Patentes Verdes (2- Tinta geradora de energia elétrica)

Mais uma da nossa nova seção sobre patentes verdes. A equipe do professor Prashant V. Kamat (departamente de Química e Bioquímica da Universidade de Notre Dame) já tinha desenvolvido um métodode de aumentar a eficiência de célular solares usando nanotubos de carbono, agora eles conseguiram disponibilizar um aperfeiçoamento disto em um meio bastante barato e comumente encontrado em tintas. A patente desta tinta  revolucionária pode ser encontrada neste endereço.

Os panéis de nanopartículas possuem maior potencial de absover luz e gerar elétrons. Porém, sua capacidade de direcionar estes elétrons para gerar uma corrente é reduzida. No passado, os pesquisadores conseguiram adiconar nanotubos de carbono a um filme de nanopartículas de dióxido de titânio. Os nanotubos de carbono formam um soporte onde o filme se deposita. Desta forma, os elétrons são capturados mais facilmente e traçam uma rota mais direta para o eletrodo. Em um artigo publicado recentemente, eles adicionaram pontos quânticos (diminutos semicondutores de cristais), além de um revestimento com sulfeto e seleneto de cádmio.

Essa tinta, usando tecnologia mais eficiente em capturar e transportar elétrons, é também capaz de absorver luz visível devido aos pontos quânticos. Resolvendo assim o problema do óxido de titânio em absorver quase que exclusivamente luz ultra violeta, sendo o espectro da luz visível quase que totalmente refletido.

Apesar de ter um redimento de 1% quando comparado aos 15 a 20% dos painéis solares comuns, devido ao seu baixo custo e a facilidade de produção, a tinta pode ser utilizada em grandes áreas, contrabalanceando o baixo rendimento. Basta aplicar em um material condutor transparente e expor ao sol que a energia é gerada.

Este é um grande passo para a difusão do uso de energias renováveis. O preço de painéis é um fator preponderante na aquisição deste tipo de fonte de energia, porém essa nova invenção pode ser um divisor de águas na história da energia solar. Imaginem no futuro toda parte externa de sua casa funcionando como um painel solar? Quem sabe sua cidade inteira? Adeus conta de luz!

Fontes:

Science debate

Green Patent Blog

“Eric Lane is a patent attorney at Luce, Forward, Hamilton & Scripps in San Diego, where he works in the Intellectual Property and Climate Change & Clean Technologies practice groups. Mr. Lane can be reached at or at [email protected]. He authors the Green Patent Blog. His new book — Clean Tech Intellectual Property: Eco-Marks, Green Patents and Green Innovation — is on sale now.”

Nova seção: Patentes Verdes (1- Navio para produção de energia das ondas)

É com grande prazer que inauguro uma nova seção no Discutindo ecologia: Patentes Verdes. Procurando mais sobre este assunto a algum tempo, encontrei o blog Green Patent. Rapidamente, este se tornou uma referência para mim, com isso entrei em contato com o seu administrador Eric Lane. Após uma troca de e-mails fechei uma parceria com ele para tradução ou uso como referência dos posts do seu blog.

Para começar, a duas semanas atrás me deparei com um post sobre um navio gerador de energia. Projetado pela Fraunhofer Center for Manufacturing Innovation (FCMI) este navio se aproveita da energia transportada pelas ondas para produzir e, consequentemente, armazenar a energia transformada (isto é, energia elétrica).

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A pedido de patente WO 2011/060183 (nos próximos posts explico melhor esse sistema de numeração e trâmites de patentes) é direcionado a sistemas e métodos de “colheita” de energia compreendendo um barco, no qual estão acoplados a um aparato de captura de energia de ondas, sendo grande parte dela armazenada e uma pequena parte usada no próprio deslocamento do navio.

De acordo com a companhia, este sistema tem grandes vantagens como não precisar de cabos submersos de transporte da energia elétrica para o continente, possibilidade de se refugiar em momentos de tempestade (os outros sistemas são fixos) e evitam a presença de grandes estruturas fixas como obstáculos no mar. O site da empresa disponibiliza uma animação interessante mostrando o processo todo.

Não tenho certeza de quanto tempo esse navio deve produzir energia vinda das ondas para neutralizar todo impacto da produção do navio e das baterias necessárias para o armazenamento e transmissão (por exemplo, produção e transporte do aço para a confecção do navio). O que só torna válido se tal impacto conseguir ser compensado durante a vida útil do navio. Porém, acredito que é assim que a evolução tecnológica se dá. Em um primeiro momento, a eficiência pode não ser tão grande, mas os estudos sobre a matéria disponibilizam os aprimoramentos futuros.

Com isso, temos o primeiro post dessa série. Nos próximos, tentarei explicar melhor como se dá o processo de confecção, depósito, andamento e concessão de patentes aqui no Brasil e no resto do mundo e, claro, outros pedidos de patente ou patentes relacionados

“Eric Lane is a patent attorney at Luce, Forward, Hamilton & Scripps in San Diego, where he works in the Intellectual Property and Climate Change & Clean Technologies practice groups. Mr. Lane can be reached at or at [email protected]. He authors the Green Patent Blog. His new book — Clean Tech Intellectual Property: Eco-Marks, Green Patents and Green Innovation — is on sale now.”

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