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A questão sobre a construção da usina de Belo Monte continua agitando a sociedade brasileira. Bem, pelo menos uma parte. Dentre os que se preocupam está o movimento Gota D’água. Contando com artistas da rede Globo, o movimento divulga todos os contras de Belo Monte, isso mesmo, somente os “contras”. Para os especialistas, que dizer, para os ambientalistas, quer dizer para os artistas, a construção será uma mancha na história do Brasil, como a ditadura militar. Ops! Acho que sobre este assunto eles não podem falar.

Na outra ponta, está o movimento Tempestade em Copo D’água.Liderado pelo Professor Sebastião Amorim (UNICAMP), universitários mostram o outro lado da construção de Belo Monte. Assistam o vídeo abaixo:

 

Neste vídeo, os alunos e o professor expões os prós e contras da construção da usina. Acredito que essa ação é enriquecedora para a o desenrolar de um debate nacional, onde o campo de batalha será a internet. Nesse intuito, acredito que devemos divulgar este vídeo para mostrarmos o outro lado da moeda.

Todos temos que conhecer melhor quais são os pesos da balança. Porém, faço um adendo sobre a citação dos universitários sobre a questão do impacto da geração de energia hidrelétrica. Na minha visão, o conceito de energia limpa deveria ser banido. Até agora não existe nenhum tipo de fonte alternativa viável economicamente capaz de gerar impacto zero ao ambiente. Energia hidrelétrica não é limpa, bem como eólica e solar. Estudos demonstram que reservatórios podem ser grandes emissores de gases estufas (principlamente metano) para atmosfera devido a decomposição da matéria orgânica (floresta submersa) no fundo dos grandes lagos gerados.

Pelo menos os estudantes tiveram a dignidade estudar o tema. Os artistas declaram que o absurdo de que não necessitaríamos de energia de Belo Monte, e que a solução poderia ser energia eólica. Como o Luiz já escreveu sobre isso, não vou me alongar nesse assunto. Mas somente alguém extremamente despreparado para sugerir tal saída.

Avaliem, estudem e divulguem. Tomem uma posição. Estamos acustumados a receber informações pasteurizadas da televisão. Levamos mais em consideração quando pessoas conhecidas tomam parte do que quando alguém mais preparado e desconhecido fala. É claro que o vídeo dos artistas é melhor “interpretado”, uma atriz tira a blusa, olhos verdes são focados, rostos saudáveis repetem a idéia. Isso mexe com a gente como propaganda de carro e roupas. Mas ainda me inclino que concordar com quem, no mínimo estudou para falar, e não simplesmente, decorou um texto como tantos outros já decorados.

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