E agora, posso avançar um pouco mais: Habermas
“Diferentemente das ciências filosóficas de tipo antigo, as modernas ciências experimentais desenvolvem-se desde a era de Galileu, num marco metodológico de referência que reflete o ponto de vista transcendental da possível disposição técnica. As ciências modernas geram por isso um saber que, pela sua forma (não pela sua intenção subjetiva), é um saber tecnicamente utilizável, embora as oportunidades de aplicação, em geral, só tenham surgido posteriormente. Até ao fim do século XIX, não existiu uma interdependência de ciências e técnica.” (Técnica e Ciência como “Ideologia”– Jürgen Habermas – Edições 70 – 2006 – pág 66-67)
A interdependência entre ciência e técnica é a ciência do fazer. A instrumentação da natureza no intuito da dominação. A medicina se utiliza de uma parte dessa ciência que podemos chamar ciência médica e que vem a nós carregada dessa ideologia.
Vêm daí parte das críticas contemporâneas.

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