a 31 de agosto deste ano se realizará em Recife (PE) O VIII Simpósio Brasileiro de Paleontologia de Vertebrados. Confira a programação e inscreva-se pelo site http://www.sbpv.com.br/

O evento acontecerá nas dependências do Centro de Tecnologia e Geociências da Universidade Federal de Pernambuco, localizado na Cidade Universitária. Fica a apenas 15 minutos da bela praia de Boa Viagem…

Prestigie!

Estréia: PaleoCast !!

Expedição Araripe – Parte 1 / Araripe Expedition – Part 1

Idioma Português, legendas em Inglês.

Licença Creative Commons
PaleoCast de Colecionadores de Ossos & Titossauro.com é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported. Baseado no trabalho em titossauro.com.

 

Nós já vínhamos pensando em desenvolver um canal de VideoCasts há um bom tempo… mas é claro: havia uma série de empecilhos. Para começar, o tempo do qual dispunhamos para organizar isso, segundo, a vergonha, terceiro, o material (“mas que câmera horrível!”, “eu não sei mexer nesse programa!”, “putz, que amador!”) e quarto, o medo de não dar certo.

É claro que isso não ia levar a gente a lugar nenhum… Então, já que tudo tem que ter um ponta-pé inicial, arregaçamos as mangas, enchemos o peito de coragem e deixamos de nos preocupar com o amadorismo nesse primeiro momento.

O resultado??

Bom, aqui está – depois de algumas crises – o nosso primeiro videocast!!!!!!!!

Resolvemos batizar o canal de PaleoCast, para não perder o costume dos paleontólogos de utilizarem esse sufixo para tudo. Este será nosso canal de multimídia de agora em diante e procuraremos sempre  trazer novidades. A idéia é fazer documentários que mostrem a Paleontologia brasileira na prática e de forma descontraída.

Para estrear o PaleoCast, iremos apresentar o capítulo introdutório de um documentário que gravamos em nossa última saída de campo ao Cariri. Ele será dividido em vários capítulos de 5 minutos cada um.

A expedição foi realizada em busca de fósseis na Chapada Araripe, no interior do nordeste brasileiro.

Filmamos e editamos esse material com orçamento zero, pelo simples prazer de divulgar conhecimento. =)

Esperamos que gostem!! Os erros se consertam com o tempo!

Fósseis brasileiros à venda no e-bay

Leiam na Folha de São Paulo (AQUI) detalhes sobre a denúncia feita pelos Colecionadores de Ossos quanto a venda de fósseis brasileiros no e-bay.

Retirado de Folha.com - Ciência, reportagem de Giuliana Miranda

A estrela da vez é uma laje da Formação Irati com 4 Mesosaurus perfeitamente preservados. Os Mesosaurus são um tipo de pararéptil aquático de cerca de 1m, que viveu há quase 250 milhões de anos atrás. O que é interessante sobre esses animais, é que eles ajudaram a comprovar a teoria de Wegener sobre a deriva continental. Por serem encontrados em depósitos sedimentares tanto da América do Sul como da África, eles ajudaram a comprovar que ambos os continentes estiveram unidos em algum momento do passado geológico.

Fósseis de Mesosauros, encontrados na América do Sul e na África, ajudaram a comprovar a teoria da deriva continental.

No Brasil, fósseis desses animais são relativamente comuns, porém, não com a preservação observada no exemplar à venda no e-bay.

É com enorme pesar que os paleontólogos brasileiros observam a riqueza científica nacional ser saqueada para enfeitar, provavelmente, a mesa de algum um colecionador excêntrico europeu ou norte-americano.

Há menos de uma semana, nossos amigos uruguaios publicaram um excelente artigo sobre a evidência mais antiga de viviparidade da história dos vertebrados… e isso foi justamente observado em fósseis de Mesosaurus (Veja a publicação aqui)! — eles davam a luz muito antes dos mamíferos!

Essa laje do e-bay, hoje na Flórida (EUA), apresenta justamente um fabuloso caso desse comportamento: Um ‘ninho’ com mãe e filhotes recém-nascidos. O interessante, é que esse fóssil pode ajudar paleoecólogos a tentar entender aspectos mais profundos da ecologia desse animal. Como por exemplo: o tamanho médio da ninhada ou como se dava o ‘parto’ dos filhotes (a cabeça ou a cauda primeiro?), entre outros. Fósseis excepcionais como esse funcionam como uma verdadeira janela para o passado, pois guardam evidências não só da anatomia do animal, mas de seu comportamento.

Continuamos no aguardo das providências pelas autoridades responsáveis.

O que você pode fazer por enquanto, é ajudar a denunciar. Ao encontrar qualquer fóssil brasileiro a venda, denuncie. Estamos de olho!

Não deixe de ler a reportagem da folha: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1063822-fosseis-levados-ilegamente-do-brasil-estao-a-venda-em-site.shtml

Paleontólogos brasileiros urgem em defesa do Brasil e do patrimônio fossilífero da nação!

Como veremos mais detalhadamente no próximo post, a questão do tráfico de fósseis é um problema sério  no Brasil. Os mais visados são justamente os exemplares de qualidade excepcional do Araripe (Formação. Santana, Bacia do Araripe), nordeste do Brasil. No último post, inclusive (“O sertão no tempo dos dinossauros – Parte 1“) tivemos a oportunidade de conhecer um pouco sobre alguns desses fósseis…

No início desta semana, uma carta redigida por paleontólogos representantes da Sociedade Brasileira de Paleontologia foi publicada no site da Geological Society em resposta a mais uma manifestação que causou a indignação e repudio de todos os profissionais brasileiros da área.

O já conhecido falastrão David Martill, paleontólogo inglês, se pronunciou mais uma vez contra as leis de proteção do patrimônio fossilífero brasileiro. Desta vez ofendendo não só a competência dos profissionais do nosso país, como também a própria soberania da naçãocomo pode ser visto AQUI.

O tráfico de fósseis é um problema antigo do Brasil. No final do século XIX e início do século XX era muito comum a retirada desses materiais para que fossem levados a coleções museológicas ou particulares no exterior, porém a partir de 1942, o DECRETO-LEI 4.146 proibiu a venda ou retirada ilegal do país de qualquer material dessa natureza. A partir desse marco, os fósseis passaram a ser entendidos como bens da união (Clique AQUI para ler mais sobre os aspectos legais de proteção ao patrimônio fossilífero).

Nas décadas que seguiram, outros instrumentos legais passaram a reforçar e complementar esse decreto. Na atualidade, os fósseis devem ser vistos pela sociedade brasileira como partes do seu patrimônio cultural e natural.

De fato essas peças são de valor e importância inestimáveis para o enriquecimento intelectual e cultural da nação.

Há, todavia, problemas mais profundos na questão do tráfico de fósseis. No Brasil isso envolve uma ferida social muito mais preocupante… É o que discutiremos no próximo post.

Quanto a Martill, conhecido por ter descrito uma série de fósseis brasileiros (traficados?), cabe dizer que, alimentar esse sistema não é uma forma de resolvê-lo. Nós, brasileiros, estamos perdendo por todos os lados. Temos que deixar claro que estamos fartos de sermos explorados. O roubo de propriedade intelectual e identidade cultural é a gota d’ água.

A semente da mudança é a divulgação e o conhecimento.

Expresso aqui meu repudio a David Martill.

Leia a carta dos paleontólogos brasileiros: A reply to Martill – The Bearable Heaviness of Liability

—-

Leia aqui outras notícias relacionadas ao tema tráfico de fósseis.

—-

Fósseis brasileiros sendo vendidos no e-bay – DENUNCIE (Basta clicar em REPORT ITEM, então selecionar: Prohibited and restricted items, Illegal items, Other illegal Activity). Se tiver um tempo, escreva ainda para o DNPM (órgão responsável por averiguar essa questão), [email protected].

http://www.ebay.com/itm/Dinosaur-Fossil-Mesosaurus-Brasiliensis-Group-of-3-RARE-Museum-Quality-/280749447445?pt=LH_DefaultDomain_0&hash=item415df89915#ht_500wt_953 - A ilegalidade está implícita na descrição deste material (“This rare fossil was discovered and acquired in the south of Brazil in the late 1990′s”).

Outros: http://www.ebay.com/sch/i.html?_sacat=0&_nkw=brazil+fossil&rt=nc

Ajude a coibir este tipo de atividade, Denuncie!!

O sertão no tempo dos dinossauros – Parte 1

Qualquer viagem ao passado precisa começar em algum lugar aonde encontramos evidências de tempos antigos ou de vidas passadas, como por exemplo: a tumba de um faraó, o leito de morte de um mastodonte ou ainda um cemitério de trilobitas… É verdade também, que qualquer viagem no tempo começa, geralmente, em algum lugar empoeirado, muito frio ou muito quente e – quase sempre – …  distante.

Essa nossa viagem no tempo nos levou por quase 2.200 km de estradas Brasil a dentro, para um lugar muito quente, onde a água que cai do céu é um verdadeiro tesouro. Chegamos lá na estação das chuvas, todavia, eu mesma – que já estive lá por outras vezes – nunca vi o Sertão tão verde.

Rumo aos fósseis. Foto de Aline Ghilardi

O interior do nordeste brasileiro guarda pedaços de vários momentos da história geológica de nosso planeta. É o paraíso de qualquer geólogo ou paleontólogo. Trata-se de um lugar tão especial, que foi escolhido para abrigar o primeiro Geopark brasileiro: o Geopark Araripe.

A história que esta terra semi-árida guarda é tão fantástica, que parece até ironia do destino: a profecia de que “o sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão“, sim, é verdadeira. Na escala do tempo geológico isso é quase uma brincadeira…

Neste mês, vocês terão a oportunidade de acompanhar aqui no “Colecionadores” uma série de pequenos posts sobre a paleontologia do nordeste brasileiro. Vamos falar um pouco sobre a diversidade e a peculiaridade desse patrimônio nacional e esperamos que isso ajude a formar uma identidade entre o povo  e mais um tipo riqueza natural que muitos poucos reconhecem…

O sertão no tempo dos dinossauros – Parte 1

Nós, paleontólogos, cientistas que estudamos o passado remoto, damos a lugares com evidências de vidas antigas, uma multiplicidade de nomes: Afloramentos, seções estratigráficas, exposições, estratos, camadas…etc. Todos são nomes para indicar rochas que possivelmente abrigam fósseis e que, por muito tempo, esconderam segredos do passado.

Lugares assim são muito comuns, o que são raros mesmo são o que chamamos de ‘afloramentos-modelo’. Aqueles, cujos estratos guardam muitos fósseis ou fósseis bem preservados, bem articulados e sob todos os aspectos, considerados excepcionais

O nordeste brasileiro possui lugares assim. Hoje vamos conhecer um deles, os conhecidos afloramentos do Membro ou Formação Crato (o título depende da proposta litoestratigráfica que você adotar…).

O Membro Crato representa um dos estratos da Formação Santana, unidade estratigráfica da bacia sedimentar do Araripe* (Veja imagem). Seus fósseis são conhecidos internacionalmente e posso apostar, que você, com certeza, já deve ter visto um….

Cladocyclus, peixe fóssil do Membro Crato, Formação Santana - Por Aline Ghilardi

Desenho esquemático e localização da Bacia do Araripe

A qualidade de preservação de seus fósseis é tão impressionante, que detalhes da pele ou dos órgãos internos dos organismos ficaram conservados. Além do mais, é muito comum também a preservação de impressões de membranas alares de pterossauros, penas de aves (ou dinossauros) e o padrão de coloração das asas de insetos fósseis.

Libélula fóssil, procedente do Membro Crato, Fm. Santana

Depósitos com essa qualidade são conhecidos como Lagerstätte. Uma denominação de abrangência internacional, que caracteriza depósitos fossilíferos excepcionais (assim como aquele aonde foi encontrado o Archaeopteryx - o primeiro dino-ave com penas conhecido).

A idade do Membro Crato foi atribuída como pertencente ao Cretáceo, o último período da ‘Era dos Dinossauros’ (A Era Mesozóica). Com base em estudos aplicados de estratigrafia, acredita-se que os  seus estratos sejam, mais especificamente, de idade Aptiana-Albiana (~120 milhões de anos).

O que tudo nos indica é que a região aonde hoje são encontrados estes fósseis, tenha sido, no passado, um enorme lago, que em alguns pontos poderia atingir mais de 50 km de extensão (!).

Insetos fósseis procedentes do Membro Crato, Fm. Santana

Este paleo-lago apresentava condições perfeitas para preservação de fósseis: águas calmas e um fundo anóxico (com ausência de oxigênio), que impedia a ação de bactérias na decomposição dos cadáveres de organismos.

São comuns fósseis de peixes (principalmente do gênero Dastilbe), insetos, aracnídeos, moluscos, crustáceos, quelônios, anfíbios, pterossauros, crocodilos, lagartos e aves, assim como fósseis de vários tipos de vegetais (algas, gimnospermas e angiospermas).

A unidade é hoje caracterizada por calcários laminados de coloração amarela a creme, avermelhada ou cinza, com estratificação plano-paralela. A sua beleza atraiu desde o início muitos mineradores, que ainda hoje extraem as rochas para o uso na construção civil – principalmente de aplicação ornamental (utilização como azulejos).

De forma cotidiana, essas lajes de pedra são conhecidas como “Pedras Cariri”.

Pedreira de extração das "Pedras Cariri". Ao fundo, o afloramento. Foto por Aline Ghilardi.

A região de ocorrência desses afloramentos engloba o entorno da Chapada do Araripe, principalmente o interior do estado do Ceará.

Destacam-se os arredores das cidades de Santana do Cariri, Nova Olinda, Crato, Barbalha, Missão Velha, Porteiras e Jardim.

Continua….

Leia mais sobre isso na publicação feita pelo do SIGEP: http://sigep.cprm.gov.br/sitio005/sitio005.pdf

Vamos falar de MicroArte!

Estava eu pensando no que escrever para este post: escreveria sobre dinossauros, petróleo, extinções, repteis marinhos? É muito difícil ter uma ideia criativa para um post e fazer com que as pessoas se interessem e leiam.

Assim, de uma forma mais suave, decidi falar de arte!

Não é sobre arte desenhada ou esculpida por paleoartistas. É arte natural. Arte que se criou na natureza e enche nossos olhos com beleza inexplicável. É tão belo como um floco de neve visto por um microscópio. É a arte morfológica dos microfósseis.

Em posts anteriores pude escrever brevemente sobre os microfósseis. Citeis alguns grupos, enfatizei outros. Mas em nenhum momento falei sobre a beleza que eles expressam aos olhos dos micropaleontólogos. Este post é breve, fotográfico. Compilei fotos para que vocês, caros leitores, também possam entrar nesse mundo diminuto, e assim, também enxergar sua beleza.

Como os dinossauros, trilobitas,  répteis marinhos, mamiferos atuais ou extintos,  que possuíam diferentes ornamentações na cabeça ou no tronco, cada microfóssil também possui seus adornos, características diferenciadas e únicas que se preservam na forma de carapaça, seja de quitina, sílica, calcário. Através dessas características, são divididos em grupos tais quais radiolários, foraminíferos, nanofósseis calcários, conodontes, dinoflagelados, etc. Vejamos alguns desses grupos logo abaixo!

Foraminífero

Foraminífero

 

Foraminífero

Radiolário

Radiolário

Nanofóssil calcário

Dinoflagelado

Como diria Louis Armstrong, What a Wonderful World!

Todas as fotos foram retiradas do google imagem!

Adote um estilo pré-histórico!

Os Colecionadores de Ossos apresentam a sua Loja Virtual:

 

 

A Estante do Tio Price foi criada para Paleontólogos e todos aqueles apaixonados por Paleontologia. Nela você encontra acessórios, livros, filmes e brinquedos relacionados ao tema.

Não é difícil escavar o que você procura!

Não deixe de visitar e adicione um estilo pré-histórico ao seu dia a dia!

http://titossauro.com/estantedotioprice

 

Um prelúdio ao fim dos tempos? – Parte 2

A perspectiva geológica do fim do mundo: agora sim, comece a se preocupar…

O ‘fim do mundo’ é algo mais do que natural na expectativa geológica. Não que o planeta vá ser vaporizado, na verdade ele deve continuar por aí por mais algumas centenas de milhões de anos, mas sua configuração como conhecemos… essa é mais volátil do que você pode imaginar.

O ‘fim do mundo’ aconteceu diversas vezes durante a história do planeta e pelo menos 5 ou 7 dessas vezes foram realmente marcantes. A pior delas foi há 250 milhões de anos atrás e delimita o fim do período conhecido como Permiano.

Esse sim foi o verdadeiro apocalipse terrestre. Trata-se do maior evento de extinção conhecido, que quase acabou com a vida no planeta.

Nessa época, pelo menos dois pulsos catastróficos aconteceram. As extinções foram sentidas tanto em terra quanto no mar. A partir deste episódio, a vida nunca mais seria a mesma.

O golpe foi sentido primeiramente entre os seres marinhos e posteriormente refletido em terra. Calcula-se que mais de 96% das espécies marinhas foram exterminadas, assim como 70% das espécies de vertebrados terrestres. O cenário era realmente desolador. Até mesmo os insetos, que passaram ilesos por todas as outras extinções terrestres, sofreram perdas consideráveis.

A causa? Ainda muito discutida, mas provavelmente uma massiva erupção vulcânica que liberou centenas de  milhares de toneladas rochas derretidas na região que hoje corresponde a Sibéria, além de ter também envenenado a atmosfera com outros milhares de toneladas de gases venenosos.

Apesar de ter sido o pior, este não foi o único ‘apocalipse’ terrestre. O evento de extinção dos dinossauros também é bem conhecido, assim como a extinção da megafauna pleistocênica durante o fim do período de grandes glaciações, há 11.000 anos atrás.

Há 65 milhões de anos um asteróide com entre 10 e 15 km colidiu com a Terra

A vida na Terra já sucumbiu por meio de uma variedade de catástrofes. Desde frio intenso até o aquecimento global, passando por erupções vulcânicas, atividades tectônicas e até mesmo a queda de bólidos extraterrestres.

Grandes eventos de extinção parecem quasi-periódicos e geralmente estão associados a fenômenos geológicos ou astronômicos expressivos (deriva continental, vulcanismo massivo, alterações no campo magnético terrestre, alterações na intensidade de atividade solar, geometria da órbita, impacto de bólidos extraterrestres, etc.). A interação de grandes ciclos dessa natureza (geo-astronômicos) é que gera as aparentes ‘coincidências’ e o conhecimento de algumas dessas variáveis é que nos dá poder aproximado de previsão.

Grandes eventos de extinção ao longo do tempo geológico

Bem, isso sim nos leva a ficar preocupados!

Alguns ciclos astronômicos já foram bastante estudados e os seus efeitos calibrados olhando-se para o passado geológico. A influência dos ciclos de Millankovich nas grandes glaciações terrestres, por exemplo, já foi corroborada por diversos trabalhos. Assim como a influência dos grandes picos de radiação solar no mesmo tipo de evento de resfriamento.

Fora isso, apesar de menos compreendido, os eventos de alteração do campo magnético terrestre também podem ser reconhecidos, assim como podemos calcular a probabilidade de um asteróide de grande magnitude atingir a Terra.

E então? Estamos em perigo?

Bem, estamos vivenciando um período de grande estabilidade geológica e isso se estende para dentro do Cenozóico. Essa ‘calmaria’ favoreceu imensamente a ascensão dos mamíferos após a extinção dos dinossauros e ajudou, sobretudo, a humanidade: Nós evoluímos na sombra do melhor período de calmaria.

Sim, temos tido muita sorte! Porém, temos que lembrar que, “quanto mais tempo passa, mais próximos de um desastre estamos”…..

O prenúncio de um desastre

Estudos procuram calcular a probabilidade de colisões de asteróides de grande magnitude com o planeta.  Para isso, astrônomos verificam não somente bólidos gigantes que ainda estão em órbita, como gigantes cicatrizes de impacto que ficaram preservadas no registro geológico.

Alguns estudiosos do assunto dizem que corpos extraterrestres com mais de 13 km de diâmetro colidem com a Terra em períodos entre 60 e 65 milhões de anos, causando um desastre descomunal. O último impacto gigante que se tem notícia causou a extinção dos dinossauros, há exatos 65 milhões de anos. Segundo essa idéia, portanto, a qualquer momento poderia haver uma colisão daquela grandeza.

Outros cientistas, todavia, discordam da idéia. Eles acreditam que a probabilidade de impacto não é maior agora do que há 20 milhões de anos, por exemplo…. Eles dizem, que, na verdade, a qualquer momento estamos sujeitos a esse tipo de catástrofe e que isso é muito pouco previsível. A única coisa que poderiam nos assegurar é que, de 250 milhões de anos para cá, o número de impactos com o nosso pequeno planeta azul tem sido muito maior.

Outro fator preocupante é o enfraquecimento e a inversão do magnetismo terrestre. Periodicamente, o campo magnético da Terra sofre um progressivo enfraquecimento, seguido por uma inversão, devido a alterações de fluxo no núcleo líquido da Terra. Sabe-se que a grande extinção em massa do Permo-Triássico veio também acompanhada de intensas oscilações do campo magnético em um curto período de tempo geológico, porém o que causou esse fenômeno e se ele influenciou na extinção, é tudo muito pouco compreendido.

Os verdadeiros impactos das inversões magnéticas não passam de grandes especulações. Não se tem idéia do que pode acontecer! Acredita-se que o enfraquecimento do magnetismo terrestre nos deixaria mais vulneráveis a radiações cósmicas letais (os ventos solares, por exemplo) e a alteração de pólos poderia causar uma massiva desorientação em grupos animais que baseiam-se no sistema de localização magnética. Isso influenciaria seu padrão migratório, por exemplo, e poderia levá-los a extinção.

Por muito tempo acreditou-se que essas inversões magnéticas eram aleatórias, porém, recentemente descobriu-se que, na verdade, as inversões seguem um padrão de distribuição. Atualmente o campo magnético está a enfraquecer e poderíamos estar a beira de um fenômeno dessa natureza.

Atividade de manchas solares

Outro fator preocupante, são as oscilações na atividade solar. O sol funciona como um grande protetor para o nosso planeta. Sua composição e atividade ajudam a nos proteger de partículas e raios cósmicos provenientes do espaço. As oscilações de atividade do Sol, podem, portanto, nos deixar mais ou menos vulneráveis aos efeitos deletérios de radiações cósmicas. Fora isso, acredita-se haver uma forte ligação entre a atividade solar e o clima na Terra. Detecta-se uma notável relação entre resfriamento global e a atividade de manchas solares. Os grandes períodos de glaciação coincidem com o aumento de atividade das mesmas.

A atividade de manchas é previsível, ela segue um ciclo regular, e estaríamos para entrar em um período de maior atividade. Não só estaríamos sujeitos aos efeitos negativos de radiações extraterrestres, como a um iminente resfriamento global em grande escala.

Um resfriamento global seria exponencialmente pior do que um grande aquecimento…

Procurando não ser alarmista, todavia, uma outra corrente de cientistas acredita que o ciclo de manchas solares pode, na verdade, estar entrando em um período indeterminado de ‘hibernação’.

Pagar para ver?

A certeza da catástrofe

A vida funciona em equilíbrio com o seu meio e está sujeita a mudanças com a transformação do mesmo. Enumeramos alguns fatores de ordem natural que desencadeiam essas alterações, mas não podemos deixar de discutir um novo elemento, de apenas algumas centenas de milhares de anos, que tem demonstrado poder causar efeitos devastadores na biosfera: o homem.

Sim, nós também estamos gerando mudanças expressivas. Essas já desencadeiam conseqüências severas para os ecossistemas terrestres. Atualmente a taxa de extinções é tão alta, que já podemos nos considerar em uma nova extinção em massa - quiçá, a maior de todas. No meio dessa história, nós, primatas bípedes com polegares opositores, ainda estamos ‘ilesos’ (o que depende muito do ponto de vista), mas muito em breve começaremos a sentir as conseqüências severas de nossas atitude.

O nosso descuido levará a escassez severa de alimentos, o aumento no número de doenças e pragas letais, a alterações climáticas em grande escala e maior expressividade de seus extremos. A miséria, a peste e a fome serão os nossos predestinados cavaleiros do apocalipse. Isso se a guerra não vir antes deles.

Seja lá qual for a natureza do fator que nos leve ao ‘apocalipse’, não podemos esquecer que o mais certo deles é aquele que geramos com nossas próprias atitudes. É a simples lei da ação e reação.

Uma luz no fim do túnel: Terminando com o conceito antropocentrista do ‘fim do mundo’

Essa história toda de fim do mundo gira muito em torno do nosso umbigo.

Mesmo após as grandes catástrofes naturais, como aquela do Permiano, há 250 milhões de anos, a vida se recuperou. Nem o asteróide gigante dos dinossauros conseguiu acabar com essa história toda! A vida sempre floresceu depois de um golpe duro. As grandes extinções funcionaram, na verdade, como grandes gatilhos evolutivos de surpreendente criatividade.

No que diz respeito a nossas atitudes descontroladas, vejam bem:

O primeiro grande registro de ‘poluição’ do planeta foi o oxigênio. Liberado de forma massiva por esteiras microbianas durante o Proterozóico. Ele foi tanto, que envenenou toda a atmosfera. Porém, abriu as portas para um novo tipo de vida – a que nós conhecemos (aeróbica). Temos que lembrar que, se estamos cavando a nossa própria cova, o nosso ‘fim do mundo’, estaremos criando a oportunidade de um novo começo para outras formas de vida.

Então, no fim, “Life finds a way”

Se quisermos acompanhar a história do planeta por mais algumas dezenas ou centenas de milhares de anos, precisamos começar a mudar nossas atitudes.

Quanto aos desastres naturais, bem… quanto a esses, só dependemos da sorte.

A lição que podemos tirar dos maias, é a de que tudo faz parte de um grande ciclo e essa história de fim do mundo, seja lá quando acontecer, é somente parte dele. Funciona apenas como uma renovação, um novo começo… o 22 de dezembro ou o 1 de janeiro de uma nova era.

Quanto ao seu carnaval: O nosso tempo de vida no planeta depende muito da sorte, mas principalmente de nossas atitudes. A única certeza é que, de qualquer forma, tudo se acaba um dia. O melhor é aproveitar cada dia como se fosse o último de sua existência.

Um prelúdio ao fim dos tempos? – Parte 1

O prognóstico maia para o fim do mundo e a sua procedência do ponto de vista geológico. Será mesmo possível que o fim dos tempos tenha hora marcada para 2012? A previsão maia é tão acurada que o “dia-d” dar-se-ia, segundo cálculos, exatamente em 21 de dezembro desse ano. Se isso for verdade, você teria apenas 10 meses para realizar seus maiores anseios em vida e além do mais, aproveitar seu o último carnaval…

Mas mantenha a calma. Não é necessário pânico… ainda.

Vamos destrinchar essa história e entender se realmente há motivo para preocupar-se e aproveitar esses 10 meses como se fossem os últimos de sua existência.

Este post será dividido em 2 partes. Na primeira daremos uma breve introdução ao assunto – quem são os maias e que história é essa de fim do mundo – e na segunda, entraremos em algumas minúcias geológicas….

_________________________________________________________________________

Para começar, quem foram “os Maias” e porque dão tanto crédito para ‘esses caras’?

Pirâmide maia

 civilização maia foi uma cultura mesoamericana pré-colombiana, famosa por sua notável língua escrita, arte, arquitetura, matemática e astronomia. Seu império se estendia desde Honduras até o México, passando por El Salvador, Guatemala e Belize.

No seu auge, foi uma das sociedades mais densamente povoadas e culturalmente dinâmicas do mundo. Possuíam uma religião politeísta e adoravam deuses relacionados a natureza.

Arte maia

Ergueram notáveis pirâmides e templos, que ainda hoje surpreendem pelo grande avanço arquitetônico. Além disso, elaboraram um eficiente e complexo calendário, que estabelecia com exatidão os 365 dias do ano, possuíam um estudo astronômico evoluído e, no campo da matemática, desenvolveram as casas decimais e o valor do zero.

Durante a chegada dos espanhóis, a civilização já lidava com os seus próprios conflitos internos. No momento da chegada dos europeus, no século XVI, as cidades maias já haviam abandonado seu período de esplendor e grandeza. A erosão do solo, a degradação ecológica, a crise demográfica e a fragmentação do poder dos reis figuram como a combinação de causas que podem explicar a situação de crise atravessada por essa cultura.

O Calendário Maia

O calendário

Graças à exatidão de seu calendário, considerado o mais perfeito entre os povos mesoamericanos, os maias eram capazes de organizar suas atividades cotidianas e registrar simultaneamente a passagem do tempo e os acontecimentos históricos, políticos e religiosos que consideravam cruciais a sua sociedade.

Entre os maias, um dia qualquer pertence a uma quantidade maior de ciclos do que no calendário ocidental. O ano astronômico de 365 dias, denominado Haab, era acrescentado ao ano sagrado de 260 dias chamado Tzolkin. Ambos formavam ciclos, ao estilo de nossas décadas ou séculos, mas contados de vinte em vinte dias, ou integrados por cinqüenta e dois anos.

Quanto ao “dia zero” deles, este aparentemente corresponderia ao nosso dia 12 de agosto de 3113 a.C. Não se sabe ao certo o que aconteceu nesta data, mas provavelmente era um dia mítico na história desse povo. A partir desta data, os ciclos se repetiam.

Apesar de bem estruturado, a forma do calendário maia cria alguns problemas de tradução para as datas de nosso calendário. Eles eram, simultaneamente, textos de história e também de predição do futuro. Na perspectiva desse povo, passado, presente e futuro estariam em uma mesma dimensão.

Os historiadores contemporâneos freqüentemente recorrem às profecias para conhecer episódios do passado desta sociedade. Uma profecia, portanto, pode se expressar como uma forma de memória desse povo.

O tempo para eles não era linear. Os ciclos terminavam e recomeçavam.

O problema da ‘previsão maia para o fim do mundo’

Fim dos tempos?

O problema é que na verdade, não há uma previsão maia para o fim do mundo! Do ponto de vista científico, isso é um grande mito.

A concepção de tempo maia não permite pensar em um fim absoluto. Todo alarme seria apenas um problema de interpretação. Na verdade, 21 de dezembro de 2012 seria apenas a data que marca a renovação de um grande ciclo de acontecimentos. Assim como para nós, é o dia 31 de dezembro.

A visão apocalíptica é algo que caracteriza os povos ocidentais – seja por fantasias religiosas ou parasitismo midiático e capitalista -, porém não representa a filosofia maia.

Nessa data de dezembro, os maias simplesmente esperavam o regresso de Bolon Yokte´, entidade que indica nada mais, que a renovação do presente ciclo.

Quanto a isso, portanto, não há porque se preocupar.

(“Ufa, posso curtir meu carnaval em paz?)”

Porém … como sempre há um porém:

(“droga, eu sabia!”)

Na próxima parte deste post:

A perspectiva geológica do fim do mundo: agora sim, pode começar a se preocupar

 O ‘fim do mundo’ é algo mais do que natural na expectativa geológica. Não que o planeta vá ser vaporizado, na verdade esse deve continuar por aí por mais algumas centenas de milhões de anos, mas sua configuração como conhecemos… essa é mais volátil do que você pode imaginar….

Continua…

Sugestão de leitura on line:

Para saber mais sobre os mais, visite http://discoverybrasil.uol.com.br/guia_maia/index.shtml

Categorias

Imagem ao fundo

By Tito Aureliano, 2010. Afloramentos Cretácicos (Fm. Alcântara), Ilha do Cajual, Maranhão, Brasil. Reservo direitos de uso sobre essa fotografia. Sua cópia não está autorizada.

Sobre ScienceBlogs Brasil | Anuncie com ScienceBlogs Brasil | Política de Privacidade | Termos e Condições | Contato


ScienceBlogs por Seed Media Group. Group. ©2006-2011 Seed Media Group LLC. Todos direitos garantidos.


Páginas da Seed Media Group Seed Media Group | ScienceBlogs | SEEDMAGAZINE.COM