Turismo sustentável

Qual a diferença desse post para o que eu escrevi alguns meses atrás intitulado Turismo Verde? Apesar de nomes bastante parecidos eles não tem muito a ver pois esse é para mostrar uma iniciativa muito legal para ajudar a melhorar o turismo sustentável no país. Primeiramente quero apresentar a Garupa. A Garupa nada mais é do que uma plataforma de crownfunding, nada mais que isso, mas tem um tema específico, o turismo sustentável, como funciona? Lá você encontra vários projetos de turismo sustentável, como por exemplo curso de inglês para a comunidade que cuida de uma pousada na Amazônia para dar mais autonomia aos locais na gestão da pousada, apoiar um restaurante de comida caseira e caiçara no caminho para a Estação Ecológica da Jureia ou ainda a reforma do Centro de Visitantes da Associação Mico-Leão-Dourado (http://www.micoleao.org.br), para criar uma exposição com mapas, imagens, vídeos e textos informativos que acrescentem à experiência e à educação ambiental do visitante.

Além de conhecer projetos bem legais tomei contato com alguns destinos turísticos no Brasil bem no estilo sustentável de ser, com produção e empoderamento das pessoas locais. É muito empolgante.

E toda vez que eu descubro uma iniciativa legal dessas escolho um projeto para adotar e dessa vez escolhi o projeto da Pousada Uacari de contratar um professor de inglês durante um ano para a comunidade que cuida da pousada, veja mais detalhes no video a seguir:

Fiquei morrendo de vontade de conhecer essa pousada, o site deles é http://pousadauacari.com.br/ . Já tô aqui pensando em vários possíveis roteiros… Smile Que tal colaborar com desenvolvimento de turismo sustentável no Brasil? Agora não tem mais desculpa de não saber como!

Relato da Lucia Malla e do Gabriel Britto que já estiveram lá na Pousada!

Propriedades orgânicas e trabalho voluntário

Passeando pela internet encontrei oportunidade de emprego temporário em fazendas na Nova Zelândia, já tinha ouvido falar de coisas do gênero, mas nunca procurado nada a respeito e achei uma possibilidade interessante de se conhecer esse país. Resolvi perguntar para um conhecido que mora lá sobre esse tipo de trabalho e se ele sabia de algo mais também sobre fazendas orgânicas e talz. Pois bem, ele me passou o link de uma organização sensacional a World Wide Opportunities on Organic Farms (WWOOF) (Rede mundial de oportunidades em Fazendas Orgânicas).

foto: http://tinyfarmblog.com/japan-to-the-field/

Essa rede une propriedades com produção orgânica e pessoas querendo aprender mais sobre o assunto, essas propriedades oferecem estadia, comida e as pessoas trabalham voluntariamente, simples assim.

Para você achar uma fazendoa que te receba você tem que se inscrever como membro pagando $38 a anuidade. Ai você escolhe a fazenda, entra em contato com os proprietários e combina tudo com eles.

A fundadora dessa rede que existe desde muito antes da internet (desde a década de 70) Susan Coppard conta um pouco dessa experiência na revista Vida Simples.

O casal do blog Casa na Viagem está viajando por várias fazendas brasileiras que pertence ao WWOOF e mostrando um pouco de cada uma, pelo relato deles, não consegui entender se necessariamente eles estão fazendo trabalho voluntário em cada uma delas, mas dá pra ter uma ideia de como são as fazendas e as belezas de cada uma delas.

Tô pensando seriamente em me aventurar numa fazendas dessas ao redor do mundo, alguém tem alguma experiência para contar?

Fernando de Noronha

Eita lugar bonito… Fui passar uns dias num dos lugares mais bonitos do Brasil, quem sabe até do mundo e obviamente que meu radar para a preocupação ambiental esteve ligado 100% do tempo.

fernando de noronha 342fernando de noronha 081

Lembra quando eu fui pra Jericoacoara e tive um sonho de uma ONG? Pois bem, o Projeto Tamar em Fernando de Noronha chega bem perto dele, todos os dias no auditório do Tamar tem palestras sobre algum tema relacionado à ilha: tubarões, golfinhos, o próprio projeto Tamar, a vegetação da ilha, o Parque. Não é frequentado por 100% dos visitantes, mas em algumas palestras o auditótio fica bem lotado e acho que ajuda na conscientização, de verdade eu acho que deveria ser obrigatório, afinal, todo o arquipélogo é uma unidade de conservação e na minha opinião a principal função dela além de conservar o que se tem lá é educação ambiental.

Achei os moradores da ilha bastante conscientes com relação à preservação, conservação e cuidado com a natureza, mas esse conhecimento me pareceu muito restrito à preservação da vegetação, da vida marinha do que atrai os turistas para o local e não uma coisa mais abrangente que engloba tudo.

Por exemplo a geração de energia da ilha, sabe como é feita? Termelétrica a diesel, tem noção da pegada de carbono disso? Ok, concordo com meu pai quando ele disse que essa já uma tecnologia dominada e que para não deixar ninguém na mão tem que ser assim mesmo, mas será que não dá para usar outras fontes de energia conjuntamente? Tudo bem, é essa a solução segura e viável que se tem, então o que podemos fazer para torná-la menos impactante? Economizar energia, certo? Mas infelizmente não  foi bem isso que eu vi por lá… Na pousada que eu fiquei só vi um aviso bem discreto no banheiro lembrando para apagar a luz quando saísse. O ar condicionado no hospital (fui lá ver se eles conseguiam me fazer ouvir depois de 24 horas sem ouvir por conta do mergulho que eu fiz) tinha aquele selinho de eficiência energética da Procel, sabe? Adivinha qual a classificação dele? C. E da geladeira de um dos restaurantes que eu fui? B. No ar condicionado do meu quarto não tinha o selinho, ou tiraram… Será que só aqui em casa a gente se preocupa em comprar aparelhos com maior eficiência energética? Lá isso tinha que ser obrigação por se tratar de uma área de preservação ambiental cuja fonte de energia é petróleo!

Fiquei hospedada numa das Pousadas Domiciliares. Elas costumavam ser casa dos moradores que foram transformadas em pousadas, no bairro que eu fiquei, o Floresta Nova, as casas era de madeira e sei lá, mal projetadas pois eu não conseguia ficar dentro do quarto durante o dia sem acender a luz! Por mais luz solar que a ilha tenha, a posição da janela quase não iluminava o quarto durante o dia! Me sentia mal de ter que acender a luz durante o dia com o sol brilhando lá fora… Não sei como são as outras pousadas, mas como são construções bem parecidas não sei se são muito diferentes. Ah! Pelo menos as lâmpadas eram daquelas econômicas.

O lixo, ah, o lixo… Coleta seletiva nem pensar, pelo menos eu não vi ela ser feita em lugar nenhum, posso até ter visto lixeiras diferentes para cada tipo de resíduo, mas em que lugar do mundo isso é 100% respeitado? (acho que só no Japão). Numa das trilhas que fiz vi até essas lixeiras abandonadas… Mas tinha também umas certinhas. Winking smile

fernando de noronha 203fernando de noronha 209

Mas veja como é disposto o lixo de um dos restaurantes que eu fui.

fernando de noronha 294

Indo a pé para uma das praias passei por uma usina de compostagem, até achei interessante, mas uma vez que todo o lixo é misturado como eles compostam o lixo o orgânico? No passeio de barco que eu fiz, em que fizemos uma refeição a bordo, o lixo levado para o porto também foi todo misturado… Dando uma pesquisada rápida pela internet vi que lixo de fato é um problema na ilha, tanto que no início do ano foram levados para o continente algumas toneladas de lixo para serem disposto em um aterro em Pernambuco. Eu sei que coleta seletiva é uma coisa super complicada de fazer acontecer, demanda educação, tempo, vontade, empenho, mas a ilha possui aproximadamente 3500 habitantes e não é de hoje que meio ambiente é assunto de suma importância para eles, tá na hora de passar da fase “vamos salvar as tartarugas” e fazer algo que a longo prazo vai fazer toda a diferença e tem um impacto gigante.

O transporte na ilha também não é nenhum exemplo… Se você depender do transporte público vai perder tempo, como foi o meu caso… Quando tem 2 ônibus circulando ele passa de 30 em 30 minutos, quando só tem 1, ele passa de 50 a 60 minutos. Só que, ninguém nunca sabe quando tem 1 ou 2 circulando… De ônibus você sempre vai caminhar mais e o calor que faz lá não anima muito você fazer tudo a pé. O ideal mesmo é você alugar um bugue ou uma moto. Táxi, eu achei um absurdo de caro.

Muita gente fala que bicicleta poderia ser uma opção legal, mas o problema é que a ilha não é plana, então quem se aventura de bicicleta se arrepende pois muitas vezes consegue ir, mas na hora de voltar é complicado…

Mas nem tudo é só crítica, né? O povo noronhense é de uma simpatia incrível, sempre super solícitos e dipostos a ajudar e conversar com você, o lugar também é muito seguro, na alta temporada há casos de assaltos e coisas do tipo, mas normalmente é tudo muito tranquilo.

Outra coisa que me surpreendeu foi a limpeza das praias, nunca fui em praias tão limpas em toda a minha vida, nada de sacos plásticos, garrafas pet ou latinhas. Na verdade em apenas uma praia eu vi umas latinhas jogadas, mas era a praia mais próxima do centro, então eu dei um desconto…

Por ser um destido que há tanto tempo tem o meio ambiente como seu principal atrativo achei que as coisas lá seriam melhor resolvidas, mas só vi reflexo do que vi aqui no Brasil como um todo, ainda estou para encontrar no Brasil um local que é exemplo em ecoturismo em todos os sentidos da palavra. Acho que na minha lista Bonito – MS, pode ser uma boa pedida.

Jalapão II

Impressões aleatórias sobre o Jalapão e Palmas.

 

jalapao (97) Um “chuveirinho” típico do “deserto”do Jalapão.

 

  • Em Palmas adorei as feiras noturnas, fui na de domingo e achei fantástico ver algumas comidas típicas do Tocantins como a paçoca salgada, os caldos (que fiquei me questionando como eles conseguem tomar com todo aquele calor), os bolinhos de milho, o artesanato de capim dourado…
  • Infelizmente no meu pacote de viagem comida não foi o ponto alto, digo na variedade e diversidade. Eu esperava encontrar comidas típicas, muito peixe e algumas frutas da região. A única coisa de diferente que comi mesmo foi a paçoca salgada que fez parte do lanche da trilha de um dos dias e só. Não que a comida não fosse boa, mas a minha expectativa era outra.
  • As queimadas e a fumaça das queimadas. A paisagem da minha viagem ficou prejudicada por conta das queimadas… 🙁 O que se costuma ver no Jalapão é o céu azul e a visibilidade ótima, mas por conta da fumaça o céu estava meio acinzentado e a visibilidade prejudicada… Queimada não é só ruim pelas emissões de CO2 ou a destruição da floresta, também prejudica a beleza da paisagem.
  • Não vi sequer 1 único cartão postal pra vender, tanto em Palmas como no Jalapão. Quem me conhece sabe que eu gosto pra caramba de postais. E eu acho uma forma muito legal de divulgar o local.
  • Achei pouquíssimas informações, na verdade poucos relatos de pessoas na internet, sobre o passeio pelo Jalapão. Em tempos de web 2.0 isso é fundamental.

Jalapão I

Minha última viagem foi para o Jalapão, TO.  Um destino praticamente intocado ainda, se você quer visitar um local com pouca interferência do homem e portanto pouca estrutura turística, certeza que lá é o local.

Eu contratei uma agência de turismo em Palmas, a Ricanato, um pacote de 3 dias 2 noites. Gostaria de ter feito o pacote de 4 dias, mas como estava sozinha tive que me juntar a um grupo já formado (que coincidentemente eram todos da mesma cidade que eu).

Fui pra Palmas um dia antes da saída e o que mais me impressionou na cidade foi o CALOR! Não sei quantos graus estava aqui em SP antes de sair, mas cheguei lá e estava marcando nos termômetros algo em torno de 38C! Foi a primeira vez que eu senti o suor escorrer da minha testa enquanto eu estava sentada dentro de um ônibus! Pra variar, questionei a viabilidade de fazermos cidades em locais com temperaturas tão extremas assim, mas isso não vem ao caso para esse post…

Aproveitei para conhecer a blogueira Daiane do blog Vivo Verde que está em Palmas já tem quase 10 anos.

Mas vamos ao Jalapão que é o objetivo desse post.

Primeiro dia saímos de Palmas em direção à Ponte Alta do Tocantins, cidadezinha de uns 5 mil habitantes, conhecemos a cachoeira do rio Soninho, nadamos no rio Soninho, conhecemos a cachoeira da Fumaça e fomos na Pedra Furada no fim da tarde.

jalapao 011 Cachoeira do rio Soninho.

Todo o passeio é feito num carro 4×4 em estradas de terra, na verdade alguns trechos estradas de areia. A distâncias entre os atrativos é enorme, coisa de dezenas de quilômetros, portanto conhecer o Jalapão sem carro é quase impossível, digo isso por que já fui pra Chapada dos Veadeiros e conheci os atrativos mais importantes sem nenhum meio de transporte, só caminhada.

jalapao 028

Rio Soninho.

Se você não curte caminhada esse passeio é uma boa, o carro chega quase na porta de todos os atrativos visitados, mas prepare-se para rodar algo aproximado a 300 quilômetros por dia! Sim, pegada de carbono gigante, ainda mais se contarmos o voo de SP-Palmas. De novo questiono se num mundo sustentável podemos viajar assim pra tão longe, mas perder de conhecer essas belezas é muito triste.

jalapao 065

Cachoeira da Fumaça.

jalapao 087

Pedra Furada.

Segundo dia conhecemos a cachoeira do Lageado, a cachoeira da Velha, a prainha do rio Novo e as dunas do Jalapão. Dormimos em Mateiros, uma vila (acho que chamar de cidade um exagero), a cidade deve ter uns 2 mil habitantes.

jalapao Cachoeira do Lageado.

O único lugar com cara de parque, afinal o Jalapão é um Parque Estadual desde 2001, é na Cachoeira da Velha. Ou seja, quase não há sinalização, indicação dos atrativos ou explicações sobre cada um dos locais. A área é gigantesca e tenho certeza que o estado não deve dar conta de fiscalizar tudo. Pra se ter uma ideia na prainha do rio Novo tinha um pessoal acampado e que ainda levou o cachorro! 🙁

jalapao (25)Cachoeira da Velha.

jalapao (41) 

Prainha do Rio Novo.

Um dos lugares mais fantásticos na minha opinião foram as dunas do Jalapão. Principalmente por causa da cor delas. Vi em Natal e em Florianópolis dunas de areia branca e as imagens que vejo de grandes desertos é sempre de areias brancas ou na máximo amareladas, essas do Jalapão são alaranjadas, em determinados pontos com tons de salmão todo especial e único, é realmente lindo!

jalapao (64)

Dunas do Jalapão. Com o córrego assoreado.

Infelizmente o córrego que passava no pé da duna foi assoreado. Não sei dizer até que ponto o processo foi natural ou se tem um dedinho do homem nesse processo, mas veja a foto de como era antes.

duas Dunas do Jalapão antes do assoreamento do córrego.

O terceiro dia foram os highlights da viagem! Pelo menos na minha opinião a cachoeira da Formiga e o Fervedouro são dois locais que dificilmente se vê em outros lugares. Aliás, acredito que o Fervedouro seja de fato um fenômeno único. Lá é o que se chama de ressurgência, a água brota da areia e quando você entra nesse “lago” pa
rece que você vai afundar numa areia movediça, mas a pressão da água saindo de lá tão grande que não deixa você afundar, é muito curioso e divertido!

jalapao (109)Fervedouro.

jalapao (118)

Cachoeira da Formiga.

E por fim o famoso Capim Dourado, aliás deve ser esse o principal motivo da divulgação do Jalapão. Fomos no povoado onde a arte com esse “matinho” começou numa então comunidade quilombola, Mumbuca.

jalapao (115)

Comunidade Mumbuca.

Volto depois com mais dicas e impressões da viagem, ok?

Sobre ScienceBlogs Brasil | Anuncie com ScienceBlogs Brasil | Política de Privacidade | Termos e Condições | Contato


ScienceBlogs por Seed Media Group. Group. ©2006-2011 Seed Media Group LLC. Todos direitos garantidos.


Páginas da Seed Media Group Seed Media Group | ScienceBlogs | SEEDMAGAZINE.COM