Mortes por Gripe Suína

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Instituto de Infectologia Emílio Ribas
Tenho escrito pouco sobre a gripe (^::^)~ suína. Escrevo após a confirmação da primeira morte pelo vírus influenza A H1N1. Longe de estar despreocupado sobre o assunto, escrevo para reafirmar o que venho dizendo há mais de 1 mês. Que a gripe viria de qualquer forma e que mortes, infelizmente, ocorreriam, como ocorrem todos os anos, aliás. Mas, por que essa gripe preocupa então?

A gripe suína é uma zoonose que teria comportamento ainda não definido e portanto, imprevisível. Entretanto, Carlos Frederico D. dos Anjos, ex-diretor do Hospital Emílio Ribas, escreve um artigo na Folha de São Paulo (para assinantes), do qual destaco os seguintes pontos:

“Por outro lado, o perfil clínico e epidemiológico da gripe suína se caracteriza por acometer jovens e com baixa letalidade (em média, 0,4% dos casos). No Brasil, onde mais de 70% dos casos são importados, 85% têm entre 10 e 49 anos, mais de 90% dos quais com quadros clínicos leves e moderados (Sinam/MS). Nos EUA, só 9% dos casos requereram hospitalização, 41% destes portadores de doenças crônicas (NEJM, 2009)”.

“Chamo a atenção para o fato de que mesmo os casos mais graves são similares a pessoas infectadas com outros vírus de origem suína ou influenza sazonal, cuja morbimortalidade associada resulta de complicações secundárias, como pneumonia viral e bacteriana secundária ou como exacerbação de doença crônica.”

Por fim, o Emílio Ribas não é o único hospital que atende casos suspeitos: “Acontece que o IIER (Instituto de Infectologia Emílio Ribas) é 1 dos 5 hospitais na grande São Paulo que são referência para o atendimento desses pacientes, ao lado do Hospital das Clínicas, hospital São Paulo-Unifesp, hospital do Grajaú, Hospital Geral de Guarulhos e hospital Mário Covas-Santo André.”

Conclusão:
1. Essa gripe preocupa porque é de um vírus diferente, ainda não o conhecemos totalmente. Acomete pessoas mais jovens. Tem baixa letalidade. Apenas 9% necessitaram hospitalização nos EUA, metade com doenças crônicas. Parece estar se comportando como uma gripe comum.
2. Atualmente, é indistinguível de um caso de gripe sazonal, inclusive na gravidade.
3. O Hospital Emílio Ribas não é o único que pode atender casos suspeitos, fazer sorologias ou administrar medicamentos caso necessário. Outros 4 hospitais na Grande São Paulo estão preparados com um plano de contingência para isso (ver acima).

É isso.

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Discussão - 22 comentários

  1. Karl,
    9% de internações é MUITO alto! No caso de gripe sazonal, deve ser menor que 1%.
    Os EUA tiveram 3000 internações em três meses, durante a primavera e verão. Estamos no inverno. Você acredita que o Brasil possua 3000 leitos para casos graves de gripe suína?
    O que acontece com um caso grave não tratado?

  2. Karl disse:

    Sempre atento, Osame. Vamos lá.
    Também achei alto 9%, mas lembro que as internações são na sua grande maioria, procedimentos de contingenciamento. Não, o Brasil não dispõe de 3000 leitos para isso, mas também não é preciso! Os pacientes não adoeceriam todos de uma só vez! : )
    Uma UTI do HC com 14 leitos de pacientes gravíssimos, roda 100 pacientes/mês (com taxas de mortalidade menores que 10% – equiparáveis às de outros hospitais). De acordo com esses números, apenas 150 leitos seriam suficientes para rodar 3000 pacientes em 3 meses.
    As medidas são de suporte. Os casos que necessitem de UTI têm de ir para UTI, oras. Mas a gigantesca maioria vai ter apenas gripe. Calma, que não será dessa vez que seremos varridos da superfície terrestre. ; )

  3. Sibele disse:

    Mas a população idosa não seria mais suscetível ao contágio, por menos resistente? Pela afirmação do Dr. Carlos Frederico sobre o perfil epidemiológico dessa gripe, que se caracteriza por acometer jovens, os idosos não parecem ser um grupo de risco…

  4. Karl disse:

    O perfil epidemiológico é um pouco diferente, porém os extremos de idade e os portadores de doenças crônicas serão os mais suscetíveis a complicações fatais.

  5. Fernanda disse:

    Oi, Karl!
    Obrigada pelo link ao Bala Mágica, acabei de vê-lo :-)
    Fico muito feliz em ser linkada por um blog como o seu.
    Essa morte pelo A-H1N1 aconteceu na minha cidade natal, Passo Fundo (veja você…)
    O rapaz (tinha 29 anos) contraiu o vírus na Argentina (ele era caminhoneiro) e deixou os sintomas ficarem bem acentuados antes de procurar ajuda médica. Ele já chegou muito mal no hospital (conheço várias pessoas que trabalham lá e foi o que me contaram). Sem falar que aqui no RS está o maior frio e isso complica as coisas para qualquer tipo de gripe.
    Concordo com você que a gripe A não é motivo para pânico.
    Abraços,
    Fernanda

  6. Karl disse:

    Fernanda, faça uma “reportagem” com depoimentos e fotos, que eu terei maior interesse em publicar no Ecce Medicus com sua autoria.
    Eu é quem agradeço.

  7. Jose Carlos da Silva disse:

    A grande preocupação é o alto contagio, ou seja todo mundo pega por falta de imunidade ao novo virus. Com letalidade “baixa” de 0,2% teremos 300000 mortes em 150 milhoes de habitantes

  8. Jeferson disse:

    Olá Karl,
    Me ajuda a entender algumas questões? Várias fontes especializadas por aí têm dito que a taxa de mortalidade da gripe sazonal é de 0,05. Como a A-H1N1 pode ser “similiar em letalidade” como andam propagando, com 10x mais risco?
    Outra: essas taxas de internação e letalidade que você reverberou, sobretudo nos casos dos EUA, trazem a pressuposição de que todos os confirmados com o A-H1N1 foram tratados com o Tamiflu. E agora, com essa determinação de só oferecer a medicação para grupos de risco no Brasil? Como fica?
    Ah, sim: se a concentração de casos graves e fatais (aliás, a concentração de qualquer caso) está na faixa dos 10 a 50, de que adianta a medicação apenas para grupos de risco? Aliás 2: em que faixa etária se concentram os casos fatais mesmo?
    Outra coisa: qual é o padrão para as mortes pelo A-H1N1? Pneumonia viral, infecção oportunista/secundária ou “tempestade de citocinas”?
    Outra coisa: quem pode explicar o que está acontecendo na Argentina? Subnotificação de casos positivos de fato, que não chegam ao conhecimento da saúde pública/orgãos oficiais?

  9. Karl disse:

    Juro que não tenho respostas para todas essas questões. Acho que grande parte do pânico provém disso. Tenho uma estatística que em 10 anos de levantamento nos EUA, houve 400.000 mortes relacionadas à gripe! São 40.000 por ano. No Brasil não temos esta estatística mas achei aproximadamente 200 mortes por ano só devidas à gripe. As de causas associadas devem ser números similares. Já cuidei de pacientes com supostas pneumonias virais gravíssimas. Muitos morreram. Muitos sobreviveram. Será que desta vez vai ser diferente? Lembro de uma epidemia de leptospirose em SP quando era recem-formado. Um filme de terror!! Pessoas cuspindo sangue pelos corredores lotados de macas… Será esse o cenário futuro? Não sei, acho que não.
    Não tenho notícia se todos os pacientes americanos tomaram oseltamivir. Acho que os pacientes devem ser estratificados antes de receber a medicação. Conforme formos conhecendo melhor a doença, teremos parâmetros melhores para isso. O relato mexicano fala nessa faixa etária que vc citou e as mortes são por insuficiência respiratória grave, sendo que muitos deles necessitaram de ventilação mecânica.
    Não sei se confio demais na medicina que pratico e posso estar redondamente enganado. Essa gripe me preocupa muito, mas não me assusta.

  10. Jeferson disse:

    Então Karl,
    Não é uma crítica, por favor, não me compreenda mal. É um desabafo. Não é só você que não tem essas respostas. Parece que ninguém tem. E concordo que talvez seja sim isso que está causando apreensão. Não digo pânico. Talvez não haja pânico justamente por não haver respostas. E veja, não são perguntas complexas ou de conteúdo acadêmico. Não demandam mapeamento genético ou tecnologia e laboratórios de ponta. Não tenho nenhuma formação em Saúde ou Biologia, mas me incomoda não ver, no Brasil ou qualquer outro lugar do mundo, os “speakers” sobre a A-H1N1 se propondo a fazer as mesmas perguntas e, quem sabe, apresentarem algumas respostas concretas…

  11. Jeferson, a mortalidade de ambas é de 0,4%. A Influenza A (H1N1) está com alto nível de contágio porque é uma doença nova e nenhuma pessoa tem imunidade a este vírus ainda. Grande parte das pessoas com Influenza A (H1N1) não foram tratadas com Tamiflu. Já que o medicamento só tem efeito até 48 horas após o inicio dos sintomas. O Brasil continuará a dar o tratamento necessário aos doentes, sendo que os exames serão feitos apenas em casos com manifestações graves dos sintomas, pessoas que fazem parte do grupo de risco ou em locais fechados (como empresas) com indícios de surtos. Sobre a questão da Argentina, o Ministério da Saúde possui apenas os dados dos países. A Argentina, até o momento, registrou 2083 casos da doença, com 44 óbitos. Mais informações: [email protected]

  12. edilson albino disse:

    Bom, pelo que li até aqui, devo ser o único totalmente leigo a comentar. Na verdade, busco uma resposta que ainda não encontrie na mídia. Qual o perfil dos que já faleceram dessa doença? Sendo mais específico: São de baixa renda? Não têm acesso a um sistema de saúde no mínimo razoável? Pergunto isso pq se a gripe tem baixa letalidade, o que leva ao óbito? Se eu, Edilson, identificar os sintomas em mim ou em alguém próximo, logo procurarei um hospital. Ser devidamente diagnosticado e tratado não é o suficiente para evitar o óbito? Obrigado

  13. Karl disse:

    Resposta para a última pergunta do Edilson: Não. A reação do organismo a uma infecção resulta de uma interação entre o parasita e o hospedeiro. Todos os dias, Edilson, você entra em contato com microorganismos que podem matá-lo. Vários tipos de vírus podem matar, o da gripe comum, da suína, do sarampo, citomegalo, etc, etc. Por que você insiste em não morrer? As pessoas vão a óbito por insuficiência respiratória aguda, por isso, atenção aos sintomas mais graves de falta de ar.
    O perfil dos pacientes é diferente nos vários países. Ainda não se sabe exatamente quais os fatores que importam. Há diferenças em relação à gripe comum. No Brasil, o número de mortes ainda é pequeno (mas vai aumentar; a gripe comum por ano mata pelo menos 200 pessoas no Brasil). A infectividade desse vírus é maior.

  14. Karl,
    O Ministro Temporão disse em várias entrevistas que a gripe sazonal matou 70.000 pessoas no Brasil no ano passado. Você tem idéia de onde ele teria obtido este número?
    Dado que 500.000 pessoas morrem no mundo por gripe (em anos ruins), o Brasil seria responsável por 1/7 ou mais de todas as mortes no mundo, embora tenha apenas 1/30 da população mundial. Isso faz sentido?
    A Wikipedia informa que a taxa de letalidade da gripe sazonal é menor que 0,05% e não 0,5% como veiculado na midia. Quem está certo?
    Você já leu o plano do governo contra pandemia de gripe?
    Nele estima-se a necessidade de 1 milhão a 200.000 leitos durante a epidemia. Esta estimativa está errada? Por que?

  15. Karl disse:

    Osame, a mortalidade por gripe tem que ser dividida em atribuída e direta. A atribuída é sempre maior pois envolve as complicações decorrentes da doença; no caso de gripe, principalmente a pneumonia. Há estatísticas americanas que contabilizam 40.000 mortes atribuídas à gripe anualmente.
    No Brasil, dados do Datasus dão conta que existem pelo menos 200 mortes anuais por gripe. As atribuídas são difíceis de garimpar (confesso que não tenho muita habilidade com o Datasus!). Não acho impossível o número de 70.000 anuais em função da miséria que nosso povo vive, se compararmos com os números americanos. Há muita confusão de dados. O número que ouvi/li foi 0,4%. Quanto aos leitos, sinceramente, não sei.

  16. Karl, eu vou insistir, agora que aparentemente algumas respostas estão surgindo. Suspeito que a taxa de letalidade nos EUA, na EU, etc, foi e está sendo menor em função do uso rápido de antivirais. O mesmo não aconteceu no início no México, na Argentina e não vai acontecer aqui no Brasil. Como diz um amigo, não é a gripe que mata por aqui. É a política. Essa história de o País ter estoque de doses e princípio ativo do oseltamivir é conversa prá porco dormir. Na progressão em que a coisa caminha, se os cenários mais otmistas do Osame ou do próprio Ministério da Saúde se confirmarem, não será apenas antiviral que vai faltar, mas leitos também. Leitos e atendimento adequado, aliás. Porque se o paciente precisa de respiração mecânica ou assistida, o que já é muito mau sinal, vair transitar um bocado até ir parar onde ela exista. Isso se tiver sorte de parar num hospital que a tenha. E não é só. A orientação à classe médica também está sendo primorosa. Já coleciono uma meia dúzia de amigos e parentes, aqui, em Osasco, onde confirmou-se a transmissão sustentada do vírus, que receberam atendimento para gripe em hospitais públicos e privados (e isso só na última semana, heim!), e receberam a orientação de “voltar ao trabalho”, é só uma gripe… “Ná gripe A a febre não cede com antitérmicos” (aliás, essa infomação consta de folheto oficial da prefeitura!!!). “Tem que ter dor de cabeça”, “tem que…”, e por aí vai. Aquela dificuldade do mundo todo em diferenciar a gripe sazonal da A-H1N1, por aqui, não existe…

  17. ana cristina leal disse:

    Bom dia. Eu estou apavorada com esta nova gripe. Estou apavorada porque estamos na mão do governo, pois ele tirou de circulação o tamiflu. O que gostaria de saber é o seguinte o que mais está matando as pessoas é a pneumonia. Mas gostaria de saber que tipo de pneumonia está matando, a viral ou a bacteriana() Se a bacteriana, qual() Gostaria de saber também se posso ter contraido o vírus e não ter tido nenhum sintoma. Pergunto, porque na minha faculdade convivi com 3 pessoas que estiveram com uma gripe muito forte, inclusive um que pegou de uma pessoa que tinha voltado da argentina e mesmo muito próxima destas pessoas, falando, inclusive beijando e apartando a mão delas, não peguei a gripe.
    Por favor peço que me tire algumas dúvidas, pois eu não estou mais saindo de casa, meus filhos estão trancados em casa, porque estou esperando algum tipo de milagre, como por exemplo a vacina.
    Mesmo o governo não vacinando este ano, será que empresas que trabalhem com vacinas podem comprar esta vacina(0
    obrigada

  18. Reginaldo Souza disse:

    Karl, parabéns pelo Blog!
    Tenho asma crônica perfeitamente controlada (Symbicort 2/200 1 vez por dia), meu medo é pertencer ao “grupo de risco” e tb nao saber como é o perfil das mortes ocorridas. Qtos asmáticos morreram? Como o governo vai saber quem é do grupo de risco? Se eu bater na porta de uma hospital (Campinas-sp) vou “furar” a fila por ser asmático, pois teremos somente 48 hs para tomar o Tamiflu. Realmente o que me dá mais medo não é a Gripe A em si e sim a assistência do governo. A saúde nesse país sempre foi um caos e será agora que isso vai ser diferente? Agradeço seus valosos comentários. Obrigado.

  19. Hael Haenisch disse:

    Gostaria de lembrar que o uso indiscriminado de medicações anti-microbianas -seja anti-virais, seja antibióticos- leva à indução de resistência à droga.
    Uma medicação para ser lançada demanda anos de pesquisa e milhares de dólares de investimento. Induzir tal resistência é expor a um risco maior a terapêutica da doença.
    Cabe aos profissionais médicos evitarem este uso indiscriminado. É pra isso q existe a medicina: a terapêutica não depende apenas das medicações, se o fosse, medicações seriam vendidas como produtos em supermercados.
    Não quero comparar, nem minorar o problema, mas aproveitando a questao, para aqueles que estão assustados com os números, reflitam no seguinte item: já se perguntaram quantas milhares de criancas morrem anualmente de diarréia?
    Abraços.

  20. Denise disse:

    Doutores, sou leiga, mas posso fazer umas perguntas?
    1-A tal tempestade de citocinas é algo parecido com a reação imunológica tal com nas alergias?
    2- O que são citocinas?
    3- Por causa desse fato quem tem sistema imunologico mais forte estará mais sujeito a essa “tempestade”? Assim ,se eu tomar vitaminas para tentar fortalecer minha imunidade, por exemplo, é pior?
    4- Por causa disso também, quem tem rinite,alergias, está mais sujeito a esse tipo de efeito?
    5- As maiores causas de letalidade dessa gripe são por causa desse efeito ou de pneumonias secundarias (em pacientes mais imunodeprimidos, por exemplo?)
    6-Um pessoa que está com o virus incubado, mas assintomatica pode transmiti-lo facilmente, mesmo sem estar tossindo, espirrando,etc?
    Obrigada.

  21. carla simone von dentz disse:

    oi também quero falar sobre a gripe suina …também tive a gripe suina, no ano de 2009 mas sobrevivi, au,contrario ,de meu irmão … dia 17 de agosto 2009 ele faleceu com ixame conprovado… sou de taquara rs,- Depois, mais omenos 4 dias de corre corre em taquara rs … entaõ no hospital, vizinho,Bom pastor de igrejinha,que uma médica, o encaminhou para o hospital de porto alegre … urgente … pois em taquara rs infelismente … não tinha hospital, naquele ano 2009 … e nem um bom, médico , p/a ver que seu caso éra grave… – nome dele – joão frederico von dentz 33 anos nascido ;taquara rs faleceu pela causa -GRIPE SUINA conprovada no hospital de clinicas em porto alegre rs, dia da morte 17 agosto 2009 … -OBS;recomendo ás pessoas que se cuidem neste proximo inverno… se previnan … pois a gripe não é brincadeira… -obs á toda região se previnão … TAQUARA RS mensagem; NÃO DEVEMOS ABAFAR ÁS COISAS QUE ACONTECEM … E sim falar p/a o proximo, e sempre tentar,achudar… sem ,ABAFAR OU ESCONDER…obrigado carla

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