Como bem notado, o da semana passada se resolve simplesmente imaginando um outro monge subindo o morro da mesma forma que o original (ou, para quem gosta de ficção científica, o monge original, depois de chegar no topo, volta ao passado e começa a descer no mesmo instante em que ele mesmo começa a subir).
O curioso é que a demonstração sequer depende do fato de que os dois monges comecem o percurso na mesma hora: supondo que o monge "do futuro" só comece a descer a montanha, digamos, às 15h, ele ainda assim vai se encontrar no caminho com seu duplo "do passado", que começou às 8h da manhã.
Nesta semana vamos a um paradoxo lógico-teológico, o Paradoxo da Onipotência. Sua formulação mais recente deve-se ao filósofo australiano J.L. Mackie, e pode ser parafraseada assim:
Um ser onipotente pode criar agentes genuinamente livres?
Se a resposta é "não", então o ser não é onipotente, porque há algo que ele é incapaz de fazer; se "sim", então ele também não é onipotente porque, ao criar um agente genuinamente livre, ele está criando algo que não tem o poder de controlar.
Certo?
Comments (6)
Sim, caso ele queira deixar de ser onipotente.
Posted by: Paulo Brito | outubro 16, 2009 10:57 AM