Sala de Espera
Proponho um exercício ao meu seleto grupo de leitores.
Imagine que você está muito doente e que lhe indicaram um médico(a) muito bom (boa). Você não o(a) conhece e vai ao consultório dele(a) pela primeira vez. Na sala de espera, a secretária chama você e o(a) acompanha até a sala dele(a). A expectativa cresce, pois você se defrontará com uma figura na qual deposita muitas esperanças (talvez todas!) e mal conhece.
A pergunta é: Qual é sua expectativa quanto a aparência desse médico(a)?
A pergunta é sobre a aparência mesmo. Primeira impressão. Não importa o quanto o médico(a) se revele competente depois. Estamos falando da simples e crua aparência externa do médico(a). Tente imaginar qual figura preencheria suas expectativas mais pessoais. Detalhes como idade, tipo de penteado, brincos e tatuagens (ou a ausência deles) seriam benvindos.



É a autópsia do pensamento técnico e moral do médico contemporâneo que me interessa. Seu pequeno mundo, suas certezas, seus deslizes, suas angústias. Sua relação com a Ciência e desta, com o mundo. Para que se possa tomar conhecimento de como um médico se torna o que é, nos dias de hoje. Eis o médico, pois. Ecce Medicus. Seja bem-vindo. Por 



Discussão - 17 comentários
Um homem de quarenta anos, talvez japonês, vestindo roupa branca e sem jaleco. Ah, sim, e um sorriso profissional.
Mais uma perguntinha capciosa do Karl…
E me lembra um outro post dele, mas com o escopo invertido.
Muito lisonjeiro o “seleto grupo de leitores”…
Para mim, estereótipo de médico mesmo. Meia-idade, cabelo meio grisalho, sem brincos ou tatuagens. Este primeiro resultado do Google Images é bem o que imagino mesmo:
http://www.best-local-doctors.com/Local_Doctor/medical_doctor.jpg
Claro que é só estereótipo…
Branco, 1,75 metro, cabelos cheios e brancos, uns 50 anos, sério(mas sorri quando eu entro),com marcas de expressão ao redor da boca e rugas nos olhos(que por sua vez, são pretos). Veste um jaleco branco, camisa branca e calça jeans, sapato marrom.
Fecha com o que o Mori postou, só talvez um pouco mais velho e cabelo um pouco mais grisalho…
Ps: Fiquei pensando o quanto somos preconceituosos… Não gosto disso >.
pow Karl…porque estereótipo dO medicO??? eu nao sou nada o estereotipo: mulher, baxinha ,nao uso branco jamais, sempre jaleco e tenis.. não da pra correr dentro do hospital de saltinho, sem se estabacar no chão ou se atrasar ou arrebentar o joelho…uma vez tentei ir de calça social, camisa de linho, mocassim italiano e protagonizei cena antológica ao correr pra atender uma parada…
mas minhas decepcçoes com mulheres bonitas e jovens sao muitas, no que se refere a consultas pessoais minhas…
( eu de paciente). Meu medico é homem, 50 anos, arrumado, de camisa e gravata com jaleco =) e eu vejo ele a CADA 6 MESES =)
Meu padrão: em torno de 35-45 anos, pouco cabelo, bem penteado (com gel, por exemplo), jaleco branco, jeans NUNCA, gravata italiana, 1,78m, olhos claros, sorri quando necessário, palmeirense. Acho que é isso.
Eu sou médico, portanto suspeito…
Espero um cara na faixa de uns 40 anos, de preferência que não seja muito “frienly” nem muito pessoal. Quero que dê respostas diretas e não faça perguntas completamente desnecessárias. Quero que, quando confrontado (suspeito, lembra?), produza respostas rápidas e críveis.
Acho que é isso.
mais de 50 anos, cabelos grisalhos, oculos.
já passei por essa situação e confesso que fiquei bem decepcionada quando vi uma médica jovem…
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C.
Irei contra todos os comentários acima e direi que meu ideal de médico é um sujeito novo, recém-saído da universidade, doido para colocar em prática anos de estudo e assumir, enfim, a responsabilidade por isso, sem alguém olhando por cima do seu ombro.
Um médico jovem, empolgado, atualizado, que lê muito e sabe a importância de uma batidinha no abdome e uma puxada de pálpebra.
Quanto mais estetoscópio no pescoço e esfigmomanômetro no bolso melhor.
Na minha cabeça, quanto mais velho o médico, mais antiquados os seus métodos, chegando numa zona dos formados entre dez e vinte anos atrás para os quais “pedir exame” é sinônimo de “examinar”.
Não pensei em nenhum estereótipo mas sei explicar a razão: fui vítima desse preconceito da “primeira impressão” no meu ano de estágio em clínica… isso que dá parecer mais novo! Pelo menos me serviu como motivação extra para competência!
Complexo. Se alguem me indica um médico (ou médica) que considera bom eu sempre vou pensar em uma pessoa de meia idade. Mas, por outro lado, eu provavelmente faria cara feia para a pessoa que me indicou, pois pessoa de meia idade me remete a alguem parado no tempo, que não esta nem aí para publicações mais recentes na área. Então acho que alguem que fugisse desse padrão de qualquer forma seria do meu agrado =P
Para mim importa muito mais o jeito com que o médico fala comigo do que a aparência. Já fui atendido por medicas bonitas e senti estar recebendo bom tratamento com umas e não com outras. O comportamento e o modo como ele(a) fala é o mais importante. Eu sempre faço um tipo de entrevista com o médico, fazendo perguntas sobre a doença. Com muitos me senti enganado: o cara ou a moça não sabiam muito mais do que eu. Pela minha experiência, quando o médico não consegue explicar direito o que está acontecendo e porque está acontecendo e só dá uma receita de tratamento “convencional”, é melhor procurar outro. Já me ferrei algumas vezes assim.
Sobre roupas, não me importa muito. Melhor que esteja com roupas neutras. Quero dizer, sem muitos enfeites ou adereços exóticos. É preciso tb passar uma ideia de limpeza. Para mim branco não necessariamente passa uma impressão de limpo, mas creio que a maioria das pessoas acredita na limpeza do branco. Então, por isso, acho que os médicos que andam jaleco na rua queimam o filme da profissão. O cara anda de jaleco no onibus e depois vai atender pacientes no ambulatório?!
uns cabelos brancos é bom, não dá pra confiar a vida a alguém que não viveu que chegue (e já não deu suas erradas). roupa, tamanho e adereços não importam muito desde que: seja limpo/a, com ar saudável e não pareça dar importância demais à aparência. um brilho de interesse no olhar, que sugira uma disposição para encarar desafios sem entregar respostas prontas.
quando penso nos médicos a quem confiei minha vida sem hesitar, tem homem e tem mulher; vai de 40 a 65 anos, mais ou menos; não lembro se jaleco roupa branca ou que mais; baixo e alto; magro e não.
Esteriótipo é coisa séria…Se vc quisesse criar uma marca como a “Coca-Cola”, ou criar uma campanha publicitária e lhe fosse indicado alguém, como seria a cara do(a) sujeito(a)? Se vc tivesse um problema com uma rede de computadores e lhe fosse indicado “a pessoa” pra resolver este tipo de problema, como ele seria?
Eu tento pensar como um cego…Só vou ter alguma expectativa da pessoa qd ela começar a falar…Quanto a aparência em si, é como o consultório: Vc se importa se vc reparar uma carranca de madeira no canto da sala? ou alguam outro bibelô sobre a mesa?
Nao consegui criar nenhuma imagem! Cruzes, to mals de imaginação, né? Mas sei la, nao crio esse tipo de expectativa. Fico mais ansiosa pra ser atendida logo do q pra saber qual vai ser a cara da pessoa.
As respostas estão sensacionais. Me dou por satisfeito (principalmente agora, depois do #mori revelar minha foto na internet, hehe). Vou encerrar os comentários aqui e continuar no novo post. As perguntas ainda não acabaram.