O conto do jabuti gigante e do lagarto, por Richard Dawkins
Após a publicação do livro “The Ancestor´s tale: a pilgrimage to the dawn of life” em 2005 (que chegou ao Brasil apenas este ano como “A grande história da evolução – na trilha dos nossos ancestrais“), o biólogo Richard Dawkins fez uma grande viagem às Ilhas Galápagos. Nesta viagem Dawkins escreveu dois contos sobre as peculiaridades deste lugar que foi muito importante para a teoria da evolução de Darwin. Esses contos seriam incluídos no “A grande história da evolução” se o mesmo não tivesse sido publicado antes da viagem. Um dos personagens mais famosos do “A origem das espécies” é o tentilhão, pequeno pássaro que coloniza grande parte do arquipélago de Galápagos. Mas outros habitantes de Galápagos apresentam histórias interessantes que foram contadas por Richard Dawkins em vídeos curtos (8 minutos) e publicados na internet. Belo exemplo de como fazer divulgação científica de qualidade.
O primeiro conto do Dawkins fala sobre os jabutis gigantes, que
poderiam ter sido um exemplo tão interessante quanto os tentilhões para
exemplificar o processo de especiação e evolução no livro de Charles
Darwin. Ele foi legendado em português por FightBadIdeas.
Por que alguém se torna biólogo?
“Tradicionalmente, alguém se torna biólogo ou por formação na área médica ou por ter sido um jovem naturalista. Hoje, é comum para um jovem se empolgar com as ciências da vida através dos meios de comunicação, sobretudo por filmes sobre a natureza na televisão, de visitas a um museu, (geralmente à sala dos dinossauros) ou de um professor inspirador. Há também milhares de jovens observadores de pássaros, alguns dos quais acabarão se tornando biólogos profissionais (como foi o meu caso). O ingrediente mais importante é a fascinação diante das maravilhas das criaturas vivas. E isso permanece com a maioria dos biólogos para o resto da vida. Eles nunca perdem a empolgação com a descoberta científica, seja ela empírica ou teórica, nem o amor pela perseguição de novas ideias, novos vislumbres, novos organismos. E muita coisa na biologia tem uma relação direta com as circunstâncias e com os valores pessoais do biólogo. Ser um biólogo não significa ter um emprego; significa escolher um estilo de vida.”
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