>Beleza Marciana

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Falar sobre a beleza. E eu entendo disso? não sou uma pessoa bonita, e talvez por isso (mas não somente) me interesso por demais sobre essa palavra inventada para descrever algo grandioso, ou pequeníssimo, desconhecido, fulgurante, que remove o ar dos pulmões, que aumenta os batimentos de um coração velho que surgiu provavelmente em “peixes” ou vermes ancestrais… Então, alguém inventa palavras curtas. bonito, beleza, belo e boniteza para descrever essa sensação, por lógica no pensamento.
Já ouvi artistas, poetas e filósofos dizerem que a ciência remove a beleza das coisas. Marte era o Deus Romano da guerra, da força e onipotência, um conquistador.

Os mitos antigos descreviam-o assim, e a Astrologia, um sistema antigo de idéias que sustenta que os movimentos aparentes dos astros influenciam, e nos guiam aqui na terra, milhões de quilômetros e anos de distancia das estrelas, e das imaginárias constelações., mas não somente do destino e nascimento das pessoas, mas sim até de empresas!!! Mas o que sabemos de fato sobre Marte? É um planeta frio, com uma frágil atmosfera, com geografias suspeitas por serem formadas por rios, lagos e oceanos alienígenas, a pelo menos 2 bilhões de anos atrás. Lá existe o maior canion do sistema solar, Valles Marineris ( o vale do marinheiro, com 3.000 km de comp. e 8 km de profund.) e a descomunal montanha (um vulcão na verdade) conhecido como Olympus Mons (monte olimpo, 27 km de altura).

Também há gelo nas calotas polares, formado por dióxido de carbono, e recentes evidências de água (tive uma felicidade imensa em saber, que precisava comemorar com uma pessoa que mantém diálogos com montanhas agora, lindos e cheios de gagueiras)…
Mas daí surge a pergunta, a ciência, que é um meio de descobrir as coisas, um método especial e muito cuidadoso de conhecer e descrever a sutileza do Cosmos, retira a beleza de Marte? Não, meus caros, só adiciona…

O sonhos de um dia ver o por do sol rosado daquele mundo estranho, suas areias tão antigas quanto nós, e imagine a primeira pegada humana nessa areia fria? não posso, e não consigo pensar que isso não é lindo. E que é belo saber isso.
Mas não precisa ter toda essa explicação minuciosa, cartográfica, psicológica, química para ser bonito.
Descartes estudou os arco-íris, por causa do fenômeno da luz atravessando confusa por partículas de água e poeira na atmosfera? ou será que era por que ele os achava terrivelmente belos? Pense nisso…

(Post de despedida de uns dias, e fortemente inspirado nas palavras do “Dick” Feynman)

Referências e Imagens: Porto do céu. Ny Daily News. Nasa. PopSci. Wikipedia. Física.cab.cnea.gov.ar

>Conversar com as moscas

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“Sabía perfectamente, que los humanos resultan demasiado jactansiosos, que jamás descenderían a conversar com las moscas, a aceptar um terreno neutro em que dialogar de igual a igual, donde pudiera producirse uma desablé transacción de memorya e secretos.”

(Luiz Manuel Ruiz, Él critério de las moscas, Madrid, Suma de Letras, 1998)


Mas penso muito diferente, e carrego as palavras abaixo comigo…

“É muito bom estar entre os que conversam com as moscas e com elas trocam memórias, segredos e assim, descobrem coisas sobre a vida…”

(Prof. Dr. Elgion Loreto da Silva -UFSM)

Imagem: Pop-Ology

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