Vivo e a sustentabilidade

A Vivo começou com seu novo posicionamento: Vivo para o futuro. Ela resolveu anunciá-la com uma ação em São Paulo realizando abraços simbólicos a árvores, distribuição de ecobrindes e camisetas no intuito de conscientizar as pessoas a respeito da importância de conservar o ambiente em que vivemos, focando principalmente no desenvolvimento sustentável.

Abre parênteses (o que a distribuição de ecobrindes, camisetas e abraços em árvores ajuda na conscientização das pessoas?) Fecha parênteses.

Fui convidada a escrever sobre essa ação da Vivo que aconteceu e como pra mim ela não tem nada de sustentabilidade, achei melhor falar das ações publicadas no site dela sobre o assunto. Vamos lá…

Projetos da empresa sobre Responsabilidade Socioambiental: (comentários meus em itálico)

Recicle seu celular e Coleta de baterias: Programa visa a coleta, descarte e a reciclagem de aparelhos. Em 1999 eles começaram recolhendo baterias e no ano passado (junho de 2008) ampliaram a coleta de celulares para todas as lojas da sua rede. Já foram recolhidos 1,5 milhão de itens que tiveram um destino adequado.
Apesar de não ser a produtora dos aparelhos e não ser esse o produto dela, ela se preocupou com a sua cadeia de valores e assumiu uma responsabilidade que deveria ser das empresas de celulares, ponto pra Vivo. Pra ser chata ao quadrado só preciso ver os certificados de recebimento das empresas que deram o destino correto aos aparelhos.

Colorindo o ambiente Vivo: Atua desde 2005 na implantação da coleta seletiva de materiais recicláveis gerados pelas atividades e serviços da Vivo em todas as suas filiais e centrais de distribuição.
Óbvio e necessário para qualquer empresa hoje em dia, quem não faz isso ta mais que atrasado, é o mínimo que qualquer pessoa (física ou jurídica) deveria fazer para começar a ter uma vida mais sustentável, dar destino correto para seu lixo.

Semana do Meio ambiente: É uma semana de ações ambientais, que ocorre de forma simultânea em todos os Estados onde a Vivo atua, para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente e sensibilizar a empresa para a questão ambiental.
Legal, mas não pode deixar pra lembrar os funcionários que meio ambiente é só no dia do meio ambiente, é pra agir todo dia e toda hora não só na “semana do meio ambiente”.

Os outros projetos são: Reciclando Mentes, Transformando com Arte a Vida, Integrando o Meio Ambiente à Vida, Florestinha e Reflorestamento Vivo. Tirando o primeiro, Reciclado Mentes, que visa dar noções de meio ambiente para colaboradores, todos os outros projetos pouco ou nada tem a ver com a instituição de fato. Ou seja, é um serviço social que a empresa presta para a comunidade externa sem qualquer vínculo ao serviço que ela presta. Isso pra mim é serviço do governo, de ONG, de Oscip, etc Esse negócio de querer vincular sua imagem forçosamente ao meio ambiente não me convence. Quer patrocinar projetos relacionados ao assunto, ótimo, mas não diga que é um projeto seu, porque pra mim é forçar a barra.

Além desses projetos a Vivo também tem o Instituto Vivo. No Instituto eles possuem 4 projetos: Rede Vivo Educação, Rede Vivo de Inclusão Social, Rede Vivo de Voluntariado, Rede Vivo de Gestão Social. Pra falar a verdade eu não tenho uma opinião formada sobre a ideia das empresas montarem seus próprios institutos, fundações. Acho bem interessante, mas não conheço nenhuma efetivamente pra dizer se é um caminho a ser seguido sempre. Acho mesmo que o importante é não perder a identidade da empresa em qualquer situação, acho que não tem nada a ver a Vivo plantar floresta e dar educação ambiental, pra mim o que teria tudo a ver com a ela seria educação para o consumo, afinal até quando eles vão ficar incentivando todo mundo a troca de telefone todo ano? O que pra ela não faz diferença nenhuma se o serviço que ela oferece independe do modelo do celular? Desafio a Vivo, ou qualquer outra operadora de celular, a lançar uma campanha para as pessoas permanecerem mais tempo com seu aparelho velho. Quero ver! (Uma ótima ideia para meu novo post da série Futuro)

A Vivo ainda tem um longo caminho a ser percorrido para a sustentabilidade (como qualquer outra empresa). Pra começar acho que ela poderia se preocupar em oferecer um serviço de melhor qualidade para seus usuários (como todas as empresas operadoras de celular), todos os dias tem alguém com alguma reclamação e isso não é nada sustentável. Mas se ela realmente está preocupada em ser a “operadora da sustentabilidade” sugiro começar melhor do que uma ação de distribuição de ecobrindes, alguns dos seus projetos de responsabilidade socioambiental já são bem melhores do que isso.

Nota: Me convidaram para escrever sobre o evento da Vivo, só que na realidade esse evento nunca foi da Vivo, essa ação fazia parte de uma das provas do Aprendiz Universitário. Lógico que não me confirmaram isso, mas um outro evento parecido também aconteceu, vou explicar melhor no próximo post. Aguardem!

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Discussão - 4 comentários

  1. Tamires Martins disse:

    Bem ,cada pessoa tem sua opiniao sobre sustentabilidade, mas nao so tem que falar mas tem que agir , fazer algo que quebre barreiras e que mostre ao mundo com o estamos errados ao jogar lixos nas ruas ou desmatar nossas floresta . Pare e pense vc faz parte diso !!!!!

  2. Claudia Chow disse:

    Cara Giovanna, nao sou jornalista, sou geóloga. Nao entendi por que vc se sentiu ofendida, acredito que vc nao tenha entendido o post. Analisei as açoes da Vivo pelo que ela publica no site dela, em nenhum momento me comprometi em conhecer as açoes da Vivo a fundo para dizer se de fato são ou não verdadeiras. Esse site é um blog eu uso-o para tecer meus comentários pessoais sim e assumo qdo nao sei, nao conheco ou tenho dúvidas em relação a alguma coisa, nao acredito e confio em qq press-realese que cai na minha caixa de e-mails. A intenção desse blog é colocar minha inquietaçoes sobre assuntos relacionados a meio ambiente e sustentabilidade, se as minhas opinioes te agridem ou nao te agradam estou disposta a debate-las se vc quiser.

  3. Gabriel Cunha disse:

    @Giovanna Penteado
    Acreditar automaticamente que qualquer empresa/pessoa que inicie uma fundação e/ou instituto está querendo fazer ‘o bem’ (seja lá o que você queira dizer ao escrever isso), é de uma ingenuidade infantil, prá não dizer perigosa.
    Se você realmente escreve sobre sustentabilidade, e quer ‘prezar pelo bom trabalho jornalístico’, sabe que não se pode contar com o que se recebe em releases.
    Na dúvida sobre um assunto, é SIM melhor afirmar ‘estou na dúvida em relação a isso’, ao invés de ceder aos encantos de ações publicitárias.

  4. Giovanna Penteado disse:

    Olha só,
    Escrevo sobre sustentabilidade e cheguei a me sentir agredida com os seus comentários…
    Como assim “Acho bem interessante, mas não conheço nenhuma efetivamente pra dizer se é um caminho a ser seguido sempre”????
    Pelo o que consegui ler você não é alguem realmente interessado, que antes de sair escrevendo sabe se lá o que procura visitar os projetos, conhece-los, saber se esses estão realmente instalados.Na minha opinião quando não conhecemos algo não temos direito de escrever sobre o mesmo…portanto, antes de criticar taaanto quem está tentando fazer o bem, tente dar apoio, não puxar essas pessoas para trás, ok?!
    Nunca vi uma crítica tão sem fundamento…vergonha para jornalistas que levam seu trabalhos a sério e procuram trazer informações úteis, que acrescentem aos outros..não uma guerra de comentários pessoais

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