>Amanhã eu não sei…
>Correr e permanecer no mesmo lugar (só que num diferente, sempre) ei? (mas se é o mesmo, como é diferente?) bem, isso é uma citação literária não precisa se preocupar ok?, um pouco de Rainha Vermelha, e a morte de Leigh Van Valen, que observou essa dinâmica entre parasitas e hospedeiros, o que pode ter dado origem ao Sexo…
Então, o espaço está aberto com algumas imagens e textos (confesso que estou me divertindo muito) : “A mosca e o Jarro” . Apareçam, comentem, copiem e mandem fotos…
Para encerrar, seguindo o estilo do meu novo “Tumblr” um poema do Richard Feynman que eu gosto bastante.
Vejo as ondas em agitado movimento …
São montanhas de moléculas,
cada umas indiferente às outras …
triliões as separam
formam, porém um uníssono a branca espuma. Idades primervas sucessivas …
´inda as ondas não eram por humanos olhos visíveis
ano após ano
ano após ano, tão estrondosamente
como agora, batiam nas praias. para quem, para quê? …
num planeta ainda sem vida,
um espectáculo sem espectadores. Jamais em repouso …
torturado era o mar pela energia
prodigiosa do Sol …
desperdiçada sem trégua, derramada no espaço.
Uma migalha apenas faz bramir o mar. Na profundidade dos oceanos, as moléculas
repetiam-se em padrões codificados
e repetindo-se, repetindo-se sem fim,
moléculas complexas formaram.
Novas e outras iguais a si …
E uma dança original iniciaram. Crescendo em tamanho, escolheram a via da
complexidade …
Eis, por fim, a vida, multidões de átomos,
ADN, proteínas …
Sempre, sempre embalando-se em estrutura complicada Saídos já do berço-mar, agora
terrestres …
átomos que ponderam,
matéria observadora. À beira-mar …
um Eu …
Pergunta e pergunta-se:
um universo de átomos …
um átomo-ilha no universo
Imagem: Shannon May






