Canibais com garfo e faca

Recebi um exemplar do livro “Canibais com garfo e faca”, do John Elkington,  lançamento da editora M. Books para fazer uma resenha e também outro exemplar para fazer um sorteio entre meus leitores!

Esse é o livro que trás o conceito de Triple Bottom Line – Profit, Planet, People, que em português conhecemos como prosperidade economica, qualidade ambiental e justiça social, foi lançado pela primeira vez em 1997, com uma nova edição em 1999 e agora essa edição de 2011/2012 trás um novo prefácio do autor com alguns links sugeridos onde é possível encontrar as mais novas atualizações sobre o tema. Esse livro foi classificado em 2009 como um dos 50 Melhores livros em sustentabilidade de todos os tempos.

Para participar do sorteio desse livro você deve deixar um comentário nesse post dizendo o que você acha que melhorou em relação a sustentabilidade desde 1997, quando o conceito do triple botton line foi lançado pela primeira vez.

Aceitarei comentários até o dia 09/09/2011 até ao 12h, ok? Só vale um comentário por pessoa.

Pra começar vou deixar aqui a minha resposta para a pergunta do sorteio:

O que melhorou em relação a sustentabilidade desde 1997? Quanta diferença existe no mundo sobre sustentabilidade desde 1997! Provavelmente só fui ouvir essa palavra pela primeira vez e entender o que ela representa, uns 4 anos depois, na universidade. Assim, ouvir e conhecer o conceito de triple bottom line não quer dizer que eu comecei a vê-lo por ai sendo colocado em prática, de verdade só comecei a ver que as empresas passaram a ter esse tipo de preocupação, de maneira integrada com tudo como de fato ele é, depois de 2005 e ainda quando tomei conhecimento dessas práticas elas eram chamadas de marketing verde… Bom, pelo menos foi com esse nome que eu comecei a me interessar pelo assunto. Acho que o conhecimento das pessoas em relação ao assunto melhorou muito desde 97, só não sei se as práticas são de fato genuínas, verdadeiras. Outra coisa, eu meio que considero triple bottom line sinônimo de sustentabilidade, não sei bem se é isso, sustentabilidade é algo tão abstrato… Mas o livro está aqui para a minha leitura e vou saber se erro muito usando-as como sinônimos.

Agora é a sua vez!

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Discussão - 6 comentários

  1. Eduardo Bessa disse:

    Sustentabilidade passou a ser um conceito duas vezes mais posto em prática pela humanidade, três vezes mais compreendido e quatro vezes mais explorado pelo marketing, mesmo indo na contra-mão do que de fato seria sustentável.

  2. Eu não sei se eu concordo muito com a questão do Triple Bottom Line, só ter vindo a tona nesse livro. Eu acho que se você ler o Operating Manual of Spaceship Earth do Buckminster Fuller que se eu não me engano é do finalzinho da década de 60, você vai ver que já está lá se não explicito pelo menos explicitamente. E se eu não me engano ele já desenvolvia protótipos baseados nessa idéia desde a década de 30.
    Quanto a mudanças de 1997 para cá, eu acredito que a questão da sustentabilidade, tem conquistado mais divulgação e efetivamente algumas empresas estão percebendo que em alguns casos é possível ser sustentável e até aumentar a lucratividade.
    No entanto, eu acho que algumas vezes a popularização do conceito de sustentabilidade, também acarretou num aumento da utilização do conceito em ações publicitária vazias.

  3. É um sistema de equações de três variáveis (na verdade mais) difícil de se equilibrar. Em que se pesem as dificuldades econômicas recentes, no mundo houve avanços no que se refere à questão social – ao menos do ponto de vista global (certamente há regiões estagnadas ou até em processo de deterioração dos aspectos sociais, como podemos medir por indicadores como o IDH. A prosperidade econômica também, de modo geral, ocorreu nesses 14 anos: um crescimento econômico mundial oscilando entre 2 e 4% ao ano – acima, portanto, da taxa média de crescimento populacional mundial (cerca de 1% ao ano).
    Duas pernas estiveram razoavelmente bem no período, mas como se trata de um tripé… A perna do meio ambiente tem sido bem curta – a despeito de avanços localizados. O protocolo de Quioto nunca entrou em vigência completa, particularmente com o maior país poluidor do mundo recusando sua implementação.
    E a própria prosperidade econômica trouxe um problema ambiental: pessoas ganhando mais, consomem mais recursos – energia, matéria prima – e geram mais resíduos – lixos, esgoto, poluentes atmosféricos. Indicadores como a Pegada Ecológica mostram que globalmente a situação ambiental acabou piorando sensivelmente.
    Mas como é para dizer sobre o que melhorou. A palavra sustentabilidade está na moda, ainda que poucos sejam capaz de conceituá-la adequadamente (como nos moldes da definição do relatório Brundtland de uso de recursos naturais para a promoção do bem estar social da geração presente sem comprometer o bem estar das gerações futuras). Bancos se dizem sustentáveis; o mesmo para eventos musicais, desfiles de moda, empresas de bebidas, projetos de governo… Até tentativas de agressão ao meio ambiente como a presepada da mudança do Código Florestal Brasileiro precisam dizer que buscam a sustentabilidade socioeconômica e ambiental.
    Melhorou também a compreensão dos fenômenos naturais e a interligação dos processos socioeconômicos com o meio ambiente. Temos modelos mais acurados e precisos a respeito do impacto de atividades econômicas sobre o meio ambiente e das alterações do meio ambiente sobre a população (em termos econômicos e de saúde). Ferramentas como estimativas de custos ambientais e dos valores de serviços ambientais têm ajudado a botar o fator meio ambiente na contabilidade das planilhas das ações políticas.
    []s,
    Roberto Takata

  4. Vitor disse:

    O que mudou?
    Não sei!
    Já tenho dificuldade para descrever a sustentabilidade hoje…
    E em 1997 eu ainda tinha uns 5 anos…
    Fico aguardando as respostas dos nossos colegas para conhecer melhor este período da história tão recente… Mas que às vezes parece ser tão antigo…

  5. Desde 1997, quando o conceito do triple botton line foi lançado pela primeira vez o que melhorou foi a disseminação das informações. Antes poucos sabiam sobre sustentabilidade ou tinham uma noção equivocada. Hoje o conceito é entendido mesmo por estudantes do elementar e disseminou-se entre empresários, como por exemplo, o presidente da empresa onde trabalho. Veja: http://www.digitro.com/sustentabilidade/.

  6. Somos todos canibais de garfo e faca? “O Homem é o Lobo do Homem!”

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