Qualquer forma de verde vale a pena? 3

Qual a diferença de você deixar um objeto que você não sabe como descartar, guardado na sua casa e levá-lo em uma loja? Não, não é essa a pergunta que eu quero fazer… É lógico que levá-lo numa loja para que ele tenha um destino correto é muito melhor que deixar em casa engavetado ocupando um espaço inútil.

A indagação que eu me faço é por que agora todo lugar que eu vou tem uma lixeira para descarte de baterias e materiais do tipo? Escola, banco, supermercado, farmácia daqui a pouco até hospital, todo mundo usa pilha e as descarta assim cotidianamente que nem consome papel e eu não tô sabendo? E quem me garante que esses locais vão dar o destino correto para esses materiais? [modo irônico ligado] Pega bem eu deixar uma lixeira ali indicando isso, mostra que eu tenho consciência ecológica! [modo irônico desligado]

Outra coisa que eu não entendo, promoções do tipo: Gaste XXXX reais (4 dígitos mesmo), traga um produto pra descartar e ganhe brindes. A ideia de consumo não pode ser abandonada, né? Ser sustentável não é indulgência, ou será que é só assim que as pessoas/empresas aprendem/entendem isso?

Acho que eu tô sendo idealista demais querendo que as pessoas façam o que devem fazer simplesmente por que é o correto, mas em se tratando de sustentabilidade que é o assunto do momento e tá todo mundo querendo ser inovador, custa fazer as coisas de um jeito que realmente façam as pessoas pararem pra pensar sobre suas ações? Ou que de fato represente a realidade? E não apenas pareçam ser alguma coisa que não são?

É, eu continuo sonhando com o mundo perfeito… E pior criticando e sendo pessimista.

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Discussão - 5 comentários

  1. Sou pessimista em relação à sustentabilidade ou ações ecológicas simplesmente porque é o correto a se fazer. A grande maioria das pessoas considera a relação custo benefício imediata, não de longo prazo. Se uma loja coloca lixeiras seletivas é porque julga que trás algum benefício pra loja, em curto prazo. Ou evita algum prejuízo imediato. Eu acho que o caso das pilhas, dos pneus e de mais algumas coisas que têm leis que responsabilizam os fabricantes pelo descarte, o fornecedor praticamente exige do revendedor um esquema para o descarte.

  2. marcus disse:

    Claudia
    Há seis anos, uma leitora perguntou o que fazer com chapas radiológicas. Após uma pesquisa que se transformou em reportagem, descobrimos que as chapas têm sim reaproveitamento. Uma empresa da região se interessou e colocou um ponto de recolhimento. Tem sido um sucesso. É óbvio que um pev, seja lá do que for, não resolve nada se não houver um elo completo nessa cadeia. Mas, como sou um eterno otimista, ainda coloco parte de meus esforços em divulgar ações como essas — mesmo sabendo que uma pitada de pessimismo é a diferença entre ser tolo e esperançoso, entre acreditar em tudo e fazer uma reflexão crítica sobre pseudos-avanços. E isso vc faz muito bem. Um abraço a todos.

  3. Luiz Bento disse:

    Concordo plenamente com o comentário do Alexandre. E este post faz a sua parte. Principalmente para o tipo de leitor de um blog de sustentabilidade.

  4. Alexandre disse:

    O mundo está cheio de otimistas, e está se aproximando perigosamente do abismo. Precisamos de mais pessimistas e críticos. Bons críticos.

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