Agora você pode fazer investimento de impacto!

Lá nos fins de 2017 eu escrevi sobre investimentos sustentáveis e como é complicado para quem quer ter investimentos mais éticos e sustentáveis encontrar investimentos assim. Pois bem, acho que isso deve ter sido alguma tendência mapeada por ai e eis que a Sitawi (organização que também citei no post de 2017) criou a Plataforma de Empréstimo Coletivo, lá você pode investir seu dinheiro em negócios que geram impacto positivo na sociedade.

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Conversando com a Andrea Resende, gerente de investimento de impacto da Sitawi, ela me contou que o surgimento da plataforma foi uma conjunção de fatores que ajudaram no processo. Desde o questionamento das pessoas sobre seu propósito no mundo (e ai podemos incluir o propósito dos investimentos) levando para uma preocupação em que tipo de investimentos o dinheiro está aplicado e a quem ele está servindo, passando por um crescimento e amadurecimento do mercado de investimentos de impacto que hoje tem mais de 500 bilhões de dólares no mundo todo, segundo a pesquisa do GIIN (Global Investing Impact Network).

E como funciona a Plataforma? Esse vídeo rapidinho te dá uma visão geral de como funciona:

O modelo de investimento da plataforma é baseado no P2P lending, um modelo de empréstimo sem necessariamente a interferência de um banco por meio de uma plataforma digital. Ou seja, esse formato de investimento não é apenas inovador por ser de impacto, mas também é possível por conta da revolução em curso das tão faladas fintechs.

Ok que para um investidor conservador o fato desse tipo de investimento não ser assegurado pelo FGC pode ser um problema, mas como bom investidor ninguém vai colocar todos os ovos numa cesta só, né? Eu já fico bem satisfeita em saber que uma parte do meu dinheiro pode ajudar negócios de impacto a crescerem, não apenas ajudam bancos a terem mais dinheiro e eu ainda posso ter rendimentos com isso.

Nessa primeira rodada de investimentos (a próxima deve sair em outubro) da Plataforma de Investimento Coletivo da Sitawi foram selecionadas 5 empresas. Quatro delas já atingiram sua meta de financiamento em um pouco mais de 1 mês de funcionamento da plataforma, mais de R$ 1 milhão já foram levantados.

Eu ainda não fiz investimentos na plataforma, como uma pessoa desempregada, sem renda, o pouco dinheiro que tenho estão nos investimentos tradicionais ainda, mas assim que tiver algum deles vencendo vou adorar investir em negócios que acredito e que tenham um propósito alinhado com o meu. Uma das coisas que eu achei bem legal na plataforma é que eles mostram com quais Objetivos do Desenvolvimento Sustentável o negócio a se investir está alinhado, com isso já dá pra fazer um bom critério de escolha.

Outra coisa legal é a vontade da Sitawi de democratizar o investimento de impacto até então, pelo menos aqui no Brasil, exclusividade de grandes investidores (que o mercado financeiro chama de investidores qualificados, mas você pode chamar de super ricos). Os investimentos na plataforma começam a partir de R$1000.

Isso que eu chamo de inovação social, minha gente.

Parece que escrever aqui no blog faz as coisas acontecerem (que pretensão a minha hahaha), ou será que eu ando fazendo uma análise de tendência sem saber?

Em 2017 clamei por um investimento de impacto acessível ao pequeno investidor e parece que ele aconteceu! No fim do ano passado fiz um protótipo de um programa de TV sobre meio ambiente e como reconectar as pessoas com a natureza, ai no mês passado a Globo lançou uma série sobre ativistas ambientais. Mas ainda estou esperando produtos de limpeza a granel, o Fairphone chegar no Brasil e ver as empresas realmente preocupadas com o ciclo completo de vida de seus produtos e embalagens. Ainda temos um longo caminho a seguir.

Kenyan Conservation TV Show

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A few years ago I saw a Brazilian anthropologist observed that at the beginning of the internet, one of the most exciting things was the possibility to have information about places we never thought, places we don´t have any kind of information. For him, for example, the possibility to read a newspaper from Nepal, pictures from Malawi or hear songs from Brunei was nice information that the Internet could bring to people. But, in his opinion, in the end, what we are doing with the Internet is to close ourselves in bubbles of similar people like us, people who think like us and not seeing and discovering the diverse and simple curiosities about the world we live. And I think he is quite right, how often do you see or look for news from different places outside of your city, your neighbor or your side of the globe? If it doesn´t become viral you only have access to the same sources of information from the same part of the world.

If you like conservation and people behind it, to help you to see something different from NatGeo documentaries or Netflix series I present to you Wildlife Warriors. This TV series from Kenya has Paula Kahumbu as host to show you people in this country who are fighting to preserve the wildlife. Paula Kahumbu is a Kenyan wildlife conservationist with a PhD at Princeton and since 2014 has spearheaded the hard-hitting Hands Off Our Elephants Campaign.

In this first season (I hope they will have more) you will see stories not only about the big five (elephants, rhinos, lions, buffalos, and leopards), but you will also see stories about turtles, wild dogs, snakes, grevy´s zebras and guinea fowls. Of course they have an episode on elephants and other on rhinos, but you will get to know more about the people in the field who are fighting and living to protect those animals and their habitat.

In this episode about Grevy´s zebras you can see how is a life of a research in the field and how technology is helping this unique species.

If you want to know more about the production, Paula Kahumbu wrote about here and here.

I´m Claudia, a Brazilian environment geologist writing about environment and sustainability since 2007 in my blog, after 12 years I decided to write something in English.

Corrente de whatsapp – sementes

Recebi pelo Whatsapp…

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Imagem de congerdesign por Pixabay

Caros amigos,
Por favor, publique e me me ajude a encaminhar esta messagem para que ela seja divulgada, grata.
Em breve será a temporada de frutas como ameixas, pêssegos, quiabos, abóboras, melancias, cerejas, damascos, mangas, laranjas, mexericas, abacates, uvas etc etc.
Meu pedido para todos é evitar jogar as sementes no lixo, mas em lugar disso lavá-las, secá-las (ao sol) e armazená-las em um saco de papel (plástico não) e guardá-las no carro. Toda vez que você sair e for para um campo, ou enquanto estiver viajando por uma estrada, jogue essas sementes no terreno.
Com este ato simples podemos contribuir com uma árvore, uma rama … a cada temporada para o nosso mundo, e a nossa missão de tornar este mundo verde vai acontecer. O governo tailandês promoveu esta ideia a todos os seus cidadãos nos últimos anos.
Muitos de seus distritos  conduziram essa campanha com firmeza e teve muito sucesso.
O número de árvores frutíferas e leguminosas na natureza multiplicou-se, especialmente nos distritos do norte da Tailândia.
Os malaios se juntaram aos tailandeses nesta brilhante iniciativa de espalhar abundância na natureza, e desta forma simples mas eficaz, contribuíram para as futuras gerações. Façamos o mesmo

Achei bonitinha a ideia, qualquer coisa que leve as pessoas a terem algum contato com a natureza me entusiasma e por isso resolvi compartilhar com alguns conhecidos.

Duas amigas para quem repassei a mensagem levantaram a questão de que a maioria das espécies citadas na corrente são de árvores exóticas. Achei interessante pensar sobre isso, mas não tenho uma opinião formada. Como já disse só o fato das pessoas estarem engajadas em algo relacionado à natureza já é positivo para mim e por isso repassei a mensagem.

Mas resolvi procurar sobre essa história da Tailândia, se de fato é real. Procurando por “Thailand”, “seed” (semente), “tree planting” (plantação de ávores), “population” (população) e “government” (governo). Não veio nenhuma notícia como contada na corrente. As notícias que apareceram foram que a Tailândia usou bombas de sementes para reflorestamento, mas essas bombas foram jogadas por aviões. Bom, essas notícias não me pareceram lá muito confiáveis pois tinham dados bem vagos a respeito e todas eram de 2016. Diziam que a Tailândia estava fazendo nisso num projeto de 4 ou 5 anos (depende de onde você lê) desde 2013. Pois bem estamos em 2019 e não achei nenhuma notícia com resultados. Será que não deu muito certo? Ou seria só uma fake news inofensiva? O que você acha?

Atualizações

Olhando os último 5 anos desse blog eu nunca fiquei tanto tempo sem escrever aqui, foram quase 8 meses sem uma linha sequer e isso me enche de pesar, por mais que ninguém leia tenho a sensação que problemas ambientais não me indignam mais o suficiente (ou não tenho visto mais soluções legais) para vir aqui e compartilhar esses pensamentos.

Mas fato é que nesses 7 meses eu andei fazendo algumas coisas interessantes e a falta de notícias aqui só foi reflexo de preguiça mesmo pois meus olhos para o meio ambiente continuaram abertos e atentos.

Estive por 4 meses no Quênia fazendo parte de uma pós em Gerenciamento em Inovação Social pelo Instituto Amani como parte do programa fiz meu estágio na Internet of Elephants e não quando escrevi sobre eles eu não sabia que iria trabalhar lá. Foi uma experiência incrível, para mim se abriu um mundo novo. Não sei se por ter vivido a vida toda em São Paulo nunca tive a noção de como conservação é um mercado, pelo menos na África pude sentir isso, ok que lá muito relacionado ao turismo, mas existe muita movimentação em torno do assunto como um mercado e não apenas como uma causa, rolou até um congresso sobre o assunto em Ruanda. Além de desenvolver jogos a Internet of Elephants também deseja ajudar a ampliar mais esse mercado.

Bonds of Nature

Também por conta do curso eu tive que desenvolver um projeto de inovação social. E obviamente que ele girou em torno de meio ambiente e conservação. Eu e mais um colega queniano projetamos um reality show de famílias na natureza, a ideia principal é mostrar a natureza como uma opção para você ter um tempo com quem você ama e de como ela pode ajudar no fortalecimento das relações. O nome do projeto era Bonds of Nature, algo como Laços de Natureza. Fizemos um protótipo do programa, está em inglês, você pode ver abaixo.

Alguma opinião, dúvida, inquietação sobre o protótipo? Deixe seu comentário! Vou adorar saber.

A frustração do descarte

Eu não tenho outra definição para o meu sentimento no momento: frustração, impotência, indignação.

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Pra uma pessoa que está aqui há 11 anos falando de meio ambiente, sustentabilidade, lixo, novas formas de economia e etc isso é um tapa na cara. Mas a única coisa que eu posso fazer é manifestar esse sentimento, né? Pois bem, aqui está:

Isso sem contar os R$200 q terei q desembolsar tb por conta do tampo traseiro trincado. É justo um produto tão caro durar tão pouco? E simplesmente a manutenção não valer a pena?

Eu como ativista de meio ambiente, preocupada c/ os resíduos gerados nesse planeta pensei q o investimento tão alto num aparelho top de linha seria uma solução inteligente p/ gerar menos resíduos, mas vejo q não, essa lógica não funciona p/ o produto de vcs.

Ou talvez eu seja uma estúpida mesmo em querer comprar um produto de luxo e não querer bancar um novo a cada estação. Agora como deve agir uma pessoa preocupada c/ o impacto q deixa no planeta?

Desembolsar um valor maior do mesmo produto novo p/ evitar que mais resíduos sejam gerados ou simplesmente ignorar essa preocupação e comprar um produto novo?

E não, não me venha c/ o papo de descarte ecologicamente correto pois isso é balela. É a lógica do descarte aqui q estou tentando combater, a ideia de q se é reciclável ou vai ser reciclado tudo bem consumir mais.

É muito mais do que apenas mandar o produto p/ um destino melhor q o lixão. É sobre ser responsável pelo q se consome e como se consome.

Mas o meu caso deve ser um número irrelevante p/ vc, né Afinal, qtos dos produtos de vcs dão problema como o meu depois de 1 ano e meio de uso? Quantas pessoas se dão ao trabalho de reclamar? Ficarei aqui c/ a minha frustação e indignação.

Obrigada, por não ser uma empresa melhor para o mundo. Só mais uma como tantas outras.

Jogo para salvar animais em extinção?

Sabe aquela ideia que você fala por que eu não pensei nisso antes? Quando descobri esse aplicativo foi o que eu pensei. Mas ao mesmo tempo também pensei: ainda bem que tem gente mais criativa que eu no mundo! hehehe

A Internet of Elephants resolveu juntar jogo, realidade aumentada, educação ambiental e conservação de animais e criou um jogo para celular chamado Safari Central, ainda em sua fase inicial, mas que tem uma ideia muito boa que é trazer animais selvagens para o dia-a-dia das pessoas e estimulá-las a fazer micro doações dentro do jogo para projetos que protejam a onça pintada no Brasil, elefantes ou rinocerontes no Quênia, lêmures no Madagascar, pangolins no deserto do Kalahari e uma ursa-cinzenta nos EUA.

Essa versão inicial apenas te dá a opção de 5 fotos com o animal a sua escolha. Se você quiser mais fotos é só fazer uma doação para a organização responsável pela preservação desses animais que você poderá fazer mais fotos. No Brasil você ajuda a WWF e o Instituto Pró-Carnívoros com a Onça Atiaia.

Veja aqui uma amostra do que o app já faz:

Ano passado com o lançamento dessa prévia eles fizeram um concurso de fotografias cujo prêmio era um safari para África do Sul pelo deserto do Kalahari.

Mas a ideia mesmo é entregar um jogo até o fim de 2018, o que eles já chamam de Pokémon Go Ecológico e usa dados dos animais reais para reproduzir o comportamento e características deles.

A indústria dos games no mundo gerou em 2017 US$108,9 bilhões, no Brasil foram US$1,3 bilhões, imagina uma pequena parte desse dinheiro indo para projetos de conservação de animais com perigo de desaparecer na Terra?

Além disso a ideia do jogo é também criar mais envolvimento das pessoas com relação à vida selvagem, pelo menos é o que o fundador da Internet of Elephants pretende. Esse ano a empresa foi listada pela Fast Company como uma das empresas mais inovadoras.

Acho lindo quando encontro coisas que gosto juntas, nesse caso conservação ambiental e tecnologia.

Eu já fiz minha fotinho com a Lola, a rinoceronte órfã que vive no Quênia. 😉

Lola e a Claudia fazendo selfie.

Lola e a Claudia fazendo uma selfie.

Investimentos sustentáveis

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Eis que conversando com uma amiga:

_ Vendi minhas ações da Sadia.

Eu: _ Ah, é, tão em alta?

Ela: _ Não. Vendi pois num dá pra ser vegetariana e ter dinheiro numa empresa que vende carne, né?

Pois bem, se você tem um dinheiro guardado e quer investir em empresas, negócios ou fundos de forma mais sustentável, você vai encontrar dificuldade.

Se você quer investir na Bolsa de Valores temos por exemplo o índice de sustentabilidade da Bovespa, mas se você é vegetariano e não quer investir em empresas de carne como minha amiga, a BRFoods (grupo da Sadia) faz parte desse índice, ou a Embraer, empresa que produz aviões de guerra também tá listada nesse grupo de empresas. Esse índice segue alguns critérios éticos, não necessariamente sustentáveis, costumo dizer que essas empresas são tão sustentáveis quanto o capitalismo consegue ser, pra mim não é o suficiente.

Pra quem prefere fundo de investimentos em ações tem o Fundo Ethical do Santander que usa outra metodologia para selecionar algumas empresas da Bovespa, nesse por exemplo a Embraer não entra.

Pra mim sinceramente investir em ações é investir num mercado especulativo que produz poucos benefícios reais para sociedade e apoia grandes multinacionais que sempre tem alguma atitude questionável. Não é para mim.

O Banco do Brasil tem um fundo de renda fixa de remuneração atrelada à variação da taxa de juros do CDI e que contribui para programas sociais. Esse fundo destina 50% da taxa de administração para Fundação Banco do Brasil investir em programas sociais, como exemplo projetos de educação e geração de emprego e renda. Taxa de administração: 2,6%, ou seja, metade disso vai para a Fundação Banco Brasil. De certa forma você está doando uma parte dos seus rendimentos para a Fundação, isso pra mim é caridade, não investimento.

Um amigo que trabalha na Sitawi, uma OSCIP que trabalha com Finanças Sociais e Finanças Sustentáveis, me disse que as opções para pessoa física nesse setor são limitadas, ele me falou desses fundos dos bancos de varejo que citei antes. E citou que debentures verdes por exemplo só existem pra quem tem alguns milhões para investir, ou seja, reles mortais como eu não entram. Ele chegou a exemplificar alguns títulos verdes que poderiam ter chego a alguma corretora, não achei nas 2 corretoras que tenho acesso.

Descobri um amigo que trabalha numa venture capital de impacto social, a Positive Venture, nem sei exatamente o que seria uma venture capital, mas essa em especial investe dinheiro em negócios inspiradores. Eles estão no início e os investimentos que eles mostram no site são em um rede de restaurantes veganos, uma empresa que trabalha com reciclagem e numa empresa de neurociências e tecnologia. Os investidores não devem ser pessoas comuns, leia-se com poucos caraminguás como eu, esses investimentos são de alto risco e não tenho tanto dinheiro assim para arriscar perdê-lo.

Esse mesmo amigo me mostrou também a Broota. Essa empresa é como se fosse uma bolsa de valores, mas para micro e pequenas empresas, mas os investidores devem ter R$300mil em ativos financeiros, não é para qualquer um.

Pensando nas opções de investimento que já existem o meu sonho de consumo em investimentos seria um LCA (Letra de crédito do agronegócio) que fosse específico para produção orgânica ou pequeno agricultor. Afinal, quem confia no agronegócio brasileiro como um setor confiável quando o assunto é ética e meio ambiente? Eu queria saber se os bancos que emprestam dinheiro para o agronegócio garantem que não estão financiando desmatamento na Amazônia e no Cerrado seja pra plantar soja ou pra criar boi. Desafio as instituições financeiras a me provarem que não emprestam dinheiro para quem desmata.

Enquanto um investimento mais verde não vem eu continuo emprestando dinheiro pra banco ou pro governo… Se você tem uma solução mais sustentável para investimentos, por favor me indique!

Para aprender mais sobre a Amazônia

Se você ainda não entende a importância da preservação da Floresta Amazônica ou qual a relação que isso tem com a sua vida, por favor, assista esses vídeos, são produzidos pelo Google e tem um dedo do Fernando Meirelles, são curtinhos.


Aliás, essa experiência imersiva do Google chamada de Eu sou Amazônia tá incrível. Você pode ver os 15 videos curtos no Youtube que lembram, ensinam e demonstram a importância dessa floresta para o mundo.

O site que usa o Google Earth como plataforma tem a localização de várias histórias incríveis da Amazônia, você pode escolher temas como água, alimento, inovação, mudança, etc, cada um desses temas é localizado geograficamente na floresta com várias informações como vídeos, descrições, fatos históricos, notícias, reprodução 3D, tudo relacionados ao local e ao tema.

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Eu sou Amazônia no Google Earth.

Sério, minha cabeça explodiu e me fez lembrar do tempo que eu dizia que ferramentas de GIS (sistema de informação geográfica) eram pra dominar o mundo. Até agora foi o melhor uso que já vi para GIS de forma pública, grátis e como ferramenta de ensino e informação.

Tenho críticas infinitas a gigantes multinacionais como o Google, mas quando eles fazem coisas desse tipo eu quase tenho esperança de que eles podem ser melhores do que realmente são.

Fica a dica: para aquele trabalho de escola sobre a Amazônia? Ou pra ser menos ignorante sobre esse lugar distante chamado Amazônia, explore essa experiência.

Esse NÃO é um post patrocionado.

Sobre cápsulas de café

Eu realmente estou com preguiça de escrever qualquer julgamento de valor diante do ocorrido, vou apenas descrever e você leitor e consumidor pensa o que quiser a respeito.

Foto: Reprodução / Thomas Guignard / Flickr

Foto: Reprodução / Thomas Guignard / Flickr

De vez em quando eu recebo releases de uma empresa de comida. Um dos últimos que recebi foi sobre a reciclagem das cápsulas de café que a empresa tem feito, nesse caso ela contava que por conta da reciclagem das cápsulas a empresa doaria 1,6 milhão de tubetes de mudas de café para agricultores de café que fazem parte do um certo programa deles. (Eu poderia reproduzir o release aqui, mas você pode encontrá-lo nesse link)

Ai, eu enviei as seguintes perguntas para o remetente do mail:

Esses 1.6 milhão de tubetes que serão doados representam qtas cápsulas recicladas? Mais um dado importante que não encontrei: qual a porcentagem das cápsulas produzidas no Brasil pela Nestlé são recicladas? Uma vez que vcs não possuem pontos de coleta no Brasil todo creio que apenas uma parte é reciclada, gostaria de saber qual esse valor.

Infelizmente no site que vc indicou no release não encontrei mais informações sobre o processo de reciclagem das cápsulas, na verdade gostaria de saber mais sobre as empresas que recebem essa cápsulas: elas já existiam e fazem reciclagem de outros produtos ou foram criadas especificamente para reciclar as capsulas? Foi feito algum investimento da Nestlé para o desenvolvimento do processo de reciclagem das cápsulas?

Vc teria fotos do processo de reciclagem das cápsulas?

A resposta demorou e tive que me esforçar para obtê-la. Primeiro, sempre recebi esses emails sem solicitá-los, ai qdo veio mais um release sem ter nenhuma resposta do anterior eu reclamei e falei para não me enviarem mais uma vez que não estava rolando uma comunicação. A assessora pediu desculpas, falou para eu reenviar o mail e 2 dias depois veio a seguinte resposta:
Por questões estratégicas a Nestlé não divulga a quantidade de cápsulas comercializadas, coletadas e recicladas.
 
As cápsulas coletadas são processadas pela marca em parceria com a Boomera, que tem unidades industriais em Itapevi (SP) e em Cambé (PR).
 
Baseado no conceito de economia circular, onde os resíduos se transformam em insumos pra produção de novos produtos, as cápsulas descartadas pelos consumidores nos pontos de coleta passam por um processo de extrusão e são transformadas em uma resina plástica. Essa resina se transforma em matéria prima para produção de novos produtos, sendo o porta-cápsulas Renove o primeiro produto de Nescafé Dolce Gusto feito com materiais 100% reciclados (15% de cápsulas pós uso).
Olha, por uma questão estratégica eu não vou comentar essa resposta. Você leitor querido que me acompanha aqui deve saber o que estou pensando a respeito, aliás, a caixa de comentários está aberta para seus comentários. Eu prefiro evitar a fadiga dessa vez.

Pecados ambientais

em 2008 eu fiz uma confissão dos meus pecados ambientais. Já está mais do que na hora de rever essa lista, quase 10 anos e será q alguma coisa mudou? Vamos ver…

Imagem "roubada" daqui: http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=23&Cod=1471

Imagem “roubada” daqui: http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=23&Cod=1471

  1. não sou vegetariana; (continuo não sendo vegetariana, apesar de ter voltado pro Schumacher College e a comida por aqui ser vegetariana)
  2. meu apartamento não tem água individualizada; (desde os fins de janeiro não estou mais nesse apartamento, mas é lá que eu chamo de casa, então continua tudo igual e sem muitas perspectivas de mudanças)
  3. uso sacos plásticos (não biodegradáveis) para colocar meu lixo; (aqui no Schumacher eu sei que alguns desses sacos são biodegradáveis, mas não todos, mas fato é que aqui uso menos sacos plásticos para dispor lixo)
  4. uso absorvente descartáveis; Agora uso o MoonCup (sim, esse item pode sair da lista pois continuo usando o coletor)
  5. às vezes deixo a TV do meu quarto em stand by; (no momento tô sem tv no quarto, mas no Brasil tinha e ficava na tomada todo o tempo depois do advento da smart tv)
  6. como em restaurantes todos os dias e por isso… (nesse momento não é mais assim)
  7. não faço idéia de onde vem a carne/ vegetais/ frutas que como; (aqui a maior parte da comida é local e tudo orgânico)
  8. compro revistas em papel que algumas vezes poderia ler on-line; (hoje em dia cada vez mais raro eu comprar revistas)
  9. compro produtos chineses, alguns legais, outros não; (disso não consigo fugir muito, é invevitável, mas quando tem opção eu escolho a que julgo menos impactante)
  10. só ás vezes fecho o chuveiro para me ensaboar enquanto tomo banho, no inverno sem chances, não faço isso mesmo; (aqui na Inglaterra sem chances…)
  11. Apesar de usarmos sabão em pedra feito de óleo de cozinha para lavar a louça todos os outros produtos de limpeza da casa não são nada ecológicos. (aqui todos os produtos de limpeza são ecológicos, pelo menos é isso que eles prometem nos rótulos)
  12. nenhuma das minhas roupas são feitas de algodão orgânico; (continua igual e tenho alguns produtos de grandes marcas como Nike, Columbia, Adidas, etc)
  13. descobri que a empresa que fabrica meu creme dental faz teste em animais, mas a pasta que eu compro doa uma parte do lucro para o SOS Mata Atlântica, não muda nada, eu sei…(a pasta que doava dinheiro pra SOS Mata Atlântica num vi mais pra vender, portanto não comprei mais. Na verdade esse item vai mudar para: nem todos os meus cosméticos e produtos de higiene pessoal são orgânicos e naturais)

Adicionando novos itens:

  • Não consigo não ligar o aquecedor aqui toda noite, detesto passar frio sabendo que tem aquecimento na casa;
  • Não me preocupo com as emissões de carbono quando escolho uma viagem, escolho a que for mais conveniente, tipo mais rápido, mais barato ou mais confortável;
  • Não são todas as minhas viagens aéreas que eu compenso as emissões de carbono.

Na verdade acho que vou parar com essa lista, vou tentar mudar o lado da equação. Ao invés de ficar olhando para os meus pecados e defeitos vou fazer a lista de coisas que eu faço para ter menos impacto no ambiente, talvez sim essa lista ajude alguém a se inspirar e a mudar um pouco também.

Prometo fazer essa lista e publicá-la em breve.

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