Contaminações paralelas e horizontais…
Um dos grandes temas unificadores deste blogue é a simbiose e a transferência horizontal de genes. Talvez devido ao fato dos dois autores trabalharem, respirarem e se divertirem com isto, pois vai dizer que vocês também não acham um dos temas mais maneiros da biologia, e um dos fenômenos mais instigantes a ocorrer na vida na terra? Agora, abusando de analogias e metáforas, e roubando o termo da biologia, também, estes dois autores “contaminam” horizontalmente e constroem simbioses em outros projetos ligados a divulgação da ciência, informação e outras coisas não tão relacionadas (mas que consideramos maneiras também), e um dos projetos é o Podcast “Dragões de Garagem”, leia quem são os autores aqui.

A ideia geral é falar de um modo descontraído sobre ciência e suas lateralizações, mas respeitando o rigor científico. Este que vos escreve já participou do primeiro episódio sobre carreira acadêmica (dando dicas de sobrevivência como onde comer de graça, onde dormir, com quem pegar carona) e do episódio 4, que o tema foi, adivinhem:Simbiose! com a participação mais que “satisfatória” da co-autora deste blog, Natália.
Além de participar do podcast, também mantenho um TUMBLR, o “A mosca e o jarro”, onde compartilho imagens sobre ciência, quadrinhos, filmes e outras estranhezas e bonitezas, como as que ilustram esse post…Das contaminações podem surgir coisas interessantes, e jamais esperadas, ou somente coisas maneiras mesmo…Aproveitem, contaminem e sejam contaminados também.
Mais informações em:
http://www.facebook.com/dragoesdegaragem
http://amoscaeojarro.tumblr.com/
A matéria escura da Biologia
Em cada montanha imponente, em cada vale desértico, na fossa termal mais profunda e ácida do oceano que cobre a Terra, a vida dá o ar de sua graça. De bactérias no estômago de um tigre adormecido a plantas contaminadas por fungos contaminados por vírus, e até mesmo tu, caro leitor, todos são parte de uma cadeia ininterrupta de histórias de seres vivos quetiveram sua origem num único evento, o alvorescer da vida e num único organismo, LUCA (Last Universal Common Ancestor) que seria o hipotético ancestral de toda a vida na Terra. Sim, tu és parente daquela macieira no quintal, assim como dos pulgões que parasitam ela em certas épocas do ano…
Agora imagine tal cenário: a vida não surgiu uma única vez, ou melhor, a vida não só surgiu múltiplas vezes mas continua espreitando, nas sombras, e totalmente independente do resto da vida na Terra, um conceito conhecido como a “Biosfera das sombras”. Vida estranha, que utilizaria formas alternativas de bioquímica, metabolismo e constituintes corporais. Poderíamos encontrar microorganismos que utilizam outros elementos da tabela períodica na sua arquitetura, além dos padrões carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo e enxofre, tais como o arsênico (o que se mostrou falso até agora), ou organismos que não constroem proteínas da forma que nós as conhecemos, e até mesmo outros tipos de bases nitrogenadas (citocina, guanina, adenina, timina e uracila). Como todos os seres vivos conhecidos e catalogados utilizam esse mesmo padrão biológico, o que reforça a idéia de parentesco e ancestralidade comum, se encontrarmos seres alternativos, que driblem essas vias, e até mesmo ignorem estas, e não possam ser inseridos dentro dos grupos conhecidos, poderíamos incluir eles dentro dessa biosfera escura, das sombras, alienígena, isso se em algum dia, algum estranho destes vir a luz do dia…No próximo encontro conversamos sobre outras alternativas, algumas bem radicais, e o que se pensa sobre algumas possíveis estranhezas biológicas que se desacortinaram diante dos nossos olhos…
Mais informações: Shadow biosphere
>Sobre bactérias alienígenas…
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Se a descoberta fosse da área da palentologia, seria algo usual, mas a conclusão de Hoover vai muito além, pois ele alega que os microfósseis sao indígenos do meteorito, e não representam uma contaminação de organismos terráqueos atuais ou extintos… Encurtando a história, a conclusão do artigo é que estas estruturas representam entidades biológicas extraterrestres que pegaram carona no meteorito, possivelmente de uma exolua, ou de outros planetas!, Baseado em fotografias por métodos avançados e sensíveis (microscopia eletrônica) e por comparação com organismos como a já citada bacteria sulfurosa, das estruturas para reprodução, fixação de nitrogênio e outras atividades metabólicas de microorganismos conhecidos.
Alem das estruturas alienígenas, (e de fato são) varios compostos orgânicos como hidrocarbonetos e aminoácidos foram detectados nos meteoritos, todos apontando uma origem extraterrena (e mais uma vez, penso que ainda é cedo para concluir a respeito dos microfósseis)… Entre os dias 7 e 10 de março comentários a respeito do artigo irão ser postados no site da revista.
Uma das metas da NASA e da ESA (agência espacial européia) é futuramente aterrissar em Europa, uma das luas de Júpiter e coletar amostrar do suposto oceano líquido ou congelado, e averiguar se existem assinaturas biológicas nestes lugares alienígenas. Só assim para confirmar a hipótese de vida fora da Terra, se realmente tivermos acesso a tais organismos hipotéticos…Uma idéia interessante sugerida no artigo é a respeito das colorações na superfície da lua Europa, que poderiam ser em decorrência da atividade biológica alienígena, como alguns microorganismos fazem aqui na Terra, o exemplo da “neve de melancia” causada pelo Protista Chlamydomonas nivalis.
Referências:
Gene Reportér
Imagens:













