Aquecimento Global: céticos 1 X 1 IPCC
O trabalho consistiu em comparações feitas entre séries de dados de temperaturas dos polos e dois modelos. Um que incluía a influência humana e o outro que incluía apenas fatores “naturais”. O melhor ajuste dos dados ocorreu no modelo com a influência humana, sendo o principal argumento dos autores para a afirmação de que a influência do homem, principalmente devido a queima de conbustíveis fósseis, alterou de forma significativa a temperatura das regiões polares.
Em uma prévia do próximo assalto o Professor Phil Jones, diretor da Unidade de Pesquisa Climática da universidade de East Anglia, afirma que: “(…) eu ainda acho que existe um número de pessoas, incluindo políticos, que relutam em aceitar a evidência ou em fazer algo sobre isso, até nós chegarmos especificamente à escala menores, dizendo que um evento em particular foi causado por humanos como uma grave inundação em algum lugar ou uma onda de calor.”
E não seria esse o nosso papel como cientistas meu caro Phill? Como Gould disse no seu livro “Pilares do Tempo“, tudo bem que a história de São Tomé na bíblia tem um cunho moral interessante, mas nada mais científico do que “Ver pra crer”.
Vi no BBC News.
Emissão de metano volta a aumentar depois de uma década de estabilidade
Mais sobre o NF3 (Trifluoreto de Nitrogênio)
Análises atmosféricas feitas em estações afastadas dos grandes focos de poluição, indicaram que as concentrações atmosféricas deste gás aumentaram por volta de 20 vezes nas últimas três décadas. A concentração que antes era de 0,020 partes por trilhão (ppt) aumentou para 0,454 ppt. Sendo que a grande parte das emissões é do hemisfério norte. Em 2006 estimava-se que houvesse 4.200 toneladas deste gás na atmosfera, hoje acredita-se que esteja por volta de 5.400 toneladas. Tendo um alto potencial estufa e uma meia-vida de 740 anos, sua concentração equivale a 67 milhões de toneladas de CO2.
É claro que os grandes magnatas industriais estão tentando de todas as maneiras abafar estes estudos, ou até mesmo desmerecer este tipo de pesquisa. Realmente, não esperaria outro tipo de comportamento. Este é só mais um exemplo da ganância de alguns, em detrimento da evolução do conhecimento científico.
“Industries were quite dismissive of Michael Prather’s original paper as pure speculation”.
(outro importante químico atmosférico da Universidade de Ledds )
Neste contexto, já existe um movimento de pesquisadores propondo a inclusão do NF3 na lista de gases estufas regulamentados. Sendo assim, sua produção e emissão serão avaliadas e controladas. Além de inclusão deste gás nos modelos de mudanças climáticas.
Fonte: Nature News
A intrigante e controversa história do oxigênio atmosférico
Rasmussen e colaboradores relatam no periódico Nature da última semana que não há nenhum enigma a ser descoberto. Eles defendem que, devido a um erro de coleta de dados, a análise realizada a quase 10 anos atrás que datava em 2,7 milhões de anos o aparecimento das cianobactérias teve um erro “pequeno”, de quase 600 milhões de anos. O mais interessante deste caso é que Jochen Brocks, primeiro autor do trabalho refutado, é um dos autores deste novo artigo. Ele afirma que sempre foi cético em relação à análise original, criticando sua metodologia. O artigo mais recente utiliza um aprimoramento do método usado por Brocks, sendo muito mais preciso.
Para completar a discussão, os co-autores do artigo original de Brocks de 1999 criticaram o mais novo artigo da Nature, dizendo que eles não levaram em consideração trabalhos mais recentes que refinaram os dados retirados do mesmo local de coleta. Outros cientistas ainda ressaltaram que alguns estudos com estromatólitos (estruturas formadas em corpos aquáticos rasos por bactérias fotossintetizantes) de 2,7 bilhões de anos de idade podem colocar ainda mais lenha na fogueira. Estes comprovariam que organismos fotossintetizantes poderiam ter aparecido milhões de anos antes do grande evento oxidativo, levando toda a discussão novamente para o grande “lag”.
Sendo assim, a verdadeira história do principal aceptor de elétrons do nosso planeta está longe de ser contada. Aguarde o próximo capítulo.
Referências:
Brocks, J. (1999). Archean Molecular Fossils and the Early Rise of Eukaryotes Science, 285 (5430), 1033-1036 DOI: 10.1126/science.285.5430.1033
Fischer, W. (2008). Biogeochemistry: Life before the rise of oxygen Nature, 455 (7216), 1051-1052 DOI: 10.1038/4551051a
Rasmussen, B., Fletcher, I., Brocks, J., & Kilburn, M. (2008). Reassessing the first appearance of eukaryotes and cyanobacteria Nature, 455 (7216), 1101-1104 DOI: 10.1038/nature07381
Falkowski, P., & Isozaki, Y. (2008). GEOLOGY: The Story of O2 Science, 322 (5901), 540-542 DOI: 10.1126/science.1162641
Crítica ao “consenso” científico
consensocon.sen.so
sm (lat consensu) 1 Anuência, consentimento. 2 Acordo.
Para mim, a união das palavras “consenso” e “ciência” é muito difícil. Concordo com o João, do Crônica da Ciência, que um consenso científico seria “(..) um conjunto de teorias ou teoria que a maioria de cientistas de uma determinada área suporta como sendo as melhores nessa mesma área, num dado momento”. O problema neste caso, está relacionado a como este “consenso” é transmitido para o público geral. Sendo assim, toda e qualquer notícia relacionada a estudos científicos deve ser encarada não como uma verdade absoluta, mas como um argumento, uma idéia, que pode ser mais ou menos plausível, dependendo do caso.
Referência:
van Hoof, T., Wagner-Cremer, F., Kurschner, W., & Visscher, H. (2008). A role for atmospheric CO2 in preindustrial climate forcing Proceedings of the National Academy of Sciences, 105 (41), 15815-15818 DOI: 10.1073/pnas.0807624105
















