EPFL Summer Research Program

Como vão vocês, meus queridos?

Eu estou naquela situação levemente desesperadora de final de graduação hoho (mentira, tá bem bom!). Estudar pra prova de mestrado se tornou aquela atividade pra fazer sempre que “sobra um tempinho” (tipo assim pendurada de pé no trem), tipo um ruído de fundo na vida da pessoa, sabe? Ah, e estamos de vento em popa na finalização da organização pro Guia do Mochileiro da Biosfera, aquele curso super bacana que eu e meus amigos formandos vamos dar no final de novembro e metade de dezembro, e sobre o qual eu falei aqui.

Mesmo com essa cascata de coisas na cabeça, esse assunto aqui eu jamais poderia deixar batido de postar no blog: o Summer Research Program da École Polytechnique Fédérale de Lausanne. Não estou exagerando quando digo que essa foi a experiência da esfera profissional (e turística hehe) que mais me embasbacou durante esta minha por enquanto curta vidinha.

Cartaz de divulgação do EPFL SRP

Esse curso de verão é promovido por essa universidade (que, by the way, é excelente! baita referência em ciência e tecnologia) todos os anos, acho que desde 2008. Em 2010 eu tive o privilégio inimaginável de ter feito parte de um.

Ganhando mais uns quilinhos!

A proposta é a seguinte: 25 alunos de graduação (de cursos como Biologia, Engenharia, Medicina, Farmácia, Genética, Biologia Molecular, Neurociências, Química, Bioquímica e mais uma infinidade…) são selecionados. Aí já entra uma das coisas mais legais do curso: o contato com pessoas de lugares absurdamente diversos (quando eu fui, tinha gente da Sérvia, Turquia, Indonésia, EUA, Nepal, Holanda, Polônia, Bangladesh…). Isso acaba revertendo em uma troca de experiências fantástica, sem contar todas as possibilidades de comidinhas típicas a partilhar em situações festivas (ou não!).

Enfim, cada aluno é alocado em um laboratório (na hora da inscrição, o candidato pode apresentar três laboratórios – dos que terão vagas abertas – que lhe interessem mais, dando uma curta justificativa teórica para isso). Neste laboratório, a criatura vai desenvolver um projeto de verão. O meu, por exemplo, eu desenvolvi neste laboratório aqui (sim, sou eu ali junto na foto de entrada! hehe Não me importo de não terem trocado a foto desde 2010 :P), um dos integrantes do ISREC, o Instituto Suiço de Pesquisa Experimental em Câncer. O meu projeto foi estudar a interação entre duas proteínas da via de sinalização Wnt, sabem? E essas proteínas interagiam utilizando a via de regulação por miRNA, então eu caracterizei esta relação utilizando três técnicas principais: RT-PCR, Western Blot e Ensaio de Luciferase. Fora as técnicas que citei, eu ainda tinha contato semanal com cultivo celular. Sim! Eu tinha que manter minhas células bem lindas e gordinhas para os experimentos, já que nessas células que eu expressava as minhas proteínas de interesse. HOHO

Ó aí o pôster que apresentei com meus resultados do projeto de verão!

Foi demais! Quase morri nas primeiras semanas, obviamente. Uma tonelada de artigos pra ler, ficar falando tudo em inglês (sim, inglês! mesmo que em Lausana se fale francês) com pessoas com sotaques deveras interessantes, aprender todas essas técnicas de uma vez, analisar os resultados, estar preparada pra explicar esses resultados de forma decente para teu chefe, que aparecia meio que do nada te perguntando “hey Natalia, how are your experiments doing?”. Pois é. Mas foi excelente! Aprender a toque de caixa faz um bem absurdo pro intelecto do vivente 🙂

Ademais, semanalmente nós tínhamos palestras (regadas a MUITA COMIDA) com pesquisadores da universidade e de indústrias e editores de periódicos científicos, por exemplo. Eles nos passaram várias “manhas” da vida acadêmica como um todo: postura científica, método, hipóteses, análise de resultados, apresentação em resumo, pôster, paper… Fora todos os quilos que eu ganhei, deu pra assimilar muito conhecimento útil nessas oportunidades.

E, claro, não poderia deixar de comentar sobre as viagens! Gente, a Suiça é linda! As pessoas são educadas e saudáveis (ó eu generalizando… tô nem aí, achei todos lindos!), eu me sentia realmente em casa. Adorei a comida e o preço super acessível dos chocolates e sorvetes :D, adorei o clima, as companhias e, acima de tudo, a experiência acadêmica!

Caminhada matadora em Zermmat, com o Matterhorn, a montanha do Toblerone, ao fundo! <3

Certamente meu passatempo preferido por lá: mergulhos no lago Genebra, o maior da Suiça.

Recomendo que todos vocês que possam ter interesse nas áreas principais dos laboratórios (biologia molecular e celular, bioquímica, genética, bioengenharia, neurociências…  vejam os laboratórios com vagas abertas aqui), e gostariam de passar por uma experiência dessas (observação: TUDO é pago! e MUITO BEM PAGO! sobrou dinheiro!), eu recomendo muito, mas muuuuuito mesmo que vocês apliquem para o SRP da EPFL. É uma experiência única 🙂

Ah, e se vocês tiverem qualquer pergunta sobre o curso, como aplicar, dicas, enfim… qualquer coisa! me deixem um comentário, que eu respondo com todo prazer! 🙂

Dispersei minha chatice

Como vão vocês meus caros, todos bem de saúde?

Hoje vim aqui avisar vocês que, como se já não bastasse eu divulgar minha chatice extrema aqui na Crônica das Moscas, eu resolvi também dispersar ela para os quatro (?) cantos da sociedade internética.

Uma foto de mim fofinha pra vocês assistirem o vídeo com mais amor no coração!

Sim, meus queridos, hoje entrou no ar a entrevista que eu tive a satisfação de dar para o Dispersando, um dos blogs chefes do Science Blogs Brasil que, caso vocês ainda não conheçam, taí uma boa oportunidade de tirar o atraso 🙂

Cliquem aqui para assistir 🙂

Desde o dia 10 de outubro, o Igor Santos, do 42, está postando as entrevistas que ele está realizando com os novos blogueiros do Science Blogs Brasil, para mostrar todo o talento e carisma dos novos participantes desta rede super charmosa 😛

Antes de mim já vieram o André Rabelo, que escreve no SocialMente; o Emanuel Henn, que escreve no Caderno de Laboratório; o Alan Mussoi, vizinho que escreve no Nightfall in Magrathea e por fim meu amigo mineiro Samir Elian, lá do Meio de Cultura.

Além de assistirem meu show de horror público, recomendo fortemente assistir os outros episódios desta segunda temporada do Dispersando. Galera se puxou na queridisse 🙂

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