Ah, Belo Monte…

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Eu não quero discutir Belo Monte, aliás já disse uma vez o que eu realmente defendo em relação a essa obra, principalmente depois de ler essa entrevista. Pra mim Belo Monte nada mais é do que o bode na sala, fica todo mundo falando disso e esquece de discutir o que realmente é importante para o futuro, o país, as pessoas. Brigar contra ou a favor de Belo Monte é apagar incêndio, é pensar em curto prazo, bem típico de brasileiro que não faz planejamento direito. E isso eu deixo para os ecochatos, os políticos que querem viabilizar essa obra e quem mais quiser, eu me abstenho, vou ficar em cima do muro mesmo, pois eu acho que pra essa questão nunca vamos encontrar o certo ou o errado, sempre vão existir ótimos argumentos para fazer e não fazer essa obra.

O que eu quero debater é: qual o nosso modelo de desenvolvimento? O dia que tivermos isso claro e de forma consensual a discussão de Belo Monte não existirá. Simplesmente por que se decidirmos que o nosso modelo é de explorar todos e quaisquer recurso até o fim sem pensar se haverá amanhã fazer essa obra é tudo de coerente, mas se o nosso modelo é de preservação, eficiência e tecnologia provavelmente Belo Monte não é parte dessa discussão. Simples assim. Ok, discutir esse modelo e chegar a esse consenso pode não ser tão simples, mas pra mim é a discussão que realmente interessa, o resto é só confirmação de que ainda não estamos maduros o suficiente pra sabermos de fato o que queremos como nação.

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Discussão - 5 comentários

  1. Jodacil disse:

    A Globo contra Belo Monte, a Folha contra Belo Monte, mil ongs e três partidos emergentes contra Belo Monte, os padres contra Belo Monte … acho que vou ficar a favor de Belo Monte!
    Quem faz a crítica a Belo Monte não diz que há contrapartidas, que ela não ocupa terra indígena, que as outras formas de energia sugeridas são bem mais caras e também apresentam impactos, que os governos são eleitos para gerir o público …

  2. Luiz Bento disse:

    Claudia,

    Só não concordo com essa parte “se decidirmos que o nosso modelo é de explorar todos e quaisquer recurso até o fim sem pensar se haverá amanhã fazer essa obra é tudo de coerente, mas se o nosso modelo é de preservação, eficiência e tecnologia provavelmente Belo Monte não é parte dessa discussão.”

    Para mim esse é o pensamento dualista que torna a questão complicada. Não existem apenas duas vidas. O modelo de Belo monte não é “explorar todos e qualquer recurso”, longe disso. Tem sim seus problemas, mas ele só tornou-se viável depois de tomar muita porrada de todos os lados e mudar quase completamente a proposta original.

    Abraços.

  3. Clarissa Pereira Moreira disse:

    Ótimo post Cláudia. Obrigada pelas informações.

  4. Emanuel disse:

    Oi Claudia. Nunca soubemos o que queríamos como nação. De fato, nem sei se temos esse sentimento de nação. No nosso país é muito comum o egoísmo, a falta do senso de comunidade. Se discutíssemos o que queremos como comunidade, pensando no bem desta e não defendendo posições baseados em se elas nos ajudam ou atrapalham pessoalmente, muitos dos problemas evaporariam, simplesmente porque só há um modo de agir, e não um para cada um presente na discussão. Muito triste isso. Concordo com você: precisamos ainda madurar muito como nação para discutir o que você propõe no post. Muito mesmo.

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