Sustentabilidade na televisão

Sou dessas que quando ve a palavra sustentabilidade e derivadas em algum lugar vai procurar saber o que é e do que se trata.

Quando vi esse logo no fim dos créditos de uma das minhas séries favoritas (Downton Abbey) fui lá ver o que era esse tal de Albert+ sustainable production.

albert_plus

Achei o site desse órgão que cuida do impacto ambiental da indústria de artes visuais do Reino Unido. Eles tem como objetivo guiar essa indústria para a economia de baixo carbono. Começaram calculando a pegada de carbono da indústria e hoje é complementada com treinamento, certificação e comunicação. Quem banca esse órgão é um consórcio das 13 maiores empresas de produção e transmissão do Reino Unido.

Pelos cases deles dá pra ver que está tudo muito no início, por exemplo, Downton Abbey recebeu o selo deles por usar iluminação de LED nas gravações. Uma outra produção que teve um programa gravado na Patagonia usou um cameraman local para diminuir a pegada de carbono, evitando assim o transporte do material a ser usado para a filmagem e a viagem de alguém do Reino Unido até o Chile/Argentina. Outra coisa que eles fazem também é encontrar fornecedores da cadeia de produção deles que tenham preocupação ambiental.

Me pareceu um passo bem discreto, mas válido, na verdade pra mim bem realista, eles não são megalomaníacos dizendo que o selo deles entregam uma produção verde e sustentável, eles garantem 3 coisas quando você ve no selo deles numa produção:

  • a direção dos assuntos de sustentabilidade são conduzidos por alguém do topo;
  •  é feita a medição precisa da pegada ambiental da produção e
  • que existe procedimentos para que exista uma redução da pegada ambiental.

Fico feliz que passos sejam dados nessa direção, espero que cresca e com o tempo essas preocupações sejam parte da rotina de qualquer serviço e não seja necessário uma instituição que precisa cuidar e estimular esse tipo de atitude. Mas para a mudamça de hábito isso é necessário e importante.

O que aprendi hoje

Hoje teve evento: “Implicações e oportunidades para o meio empresarial diante da nova INDC brasileira”

unnamed

Ai alguns dos meus tweets durante o evento:

 

A coisa foi toda meio esquizofrênica, comecei ouvindo que somos uma potência ambiental e somos respeitados por isso no mundo todo. Mas pra isso ser verdade acho que a gente não deveria ter sujado a nossa matriz energética, né não? Ouvi lá que a Alemanha aproveita mais a energia solar do que nós e o melhor potencial de incidencia solar deles não chega nem perto do nosso pior índice de incidência solar. E mesmo assim somos considerados uma potência ambiental mundial? Mas o mundo vai mal mesmo, hein?

Mas os aprendizados do dia foram:

Para as empresas mudanças climáticas resumem-se a energia e pelo visto essa é a única e maior contribuição que eles podem fazer por que o evento SÓ falou disso. Pra você ter uma noção de como o assunto do evento foi energia só o Ministro de Minas e Energia estava presente apesar da Ministra de Meio Ambiente e o Ministro da Fazenda também terem sido convidados.

E para o governo mudanças climáticas não é um problema ambiental e sim de desenvolvimento. Isso explica muita coisa do que temos vistos diante dos nossos problemas ambientais, né não?

E Boa COP-21 para todos!

Retrospectiva – Onde os navios morrem

Esse blog já é bem velhinho para os padrões da internet, 8 anos! E provavelmente ninguém acompanha desde o início como eu e vez ou outra lembro de coisas que postei e ninguém viu. Ai pensei que seria tempo de falar novamente de algumas coisas e a primeira que me veio a cabeça foi um post de 2008 sobre o Destino dos Navios.

Simplesmente copiar e colar o antigo post aqui não faria sentido então resolvi rever o assunto, fazer uma nova pesquisa e ver o que aparecia, pois bem, depois de muitas reportagens no mundo rico e ocidental (National Geographic 2014, Deutsche Welle 2015, Daily Mail 2015, Vice 2015, BBC 2012, CNN 2010), o mundo tem se preocupado com o que acontecia por lá e uma ONG para lutar por mais direitos aos trabalhadores e cuidados ambientais apareceu. Tá rolando uma maior conscientização mas pra mudar alguma coisa mesmo ainda vai tempo, apesar de estarmos falando de Bangladesh, lugar onde nasceu o Grameen Bank, do ganhador do Nobel da Paz, Muhammad Yunus, a miséria e a pobreza são gigantes e como diz meu pai, nesses lugares a vida vale menos.

Espero que com a quantidade de notícias recentes sobre o local que eu achei em grandes veículos internacionais alguma mudança mais significativa aconteça em breve. E olha, sinceramente em alguns videos que eu vi algumas pessoas estavam usando botas! O que é uma evolução perto das fotos que eu vi em 2008, quando escrevi o primeiro post.

Foto: https://flic.kr/p/7gAfbh (CC BY-NC-ND 2.0)

Foto: https://flic.kr/p/7gAfbh
(CC BY-NC-ND 2.0)

Odebrecht, mostra a tua cara

Provavelmente eu devo ser a única pessoa que acompanha esse blog desde seu início e portanto as 2 pessoas que passam por esse blog as vezes não devem saber que em 2008 eu tive um problema com a Odebrecht. Bom, vale a pena contar o acontecido, é o case desse blog inclusive! hahaha

Odebrecht Ambiental - Companhia Siderurgica do Atlantico - CSA, Santa Cruz, Rio de Janeiro

No segundo semestre de 2007 a Revista Ideia Sustentável publicou um artigo falando sobre líderes da Sustentabilidade e entre os entrevistados estava Norberto Odebrecht, pouco antes de ler a revista um amigo de faculdade tinha me contado da experiência dele pouco agradável de trabalhar em uma obra na República Dominicana, a obra era gerenciada por quem? Pela Odebrecht! Ai, eu escrevi um email para o editor da revista contando dos absurdos vividos pelo meu amigo naquela obra, recebi um email do editor dizendo que iria entrar em contato com a empresa. 3 meses se passaram e por algum motivo não recebi nenhuma resposta, então resolvi publicar no blog o email trocado com o editor. Pronto, meu inferno começou alguns dias depois…

Primeiro foi o editor me mandando um mail dizendo que sim, tinha me respondido, ai publiquei a resposta aqui. Tudo parecia “resolvido”, pois além de ter uma resposta “oficial” da emrpesa, eles ficaram de investigar e blablabla. Só que 3 dias depois uma outra pessoa também da comunicação da empresa me mandou e mail “ameaçador” falando de um site chamado Ambiente Já e uma resposta um tanto quanto grosseira publicada naquele site com relação às minhas denúncias. Eu não fazia ideia do que estava acontecendo! Nem que raios de site era aquele. Resumo da ópera, o tal Ambiente Já tinha publicado o meu post no site deles sem que eu soubesse, essa pessoa da empresa leu meu relato, não gostou, mandou uma resposta para o site e mandou para mim via email com ameaças nas entrelinhas. Na época eu fiquei bem chateada e de saco cheio com tudo, dei a coisa toda como encerrada e de fato foi o que aconteceu, a empresa nunca mais entrou em contato comigo para dar qualquer satisfação (uma estratégia acertada, afinal, quem é essa blogueira na fila do pão?). Mas pessoalmente eu e meu amigo tivemos uma vitória (ainda que minúscula) que eu nunca contei aqui no blog porque essa história já tinha me esgotado muito. Logo depois da recuperação do meu amigo ele acabou voltando para República Dominicana para uma outra empreiteira que também prestava serviços para a Odebrecht e a publicação desse meu post e todo o bafafá que ele gerou aconteceu quando ele estava lá, mas numa outra obra. Eis que um belo dia o diretor geral das obras da Odebrecht do país manda chamar meu amigo para uma conversa na capital do país, ele sem entender nada foi, chegou lá e qual a foi surpresa de saber qual era a pauta? A publicação no meu blog! No fim meu amigo ficou muito contente em saber que meu bloguinho de alguma forma incomodou uma das maiores construtoras do mundo e no mínimo deixou-os com a pulga atrás da orelha sobre para quantas outras Claudias os funcionários deles podem contar histórias como aquelas.

Eu sei que provavelmente devo estar na lista de persona non grata da Odebrecht, em 2013 eles convidaram vários blogueiros para a entrega do Prêmio Odebrecht para o desenvolvimento sustentável e obviamente não me chamaram! hihihi

Mas o motivo desse post não é só relembrar esse case, mas pra dizer que eu não deveria ser tão mentirosa assim em 2008 já que em 2015 o Grupo Odebrecht é condenado a pagar R$50 milhões por trabalho escravo em obras em Angola. E dessa vez, querida Odebrecht não é uma blogueira maluca ambientalista quem está dizendo, nem o amigo dela, é o Ministério Público mesmo.

Acho que todo esse post e o meu “relacionamento” com a referida empresa dispensa quaisquer comentários sobre o envolvimento da construtora na Operação Lava-jato da Polícia Federal, né?

O óleo de palma e a publicidade

Quem lembra desse video? Jurava que eu tivesse compartilhado aqui no blog em algum momento da história, mas procurei e não achei…

Essa foi uma campanha do Greenpeace em 2008 sobre o uso indiscriminado de óleo de palma vindo das florestas do sudeste asiático (basicamente da Indonésia). Pra quem não sabe: florestas nativas são desmatadas lá para plantar um certo tipo de palma que faz óleo para os cosméticos da Unilever. Ai, o Greenpeace pressionou e parece que tem surtido efeito… Em 2009 o Greenpeace anunciou que a empresa tinha rompido com fornecedor de óleo de palma que era desmatador. Em 2012 a Unilever anunciou que até o fim daquele ano 100% do óleo de palma usado na sua produção seria certifcado, adiantando a meta em 3 anos.

(Parenteses rápido aqui: Em 2013 morei 4 meses no sudeste asiático, minha base era Cingapura e durantes muitos dias a cidade-estado sofria com uma neblina de fumaça vinda da Indonésia (ilha de Sumatra) por conta do desmatamento das florestas de lá. Aliás, acabei de olhar no site de Cingapura que informa sobre a situação e hoje (12/09) eles detectaram 53 focos de incêndio em Sumatra e o ar estava qualificado como pouco saudável. Isso é só um dado, não tô dizendo que todo desmatamento que acontece na Indonésia é por causa da palma plantada para a multinacional produtora do Dove.)

Mas o que me chamou a atenção dessa vez foi ver a quantidade de dinheiro sendo gasta na campanha para tentar limpar a imagem da empresa. O video abaixo está sendo anunciado absurdamente na internet, eu vi centenas de vezes nos meus joguinhos, no twitter e deve estar em muitas outras redes sociais que não frequento, a campanha do Greenpeace em 2008 fez bastante barulho principalmente online e acho que por isso eles estão investindo tanto na divulgação dessa campanha de proteção de florestas juntamente com o WWF. Só não ficou claro pra mim como de fato acontece essa ajuda, qual o valor que será investido para proteger as florestas? Ao que me consta o desmatamento no SE asiático continua.  Ok, dizer que X milhões serão investidos é um começo, mas mas como? Pagamento de serviços ambientais para os moradores locais? Incentivo para certificação de pequenos produtores (se é que essa pode ser uma realidade lá). Cobrança para que todos compradores de óleo de palma só compre óleo de origem sustentável? Quero que o desmatamento acabe de verdade não apenas que a Unilever fique bem na foto!!! No que assinar um manifesto ajuda na proteção das florestas? É pra pressionar o governo indonésio a fiscalizar e incentivar a preservação das florestas dando mais educação e informação para as populações locais? Me mostre Unilever que essa campanha não é só para fazer a sua marca aparecer como empresa amiga da floresta!

Sei dos vários avanços da Unilever em busca da sustentabilidade com relação a redução de consumo de água na produção, a meta de reciclagem de embalagens, a compra de 100% do óleo de palma sustentável, etc, mas no caso dessa campanha em específico acho que vocês poderiam mostrar algo mais concreto do que um videozinho emocionante e uma petição de apoio. Isso aqui é vazio, me desculpe. (Sem contar que o video de uma árvore que foge para a cidade não significa que ela será protegida, não aqui em São Paulo, onde todos os dias árvores são cortadas sem dó nem piedade).

Mais sobre óleo de palma:

Entenda como o óleo de palma está no seu dia a dia e prejudica florestas no mundo (2013)

the palm oil debate (em inglês)

Um festival de comida com lixo mínimo

Acabei de voltar de férias e se teve uma coisa que me chamou muito a atenção nessa viagem foi o Festival de Filmes que estava rolando na praça da prefeitura de Viena. Não pela curadoria do festival, pela qualidade dos filmes ou por causa do local onde acontece. Pra falar a verdade eu nem vi nada do festival em si, o que eu vi foi a praça de alimentação (que é a parte gastronômica) que foi feita em frente ao local do evento.

São vários quiosques de comida e bebida de vários lugares do mundo, desde comida austríaca local, até de outras partes da Europa e do mundo.  E por que esse festival gastronômico chamou a minha atenção já que esse não é um blog de turismo e cultura? Quando eu penso nesse tipo de feira gastronômica ou até qualquer praça de alimentação eu já penso em pratos, copos e talheres descatáveis e uma tonelada de lixo gerado sem nenhum tipo de tratamento ou destino adequado. Só que dessa vez eu fui surpreendida com pratos de porcelana, talheres de inox (ou qualquer outro material que o valha) e copos de vidros, apenas os guardanapos eram de papel.

É possível fazer um festival desse tipo numa cidade turística e grande como Viena sem gerar sacos, sacos e mais sacos de lixo repletos de materiais descartáveis? Sim! É! E o Festival de Filmes de Viena me mostrou isso.

O festival de filmes é o maior festival de cultura e comida da Europa, eles recebem por volta de 750 mil visitantes.

europa2015 419

Clique na foto para ver o prato de porcelana e os copos de vidro! ;)

europa2015 415

Ainda era cedo quando tirei essa foto e não estava tão cheio.

europa2015 421

Uma visão geral do que é o festival de comida. Clique na foto para ver os copos de vidro.

europa2015 424

A louça e os talheres são recolhidos pelos “garçons” e vão para essa estação. Aí eles retiram os restos de comida e enviam a louça para um local onde são lavados.

europa2015 423

O transporte dos copos.

2015-07-26 19.47.59

Meu prato de porcelana e meus talheres de inox! :D

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Agora eu me pergunto será que esse sistema é tão mais caro do que se vê por ai com os descartáveis? Apesar dos descartáveis não precisarem de limpeza eles também não vão sozinhos para o aterro.

Mas nem tudo é perfeição na cidade… No dia seguinte na estação de trem almocei numa praça de alimentação típica de shoppings em que talheres e pratos eram todos descartáveis e jogados numa mesma lata de lixo… 🙁

Um vídeo legal, outro nem tanto…

Sensacional esse vídeo!

Ok, que o tema não é dos mais legais, mas a abordagem é muito boa.

Acesse: quaseumdodo.com.brdodo

Essa reportagem do Jornal Nacional é realmente triste. E achei mais triste ainda a fala final da Renata Vasconcellos: “O governo do Amapá anunciou que um grupo vai estudar as causas do fim do fenômeno”. Mas só agora? Duvido que o fenômeno parou de acontecer de repente.

pororca

https://flic.kr/p/QwKKB (CC BY-NC-ND 2.0)

Código Florestal, animais abandonados…

#CodigoFlorestal3Anos

Semana passada fui num evento da ONG Iniciativa Verde sobre os 3 anos do Código Florestal. E pra variar é só desgosto que me acompanha. Se cumprir o antigo código florestal era difícil pois era muito restritivo esse novo não está sendo das tarefas mais fáceis, mesmo depois de 3 anos. Quando o Brasil vai conseguir cumprir as leis que inventa? Perguntei no twitter e continuo com a dúvida, de que adianta ter o “código florestal mais abrangente do mundo” (palavras de um dos participantes do evento) se a gente não consegue fazê-lo funcionar? Fizemos um novo código florestal para continuar tudo igual? Parece que sim…

Outra coisa do evento… A representante da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de SP falou do Programa Nascentes, fiquei até otimista, mas quando perguntei dos dados e resultados do programa, descobri que ele começou a ser implantado em abril desse ano e o decreto que deu origem a ele é do fim de fevereiro, ou seja, não há dados a apresentar, no máximo metas. Esse programa é a extensão de um outro programa chamado Programa Mata Ciliar que existe (pelo menos em decreto) desde de junho de 2014. Ou seja, a ideia que fica é que o governo do Estado só começou a se preocupar em preservar, recuperar e cuidar de matas ciliares e bacias formadoras de mananciais depois da crise iniciada ano passado. Nem preciso comentar, né?

E pra terminar ainda tivemos que ouvir que os produtores rurais precisam da ajuda de 200 bilhões de reais para poder cumprir o código florestal. Não sei exatamente de quem foi essa fala, se d@ representante da Associação Brasileira do Agronegócio ou se da Sociedade Rural Brasileira, mas isso soa pra mim quase como chantagem… É assim que os ruralistas veem o meio ambiente.

Animais abandonados

Outro dia na página do Facebook da Secretaria do Verde e Meio Ambiente da cidade de São Paulo descubro que abandonaram um filhote de Tamanduá no Parque do Ibirapuera! Bom, se a humanidade é capaz de abandonar seus próprios animais de estimação, abandonar um animal selvagem num parque no meio da maior cidade da américa latina faz parte, né? A humanidade não para nunca de me surpreender…

tamanduá

Coisas sobre a água

A gente só tem que falar de água no Dia Internacional da Água? Obviamente que não e por isso resolvi fazer esse post no dia seguinte, depois de acompanhar várias coisas interessantes na TV Cultura, que teve programação especial por conta do dia, resolvi compartilhar aqui alguns vídeos bem legais sobre o assunto. Alguns em inglês, infelizmente, até tentei achar legendados, mas não encontrei.

https://flic.kr/p/pL7GK (CC BY-NC 2.0)

https://flic.kr/p/pL7GK (CC BY-NC 2.0)

Sobre a invenção que mais salva vidas no mundo (com a narração do Matt Damon):

Sobre a falta d´água no meu canal do youtube preferido e do “Scibling” Átila, do Rainha Vermelha (esse em português):

Um vídeo da minha ONG internacional preferida, Charity Water, video de 2011, mas que continua super atual (infelizmente). Já falei dessa ONG em outro post sobre água aqui no blog.

Esse vídeo me fez lembrar de um encontro ano passado que participei pelo #VivaPositivamente que falava sobre a importância da hidratação. Esse tem legendas em Português de Portugal.

A crise da água ou as consequências dela.

Então, de verdade, eu não sei o que escrever específicamente sobre a atual crise da água que o sudeste está passando. Tenho lido um monte de coisas, acompanhado vários movimentos e qualquer coisa que eu escreva me parecerá mais do mesmo e não precisamos disso (eu acho).

seca

Foto: https://flic.kr/p/7kVnCH (CC BY-NC 2.0)

 

O que me assola é ver algumas soluções que as pessoas estão buscando para a crise. Hoje fui numa confeitaria que eu gosto muito e um dos motivos que gosto dessa confeitaria é que eles não usam talheres de plástico (o pratinho infelizmente é de plástico, descartável :/), eis que peço um pedaço de bolo, um capuccino e tudo me aparece na mesa com talheres de plástico! Na hora de pagar reclamei e obviamente ouvi a desculpa que era para economizar água… Acrescentei que não adianta economizar água e gerar mais lixo, a pessoa que ouviu concordou, mas não soube dizer mais nada. Ouvi também de uma amiga que uma hamburgueria adotou a mesma estratégia, usar talheres de plástico para economizar água. Para tudo! Estamos tentando resolver um problema (a falta de água) gerando outro problema (aumento da quantidade de lixo), será que é muito difícil de perceber?

Pensar em como lavar louça gastando menos água ninguém faz, né? E sabe qual o meu maior medo nessa história de usar descartável? Virar a regra. Com o “conforto” de não ter que lavar mais a louça, mesmo que a situação da água se normalize os restaurantes vão continuar usando descartáveis porque é “mais prático”. Ai, os otimistas de plantão vão me dizer: “Mas Claudia, os descartáveis podem ser reciclados.” Ok, podem, mas quantos de fato serão? Segundo essa pesquisa apenas 17% dos municípios brasileiros tem coleta seletiva, e só para constar isso não quer dizer que essa coleta seletiva seja regra para 100% do lixo. Você realmente acredita que o que pode ser reciclado é de fato reciclado? Nem preciso comentar, né?

Bom, mas se a falta de água for severa como espero que seja (sim estou sendo pessismita) posso me tranquilizar por que nem restaurante aberto para ir teremos! Só por favor, não use descartáveis em casa.

<meta name=”Social-Brunch-Verificacao” content=”279eeb6fc3c79b38bae82923a269ad2a” />

Sobre ScienceBlogs Brasil | Anuncie com ScienceBlogs Brasil | Política de Privacidade | Termos e Condições | Contato


ScienceBlogs por Seed Media Group. Group. ©2006-2011 Seed Media Group LLC. Todos direitos garantidos.


Páginas da Seed Media Group Seed Media Group | ScienceBlogs | SEEDMAGAZINE.COM