Fungos e remoção de exonfre de óleos crus

Stachybotrys sp. Fonte: Air Quality Environmental

Na última edição do periódico Industrial & Engineering Chemestry Reaserch, Shayegan e seus colaboradores descobriram uma nova espécie de fungo (Stachybotrys sp.) capaz de remover mais enxofre de óleos crus do que os tradicionais métodos. Esses métodos necessitam de elevadas temperatura (por volta 400°C) e altas pressões. Já os fungos realizam esta mesma tarefa a 30°C (temperatura ambiente) e na pressão normal de nossa atmosfera.

Este fungos foram isolados de amostras de solos que são freqüentemente contaminados com este tipo de óleo durante um trabalho para caracterizar a microfauna deste ambiente. Porém o mais impressionante é que esses fungos são capazes de remover 76% do enxofre do óleo pesado!

Realmente é um grande avanço para a biotecnologia este tipo de descoberta. Nossos tradicionais métodos químicos (extremamente consumidores de energia e danosos para o ambiente) estão sendo substituídos por metodologias menos agressivas e mais biológicas.

Fonte: Nature

Fotografia científica: Árvore da Vida

Foto: Yann Arthus-Bertrand. Fonte: The Big Picture

Você não está olhando para uma foto de uma área degradada ou de mais uma “prova incontestável” do aquecimento global. Este registro do fotógrafo francês Yann Arthur-Bertrand foi feito no Parque Nacional de Tsavo, Quênia. Ela mostra bem ao centro uma acácia, que serve como sombra e fonte de alimento para animais herbivóros desta região. Desde 2000, o time de fotógrafos liderados por Yann já fez mais de 500.000 fotografias em mais de 150 países em um projeto chamado “A Terra vista de cima” (The Earth from Above).

Para conhecer mais sobre Yann Arthur-Bertrand e seus projetos, visite o seu site oficial.

Para ver mais fotografias científicas, clique aqui.

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Recicle (idéias); Reduza sua “pegada” no laboratório; Mude para fontes alternativas de combustível; Coma localmente.

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Recuperação na camada de gelo do Ártico em 2008

Se pensarmos só em números relativos, podemos dizer que sim. No mês de setembro deste ano foi registrado uma cobertura de 4,67 milhões de Km quadrados, 9% maior do que em Setembro de 2007, quando o gelo cobria uma área de 4,28 milhões de Km quadrados. Segundo pesquisadores do NSIDC (centro de pesquisa americano sobre neve e gelo), o ano de 2008 só não quebrou o recorde de 2007 devido a condições regionais que favoreceram a manutenção da camada de gelo. Estas condições seriam: temperaturas mais baixas que em 2007, mas ainda mais altas que a média; maior nebulosidade que protegeu o gelo do derretimento; um diferente padrão de ventos que espalhou parte do gelo, resultando em números mais elevados de cobertura. De forma simplificada, os pesquisadores registram que a variabilidade natural de padrões climáticos de curta escala de tempo evitou que um novo recorde de cobertura mínima fosse batido.
Pensando em uma escala temporal mais ampla, mesmo apresentando uma recuperação em 2008, a cobertura de gelo no ártico ainda está bem abaixo da média. Desde que as medidas por imagens de satélite começaram a ser feitas em 1979, a cobertura de gelo no ártico apresentou o segundo recorde negativo no ano de 2008, perdendo apenas para 2007. Estes resultados são bem representados no gráfico abaixo.

Clique no gráfico para ampliar. Fonte: NSIDC
Outra medida importante da quantidade de gelo no ártico é a espessura. A recuperação da extensão da camada em 2008 ocorreu principalmente pelos chamados “gelos recentes”, mais finos que os mais antigos. O gráfico abaixo mostra o aumento da cobertura da camada de gelo mais nova (em vermelho) e uma diminuição da camada de gelo mais antiga (em amarelo).

Clique no gráfico para ampliar. Fonte: NSIDC

Colocando as medidas feitas todos os anos desde 1979 em um mesmo gráfico, temos uma forte tendência de queda na extensão da camada de gelo no ártico.

Clique no gráfico para ampliar. Fonte: NSIDC

Mesmo sendo contra a utilização de forma sensacionalista do ártico como símbolo do aquecimento global, acho que o padrão de diminuição da cobertura da camada de gelo é significativo. Sendo causado ou não pelo aumento antrópico de gases estufa na atmosfera como é discutido por céticos climáticos, acho que pegar a recuperação na extensão de gelo em 2008 como se fosse um argumento forte de que o aquecimento global não existe é forçar um pouco a barra. Como sempre em ecologia, olhar tendências em maior escala de tempo nos mostra padrões que olhando apenas uma variação entre meses ou anos podem esconder.


Mais sobre este assunto em uma reportagem da Nature e em um comunicado oficial do NSIDC.


Update
(17/10/08 – 19:23)

Registrado aumento de temperatura recorde no ártico

No relatório anual do ártico feito por pesquisadores do orgão americano NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) foi registrado um aumento recorde de 5 graus celsius acima da média nesta região. A justificativa deste aumento deve-se a maior perda da cobertura de gelo nos últimos dois anos, que facilitou a maior penetração de calor do sol no oceano. O ano de 2007 foi considerado o mais quente desde a década de 1960, quando se iniciaram as mensurações. Mais informações neste comunicado oficial do NOAA.

Ver Ciência 2008

Para quem não conhece, as mostras do Projeto VerCiência já ocorrem em várias partes do Brasil desde 1994. Segundo o site oficial , “O projeto tem como missão ‘promover e incentivar a disseminação do conhecimento e da cultura científica pela televisão’. Os programas de TV de diversos países – em sua maioria inéditos no Brasil – selecionados para as mostras anuais itinerantes são exemplos de como a ciência e a tecnologia podem ser apresentadas de forma compreensível, atraente e até como entretenimento cultural de qualidade”.

O tema deste décimo quarto ano do projeto é “Evolução e Diversidade”, então vídeos da grande área das ciências biológicas foram os mais contemplados. O catálogo completo deste ano pode ser visto aqui. As cidades contempladas por este evento são Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, mas o projeto alcançará todo o brasil devido a sua participação na Semana Nacional de Ciência e tecnologia.

Para ver a programação da mostra em cada cidade, veja os links abaixo:

CCBB Brasília (21 de outubro a 2 de novembro)
CCBB Rio (20 de outubro a 9 de novembro)
Estação Ciência (SP) (20 a 26 de outubro)
Catavento (SP) (20 a 26 de outubro)

Para quem é do Rio, outro lugar que também estará exibindo parte da mostra é o Centro de Tecnologia (CT), na ilha do fundão. O evento ocorrerá no Salão Nobre da Decania do CT, 2º andar do Bloco A, localizado na av. Athos da Silveira Ramos, 149, Cidade Universitária. Mais informações aqui. Segue abaixo a programação:

SELEÇÃO WGBH (11h) PROGRAMAS DE 60 min

• Dia 20/10 – EVOLUÇÃO-1: A REVOLUCIONÁRIA IDÉIA DE DARWIN (partes 1 e 2)
• Dia 21/10 – EVOLUÇÃO-2: GRANDES TRANSFORMAÇÕES
• Dia 22/10 – EVOLUÇÃO-3: EXTINÇÃO
• Dia 23/10 – EVOLUÇÃO-4: POR QUE SEXO?
• Dia 24/10 – EVOLUÇÃO-5: AS ORIGENS DA MENTE HUMANA (excepcionalmente às 12h)

SELEÇÃO BBC (12h) PROGRAMAS DE 50 min

• Dia 27/10 GRANDES BRITÂNICOS: DARWIN
• Dia 28/10 A VIAGEM DO BEAGLE
•Dia 29/10 A ENERGIA É A CHAVE
ORF – Áustria, 45 min (Este último faz parte da seleção de Programas internacionais).

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