>A origem do código genético via transferência horizontal?
No mesmo momento que Neil Armstrong pisou na Lua, possíveis bactérias “pisaram” também: A famosa frase poderia ser pervertida da seguinte forma” É um pequeno passo para o homem , mas um grande salto para a Bactéria”.
No artigo “Collective evolution and the genetic code” da revista PNAS, em 2006, o físico e microbiologista Carl Woese, que ficou conhecido por defender uma nova classificação dos organismos vivos em três domínios, Archaea, Bacteria e Eukarya em 1977, utilizando técnicas da bioquímica, cunhou o termo “Evolução coletiva” para introduzir uma teoria dinâmica sobre a evolução do código genético através de mecanismos não-darwinianos, que poderiam ter ocorrido no alvorecer da vida.
O interessante que Woese e seus colaboradores não apontam um organismo único ancestral e sim uma comunidade hipotética de organismos que trocariam material genético de forma promíscua, posteriormente sendo refinados pela Seleção Darwiniana e dando origem ao código genético universal, e consequentemente ao ultimo ancestral comum a todas as espécies.
Talvez os mecanismos que “impeçam” a troca promíscua de genes não existia (na verdade até hoje é alta a permutação entre as bactérias e arquéias), por isso das poucas evidencias em eucariotos, mas se você esta acompanhando esta série de postagens aqui no seu amigo de Wigner que já esta próxima do fim, sabe que mudanças estão ocorrendo e elas não param por ai…
Nos vemos no próximo capitulo, e não esqueçam de seguirem-me os bons no twitter.
Imagem: Nature
Referências:
http://scienceblogs.com.br/discutindoecologia/2008/10/i-carnaval-cientifico-o-terceiro-dominio-da-vida.php
MARGULIS, Lynn e SAGAN, Dorion (2002). O que é vida?. Ed. Jorge Zahar.
Vetsigian, K. (2006). Collective evolution and the genetic code Proceedings of the National Academy of Sciences, 103 (28), 10696-10701 DOI: 10.1073/pnas.0603780103
>Politics of Snow: pintando as mudanças climáticas
>Vamos de arte dessa vez. Mas sem deixar de lado a preocupação ambiental.
A artista Diane Burko resolveu trazer às telas e pincéis uma realidade muito comentada ultimamente, mas talvez não tão fisicamente exposta para o grande público: em sua exposição Politics of Snow, fez pinturas de paisagens de montanhas geladas em série, mostrando a mudança do aspecto destas paisagens durante o último século.
Para isso, ela desenvolveu todo um projeto de pesquisa com especialistas da US Geological Survey’s, do National Snow and Ice Data Center da Universidade do Colorado, entre outros, para conseguir informações e fotografias dos aspectos de algumas montanhas de diferentes épocas. Então ela pintou tudo isso em quadros seriados, mostrando o avanço do degelo destas paisagens, acompanhando o aquecimento global.
Matterhorn Icon (esta é uma das montanhas mais conhecidas dos Alpes Suiços)
O contraste do aspecto da Arapaho Glacier de 1960 e 2005. Essa era considerada a maior e mais famosa geleira do Colorada. Infelizmente, seu tamanho diminuiu drasticamente, ao ponto de quase não ser mais considerada uma geleira.
A geleira Grinell, em Montana, EUA. Da esquerda para a direita: em 1938, 1998 e 2006. Aqui tem mais algumas informações sobre esta geleira, com fotos inclusive. É bem chocante.






