Schumacher College, uma nova experiência

Segundo esse blog, desde 2008 o Schumacher College está no meu radar. Ou seja, desde então tenho vontade de ir lá conhecer esse local que para muitos é uma referência em um novo modo de fazer as coisas.

Conheci por email uma pessoa que tinha estado lá e publiquei o relato dela aqui e só fui conhecer mais gente que tinha estado lá em 2014 quando fiz a Experiência Schumarcher Brasil. Desde então tenho convivido com várias pessoas que estiveram tanto no curso no Brasil (meu último emprego consegui por causa dessa experiência) e pessoas que estiveram no College na Inglaterra.

E pra conhecer de verdade tudo isso que falam de sensacional do Schumacher College eu resolvi embarcar numa experiência de voluntária na Inglaterra. Então, no próximo mês, vamos dizer que para comemorar os 10 anos desse blog, vou ficar de voluntária aqui. Sim, estou escrevendo da Inglaterra, diretamente de Totnes. Se você já fez um curso aqui no College na Inglaterra ou na Escola Schumacher Brasil (que é o meu caso) você está apto a se candidatar como voluntário.

schumacher

Entrada para o prédio onde ficam a cozinha, biblioteca e algumas salas de aula no Schumacher College.

Cheguei aqui ontem (28/01) a noite, estou descansando hoje e amanhã começa o trabalho de verdade. Aqui a Denise Curi conta um pouco da experiência dela como voluntária, em 2011. Pretendo contar no blog um pouco da experiência e o dia-a-dia, vou tentar também mostrar um pouco no Snapchat (user: clau_chow). Mas não sei se vou conseguir, se tem uma coisa que eu já reparei aqui é que as pessoas não ficam muito grudadas nos seus telefones, o que eu achei ótimo! 😀

Talvez essa seja a maior comemoração que eu poderia dar para os 10 anos do blog!

Segue o programa Cidade e Soluções que conta mais sobre esse College.

HelpX – Mais uma opção

helpx

Se no último post eu falei do WWOOF, durante minhas pesquisas sobre o assunto acabei encontrando outra rede de voluntários em fazendas, o HelpX, esse um pouco mais moderninho, vamos dizer assim. Todo o sistema dele é na própria interenet e uma vez que você paga a taxa de afiliação, que vale por 2 anos, você tem acesso aos “fazendeiros” afiliados de todas as partes do mundo. O fazendeiros está entre aspas pois nessa rede eles abrigam não apenas fazendeiros orgânicos como no WWOOF, eles tem fazendo orgânicos e não orgânicos, pessoas que oferecem a sua casa, hostels para mochileiros, etc. Tudo na base da troca, eles oferecem hospedagem e comida e você oferece o seu trabalho, de 4 a 6 horas por dia.

Me inscrivi nessa rede e estou a procura de uma fazenda orgânica na Austrália que me aceite, já escrevi para umas 6 fazendas e apenas uma me respondeu dizendo que não seria possível me receber, confesso que pensei que seria mais fácil. Li também vários relatos de pessoas que tiveram essa experiência e apenas um caso negativo e não foi um caso de fazenda e sim hospedagem em casa.

O site é bem organizado e depois que de inscrito você tem acesso não só aos contatos de cada anfitrião, mas também do relato e as avaliações dos hóspedes, quase como um Tripadvisor.

Por conta do último post a Ludmila me contou que foi pra Inglaterra trabalhar num centro de educação ambiental ai pedi pra ela contar como foi a experiência dela lá! Você pode ler o relato dela aqui:

Em março deste ano embarquei junto com meu marido em uma viagem considerada pela maioria, no mínimo, inusitada.

Fomos de navio para Itália em um cruzeiro que estava retornando à Europa após o final da temporada de verão brasileira. Não bastasse fazer o caminho de volta do meu “bisnonno” e chegar do outro lado do oceano em uma velocidade que não ultrapassava 50km por hora, nosso objetivo principal era na verdade ir até o interior da Inglaterra para ficar trabalhando como voluntários em um centro de educação ambiental, na região de Norfolk.

Fomos através de um programa chamado Help Exchange que ainda não é tão conhecido no Brasil quanto o WWOOF, que é similar.

Ludmila e o marido na fazenda na Inglaterra.

A partir dessa rede é possível escolher propriedades cadastradas no mundo inteiro, realizando as mais diversas atividades e, consequentemente, que necessitarão das mais diversas colaborações. Mas, para ter acesso a esses contatos em primeiro lugar é preciso se cadastrar e pagar uma pequena taxa, não é muito cara e para nós, como casal, foi muito bom porque uma única taxa foi suficiente para ambos.

Estávamos procurando alguma fazenda onde pudéssemos aprender mais sobre a produção orgânica a partir da permacultura e também aperfeiçoar o Inglês, então achei que um centro de educação ambiental inglês serviria bem.

Depois de escolhido o local, enviamos a solicitação de estadia ou “request” ao anfitrião. Nesse primeiro contato é bacana se apresentar dizer de onde é, o que faz, o que gosta de fazer, enfim, é muito importante que haja esse entrosamento porque, afinal de contas, será preciso conviver com essa pessoa e em muitos lugares, como no local onde ficamos, o acesso é difícil e você fica um tanto isolado no lugar com as pessoas de lá.

Outro ponto que acho super importante ressaltar é definir claramente as tarefas que serão exigidas do voluntário, como será sua rotina de trabalho, o que receberá em troca. Cada local tem autonomia para definir tudo isso, normalmente a troca é muito simples: cerca de 6 horas de trabalho por dia em troca de alimentação e hospedagem, mas já soube de lugares exigindo que o voluntário pagasse pelas refeições, tem que ficar atento e combinar tudo antes.

Voltando a experiência que tive, de uma maneira geral a considerei muito enriquecedora, mas a ideia que eu “comprei” de centro de educação ambiental se demonstrou um pouco equivocada. O que havia, de fato, era uma fazenda antiga com uma casa de 300 anos cercada por 3 outras menores que eram alugadas para manutenção financeira do projeto. Tratava-se de um projeto de um centro, pois o idealizador vislumbrava transformar em um local para aulas, para produção em permacultura, mas quando chegamos havia uma pequena quantidade de legumes e frutas a serem colhidos pela primeira vez, mais um canteiro de ervas e uma área de reflorestamento que necessitava de cuidados porque com a chegada do verão, o calor e a chuva abundante tornava a competição entre as arvorezinhas filhotes e o mato, desigual, a favor do mato.

De resto, o que realmente era importante para eles era manter as casas limpas, trocar roupas de cama, inclusive de uma pequena casa na árvore. A partir dessas locações é que estavam se mantendo, então, como disseram, naquele momento era o core business. O centro de educação ainda não passava de uma semente.

Por este motivo me senti um tanto quanto “traída” se é que essa é a melhor palavra para descrever a situação. Fui até lá com uma expectativa e achei que o trabalho em um centro de educação ambiental se resumiria a ajuda com o as plantas e com a realização de cursos, e não foi o que aconteceu. Por outro lado, eu também não havia entrado nesses detalhes antes de ir.

De toda forma, a limpeza doméstica não nos tomava mais que dois dias da semana, o restante do tempo tínhamos as atividades mais verdes para fazer. Penso que também é justo esclarecer que pedi ao gerente para trocar de tarefas quando não estava me adaptando bem e fui atendida.

Ganhei amigos, vivi longe da cidade e há uma hora de caminhada de um vilarejo que tinha um castelo, tomei muito chá inglês, aprendi a planejar as compras pois só íamos para a cidade uma vez por semana, morei no silêncio com pouca luz, sem telefone nem tv e isso para mim foi maravilhoso, tanto que eu e meu marido já planejamos uma mudança em nossas vidas, porque esse estilo não combina com São Paulo.

Espero que nossa experiência contribua para a decisão de cada um que nos lê e que tenham um aprendizado marcante como tivemos, seja aonde for.

Um abraço.”

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