Um desafio!

Há alguns dias recebi um e-mail afirmando que os defensores do aquecimento global foram desmascarados por um documentário exibido pelo canal 4 britânico. Havia ainda um desafio: postar os vídeos no blog e discutí-los. Confesso que climatologia não é minha principal “praia”, mas resolvi aceitá-lo. No entanto, resolvi fazer um pouco diferente, vou também abrir o desafio para os leitores geofágicos. Os vídeos, no Youtube, estão fragmentados, portanto, tentarei postá-los com uma certa periodicidade, a cada dois dias. Defensores e questionadores dessa teoria preparem-se para uma jornada de alguns dias de discussão. Segui abaixo o primeiro vídeo.

Comentário 1: Na minha opinião esse primeiro vídeo é tão fundamentalista quanto aqueles religiosos ou mesmo ambientalistas defensores da teoria do aquecimento global. Sem apresentar dados, parece uma lavagem cerebral inicial intensionalmente colocada para levar o telespectador à conclusões semelhantes aos autores do documentário. Que venham os comentários e o segundo vídeo.
Carlos Pacheco

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Discussão - 13 comentários

  1. Luiz Bento disse:

    Oi Carlos,
    Acabei de ver a primeira parte do programa. Concordo com você quanto as causas do aquecimento. E, na verdade, gostei muito desta primeira parte do programa. É claro que argumentos de que é um processo completamente natural, ursos polares são “adaptáveis”, etc. são meio forçados. Mas toda a crítica feita ao movimento ambientalista, a política e ao pânico causado pelo aquecimento global eu concordo 110%.
    Abraços e até a outra parte do vídeo.

  2. geofagos disse:

    Caro Manuel,
    Essa questão de ambientalismo travando desenvolvimento vem desde Estocolmo, 72. Particularmente, acho que é mais uma desculpa para não modificar-se os métodos de produção. Simplesmente é mais fácil não quebrar o paradigma. Por que não tentar dar uma nova forma de desenvolvimento, realmente sustentável, para os povos dos países pobres? Simplesmente porque o padrão atual é mais conveniente. Enfim, é isso.
    Quanto aos limites do desenvolvimento, acredito que nos padrões atuais eles já foram alcançados. É hora de buscarmos novas formas.
    Mais uma vez obrigado por sua presença constante no Geófagos e também desejo-lhe um excelente 2009.
    Abraços,

  3. geofagos disse:

    Concordo em parte com você Susana.
    Só acho que desprezar a influência antropogênica não dá. Realmente aspectos naturais devem estar envolvidos no processo. Agora desprezar a influência do homem em modificar os cenários pós-revolução industriais não dá. Se não há influência relacionada ao aquecimento global, pelo menos uma modificação química do ambiente significativa há. É necessário procurar, dentro do possível, corrigir isso. Concordo, como já disse em outros posts, que tentar interferir em fenômenos naturais é entrar numa canoa furada. Mas tentar corrigir nossos erros, acredito eu, ser bastante sensato e digno.
    Abraços.

  4. geofagos disse:

    Oi Luiz,
    Eu dei uma olhada no realclimate. Realmente os comentários estão muito pertinentes. Seguem a linha de raciocínio que eu acredito e que, ao meu ver, é muito parecida com a sua. Postarei mais tarde o segundo vídeo, achei bem interessante a discussão deles. No entanto, tenho alguns questionamentos relacionados ao mesmo. Concordo com você que referir-se ao assunto como farsa é piada, e de muito mau gosto. Na verdade, acho que chega a ser o outro lado do radicalismo. É como religião x Dawkins. A desculpa de travar o desenvolvimento de países pobres é dada desde a primeira conferência ambiental, em Estocolmo 72. E continua sendo dada hoje. Desprezar aspectos naturais também é burrice. Na verdade acredito em uma mescla…fatores antropogênicos + naturais.
    Enfim,
    Continuemos as discussões.
    Abraços.

  5. Luiz Bento disse:

    Acho que o meu comentário travou, então vou postar denovo.
    Olá Carlos,
    Eu ainda não vi o documentário, mas ele é bem antigo (início de 2007). Da uma lida no que o Realclimate disse sobre isso.
    http://www.realclimate.org/index.php/archives/2007/03/swindled/langswitch_lang/en
    Vou ver este vídeo, mas ele deve entrar para o hall de teorias da conspiração. Existem uma boa discussão sobre a importância da forçante natural no aquecimento global, mas daí a dizer que ele é uma “farsa” é uma piada.
    Eu também não sou um especialista, mas me arrisco a discutir um pouco sobre o tema no meu blog. Aqui eu falo sobre um artigo da PNAS que defende que a forçante natural não pode ser descartada, criticando o IPCC.
    http://discutindoecologia.blogspot.com/2008/10/crtica-ao-consenso-cientfico.html
    Mas, com certeza, longe de usar termos como “farsa” “mentira”, etc.
    Abraços.

  6. Susana disse:

    Aquela teoria de que a Terra passa por ciclos ao orbitar o Sol (que não é uma orbita perfeita considerando o baricentro) é a mais concreta, na minha opinião.
    Considerando ela, aquecimento global é real, e faz parte do ciclo. Depois esfria de novo.
    Agora eu vejo muita preocupação quanto a isso causada pela difusão de informação parcial. Preocupação com a morte, sobrevivência.
    Daí eu acho que isso é causado graças às crenças religiosas das pessoas sobre vida após a morte, suas esperanças e fantasias.
    Se as pessoas se focassem em se adaptar ao aquecimento/(morte) inevitável, em vez de impedi-lo…
    Vejo muitos documentários com sugestões completamente idiotas e egoístas para “acabar com o aquecimento” ou “parar furacões/tsunamis/terremotos/vulcões/asteroides” que fico apavorada.
    Pessoas inexperientes e incompetentes estão modificando a ecologia terrestre para “estabiliza-la” no que nos agrada mais para NOSSA sobrevivência.
    Será que não pensam que furacões e vulcões são uma parte essencial da distribuição de organismos e minerais sobre a Terra? Só se importam em viver mais, consumindo e pilhando tudo…

  7. manuel disse:

    Caro Carlos
    Esta minha cabeça. Vi o vídeo todo. E sabe o que me impressionou mais? Foi aquele senhor africano falar do sonho,do desenvolvimento. Estariam um e outro comprometidos se se tomassem medidas que alguns propõem. E a este propósito ocorreram-me várias coisas. E,entre elas,avolomou o Darfur. Mas também as cidades tentaculares,e o campo a deserteficar-se. Duas quase mortes,uma de fartura,outra de míngua. E também a “Luísa sobe,sobe a calçada,sobe e não pode que vai cansada…”,de um poeta da língua portuguesa,António Gedeão.
    O sonho,o desenvolvimento a todo o transe. Qual será o limite do desenvolvimento?
    Mais uma vez,desculpe-me. E,Carlos,desejo-lhe UM MUITO BOM 2009.

  8. manuel disse:

    Caro Carlos
    Para começar,apresso-me a declarar que de climatolgia não percebo nada. A minha posição é de querer sol na eira e chuva no nabal,como por cá se diz. E também a de desejar que,pelo menos, o sol e a água chegasse a todos, na medida dos seus desejos,mas que não exagerassem.
    Posto isto,para dizer mais alguma coisa sobre matéria tão discutida,atrevo-me ao seguinte.
    A preocupação com os efeitos de gases de estufa é, pode dizer-se,um problema de hoje,ainda que Svante Arrhenius,Prémio Nobel da Física(1903),a tivesse ,sériamente, em conta. Mas porque se baseia numa teoria,não é de admirar que haja muita gente,pelas mais variadas razões,mais ou menos legítimas,
    que não embarca nela. Estão no seu pleno direito.
    Uma coisa,porém,é certa,são muitos os indícios de que algo está sucedendo,com cara pouco agradável,como,por exemplo, os pobres ursos brancos estarem a ver o gelo fugir-lhes debaixo das patinhas.
    Estou a ver também,podem dizer muitos,mas isso não significa que nos devamos preocupar demasiado. É preciso é ter paciência e confiar. Em quê? Isso é cá comigo,ninguém tem que saber mais.
    Para acabar,uma pergunta. O Tata Nano(?)vai combustar? Se vai,minha nossa senhora. Felizmente,a China vai fabricar um carrinho eléctrico.
    Ah,já me ia esquecendo. Como em tudo,desde o princípio do mundo,há os interesses,não os podemos olvidar,os superiores interesses.
    Com um abraço,e as minhas muitas desculpas.

  9. geofagos disse:

    Caro SMX….
    Eu já assisti a todo o vídeo. Tenho minha opinião formada. Achei melhor postar o vídeo por partes e comentá-las isoladamente. Acredito que seja menos cansativo. Nas próximas postagens, quando se começa a discutir os dados, estabelecerei os meus comentários. No entanto, tenho uma corrente de pensamento formada e também uma opinião pessoal a respeito do tema. Não sou radical e não gosto de radicalismo, por isso mesmo não gosto dos ecochatos. Do mesmo modo, o radicalismo de algumas partes para com as teorias ambientais não me agrada. O assunto é sério e tem que ser tratado não com achismos, mas sim com profissionalismo.
    Enfim,
    Esperemos os próximos.
    Abraços.

  10. geofagos disse:

    Caro Ricardo,
    Eu concordo com a teoria que coloca o homem como um dos “fabricantes” do aquecimento global e consequentemente das atuais mudanças climáticas. No entanto, como cientista e admirador da ciência tenho que ouvir e analisar os dois “lados da moeda”. Apesar de ser crente na teoria, também não posso deixar de acreditar que foças naturais também influem sobre a questão. Enfim, assista o vídeo, aprenda a ver e ouvir o outro lado, é um exercício interessante.
    Abraços.

  11. Não vou ver vídeo algum. Eu não preciso.
    Para quem é vivo, e tem um mínimo de percepção, basta atentar aos fatos. A cada ano, pioram as enchentes, as secas, as nevascas… A cada ano as cidades ribeirinhas e litorâneas sofrem com o avanço das águas… Isso tudo é notícia em tudo que é jornal, telejornal ou rádiojornal… são fatos… estão aí… nas nossas ‘fuças’.
    Basta perceber que vivemos hoje já, os efeitos de uma alteração climática em andamento. Vai piorar… é a única certeza que tenho.

  12. smx disse:

    Assista o documentario todo…
    por que esse primeiro video é só uma simples introdução à linha de raciocínio estabelecida durante a apresentação dos fatos…

    eu gostei da maior parte do documentário(não todas).
    Ele cumpre bem o seu objetivo: desmistificar o CO2 como principal determinante de mudanças climáticas.
    Um documentário mais completo mencionaria a importancia de sermos mais ecologicos,de respeitar o equilibrio,os ciclos naturais,etc…

    È importante procurarmos meios alternativos de energia,para não ficarmos dependentes de meios ESGOTáVEis de energia? SIM!
    È importante diminuir as emições de carbono? SIM!
    Respeito muito as ideias apresentadas no documentário.
    diga não aos ECOCHATOS!
    ps.opinião pessoal! se você acha que pode acrescentar algo,ou mudar minha opinião,tente!
    Ficarei lisonjeado.
    =*

  13. Luiz Bento disse:

    Olá Carlos,
    Eu ainda não vi o documentário, mas ele é bem antigo (início de 2007). Da uma lida no que o Realclimate (blog indispensável sobre aquecimento global) disse sobre isso.
    http://www.realclimate.org/index.php/archives/2007/03/swindled/langswitch_lang/en
    Vou ver este vídeo, mas ele deve entrar para o hall de teorias da conspiração. Existem uma boa discussão sobre a importância da forçante natural no aquecimento global, mas daí a dizer que ele é uma “farsa” é uma piada.
    Eu também não sou um especialista, mas me arrisco a discutir um pouco sobre o tema no meu blog. Aqui eu falo sobre um artigo da PNAS que defende que a forçante natural não pode ser descartada, criticando o IPCC.
    http://discutindoecologia.blogspot.com/2008/10/crtica-ao-consenso-cientfico.html
    Mas, com certeza, longe de usar termos como “farsa” “mentira”, etc.
    Abraços.

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