>A salamandra solar

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Simbiose. Um espectro de relações na qual organismos interagem e vivem juntos de forma mais íntima possível, e onde ambos podem se beneficiar ou se destruir lentamente. Em vertebrados tetrápodes um tipo de simbiose insólita já é conhecida por uma centena de anos, e é decorrente do mutualismo nada usual entre salamandras e algas microscópicas.

Aqui os embriões de salamandras convivem intimamente com algas como Oophila amblystomatis e Chlamydomonas sp. se banhando neste suco verde e fotossintetizante enquanto vão se desenvolvendo. A equipe da Universidade de Indiana em Bloomington demonstrou que a floração das algas e posterior contato com as células de embriões de salamandra se dá logo ao inicio da formação do embrião.
No detalhe em vermelho, as algas marcadas na região da cabeça do embrião. Detalhes dos ovos.

Os embriões produzem dejetos ricos em nitrogênio como a amônia e dióxido de carbono que a alga utiliza em seu metabolismo cedendo oxigênio dissolvido em troca, para os embriões. Aparentemente as algas são passadas de mãe para os filhotes, já que as algas acompanham as salamandras em toda sua vida, desde o desenvolvimento embrionário até o nascimento de novos filhotes nas fêmeas. Resta saber quais outras espécies de salamandras e outros anfíbios atingiram tal grau de simbionticidade, e se ocorreu algum troca gênica dentro deste complexo como a transferência horizontal, o que não iria me surpreender nem um pouco…

Adulto de Ambystoma maculatus
Referências:

Kerney. ryan. “Symbioses between salamander embryos and green algae” in Symbiosis. October 2011. DOI 10.1007/s13199-011-0134-2

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