A Jornada do KATRIN

Um dos grandes desafios experimentais da Física de Neutrinos é a medição das massas dessas partículas. Até o momento, só se conhece a diferença entre as massas de cada tipo de neutrino e um limite cosmológico superior para a soma de todas as massas.

A medição absoluta das massas é um desafio científico em si, e fica pra outra hora, mas e os desafios de engenharia desses experimentos? A construção e transporte do principal equipamento do KATRIN teve toda sorte de problemas. Construído a 400 km do local designado para instalação, o chamado Espectrômetro teve que fazer uma caminho de 9000 (nove mil) km até seu objetivo.

Transport-Main-Spectrom4.jpg

E nem com todo esse caminho as dificuldades foram menores. Passando por uma cidade próxima ao destino, por exemplo, o Espectrômetro passava tirando tinta das casas.

Neuig3.jpg

Isso serve para nos dar um pouco de perspectiva sobre as dificuldades da atividade experimental em Física. É extremamente comum encontrar exemplos reais da tira abaixo:


– “Você só precisa fazer os prótons ficarem muito próximos! Eu já disse isso faz uns 30 anos e ainda não foi feito?”

É por isso que experimentais odeiam teóricos.

Mais informações sobre o experimento Katrin aqui (em inglês).

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Discussão - 6 comentários

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  3. zymed disse:

    Parece simples, mas não é!

  4. Igor Santos disse:

    Tinha uma ponte no caminho que não dava para passar nem secando os pneus do caminhão.

  5. Joey Salgado disse:

    Quanto menor o fenômeno, mais gigantesco o equipamento. Para “ver” um neutrino você precisa de um jumbo sem asas, para ver uma estrela você precisa de uma luneta de bolso, ou nem isso.
    Também tenho a mesma dúvida do Takata. Para que fazer essa volta complicada? Tinha uma Montanha da Perdição no meio do caminho mais curto?

  6. Por que dessa volta toda? Alguma parada estratégica no meio do caminho? Ou não cabia em uma Beluga?
    []s,
    Roberto Takata

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