Apesar de um atraso de mais ou menos 2 meses, que foi quando começou a boataria na internet e o começo da vacinação, o Ministério da Saúde finalmente divulga nota oficial desmentindo os mais “famosos” boatos sobre a vacina contra a gripe pandêmica A H1N1. A nota também cita, muito superficialmente, o fato de que alguns médicos se posicionaram contra a vacina. O caso mais grave foi o da Sociedade Brasileira de Diabetes na figura do Dr. Ney Cavalcanti. É lamentável que um texto com opiniões pessoais sobre um assunto com as proporções da pandemia que ocorreu no ano passado possa figurar no site de uma sociedade tão importante como a SBD.

Sobre a histeria da vacina, o post definitivo saiu no Ceticismo
Aberto
. Não deixem de ler.

Aqui vai a nota na íntegra.


MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE
Assunto:
Esclarecimentos sobre a vacina contra Influenza H1N1

Em
decorrência de boatos sobre a vacina contra Influenza H1N1 que circulam
na internet, a Secretaria de Vigilância em Saúde preparou o questionário
abaixo para esclarecer as dúvidas sobre a vacina e a estratégia
nacional de enfrentamento da pandemia. Repasse o conteúdo ou o link
deste documento sempre que você receber o material falacioso.

O
mercúrio presente na vacina causa autismo em crianças?

Não. A
concentração de mercúrio é de 25 microgramas por dose de 0,5ml e é
usada para evitar crescimento de fungos ou bactérias, no caso de a
vacina ser contaminada acidentalmente na hora da punção repetida no
frasco multi-dose. Esse mesmo conservante é utilizado rotineiramente em
outras vacinas, como na Tetravalente indicada contra Difteria, Tétano,
Coqueluche, Meningite e na Tríplice Viral,vacina contra Caxumba, Rubéola
e Sarampo.

O timerosal, conservante antiséptico presente na
vacina, pode causar autismo em crianças com disfunção mitocondrial e em
adultos com disfunção hematoencefálica.

Estudos realizados em
todo o mundo demonstram que o timerosal,desde 1930, tem sido amplamente
utilizado como conservante em uma série de produtos biológicos,
incluindo muitas vacinas. O uso nas vacinas tem por finalidade evitar o
crescimento de bactérias ou fungos (micróbios), quando esta é
contaminada acidentalmente, como no caso de punção repetida no frasco
multidose. A concentração do timerosal na qualidade de conservante é de
0.01%, contendo, aproximadamente, 25 microgramas de mercúrio por dose de
0,5 ml, condição que tem mostrado ser capaz de impedir o crescimento de
micróbios. Vacinas com estes tipos de conservantesjá são utilizadas
desde 1930. Algumas delas são: DPT, Tetravalente, Febre Amarela, Dupla
Viral, Triviral, etc. Em 2004, o Instituto de Medicina dos Estados
Unidos convocou um comitê de Revisão de Segurança em Imunização OIMs
examinou a hipótese de que as vacinas, contendo timerosal estariam
causalmente associadas ao autismo e comprovou que as provas disponíveis
rejeitam a existência de nexo de causalidade entre vacinas contendo
timerosal e autismo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) defendeu o
conservante timerosal para o uso nas vacinas, baseando-se em estudos que
concluíram não existir evidências de contaminação em crianças ou
adultos expostos ao timerosal, e que as vacinas que contém essa
substância não aumentam a quantidade de mercúrio no organismo, pois este
é expelido rapidamente, não se acumulando em função de repetidas
injeções. Em face ao exposto, a CGPNI/DEVEP/SVS/MS reforça a conduta
orientada por diferentes instituições de reconhecida credibilidade, as
quais preconizam que, até o surgimento de novas evidências, a quantidade
de timerosal contida nas vacinas não causa autismo ou qualquer outro
problema para as pessoas vacinadas, não acarretando, portanto, efeitos
danosos.

A vacina contém esqualeno, substância que afeta o
sistema imunológico do indivíduo.

Os adjuvantes são
substâncias que estimulam a resposta imunitária, permitindo reduzir a
quantidade de material viral utilizado em cada dose e conferir proteção
de longa duração. São produtos entre os quais se incluem certos sais de
alumínio e emulsões (esqualeno e seus derivados) que são utilizados na
composição de vacinas. E não causam danos ao ser humano.

A
vacina contém células cancerígenas de animais que podem causar câncer em
humanos.

Não. Isso é boato irresponsável.

Indústrias
farmacêuticas receberam imunidade judicial quanto a ações ocasionadas
por efeitos da vacina, como morte e invalidez.

Não temos essa
informação. Vale registrar que o Ministério da Saúde, Agência Nac. de
Vigilância Sanitária (Anvisa) e os laboratórios produtores detentores do
registro são responsáveis por registrar, acompanhar e avaliar os casos
de eventos adversos associados à vacinação. O sistema de vigilância de
eventos adversos pós-vacinal do Ministério da Saúde possibilita a
identificação precoce de problemas relacionados com as vacinas
distribuídos ou pós-comercialização, com o objetivo de prevenir e
minimizar os danos à saúde dos usuários.

Não há comprovação
de que somente uma dose da vacina seja efetiva.

Errado.
Estudos comprovam que a vacina é efetiva com uma dose única. As crianças
entre 6 meses e menores de 2 anos devem tomar duas meias doses da
vacina contra a Influenza H1N1, sendo que a segunda meia dose da vacina é
aplicada 30 dias depois da primeira meia dose, para estarem protegidas
do vírus da Influenza H1N1.

A gripe pandêmica foi uma criação
da indústria financeira, uma vez que surgiu em plena crise mundial. Ela
foi criada só para favorecer os laboratórios farmacêuticos, que vão
ganhar mais dinheiro com a fabricação e venda de remédio e vacinas.

A
situação epidemiológica da gripe no mundo e no país é monitorada de
forma sistemática e real. O Brasil utiliza de Sistema de Vigilância
Sentinela de Influenza desde 2000. Atualmente com 62 unidades de saúde
responsáveis pela coleta de amostras e organização de dados
epidemiológicos agregados por semana epidemiológica (proporção de casos
suspeitos de síndrome gripal (SG) em relação ao total de atendimentos – %
SG). Este sistema possibilita também a identificação dos vírus
respiratórios que circulam no país, das novas cepas, o que contribuiu
incisivamente a identificação da situação epidemiológica da gripe
sazonal e pandêmica, assim como a adequação da vacina contra influenza
utilizada anualmente e neste momento da operacionalização da vacinação
contra a influenza pandêmica H1N1. O monitoramento por este sistema
identificou em 2009, que desde o surgimento da pandemia, aproximadamente
70% dos vírus respiratórios que causavam síndrome gripal era o vírus
influenza pandêmica (H1N1) 2009. Em alguns países este percentual chegou
até 100%. O simples surgimento de casos de gripe em varios países
causado por um novo vírus, já caracteriza a pandemia. Recomenda-se o
seguinte endereço www.saude.gov.br eletrônico para acesso aos dados
epidemiológicos referente à influenza no país.

A gripe é uma
paranóia difundida pela mídia e financiada pelos laboratórios.

Respondido
no item anterior.

A gripe Influenza H1N1 foi criada em
laboratório como o objetivo de gerar um genocídio.

Em 24 de
abril de 2009, sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS)
notificou aos países membros a ocorrência de casos humanos de influenza
para um novo subtipo, à época denominado de A(H1N1) que vinham
ocorrendo, a partir de 15 de março, no México e nos Estados Unidos da
América (EUA). No dia 29 de abril de 2009, após a realização da terceira
reunião do Comitê de Emergência da OMS, conforme estabelecido no RSI
2005, a Diretora Geral da OMS, Dra. Margaret Chan, elevou o nível de
alerta da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional
(ESPII) da fase 4 para fase 5. De acordo com a OMS, a fase 5 significa a
ocorrência de disseminação do vírus entre humanos com infecção no nível
comunitário em pelo menos dois países de uma mesma região da OMS (neste
caso as Américas). Desde 11 de junho, segundo a OMS, a pandemia passou à
fase 6, ou seja, já havia disseminação da infecção entre humanos, no
nível comunitário, ocorrendo em diferentes regiões do mundo. Esta
situação cumpria o critério para definição de pandemia estabelecida no
Regulamento Sanitário Internacional. A origem deste vírus já vinha sendo
detectada em casos isolados nos Estados Unidos, sem provocar epidemias
até então, portanto não se trata de uma criação em laboratórios. Todos
os fatos que ocorrem no Brasil e no mundo são minuciosamente
acompanhados por este Ministério, que vem se preparando para o
enfrentamento de uma segunda onda pandêmica desde 2009.

Anafilaxia,
reação alérgica potencialmente fatal, é uma reação adversa
pós-vacinação.

Anafilaxia é um evento raro que pode ocorrer
com o uso de várias substâncias ingeridas ou introduzidas por via
parenteral (muscular ou endovenosa) no corpo humano, incluindo
alimentos, remedios, vacinas, entre outros. Se caracteriza por uma
reação alérgica sistémica, severa e rápida a uma determinada substância,
se apresentando com diminuição da pressão arterial, taquicardia e
distúrbios gerais da circulação sanguínea, acompanhada ou não de edema
de glote. Pessoas que são altamente alérgicas a gema de ovo não podem
tomar vacinas que são produzidas a partir de gemas de ovos embrionários,
como a vacina contra a Febre amarela, gripe comum e influenza H1N1. Os
profissionais de saúde são capacitados para identificar essas pessoas
altamente alérgicas no momento em que procuram um posto de vacinação.


evidências da síndrome de Guillain-Barré em muitas pessoas que tomaram a
vacina nos outros países do mundo.

Não existe esta
evidência nos países que já realizaram ou estão vacinando contra a
influenza pandêmica. A síndrome de Guillain Barré é um quadro
neurológico que tem etiologias diversas. Alguns países tem notificado a
ocorrência de casos dessa Sindrome à OMS após a vacinação, entretanto,
até o momento não foram relatados casos em que tenha sido estabelecida
uma associação de causa e efeito entre o uso da vacina e a sua
ocorrência.

Centenas de casos de paralisia dos nervos estão
sendo associadas a essa vacina. Até médicos já disseram que não vão
tomar.

Ver resposta acima.

A vacina contém traços
de neomicina.

Sim, a vacina produzida pelo Laboratório Sanofi
Pasteur. A neomicina é um antibiótico indicado para infecção bacteriana
provocada por estafilococos ou outros microorganismos susceptíveis a
este princípio ativo.

A vacina que venderam para o Brasil é
vacina encalhada.

Todas vacinas adquiridas pelo Brasil foram
compradas diretamente dos laboratórios produtores e por meio do Fundo
Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde – Opas/OMS. Em nenhum
momento, o país comprou ou recebeu doação de outro país. As negociações
de aquisição de imunobiológicos contra H1N1 foram realizadas em novembro
de 2009, quando não havia ainda aumento da oferta da vacina por baixa
utilização especialmente nos países da Europa e Asia.


evidências de má formação fetal em gestantes que tomaram a vacina.

A
vacina contra o vírus influenza pandêmico (H1N1) 2009 é segura e
indicada para a gestante em qualquer idade gestacional. Na vacinação
realizada no hemisfério norte não houve nenhum registro de má formação
fetal relacionada a vacina. Esta indicação foi ratificada pela Federação
Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia – Febrasgo. Até o
momento, não há relato de ocorrência de nenhum prejuízo sequer para a
mãe e/ou para o feto.

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