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Charles Alexander Morgan III, apesar do nome, não é um príncipe de um condado europeu (pelo menos pelo meu conhecimento). Ele pesquisa a biologia do stress e da desordem do stress pós-traumático na Yale University School of Medicine, e utiliza modelos de treinamento militar para associar elementos fisiológicos com respostas comportamentais ligadas ao stress.
Quem nunca viu em um filme (lembra de Men of Honor, com Robert De Niro e Cuba Gooding Jr?) aquelas cenas clássicas de esforço militar intenso, diretamente ligado à capacidade de manter a calma e a serenidade em situações extremamente perturbantes?
Muitas dessas situações a que soldados são submetidos são embaixo d’água. Em muitos casos, como reportado, os soldados acabam por desmaiar. São resgatados, “reavivados”, e então têm 1 minuto para se recompor e tentar cumprir a tarefa novamente, senão estarão fora do curso
Pois bem, Morgan e sua equipe fizeram testes comparativos dos níveis de um hormônio chamado Dehydroepiandrosterona (DHEA) nos trainees de alguns desses treinamentos milatares. Um dos casos foi um simpático “mergulho noturno”, onde os soldados teriam de nadar 3 milhas desde um ponto em alto mar até um ponto específico na praia, porém somente mergulhando, sem voltar a superfície. A performance seria medida pelo tempo levado para completar o percurso, e o quanto do trajeto porpostoteria sido feito.


Os pesquisadores verificaram que níveis mais altos de DHEA se refletiram em uma melhor performance. Além disso, os trainees com os maiores níveis deste hormônio logo após o treinamento apresentaram menos sintomas de dissociação – uma resposta comum ao trauma -, o que na verdade também ajuda na performance embaixo d’água.
Ainda, apesar de esta parte ser essencialmente correlativa, esses resultados propõe a possibilidade de que o DHEA mitiga os efeitos neurotóxicos do Cortisol (o hormônio do stress, que, em situações de stress, aumenta a energia, memória, imunidade e tolerância à dor, mas que, por outro lado, quando exposto por muito tempo no organismo, pode matar neurônios cerebrais). Ligações diretas entre essas duas variáveis (DHEA e Cortisol) já foram verificadas em ratos. Nos humanos esta hipótese ainda é especulativa, mas não deixa de ser provável.

Aguardemos então DHEA em pó, shakes e barrinhas nutritivas para melhorar o desempenho no ambiente de trabalho (que não anda muito distante dos treinamentos militares, se você quer saber minha opinião).

Aqui tem algumas informações sobre o cortisol.

Stress acredito que todo mundo sabe (ou pelo menos já sentiu) o que é.

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