The Dark Side of the… Math: Resenha de “Os número (não) mentem”

O livro “Os números (não) mentem”, de Charles Seife, pousou nas minhas mãos justamente no dia que eu chegava à ultima página de “As Duas Torres”, da trilogia do Senhor dos Aneis de Tolkien. What a move, hã? Se tem coisa que gosto é ficar dando “socos no cérebro”, a.k.a., alternar entre leituras o mais disparates possíveis, só para evitar a fadiga. Acho que esse caso foi um bom exemplo! Tá, eu não rumei pra algum livro de auto-ajuda, isso sim seria uma mudança completa. Mas ei! Eu odeio livros de auto-ajuda! Então ficamos quites 😉

Bom, primeiramente queria dizer que (só pra variar) eu acho o título original bem mais satisfatório= Proofiness: the dark arts of mathematical deception. Com essa deixa já fica fácil de perceber porque eu escolhi esse título de post.

O livro é dividido em oito capítulos: “Falsos fatos, falsas cifras”; “O demônio de Rorschach”; “Negócio arriscado”; “As falácias matemáticas nas pesquisas de opinião”; “Disfunção eleitoral”; “Injustiça eleitoral”; “Realidades paralelas” e “Propaganda baseada em números”. Seife passeia entre temas cotidianos e aos quais estamos acostumados, porém mostrando como a “fachada racional” que os números sempre impuseram sobre nós acabam por muitas vezes nos manipulando e enganando.

Particularmente, eu gostei muito das analogias e metáforas (e palavras satisfatórias e esquisitas) que o autor usou para explicar os temas, para destrinchar de forma simples, porém profunda, situações que antes passavam batidas. Os temas mais recorrentes nos capítulos foram as eleições americanas (e toda sua chatice de brinde), pesquisas de opinião pública e casos da Justiça. O autor possui uma dose generosa de humor, porém me incomodou um pouco o fato de ele (pelo menos ao expressar-se) generaliza muitos estereótipos, como naquelas clássicas de que “advogados são trambiqueiros” e “políticos são sempre corruptos”. But that’s me… odeio generalizações 😉

Acima de tudo, acho que a primeira palavra que vai vir à cabeça quando eu lembrar deste livro em alguns dias, meses ou anos vai ser: “útil”. Não tem como negar o caráter extremamente informativo e esclarecedor do livro, quando Seife discorre acerca da forma como os números podem (e são) amplamente manipulados pela mídia, pelos cientistas, por políticos, pelo vendedor de frutas, pelos juristas e pela sua avó.

Para finalizar, a constatação pra lá de bacana que Seife chegou, em uma de suas histórias: “A eleição presidencial dos EUA em 2000 deveria ter sido decidida por cara ou coroa”.

Recomendo deveras!

 

Referência do livro: Seife, Charles. Os números (não) mentem: como a matemática pode ser usada para enganar você. Rio de Janeiro: Zahar, 2012.

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