Ecologia: estamos trabalhando no lugar errado

Discussão - 5 comentários

  1. Patrola disse:

    Muito bom o comentário sobre o artigo. O autor do comentário argumenta de forma coerente como (no mundo científico) ainda somos reféns dé países mais desenvolvidos e de língua inglesa. Será que pesquisas realizadas e publicadas em países ditos “menos desenvolvidos” não devam ser levadas em consideração? Isso mostra mais uma vez a arrogância Norte Americana querendo sempre ditar regras e tendências! Até quando seremos reféns??

  2. Genimar disse:

    Bento,
    mais uma vez, tenho que parabenizá-lo pela coerencia. E olha que estou mais para opositor do que para entusiasta do ambientalismo militante.
    Neste comentário tua orientação alinha-se ao meu pensamento quanto a condução da política. Quanto mais focarmos no ambiente regional, melhor será o entendimento e menor será o poder de controle supra-regional.
    Cito um exemplo de fácil verificação: o Clero Católico passou 18 séculos impondo-se sobre o mundo como um verdadeiro império. Qual sua arma? o Evangelho? Não, senhores! A desinformação foi a principal ferramenta com a qual a Igreja se impôs ao mundo. E antes que me acusem de anti-religioso, quero deixar claro que sou Cristão-Católico praticante e assumido! Mas não cego.
    O que fez com que o Catolicismo perdesse o poder terreno foi a tradução da Bíblia para outras línguas, que permitiu aos fiéis conhecer o texto, principalmente do Evangelo – pelo menos a versão que nos foi permitida – e contestar os excessos do Clero. E isso, paradoxalmente, foi o que salvou a Igreja Católica.
    Na política, venho defendendo a “aldeização” do poder público. Creio que o ambientalismo deveria seguir o mesmo caminho.
    Nenhuma aldeia pode salvar o mundo, mas, se cada aldeia salvar-se a si mesma, o mundo estará a salvo!

  3. JH disse:

    Olá, sou novo no blog (primeira visita) e na Ecologia também. Embora concorde com as conclusões desse estudo eu fico pensando: Será que é realmente o pobre do pesquisador ai da foto que está fazendo errado? Ou será o modelo de ciência que temos construído que está um pouco fora do eixo? Pois se meu projeto não é em uma área bem preservada, com algum conhecimento prévio para poder fazer comparações, com uma abragência maior , meu projeto não chama atenção dos órgão fianciadores, meus dados e conclusões não interessam aos periódicos de bom fator de impacto e por fim meu currículo não cresce. Então para quê trabalhar nessas áreas pouco conhecidas, para quê tentar fazer algo diferente e inovador e arriscar não ser bem recebido pelos colegas? Como você disse muito bem, até quando estaremos submetidos a ditadura do fator de impacto?

    • Luiz Bento disse:

      Olá jh, obrigado pela visita.

      Realmente este círculo da ciência é complicado. Quem ganha mais dinheiro é quem manda projetos de assuntos “quentes”. Isso serve também para quem quer publicar mais e ganhar mais pontos de CV. Mas nem tudo está perdido. Vivemos em uma época de transição em que possivelmente ocorrerão grandes mudanças na maneira com que publicamos ciência. Talvez a maior mudança, desde o início da ciência moderna. Pois acho que a publicação nos moldes atuais não é muito diferente do que Darwin fazia.

      Sou otimista. Acho que o movimento open science vencerá. Pena que quando isso acontecer eu não estarei mais na academia.

      Abraços.

    • JH disse:

      Olá novamente.
      Hoje me lembrei desse post. Estou trabalhando em um artigo que envolve ecologia de florestas urbanas. Pensei que o artigo que gerou esse post poderia ser interessante, mas quando tentei buscá-lo descobri que o acesso é pago. E lá vamos nós com nosso modelo de ciência. Luiz Bento, sinceramente espero que você esteja certo e que as grandes mudanças venham logo.

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