Cientistas que tu deverias conhecer: Stephen J. Mojzsis
Caros amigos, inaugurando uma série de postagens sobre os homens e mulheres da ciência que tu deverias conhecer (na minha opinião), suas vidas, as fofocas (ei, aqui não é CARAS, CONTIGO & etc) e o mais importante a ciência que impele estas mentes criativas, palco onde a utilizam como um bisturi inquisitório no tecido do cosmo. O perfil da vez é o do Geoquímico Stephen Mojzis, ou para os amigos, Steve.
Professor da University of Colorado, em Boulder e da Université Claude Bernard Lyon, e membro da Early Earth and Planetary Systems Geology Group – NASA Lunar Science Institute – Center for Lunar Origin & Evolution, Steve já é considerado uma lenda no campo da Evolução no período Hadeano, na geoquímica deste mesmo período geológico e na Astrobiologia. O sobrenome Mojzis (se pronuncia Moy-zish) deve-se à sua origem húngara, pois a família de Steve emigrou da Hungria para os Estados Unidos durante a Revolução Húngara de 1956, lá ele adquiriu seu grau em Geologia na Boston University, em Massachusetts, 1988 e seu Ph.D em Ciências da Terra no Scripps Institution of Oceanography (UCSD) em 1997. Desde então, recebeu diversos prêmios e honrarias devido a seu trabalho no campo da geologia da Terra em seus primeiros dias (na verdade no seu primeiro bilhão de anos). Steve tem uma personalidade magnética, as pessoas gravitam eu seu redor, suas apresentações são explosivas, é uma experiência memorável no sentido de ir assistir um concerto de Rock e sair embasbacado com tamanha astúcia, rigor científico e dolorido de risadas, por que ele faz sempre um comentário engraçado e rápido sobre os seus tópicos ou sobre as pessoas na audiência. Steve participou do grupo que descreveu os achados geológicos na ilha Akilia na Groelândia, apontando atividade biológica na Terra há 3,85 bilhões de anos atrás, o que ainda é motivo de controvérsia pois a vida na terra não poderia se manter neste período, que foi logo após o último grande bombardeamento há 4.1 – 3.8 bilhões de anos, período violento no qual o sistema solar atravessou, onde as grandes crateras lunares se formaram, juntamente com bombardeamentos de meteros em mercúrio, terra e outros planetas internos. O artigo, capa da revista Nature, sugeria que neste afloramento rochoso, estudado na ilha, continha grafite com níveis depletados de Carbono 13. Isótopos de carbono são frequentemente utilizados como marcadores geológicos de evidência de vida antiga, porque a forma mais leve de carbono, o 12C (peso atômico 12), é o preferido em processos biológicos e que exige menos energia para ser usado por seres vivos. Isto resulta em formas mais pesadas depositadas nas rochas, tais como o 13C, de forma menos concentrada, desta forma a atividade biológica poderia explicar os níveis empobrecidos de 13C em comparação com o 12C. Grande parte de sua pesquisa é sobre a geologia da Terra antiga, sua geoquímica, oceanos e atmosfera, e a habitabilidade em outros planetas e até em asteróides carbonáceos. Resumindo: Tu deverias conhecer Steve Mojznis, com certeza tua visão sobre como fazer ciência e apresentá-la ao público irá mudar, ou sofrer um grande upgrade, ou no mínimo tu vais se divertir um tanto com esta figura…
Mais informações e publicações em sua página: aqui e no site da NASA: aqui.
E alguns videos sobre ele: aqui e no documentário Trough the Wormhole, apresentado por Morgan Freeman aqui.
>Saturno em Setembro
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Antes da Pioneer 11, veio a Pioneer 10, aquela que carrega uma placa de ouro e nos descreve e diz aonde estamos a quem se interessar…
“Pioneer 10 will continue to coast silently as a ghost ship through deep space into interstellar space, heading generally for the red star Aldebaran, which forms the eye of the constellation Taurus (The Bull). Aldebaran is about 68 light years away. It will take Pioneer 10 more than 2 million years to reach it.
Its sister ship, Pioneer 11, ended its mission Sept. 30, 1995, when the last transmission from the spacecraft was received.”
Daqui a 2 milhões de anos, Pionner 10 atinge a “constelação” de Touro, mais precisamente a estrela Aldebaran. Pionerr 11 cortou comunicações há 15 anos.
>Carl Sagan e a batida de um tambor diferente
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Depois da excelente música do Carl Sagan sobre as tortas de maçã e o universo, mais um video do nosso astronômo favorito é lançado na rede, e dessa vez ele recebe os ilustríssimos convidados, Richard Feynman com seu bongô, o astrofísico Neil deGrasse Tyson e Bill Nye, o cara da ciência, e foi incrível a nostalgia que senti, quando lembrei que era ele (Bill Nye) que fazia os experimentos científicos (que eu tentava reproduzir) em cada final do desenho De volta para o futuro, lembra?Agora, aproveite o som e lembre-se, de uma forma ou outra estamos todos conectados…
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Via: Topless Robot. Imagem: aqui






