Assumptions

Let’s do a mental exercise here. Just for fun.

Imagine you have a super innovative product that your customer loves. It sells very well, it makes a profit, and it works. But the product has a serious life cycle problem. When it was invented, no one cared much about waste generation, so the flaw in your product lies here. Its useful life is relatively short after the customer buys, uses and discards, and has little to do with the product after use. And because recycling doesn’t arrive everywhere in the world, that’s not what happens with your product, no matter how hard you try to collect and recycle it. Some places in the world have even decided to ban your product.

And now, product creator? What do you do?Exercício de possibilidades_ENG

Pretend it is not your problem? After all, your function is to offer a good product to your customers and that is it.

You do your part by trying to collect what is possible of the post-use product and give it the right recycling destination. But you blame part of the fault of not giving a correct destination for all your production to your consumer; after all, it is also their responsibility to give the product a right destination.

You start spending all your energy, money and commitment to developing a better product that no longer generates post-consumer waste. However, after this going through this process and expending effort, you find that you have to give up your already established product and create a new one.

You can suggest other solutions and options if you have them and are more creative than me.

Addendum: Your product is not unique in the market. It is just a different and comfortable way to get the same result from other slightly more laborious or just more diverse ways.

Any clue what product this is? I was impressed that I could think of other products than I originally had in mind.

And you, consumer of the product, what do you do? What is your attitude? Stop using the product? Ask the opinion of the company that produces the product? Do you pretend that none of this is up to you or are you even aware that using this product generates waste? Are there any other solutions?

Para esse texto em Português.

Thanks, Kate Carter editing the text.

Suposições

Vamos fazer um exercício mental aqui. Só por diversão.

Imagina que você tem um produto super inovador que seu cliente adora. Vende super bem, dá lucro e funciona. Mas o produto tem um problema sério de ciclo de vida. Quando ele foi inventado ninguém se preocupava muito com geração de lixo e o problema do seu produto está aí. A vida útil dele é relativamente curta depois que o cliente compra, ele usa e já descarta e não tem muito o que fazer com o produto depois de usado. E como reciclagem não chega em todos os lugares do mundo não é o que acontece com seu produto por mais que você se esforce em recolhê-lo e reciclá-lo. Alguns lugares do mundo até já proibiram o seu produto.

Exercício de possibilidades

E agora responsável pelo produto? O que você faz?

Finge que não é problema seu, afinal, a sua função é oferecer um bom produto para seu consumidor e fim.

Você faz a sua parte de tentar recolher o que é possível e dar um destino correto. Mas joga parte da culpa de não dar um destino correto para toda a sua produção no seu consumidor, afinal ele também não colabora na hora de dar um destino certo ao produto.

Começa a gastar toda sua energia, dinheiro e empenho em desenvolver um produto melhor que não gere mais resíduos pós consumo. Mesmo que depois de todo esse processo e esforço você descubra que tenha que desistir do seu produto já consagrado e criar um novo.

Você pode sugerir outras soluções e opções se você tiver e for mais criativo que eu.

Adendo: seu produto não é único no mercado. Ele é apenas uma forma diferente e cômoda de obter o mesmo resultado obtido de outras formas um pouco mais trabalhosas ou apenas mais diversas.

Alguma pista de que produto é esse? Fiquei impressionada que pude pensar em outros produtos além do qual eu tinha em mente originalmente.

E você consumidor do produto o que faz? Qual a sua atitude? Para de usar o produto? Cobra uma atitude da empresa que produz? Finge que nada disso é com você ou sequer tem consciência que usar esse produto gera um impacto e existem outras soluções?

English version.

Agora você pode fazer investimento de impacto!

Lá nos fins de 2017 eu escrevi sobre investimentos sustentáveis e como é complicado para quem quer ter investimentos mais éticos e sustentáveis encontrar investimentos assim. Pois bem, acho que isso deve ter sido alguma tendência mapeada por ai e eis que a Sitawi (organização que também citei no post de 2017) criou a Plataforma de Empréstimo Coletivo, lá você pode investir seu dinheiro em negócios que geram impacto positivo na sociedade.

via GIPHY

Conversando com a Andrea Resende, gerente de investimento de impacto da Sitawi, ela me contou que o surgimento da plataforma foi uma conjunção de fatores que ajudaram no processo. Desde o questionamento das pessoas sobre seu propósito no mundo (e ai podemos incluir o propósito dos investimentos) levando para uma preocupação em que tipo de investimentos o dinheiro está aplicado e a quem ele está servindo, passando por um crescimento e amadurecimento do mercado de investimentos de impacto que hoje tem mais de 500 bilhões de dólares no mundo todo, segundo a pesquisa do GIIN (Global Investing Impact Network).

E como funciona a Plataforma? Esse vídeo rapidinho te dá uma visão geral de como funciona:

O modelo de investimento da plataforma é baseado no P2P lending, um modelo de empréstimo sem necessariamente a interferência de um banco por meio de uma plataforma digital. Ou seja, esse formato de investimento não é apenas inovador por ser de impacto, mas também é possível por conta da revolução em curso das tão faladas fintechs.

Ok que para um investidor conservador o fato desse tipo de investimento não ser assegurado pelo FGC pode ser um problema, mas como bom investidor ninguém vai colocar todos os ovos numa cesta só, né? Eu já fico bem satisfeita em saber que uma parte do meu dinheiro pode ajudar negócios de impacto a crescerem, não apenas ajudam bancos a terem mais dinheiro e eu ainda posso ter rendimentos com isso.

Nessa primeira rodada de investimentos (a próxima deve sair em outubro) da Plataforma de Investimento Coletivo da Sitawi foram selecionadas 5 empresas. Quatro delas já atingiram sua meta de financiamento em um pouco mais de 1 mês de funcionamento da plataforma, mais de R$ 1 milhão já foram levantados.

Eu ainda não fiz investimentos na plataforma, como uma pessoa desempregada, sem renda, o pouco dinheiro que tenho estão nos investimentos tradicionais ainda, mas assim que tiver algum deles vencendo vou adorar investir em negócios que acredito e que tenham um propósito alinhado com o meu. Uma das coisas que eu achei bem legal na plataforma é que eles mostram com quais Objetivos do Desenvolvimento Sustentável o negócio a se investir está alinhado, com isso já dá pra fazer um bom critério de escolha.

Outra coisa legal é a vontade da Sitawi de democratizar o investimento de impacto até então, pelo menos aqui no Brasil, exclusividade de grandes investidores (que o mercado financeiro chama de investidores qualificados, mas você pode chamar de super ricos). Os investimentos na plataforma começam a partir de R$1000.

Isso que eu chamo de inovação social, minha gente.

Parece que escrever aqui no blog faz as coisas acontecerem (que pretensão a minha hahaha), ou será que eu ando fazendo uma análise de tendência sem saber?

Em 2017 clamei por um investimento de impacto acessível ao pequeno investidor e parece que ele aconteceu! No fim do ano passado fiz um protótipo de um programa de TV sobre meio ambiente e como reconectar as pessoas com a natureza, ai no mês passado a Globo lançou uma série sobre ativistas ambientais. Mas ainda estou esperando produtos de limpeza a granel, o Fairphone chegar no Brasil e ver as empresas realmente preocupadas com o ciclo completo de vida de seus produtos e embalagens. Ainda temos um longo caminho a seguir.

Aruanas

Obviamente que depois de falar de um programa de TV no Quênia eu iria falar da nova séria da Globoplay Aruanas.

Foto: Fabio Rocha/Globo

Foto: Fabio Rocha/Globo

Se você quiser um texto sem spoilers sugiro ler esse post do amigo Renato Guimarães que fala sobre a série e um pouco do contato que ele teve o programa enquanto trabalhava no Greenpeace. A série contou com parceria técnica da organização.

Aqui vai ter spoiler do primeiro episódio (que vi na estreia na TV Globo).

É uma série de ação, é um thriller, é denúncia (apesar de ser ficção), é muito bem produzida. E muito mais. Pra quem como eu se afastou das produções da globo por achar que são superficiais e subestimam a inteligência do espectador essa série me surpreendeu. Ok, também me afastei em geral da tv aberta por não conseguir ver tv com hora marcada, pra isso essa série está no Globoplay e pode ser vista a qualquer momento. De qualquer forma, estava curiosa pelo tom que seria dado num tema que pouco se vê na tv em geral.

Adorei o quão humanos são os personagens: a advogada fodona Veronica de caso com o marido da amiga, a jornalista Natalie colocando seu emprego em risco para falar de meio ambiente no seu programa de TV e tentando manter seu casamento, a ativista Luisa na Amazônia brigando com o ex-marido por conta do filho doente há kms de distância, o vilão dono de uma mineradora que cuida da neta deficiente e a estagiária jovenzinha que parece que fugiu de um relacionamento abusivo tentando lidar com isso pelo celular. Nem só de causas e propósito se vive o ativista, ele tem família, amigos, problemas pessoais como qualquer outra pessoa.

Só no primeiro episódio já tem cadáver no porta-malas do carro, traição, relacionamento abusivo, conflito familiar, ameaças… Achei bem pesado, sério e eletrizante. E não é meu tipo de entretenimento, não vejo suspense, não gosto de terror, já sou meio tensa por natureza e na hora de relaxar ver algo que me deixe mais tensa não é meu passatempo favorito. Acho que vou continuar assistindo a primeira temporada, mas se fosse uma sátira da vida de ativistas eu abraçaria bem mais fácil. Aliás, quantas séries norte-americanas já tivemos sobre a vida de médicos ou advogados? E dos mais variados gêneros, quem sabe não inauguramos um gênero temático: ativistas? Séries de comédias, drama ou ação de ativistas de diversas áreas pelo Brasil a fora? Seria lindo! Para os fanáticos por séries fica a pergunta, temos séries de ficção gringas sobre ativismo?

Achei que a produção de um programa falando de ativismo ambiental bastante ousado pela Globo, mas descobri que tem a co-produção (provavelmente dinheiro) da ativista herdeira do Itaú, a Maria Lucia Vilela. Com um peso desses por trás acho que fica mais fácil o tema entrar na programação da maior emissora de TV do país, né? Nunca pensei que falaria isso, mas ainda bem que a Maria Lucia Vilela existe e resolveu apoiar esse tipo de produção, quase consigo ter esperança no mundo.

E meu sonho de levar o tema meio ambiente, sustentabilidade, conservação para o entretenimento está se realizando!

Se você quiser saber mais sobre os bastidores da produção da série você encontra aqui, o vídeo conta alguns dos cuidados durante a produção e depoimentos dos diretores, criadores, figurinista e atores, gostei bastante.

P.S.: Fiquei triste que não recebi nenhum release do lançamento, ok Globo que e sou uma blogueira sazonal e os blogs estão em baixa, mas eu ainda tô aqui e adoro quando o tema é retratado para fora da bolha.

Kenyan Conservation TV Show

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A few years ago I saw a Brazilian anthropologist observed that at the beginning of the internet, one of the most exciting things was the possibility to have information about places we never thought, places we don´t have any kind of information. For him, for example, the possibility to read a newspaper from Nepal, pictures from Malawi or hear songs from Brunei was nice information that the Internet could bring to people. But, in his opinion, in the end, what we are doing with the Internet is to close ourselves in bubbles of similar people like us, people who think like us and not seeing and discovering the diverse and simple curiosities about the world we live. And I think he is quite right, how often do you see or look for news from different places outside of your city, your neighbor or your side of the globe? If it doesn´t become viral you only have access to the same sources of information from the same part of the world.

If you like conservation and people behind it, to help you to see something different from NatGeo documentaries or Netflix series I present to you Wildlife Warriors. This TV series from Kenya has Paula Kahumbu as host to show you people in this country who are fighting to preserve the wildlife. Paula Kahumbu is a Kenyan wildlife conservationist with a PhD at Princeton and since 2014 has spearheaded the hard-hitting Hands Off Our Elephants Campaign.

In this first season (I hope they will have more) you will see stories not only about the big five (elephants, rhinos, lions, buffalos, and leopards), but you will also see stories about turtles, wild dogs, snakes, grevy´s zebras and guinea fowls. Of course they have an episode on elephants and other on rhinos, but you will get to know more about the people in the field who are fighting and living to protect those animals and their habitat.

In this episode about Grevy´s zebras you can see how is a life of a research in the field and how technology is helping this unique species.

If you want to know more about the production, Paula Kahumbu wrote about here and here.

I´m Claudia, a Brazilian environment geologist writing about environment and sustainability since 2007 in my blog, after 12 years I decided to write something in English.

Corrente de whatsapp – sementes

Recebi pelo Whatsapp…

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Imagem de congerdesign por Pixabay

Caros amigos,
Por favor, publique e me me ajude a encaminhar esta messagem para que ela seja divulgada, grata.
Em breve será a temporada de frutas como ameixas, pêssegos, quiabos, abóboras, melancias, cerejas, damascos, mangas, laranjas, mexericas, abacates, uvas etc etc.
Meu pedido para todos é evitar jogar as sementes no lixo, mas em lugar disso lavá-las, secá-las (ao sol) e armazená-las em um saco de papel (plástico não) e guardá-las no carro. Toda vez que você sair e for para um campo, ou enquanto estiver viajando por uma estrada, jogue essas sementes no terreno.
Com este ato simples podemos contribuir com uma árvore, uma rama … a cada temporada para o nosso mundo, e a nossa missão de tornar este mundo verde vai acontecer. O governo tailandês promoveu esta ideia a todos os seus cidadãos nos últimos anos.
Muitos de seus distritos  conduziram essa campanha com firmeza e teve muito sucesso.
O número de árvores frutíferas e leguminosas na natureza multiplicou-se, especialmente nos distritos do norte da Tailândia.
Os malaios se juntaram aos tailandeses nesta brilhante iniciativa de espalhar abundância na natureza, e desta forma simples mas eficaz, contribuíram para as futuras gerações. Façamos o mesmo

Achei bonitinha a ideia, qualquer coisa que leve as pessoas a terem algum contato com a natureza me entusiasma e por isso resolvi compartilhar com alguns conhecidos.

Duas amigas para quem repassei a mensagem levantaram a questão de que a maioria das espécies citadas na corrente são de árvores exóticas. Achei interessante pensar sobre isso, mas não tenho uma opinião formada. Como já disse só o fato das pessoas estarem engajadas em algo relacionado à natureza já é positivo para mim e por isso repassei a mensagem.

Mas resolvi procurar sobre essa história da Tailândia, se de fato é real. Procurando por “Thailand”, “seed” (semente), “tree planting” (plantação de ávores), “population” (população) e “government” (governo). Não veio nenhuma notícia como contada na corrente. As notícias que apareceram foram que a Tailândia usou bombas de sementes para reflorestamento, mas essas bombas foram jogadas por aviões. Bom, essas notícias não me pareceram lá muito confiáveis pois tinham dados bem vagos a respeito e todas eram de 2016. Diziam que a Tailândia estava fazendo nisso num projeto de 4 ou 5 anos (depende de onde você lê) desde 2013. Pois bem estamos em 2019 e não achei nenhuma notícia com resultados. Será que não deu muito certo? Ou seria só uma fake news inofensiva? O que você acha?

Atualizações

Olhando os último 5 anos desse blog eu nunca fiquei tanto tempo sem escrever aqui, foram quase 8 meses sem uma linha sequer e isso me enche de pesar, por mais que ninguém leia tenho a sensação que problemas ambientais não me indignam mais o suficiente (ou não tenho visto mais soluções legais) para vir aqui e compartilhar esses pensamentos.

Mas fato é que nesses 7 meses eu andei fazendo algumas coisas interessantes e a falta de notícias aqui só foi reflexo de preguiça mesmo pois meus olhos para o meio ambiente continuaram abertos e atentos.

Estive por 4 meses no Quênia fazendo parte de uma pós em Gerenciamento em Inovação Social pelo Instituto Amani como parte do programa fiz meu estágio na Internet of Elephants e não quando escrevi sobre eles eu não sabia que iria trabalhar lá. Foi uma experiência incrível, para mim se abriu um mundo novo. Não sei se por ter vivido a vida toda em São Paulo nunca tive a noção de como conservação é um mercado, pelo menos na África pude sentir isso, ok que lá muito relacionado ao turismo, mas existe muita movimentação em torno do assunto como um mercado e não apenas como uma causa, rolou até um congresso sobre o assunto em Ruanda. Além de desenvolver jogos a Internet of Elephants também deseja ajudar a ampliar mais esse mercado.

Bonds of Nature

Também por conta do curso eu tive que desenvolver um projeto de inovação social. E obviamente que ele girou em torno de meio ambiente e conservação. Eu e mais um colega queniano projetamos um reality show de famílias na natureza, a ideia principal é mostrar a natureza como uma opção para você ter um tempo com quem você ama e de como ela pode ajudar no fortalecimento das relações. O nome do projeto era Bonds of Nature, algo como Laços de Natureza. Fizemos um protótipo do programa, está em inglês, você pode ver abaixo.

Alguma opinião, dúvida, inquietação sobre o protótipo? Deixe seu comentário! Vou adorar saber.

A frustração do descarte

Eu não tenho outra definição para o meu sentimento no momento: frustração, impotência, indignação.

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Pra uma pessoa que está aqui há 11 anos falando de meio ambiente, sustentabilidade, lixo, novas formas de economia e etc isso é um tapa na cara. Mas a única coisa que eu posso fazer é manifestar esse sentimento, né? Pois bem, aqui está:

Isso sem contar os R$200 q terei q desembolsar tb por conta do tampo traseiro trincado. É justo um produto tão caro durar tão pouco? E simplesmente a manutenção não valer a pena?

Eu como ativista de meio ambiente, preocupada c/ os resíduos gerados nesse planeta pensei q o investimento tão alto num aparelho top de linha seria uma solução inteligente p/ gerar menos resíduos, mas vejo q não, essa lógica não funciona p/ o produto de vcs.

Ou talvez eu seja uma estúpida mesmo em querer comprar um produto de luxo e não querer bancar um novo a cada estação. Agora como deve agir uma pessoa preocupada c/ o impacto q deixa no planeta?

Desembolsar um valor maior do mesmo produto novo p/ evitar que mais resíduos sejam gerados ou simplesmente ignorar essa preocupação e comprar um produto novo?

E não, não me venha c/ o papo de descarte ecologicamente correto pois isso é balela. É a lógica do descarte aqui q estou tentando combater, a ideia de q se é reciclável ou vai ser reciclado tudo bem consumir mais.

É muito mais do que apenas mandar o produto p/ um destino melhor q o lixão. É sobre ser responsável pelo q se consome e como se consome.

Mas o meu caso deve ser um número irrelevante p/ vc, né Afinal, qtos dos produtos de vcs dão problema como o meu depois de 1 ano e meio de uso? Quantas pessoas se dão ao trabalho de reclamar? Ficarei aqui c/ a minha frustação e indignação.

Obrigada, por não ser uma empresa melhor para o mundo. Só mais uma como tantas outras.

A China e o meio ambiente

Foto: Clay Gilliland (CC BY-SA 2.0)

Foto: Clay Gilliland (CC BY-SA 2.0)

Em 2007, ano de início desse blog, escrevi um post falando sobre a China e um pouco da realidade ambiental daquele país, usando como referência histórias de conhecidos e notícias da imprensa. Passados exatos 11 anos, o que mudou? Olha, pode ser um longo tempo, mas fico contente que a China tem olhado para o meio ambiente com um pouco mais de preocupação, toda semana recebo pela imprensa alguma notícia, de certa forma, empolgante sobre o assunto.

Semana passada Ronaldo Lemos me trouxe a informação que a poluição está na agenda da ciência para ser nada mais nada menos que eliminada e que “o próximo ciclo de desenvolvimento chinês prevê a transformação do país em uma economia verde.” Pra quem há 11 anos leu que durante uma semana inteira a poluição impedia que os habitantes de Pequim não vissem o céu por conta da espessa camada de poluição isso é um avanço considerável.

Hoje (atrasada diga-se de passagem) li que a China investiu entre 1999-2013 algo em torno de R$60 bilhões em projetos de reflorestamento e que eles tem apresentado resultados positivos.

O anúncio do país ano passado em investir US$360 bilhões em energia renovável até 2020 tem me deixado otimista quanto aos rumos que a China tem dado na sua preocupação ambiental. Parece mesmo que o meio ambiente é uma assunto que está na pauta para eles. E se eles são um dos poucos exemplos de tecnocracia no mundo, se não o único, não é preciso ser nenhum gênio para entender essa mudança de direção.

Mas como uma pessimista inveterada não posso deixar de ver como o ser humano ainda tem muito a melhorar e repito de certa forma aqui parte do meu discurso quando escrevi o texto aqui no blog em 2007. A China pode estar no caminho de acertar o rumo, mas precisava perceber isso depois do estrago feito? Parece que a humanidade tem um certo apreço por repetir erros, né? Ou simplesmente ignora os erros e só depois que o estrago tá feito é que se dá conta. Bom, pelo menos a China está tentando acertar a direção. E o que podemos dizer do Brasil? Essa reportagem nos dá uma pequena amostra de como as florestas brasileiras tem sido tratadas, por onde a preferência por combustível fóssil tem nos levado entre tantos outros exemplos e não tem me parecido um acerto de rumo na melhor direção, tanto para os brasileiros, como para a humanidade como um todo.

É, China, antes tarde do que nunca…

Jogo para salvar animais em extinção?

Sabe aquela ideia que você fala por que eu não pensei nisso antes? Quando descobri esse aplicativo foi o que eu pensei. Mas ao mesmo tempo também pensei: ainda bem que tem gente mais criativa que eu no mundo! hehehe

A Internet of Elephants resolveu juntar jogo, realidade aumentada, educação ambiental e conservação de animais e criou um jogo para celular chamado Safari Central, ainda em sua fase inicial, mas que tem uma ideia muito boa que é trazer animais selvagens para o dia-a-dia das pessoas e estimulá-las a fazer micro doações dentro do jogo para projetos que protejam a onça pintada no Brasil, elefantes ou rinocerontes no Quênia, lêmures no Madagascar, pangolins no deserto do Kalahari e uma ursa-cinzenta nos EUA.

Essa versão inicial apenas te dá a opção de 5 fotos com o animal a sua escolha. Se você quiser mais fotos é só fazer uma doação para a organização responsável pela preservação desses animais que você poderá fazer mais fotos. No Brasil você ajuda a WWF e o Instituto Pró-Carnívoros com a Onça Atiaia.

Veja aqui uma amostra do que o app já faz:

Ano passado com o lançamento dessa prévia eles fizeram um concurso de fotografias cujo prêmio era um safari para África do Sul pelo deserto do Kalahari.

Mas a ideia mesmo é entregar um jogo até o fim de 2018, o que eles já chamam de Pokémon Go Ecológico e usa dados dos animais reais para reproduzir o comportamento e características deles.

A indústria dos games no mundo gerou em 2017 US$108,9 bilhões, no Brasil foram US$1,3 bilhões, imagina uma pequena parte desse dinheiro indo para projetos de conservação de animais com perigo de desaparecer na Terra?

Além disso a ideia do jogo é também criar mais envolvimento das pessoas com relação à vida selvagem, pelo menos é o que o fundador da Internet of Elephants pretende. Esse ano a empresa foi listada pela Fast Company como uma das empresas mais inovadoras.

Acho lindo quando encontro coisas que gosto juntas, nesse caso conservação ambiental e tecnologia.

Eu já fiz minha fotinho com a Lola, a rinoceronte órfã que vive no Quênia. 😉

Lola e a Claudia fazendo selfie.

Lola e a Claudia fazendo uma selfie.

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