Não existe resposta fácil
Se alguém disser que tem a solução fácil para algum problema difícil da humanidade duvide, a cada dia que passa só me convenço que viver em sociedade num planeta com alguns bilhões de seres humanos não tem solução rápida e fácil para nenhuma questão.
Sempre penso sobre isso depois que leio os posts do Sakamoto, concordo com quase tudo que ele escreve e a grande maioria das coisas que ele escreve me deixa deprimida pois só me faz chegar a conclusão de que falhamos como sociedade, falhamos como humanidade, deixamos que pessoas sejam escravizadas seja por outros seres humanos, seja para comprar, ter bens de consumo que na grande maioria das vezes poderiam viver bem sem, deixamos que animais de estimação ocupem muitas vezes lugares mais importantes que o de muitos seres humanos, deixamos de dar educação, oportunidade e informação para uma parcela enorme das pessoas e deixamos que o machismo, o fanatismo e a ignorância tomem conta de tudo. Parece exagerado? Mas não é, pense num grande problema da humanidade hoje, qualquer um, a razão pela qual estamos passando por esse problema se explica pela nossa falha como sociedade.
Vamos pensar num problema do mundo hoje: aquecimento global. Solução? Diminuir consumo? Pensa que é fácil convencer as pessoas que não podem mais trabalhar de carro, que é melhor não usar o ar condicionado ou devem comer menos carne? Ah, sim, tem uma enorme parcela da população que ainda não tem carro próprio, não imaginam o que seja um ar condicionado e comem carne uma vez por semana, se é que comem. E há quem diga que usar menos sacolas plásticas pode ajudar…
Com tantos problemas saltando aos olhos todos os dias nas manchetes brasileiras e ver as pessoas sugerindo respostas fáceis para cada um desses problemas me causa mais depressão ainda e só mostra o quanto seres humanos são imediatistas e que querem acreditar que é fácil resolver problemas como violência, aborto, trabalho escravo, drogas, aquecimento global, etc. Bom, do melhor jeito não é fácil, mas se você quer apenas que o problema desapareça da sua vista, pode ser que sua solução fácil seja suficiente.
Será que estou entrando em outra fase como a que passei em 2008? É a fase dos 6 anos de blog? Espero que passe e eu possa voltar a ser mais otimista.
Turismo “verde”
Por conta do dia da Terra (22/04) alguns sites resolveram falar de turismo “verde”. O Lonely Planet por motivos óbvios, já que é uma empresa de turismo e o Mashable, bem eles eu não sei por que resolveram associar turismo, dia da terra e tecnologia. De qualquer forma, como ultimamente ando viajando bastante (vide meu outro blog, Algum lugar do Planeta) achei interessante falar sobre o assunto aqui.
Adoro fazer ecoturismo, visitar locais onde entramos em contato com a natureza, provavelmente pela minha formação de geóloga esse gosto seja um pouco mais acentuado, mas fato é que nunca consegui fazer nenhuma viagem que eu considerasse “verde”. Simplesmente por que eu acho isso impossível, viajar é impactante, a indústria do turismo é toda baseada no disperdício, no luxo, na comodidade sem consequências e ai você caro amigo que como eu ama viajar, como faz? Não viaja mais? Seria esse o ideal, mas se o turismo do mundo parasse seria um verdadeiro problema para os locais onde ele é essencial.
O artigo que eu li no Lonely Planet “Como saber se sua viagem é verde ou apenas greenwash” eles tornam quase impossível fazer a sua viagem ecologicamente correta, pedir pro seu hotel/destino responder questões como: Quais são os principais problemas ambientais enfrentados e como eles estão lidando com isso ou Qual a proporção da receita permanece ou é revertida para a comunidade local? Pra mim pareceu piada, imagina uma pousadinha em Lençóis na BA, porta de entrada da Chapada Diamantina, você consegue imaginar eles respondendo isso? Ou até mesmo a secretaria de turismo da cidade? Eu até consigo imaginar a resposta padrão que vai vir com aqueles bordões de relatórios de sustentabilidade de empresas. Espero que eu esteja errada, mas quantas pessoas antes de viajar se preocupam em perguntar isso? E outra, será que dá pra acreditar na resposta que vier? A minha opção é: vai lá ver como eles encaram as coisas, antes vão falar um monte de milagres, mas só indo lá mesmo pra saber, faça sua pesquisa sobre o local antes e chegando lá converse com as pessoas locais para saber como o turismo é levado por lá.
Ok, o artigo sugere essas perguntas para os destinos que se proclamam verdes, mas e os outros então, merecem quais perguntas? Eles não precisam ser “verdes” também? É por isso que o verde aqui está sempre entre aspas, só tem que se preocupar em ser “verde” quem assim se proclama?
Por exemplo os 30 maravilhosos hoteis “ecofriendly” do artigo da Mashable merecem receber as perguntas sugeridas pelo Lonely Planet para sabermos se são realmente “verdes” ou apenas greenwashing, mas geralmente as pessoas acreditam no que é proclamado e não querem saber muito de ter o trabalho de verificar as informações.
Na verdade os hoteis adoram parecer preocupados com meio ambiente, quem nunca viu dentro do quarto de um hotel aquele aviso dizendo que se você não quiser que troquem as toalhas é só deixá-las penduradas? Acho que em 90% dos hoteis que eu já fiquei na vida tinham esse aviso, pergunta quantos deles respeitaram meu desejo de não trocar a toalha? Acho que apenas 1. Colocar o aviso é fácil…
No final do artigo da Lonely Planet a autora cita a frase do Sapo Kermit (antigo Caco) ‘it’s not [always] easy being green’ (não é fácil ser (sempre) verde), como eu já disse antes: Ser sustentável é difícil, acredite!
O fim do mundo, ou o fim do mundo como conhecemos (post atrasado)
Comecei a escrever esse texto dia 20/12 antes da fatídica data que “comemora” o fim do calendário maia e que muitos consideravam como o fim do mundo. Não consegui terminar antes, mas acho que vale para comemorar o fim de mais um ano.
Inspirada pelo e-mail enviado por um amigo falando sobre o fim do mundo e desejando boas festas resolvi escrever aqui meu manifesto sobre o que espero sobre o fim do mundo.
O fim do mundo está próximo e vamos considerar que amanhã será a oportunidade de ver o fim de uma era e o início de um mundo que tenha mais amor, mais ética, respeito e menos lucro, corrupção, ignorância e crescimentos obssessivos. Muitos não sabem o que podem fazer para contribuir para esse novo mundo, na verdade eu também não tenho respostas concretas para isso, mas que tal pensar sobre o assunto, refletir e tomar consciência para termos um mundo mais “sustentável”, do que adianta o seu carro ser a álcool e teoricamente poluir menos se você está usando o carro para percorrer poucos quilometros? Ou usar desmedida e inscoscientemente as sacolas plásticas do supermercado? Ou consumir energia como se ela não viesse das obras que ajudam a desmatar a Amazônia? Por exemplo, você pega elevador para subir 1, 2 andares? Já pensou em usar a escada? Aquela caixinha de remédio que você comprou precisa mesmo ser colocado numa sacola plástica ou mesmo num saquinho de papel?
Vamos combinar de começar com esses pequenos gestos, quando essa consciência tomar conta de todos tenho certeza que o mundo será um lugar melhor e pouco a pouco esses gestos vão se expandir para todas ações do seu dia-a-dia e tolerar ser pressionado por crescimento e consumo inconsequente será insuportável, não só para você mas para todos que o cercam e então será o fim do mundo de verdade por que um novo tomará conta!
Fui tomada por um momento de esperança e fé na humanidade, por favor, não me desapontem!
Amazônia Pública – Tapajós
Acabei de ler um livro chamado Como mudar o mundo, e vou precisar muito da ajuda dele para não me sentir a pessoa mais impotente do universo depois de ler a última série de reportagens da Agência Pública sobre a Amazônia.
A única região da Amazônia que eu conheci é o oeste do Pará, às margens do Rio Tapajós, numa visita patrocinada pela Vivo e a Ericsson para acompanhar a inauguração da primeira torre de dados da região. E pensar que toda a beleza daquele local pode estar comprometida me deixa bem triste. Nada mais, nada menos que um complexo hidrelétrico com 7 represas estão programadas para o local, esse é um dos aspectos levantados nessa terceira semana de reportagens, essa semana sobre o Rio Tapajós.
Tudo que essas reportagens contaram só mostra o jeito capitalista de desenvolvimento, o jeito capitalista de crescer e o jeito capitalista de ser dos governos. É errado? Bom, não tenho achado que seja o melhor caminho, mas parece que é o melhor que a humanidade tem conseguido. E como faz para mudar isso? Como faz para fazer realmente diferente em que todos saiam perdendo o menos possível? E rápido por que não adianta nada pensar que poderia ter sido diferente depois do estrago feito.
Eu sei que lendo essas reportagens me senti muito impotente… Chega a ser desanimador, o que será que se pode fazer e não deixar a Amazônia virar um canteiro de obras?
Amazônia Pública – Rio Madeira
Semana passada a Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo iniciou uma série sobre a Amazônia, Carajás e a exploração do ferro foi o primeiro tema. Essa semana o tema são as usinas hidrelétrica que estão em construção ao longo do rio Madeira, Jirau e Santo Antônio.
Ano passado conheci um colega geólogo que esteve a trabalho nas 2 obras e as histórias contadas por ele eram verdadeiros shows de horrores, praticamente tudo que as reportagens dessa semana contam de alguma forma esse meu colega também citou. E assim como em Carajás o problema social causado é, na minha opinião, o pior e o mais difícil de resolver.
Segundo esse meu colega não eram todas as empresas que tratavam mal seus funcionários ou não davam condições adequadas de trabalho, algumas empreiteiras da obra tinham lista de espera de funcionários pois nelas as pessoas sabiam que seria bem tratadas. Mas provavelmente essas empresas devem ser excessões.
Só eu fico assustada quando ouço ou leio as histórias dessas obras? E não falo apenas dos maus tratos dos trabalhadores, da destruição de vilarejos e vidas de pessoas, mas será que as se tem ideia do impacto que é uma espécie de peixe sumir de um ecossistema? Como podemos deixar isso acontecer em pleno 2012? Bom, se o mundo acabar tá tudo resolvido, mas e se não acabar?
As perguntas que ficam (afinal, eu nunca tenho respostas só mais perguntas) hidrelétricas geram mesmo energia limpa? A gente ignora todo o impacto causado na construção e tudo bem? Ok, ok, precisamos de energia, mas será que não dá pra fazer de um jeito melhor? Quero acreditar que essas obras também teve gente da região impactada positivamente e não apenas financeiramente…
Amazônia Pública
A Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo está com uma série de reportagens nas próximas semanas sobre a Amazônia. Na palavra deles “ Entre os meses de julho e outubro, três equipes de repórteres da Agência Pública de Reportagem e Jornalismo Investigativo percorreram três regiões amazônicas: no pólo de mineração em Marabá (PA); na bacia do Rio Tapajós; e em Porto Velho e as hidrelétricas do rio Madeira. Todas as reportagens buscam explorar a complexidade dos investimentos atuais na Amazônia, incluindo as negociações e articulações políticas e ouvindo todos os atores envolvidos – governos, empresas, sociedade civil – para traçar o contexto em que esses projetos têm sido desenvolvidos. O prisma essencial destas reportagens, assim como de toda a produção da Pública, é sempre o interesse público: como as ações e negociações políticas e econômicas têm tido impacto, na prática, a vida da população.”
A série sobre Carajás saiu essa semana e o foco recai na Vale, a empresa que explora minério de ferro na região. É tão difícil para mim como geóloga falar sobre mineração, a verdade é que infelizmente os engenheiros de minas não se deram ao trabalho ainda de aproveitar qualquer mineral sem impactar o meio ambiente e os seres humanos aprenderam a depender totalmente desses minerais, tanto que a demanda por minérios só cresce e ai a bagunça tá feita. Sinceramente acho que os impactos ambientais hoje em dia são contornáveis se houver um planejamento bem feito e uma fiscalização séria, os impactos sociais são os que mais me preocupam pois esses (até hoje pelo menos) nunca vi um caso de sucesso e não são só minerações, quaisquer grandes obras entram nessa classificação de fracasso.
Nada do que li nessa primeira série de reportagem me surpreendeu, a Vale passando por cima de tudo e de todos para obter mais lucro, a população e o meio ambiente sendo massacrados em nome do progresso. A Vale enchendo a boca para contabilizar seus número de empregos gerados e a população sendo expulsa de suas terras e sem trabalho. A nação brasileira se orgulhando de ser o maior fornecedor de ferro para a maior enconomia emergente do mundo e os moradores da região de onde vem o ferro, sem escolas, hospitais e lazer.
Como fazer para a Vale ser mais “bozinha”? Aliás, será essa a questão a ser feita? Como fazer para o governo defender os interesses das minorias tanto quanto defende os interesses economicos da nação? É possível, tem resposta? Tem solução? Certamente que não é uma resposta fácil. Quem assistiu aqui filme The Corporation pode ter uma ideia do que é a Vale e do que ela é e pode ser capaz.
A única certeza que eu tenho depois de ler essas reportagens é que eu continuo cheia de dúvidas e não sei até que ponto seres humanos são capazes de solucionar esses problemas que eles mesmo causaram. Tô lendo um livro, uma ficção científica que se passa num futuro bem distante e que a nossa civilização como conhecemos hoje nem existe mais e um dos personagens se referem aos humanos como cânceres do planeta que se são mantidos sem controle nenhum são capazes de colocar sua própria existência em jogo. Tenho medo dessa ficção virar realidade.
Conforme forem saindo as outras séries de reportagem volto aqui comentar.
HelpX – Mais uma opção
Se no último post eu falei do WWOOF, durante minhas pesquisas sobre o assunto acabei encontrando outra rede de voluntários em fazendas, o HelpX, esse um pouco mais moderninho, vamos dizer assim. Todo o sistema dele é na própria interenet e uma vez que você paga a taxa de afiliação, que vale por 2 anos, você tem acesso aos “fazendeiros” afiliados de todas as partes do mundo. O fazendeiros está entre aspas pois nessa rede eles abrigam não apenas fazendeiros orgânicos como no WWOOF, eles tem fazendo orgânicos e não orgânicos, pessoas que oferecem a sua casa, hostels para mochileiros, etc. Tudo na base da troca, eles oferecem hospedagem e comida e você oferece o seu trabalho, de 4 a 6 horas por dia.
Me inscrivi nessa rede e estou a procura de uma fazenda orgânica na Austrália que me aceite, já escrevi para umas 6 fazendas e apenas uma me respondeu dizendo que não seria possível me receber, confesso que pensei que seria mais fácil. Li também vários relatos de pessoas que tiveram essa experiência e apenas um caso negativo e não foi um caso de fazenda e sim hospedagem em casa.
O site é bem organizado e depois que de inscrito você tem acesso não só aos contatos de cada anfitrião, mas também do relato e as avaliações dos hóspedes, quase como um Tripadvisor.
Por conta do último post a Ludmila me contou que foi pra Inglaterra trabalhar num centro de educação ambiental ai pedi pra ela contar como foi a experiência dela lá! Você pode ler o relato dela aqui:
“Em março deste ano embarquei junto com meu marido em uma viagem considerada pela maioria, no mínimo, inusitada.
Fomos de navio para Itália em um cruzeiro que estava retornando à Europa após o final da temporada de verão brasileira. Não bastasse fazer o caminho de volta do meu “bisnonno” e chegar do outro lado do oceano em uma velocidade que não ultrapassava 50km por hora, nosso objetivo principal era na verdade ir até o interior da Inglaterra para ficar trabalhando como voluntários em um centro de educação ambiental, na região de Norfolk.
Fomos através de um programa chamado Help Exchange que ainda não é tão conhecido no Brasil quanto o WWOOF, que é similar.
A partir dessa rede é possível escolher propriedades cadastradas no mundo inteiro, realizando as mais diversas atividades e, consequentemente, que necessitarão das mais diversas colaborações. Mas, para ter acesso a esses contatos em primeiro lugar é preciso se cadastrar e pagar uma pequena taxa, não é muito cara e para nós, como casal, foi muito bom porque uma única taxa foi suficiente para ambos.
Estávamos procurando alguma fazenda onde pudéssemos aprender mais sobre a produção orgânica a partir da permacultura e também aperfeiçoar o Inglês, então achei que um centro de educação ambiental inglês serviria bem.
Depois de escolhido o local, enviamos a solicitação de estadia ou “request” ao anfitrião. Nesse primeiro contato é bacana se apresentar dizer de onde é, o que faz, o que gosta de fazer, enfim, é muito importante que haja esse entrosamento porque, afinal de contas, será preciso conviver com essa pessoa e em muitos lugares, como no local onde ficamos, o acesso é difícil e você fica um tanto isolado no lugar com as pessoas de lá.
Outro ponto que acho super importante ressaltar é definir claramente as tarefas que serão exigidas do voluntário, como será sua rotina de trabalho, o que receberá em troca. Cada local tem autonomia para definir tudo isso, normalmente a troca é muito simples: cerca de 6 horas de trabalho por dia em troca de alimentação e hospedagem, mas já soube de lugares exigindo que o voluntário pagasse pelas refeições, tem que ficar atento e combinar tudo antes.
Voltando a experiência que tive, de uma maneira geral a considerei muito enriquecedora, mas a ideia que eu “comprei” de centro de educação ambiental se demonstrou um pouco equivocada. O que havia, de fato, era uma fazenda antiga com uma casa de 300 anos cercada por 3 outras menores que eram alugadas para manutenção financeira do projeto. Tratava-se de um projeto de um centro, pois o idealizador vislumbrava transformar em um local para aulas, para produção em permacultura, mas quando chegamos havia uma pequena quantidade de legumes e frutas a serem colhidos pela primeira vez, mais um canteiro de ervas e uma área de reflorestamento que necessitava de cuidados porque com a chegada do verão, o calor e a chuva abundante tornava a competição entre as arvorezinhas filhotes e o mato, desigual, a favor do mato.
De resto, o que realmente era importante para eles era manter as casas limpas, trocar roupas de cama, inclusive de uma pequena casa na árvore. A partir dessas locações é que estavam se mantendo, então, como disseram, naquele momento era o core business. O centro de educação ainda não passava de uma semente.
Por este motivo me senti um tanto quanto “traída” se é que essa é a melhor palavra para descrever a situação. Fui até lá com uma expectativa e achei que o trabalho em um centro de educação ambiental se resumiria a ajuda com o as plantas e com a realização de cursos, e não foi o que aconteceu. Por outro lado, eu também não havia entrado nesses detalhes antes de ir.
De toda forma, a limpeza doméstica não nos tomava mais que dois dias da semana, o restante do tempo tínhamos as atividades mais verdes para fazer. Penso que também é justo esclarecer que pedi ao gerente para trocar de tarefas quando não estava me adaptando bem e fui atendida.
Ganhei amigos, vivi longe da cidade e há uma hora de caminhada de um vilarejo que tinha um castelo, tomei muito chá inglês, aprendi a planejar as compras pois só íamos para a cidade uma vez por semana, morei no silêncio com pouca luz, sem telefone nem tv e isso para mim foi maravilhoso, tanto que eu e meu marido já planejamos uma mudança em nossas vidas, porque esse estilo não combina com São Paulo.
Espero que nossa experiência contribua para a decisão de cada um que nos lê e que tenham um aprendizado marcante como tivemos, seja aonde for.
Um abraço.”
Propriedades orgânicas e trabalho voluntário
Passeando pela internet encontrei oportunidade de emprego temporário em fazendas na Nova Zelândia, já tinha ouvido falar de coisas do gênero, mas nunca procurado nada a respeito e achei uma possibilidade interessante de se conhecer esse país. Resolvi perguntar para um conhecido que mora lá sobre esse tipo de trabalho e se ele sabia de algo mais também sobre fazendas orgânicas e talz. Pois bem, ele me passou o link de uma organização sensacional a World Wide Opportunities on Organic Farms (WWOOF) (Rede mundial de oportunidades em Fazendas Orgânicas).
Essa rede une propriedades com produção orgânica e pessoas querendo aprender mais sobre o assunto, essas propriedades oferecem estadia, comida e as pessoas trabalham voluntariamente, simples assim.
Para você achar uma fazendoa que te receba você tem que se inscrever como membro pagando $38 a anuidade. Ai você escolhe a fazenda, entra em contato com os proprietários e combina tudo com eles.
A fundadora dessa rede que existe desde muito antes da internet (desde a década de 70) Susan Coppard conta um pouco dessa experiência na revista Vida Simples.
O casal do blog Casa na Viagem está viajando por várias fazendas brasileiras que pertence ao WWOOF e mostrando um pouco de cada uma, pelo relato deles, não consegui entender se necessariamente eles estão fazendo trabalho voluntário em cada uma delas, mas dá pra ter uma ideia de como são as fazendas e as belezas de cada uma delas.
Tô pensando seriamente em me aventurar numa fazendas dessas ao redor do mundo, alguém tem alguma experiência para contar?










