Dispersando Especial – Butantan

Episódio extraordinário sobre o incêndio no Instituto Butantan com a participação dos blogueiros Eduardo Bessa (Ciencia à Bessa), Luiz Bento (Discutindo Ecologia) e Reinaldo Lopes (Chapéu, Chicote e Carbono-14) que discutem, mediados por Igor Santos (42.), as causas, os estragos e a importância do que foi perdido.

Você pode ouvir direto da página, usando o controlador abaixo (45min):

Ou, se preferir, baixar o áudio diretamente para seu computador ou aparelho portátil de MP3, salvando o arquivo a seguir (41,5MB): Dispersando – Butantan.

Gostaríamos de nos desculpar pela qualidade sonora deste episódio. O engenheiro responsável esqueceu de considerar a intensidade de entrada e realimentou a chave de um compressor paralelo diretamente para conversor AD, o que diminuiu a razão sinal/ruído e, como se isso já não fosse falta de atenção suficiente, deixou de levar em consideração o fluxo de sinal adicionou um limitador ANTES do equalizador paramétrico e cometeu o crime de ligar um filtro de banda com um Q estreito e sem curva-de-joelho com a fase invertida, num condensador lápis de dureza 6 numa voz que é no máximo um 8. Dá pra acreditar que alguém consiga errar algo tão básico?
Atrenciosamente, Engenheiro responsável

Para entrar em contato, mande-nos um email.

Link para a transcrição (em PDF).

Links citados no programa:

Matéria sobre um dos incêndios no Fundão (UFRJ);

Reportagem de Reinaldo com ex-presidente da Fundação Butantan, Isaias Raw para a Folha de São Paulo;

Comentários de roqueiros famosos no Twitter;

Artigo da Nature sugerindo aprendermos com a Natureza a descentralizar recursos (em inglês).

Trecho adaptado do texto “Da utilidade dos animais” de Carlos Drummond de Andrade (YouTube);

A música da introdução, transições e destrodução é uma peça tradicional (domínio público) instrumental moldava chamada “Hanshtul“, em versão executada pelo grupo Terra Sonora e pode ser ouvida na íntegra na página da banda (last.fm).

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Discussão - 8 comentários

  1. Marcelo Hermes disse:

    Oi pessoal,
    Muito bom o bate papo, bem exclarecedor sobre o que aconteceu e sobre os problemas de infraestrutura de nossos predios de pesquisa. Mas problemas graves nao estao apenas em predios velhos, acontecem em predios novinhos em folha. Postarei algo sobre isso em meu blog sobre o que está acontecendo no novo conjunto da biologia (10 predios) da UnB. Chega a ser surreal.

  2. Chloe disse:

    Obrigada Igor.
    C.

  3. Thanuci Silva disse:

    No dia em que conversei com o curador do Herbário UEC (aqui da Unicamp), a primeira coisa que perguntei foi: Aqui não tem proteção anti-chamas? Não há detectores de fumaça?
    O curador ficou super sem graça e meio que não sabia se me dizia a verdade ou não.
    Então ele soltou um gagejado NÃO. =s
    Ainda completou dizendo que uma tomada pegou fogo há alguns meses estragando a parede do herbário. Ainda bem que foi só a parede né?
    Nosso herbário, o segundo maior da América Latina (pelo que sei) também está esperando um incêndio para tomar as devidas providências com relação à segurança das exsicatas guardadas ali. Lamentável.
    Beijos!

  4. maria disse:

    parabéns, rapazes, bela discussão.
    importante trazer à tona o desmazelo que reina não só no butantã, mas em outras grandes coleções zoológicas brasileiras.
    será que esse desastre (que está longe de ser acidente) pode servir como alerta pra que algo mude?

  5. Chloe disse:

    Oi Eduardo!
    fiquei com vontade de ver esse sapo-cururu. : )
    acho os sapos uma graça!
    já as cobras e aranhas me dão arrepio mesmo mortos dentro de um vidro muito bem fechado, rs…
    obrigada pelas informações. ; )
    C.

  6. Eduardo Bessa disse:

    Chloe,
    Existem sim. Répteis, por exemplo, podem ter seu esqueleto montado, sofrer perfusão por parafina (um dia vi um anfíbio, um sapo-cururu, fixado assim que parecia vivo, fica perfeito) ou serem empalhados mesmo. Aracnídeos às vezes podem ser montados em via seca, espetadinhos em cortiça, mais ou menos como se faz com insetos, como o Reinaldo comentou no podcast. Qualquer animal pode ter seu DNA inserido em um banco de amostras genéticas. Há ainda variações quanto aos líquidos para fixação: álcool, glicerina, formol, Bouin. Acontece que as vias úmidas imersas em álcool ainda são a forma mais eficiente e que permitem mais facilmente um misto de conservação das características do animal e a avaliação destas características pelos cientistas, mesmo muitos anos depois da morte do animal.

  7. Igor Santos disse:

    Que bom que você gostou. Uma apreciadora compartilhou comigo.

  8. Chloe disse:

    Parabéns Meninos! Excelente podcast!
    E que bom que o Igor perguntou aos 33′ o que era o Fundão, rs… eu também não estava conseguindo associar essa palavra ao tema em foco.
    Pergunta: existem outras maneiras de se conservar um animal sem ser com alcool ou similar?
    Abç. ; )
    C.
    PS. gostei muito da música de fundo Igor, onde vc consegue essas coisas!? ; )

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