Sobre o #jornaldolab e uma divulgação científica desproposital

Sim meus caros, eu não morri! Minha ausência pode ser apenas explicada pelo atual estado de “fagocitamento por Mestrado” que venho sofrendo 🙂

Mas uma coisa vem acontecendo e eu achei que seria bem interessante compartilhar com os amigos leitores do nosso blog. Já fazem alguns meses, comecei um dia de bobeira a registrar alguns momentos engraçados no laboratório (devo informar que eles não são poucos) e publica-los no Instagram e Facebook, e marquei eles com uma tag que inventei, “#jornaldolab”. Comecei fotografando o Felipe barbudo sentado no chão num dia de calor torrencial aqui na Universidade, em outro dia registrei a galera avacalhando com o gelo seco, e assim foi indo.

Felipe curtindo o frescor do chão

Nada com um refrigerante com gelo seco, né Gui?

A brincadeira acabou envolvendo o pessoal do laboratório. Se já me tinham como a “papparazzi” (sim, eu adoro fotografar todo mundo nas situações mais inusitadas possíveis), o advento do #jornaldolab só veio incentivar meu apelido 🙂

Minhas queridas alunas de IC, Raquel e Lilian, preparando meio de cultura para Drosophila

De situações engraçadas passei também a registrar momentos bem particulares do nosso trabalho pelo lab, mais especificamente o cotidiano com ares de escravatura a que um drosofilista é submetido. Fotos das meninas fazendo meio para as moscas, imagens dos experimentos de fecundidade (que eu estava – e continuo – levando um pau pra fazer dar certo), larvas e pupas bem lindas e sorridentes.

Me disseram que parece capa do CD do RHCP, e eu concordo!

Sobre os benefícios da terapia de catar ovos de mosca!

Enquanto uns tentam preparar a amostra pra extrair DNA, outros se aplicam na arte da sabotagem.

Mas o que quero falar aqui, que achei extremamente satisfatório, foi o efeito que essas fotos tiveram na minha “comunidade” de amigos facebookianos sem qualquer relação com a Biologia, com a Genética, com moscas ou com a vida acadêmica.

Amigos, conhecidos, parentes, a instrutora da academia, todos eventualmente me chamando pra um canto e, depois de me chamar de “moscona” ou algum adjetivo relacionado, me perguntando: “Ô, Nati! Como é que é essa vida de ficar mexendo com essas moscas hein? Por que tu usa elas?”; “Ah! Mas como tu sabe que tem a bactéria dentro da mosca?”; “Mas o que elas comem??”, “mas afinal como funciona a pesquisa no teu laboratório?”. Meu coraçãozinho se aquece de alegria só de lembrar.

Ou seja, o que era para ser um simples e inocente compartilhamento de momentos do nosso cotidiano laboratorial, acabou gerando todo um interesse nas pessoas, e elas foram atrás de uma informação científica através de um canal totalmente inusitado e despropositado.

E o que é isso, senão divulgação científica, né meus caros? Gerar o interesse pela Ciência nas pessoas é certamente uma das coisas mais maravilhosas que pode me acontecer, e eu fico estarrecidamente feliz de ver que o #jornaldolab está levando ao menos um pouco deste mundo curioso para meus amigos! Tenho certeza que, se algum deles ver qualquer dia desses uma notícia que fale em “Drosophila”, eles vão prestar mais atenção do que prestariam há alguns meses atrás 🙂

 

Para quem quiser acompanhar o #jornaldolab, taí meu Instagram: nataliadorr. Vou ficar feliz de compartilhar esses momentos com vocês também 🙂

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