Mais uma balela digital dos ambientalistas: “.WWF”

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Formato de arquivo “verde”. Era só o que me faltava. 

Lembra do revolucionário projeto do Greenpeace, o Black Pixel? Em uma rixa ambientalista para disputar quem tem a ideia mais idiota fantástica o WFF lançou o “novo” formato de arquivos chamado “WWF”. Diferente do Greenpeace que prometia economizar rios de energia com um ponto preto que só funciona em monitores de tubo (que somente são utilizados hoje de forma significativa no Haiti), o WWF quer atacar a indústria maléfica da impressão de papel. Eles fizeram um programa que converte vários tipos de arquivos no “.wwf” que não permite que a pessoa realize a impressão. Se as pessoas não podem imprimir o arquivo então economizaremos papel, certo? Assim salvaremos as árvores do nosso planeta! Que bonito! Bem, nem tudo são flores, ou árvores.

A ideia revolucionária de um arquivo que não pode ser impresso é um pouco antiga. Qualquer conversor de quinta categoria de PDF já tem a opção de não deixar que o arquivo seja impresso. Essa opção aparece junto com outras opções de segurança do arquivo. “Mas Luiz, o que vale é a ideia!”. É o que sempre me falam quando faço críticas a este tipo de ideia que não leva a nada. Imagina se alguém me envia um arquivo “verde” que não pode ser impresso e eu preciso imprimir ele urgentemente? E a troca de arquivos necessária para todos baixarem o programa da WWF e converter todos os arquivos? E o gasto de energia dos computadores necessário para converter todos os arquivos em “.wwf”? Eu por exemplo tenho milhares de documentos do meu mestrado e doutorado. Para ser “amigo do planeta” vou converter todos para .wwf? Vou passar dias para conseguir isso. E o tempo gasto lendo arquivos .wwf no computador? Nem todos tem grana para comprar um e-book reader. A energia gasta pelo meu pc para ler um livro inteiro no computador seria algo realmente significativo. Não faz sentido. Uma pérola do site da WWF tentando explicar o produto revolucionário:
“Decida quais documentos não precisam ser impressos – e salve eles como WWF”.
Como assim? Se a pessoa decidiu que eles não precisam ser impressos ela não vai imprimir! Não precisa baixar um programa e converter ele em um arquivo que não deixa ele ser impresso! 
Bem, vamos esquecer tudo que eu disse e pensar no lado positivo da campanha. Ela tem uma boa reflexão e pode realmente fazer as pessoas pensarem mais no assunto. Por que então o WWF não faz campanha para conscientizar as pessoas para imprimirem menos? Por que o WWF não incentiva as pessoas a simplesmente converterem o arquivo em PDF como “non printable” e assim evitarem uma troca de arquivos e processamento desnecessários? Por que o WWF não investe em pesquisa sobre impressoras que economizem tinta ou até sobre economia de energia em computadores? Fica o meu desabafo. O WWF tem projetos bem interessantes na área da conservação (tirando a “Hora do planeta”), mas acho que desta vez o WWF errou feio. Talvez não, pois essa campanha certamente trará mais $$ para eles e para as empresas que apoiam a campanha.

ONGs do bem, ONGs do mal

Gostaria de compartilhar com vocês um texto publicado pelo jornal Folha de São Paulo no dia 13 de janeiro por Rogério Cezar de Cerqueira Leite, que é físico e professor emérito da Unicamp. É uma visão crítica do papel das ONGs na conservação ambiental. Abaixo um trecho selecionado por mim deste artigo.

“(…) Não nos ocuparemos aqui daquelas denominadas “ONGs do mal”. Dentre elas, aquelas cujo propósito único é o usufruto de benesses financeiras e materiais. São denominadas ONGs sanguessugas nos compêndios de parasitologia. Tampouco consideraremos aquelas ONGs que, sustentadas por instituições e governos estrangeiros, defendem interesses alienígenas e se mantêm insensíveis às aspirações do povo brasileiro.

Concentraremo-nos, portanto, naquelas denominadas “ONGs do bem”. Vamos também incluir nesse conjunto bem intencionados defensores públicos e autoridades do setor de meio ambiente. E vamos começar pelo recente leilão de eletricidade que teve como consequência a autorização e incontornável implantação de 50 termoelétricas a combustíveis fósseis.

Argumentam esses missionários verdolengos que hidroelétricas reclamam represamento de água e que represas são prejudiciais ao meio ambiente por vários motivos. Inicialmente, porque ocupam o espaço do ambiente natural, principalmente florestas, ameaçando espécies naturais e o equilíbrio ecológico.

Ora, qualquer espécie que estiver restrita exclusivamente à região de uma futura represa hidroelétrica já está condenada à extinção devido ao espaço limitado. Por outro lado, a questão de espaço vital é ridícula, pois, se assim fosse, teríamos que secar os lagos naturais. A maior diferença entre lagos naturais e represas é que os primeiros foram feitos pela mãe natureza (Jeová para alguns), enquanto as represas resultam da ação do homem sobre a natureza. No fundo, uma grande parcela da aversão dos chamados ambientalistas por represas é de origem religiosa.”

Leia o texto completo no sítio do Jornal da Ciência.


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