Manifesto
Querem saber qual é o problema ambiental mais grave do planeta? Não titubeio em dizer: a riqueza, ou melhor, o "desenvolvimento". Os padrões ocidentais de riqueza e desenvolvimento. E não me refiro apenas à riqueza dos países desenvolvidos com seus padrões irresponsáveis de consumo. Em países "em desenvolvimento" também há o tipo de riqueza a que me refiro. Não queremos todos alcançar um nível de vida típico de classe média americana, nós da classe pensante brasileira? Creiam-me, pouquíssimos estão dispostos a realmente fazer as mudanças necessárias para que vivamos numa sociedade realmente sustentável. Modernizando a imagem que Cristo utiliza no Novo Testamento para descrever os hipócritas, preferimos ser sepulcros caiados exalando metano pelas mal disfarçadas rachaduras.
Busca
Please translate this!
Posts recentes
- Pesquisa agropecuária brasileira na Coréia, com blog
- Um gigantesco laboratório agroclimatológico
- Vergonha para os políticos II
- Vergonha para os políticos do Rio Grande do Norte
- Mudanças climáticas versus desenvolvimento
- Saramago
- Carvão como melhorador de solos
- Livro "Mudanças Climáticas Globais e a Produção de Hortaliças"
- Resolução CONAMA 420/2009
- Bactérias que promovem o crescimento de plantas
Comente Recentes
- Maurício Lopes on Pesquisa agropecuária brasileira na Coréia, com blog
- manuel on Pesquisa agropecuária brasileira na Coréia, com blog
- Felipe Dourado Cordeiro on Por que a agricultura convencional não é sustentável
- Silas Garcia on Combater a fome na África ensinando os africanos a plantar
- maria jose lopes on Efeito estufa e produção vegetal
- manuel on Um gigantesco laboratório agroclimatológico
- Débora Camatti on Agricultura Urbana - Parte I
- Romero Tavares on Umas & Outras & Outros Bons Blogs Nordestinos
- manuel on Vergonha para os políticos do Rio Grande do Norte
- Tiago on Os Dinossauros e Deus
Arquivos
- agosto 2010
- julho 2010
- junho 2010
- janeiro 2010
- dezembro 2009
- novembro 2009
- outubro 2009
- setembro 2009
- agosto 2009
- julho 2009
- junho 2009
- maio 2009
- abril 2009
- março 2009
- fevereiro 2009
- janeiro 2009
- dezembro 2008
- novembro 2008
- outubro 2008
- setembro 2008
- agosto 2008
- julho 2008
- junho 2008
- maio 2008
- abril 2008
- março 2008
- fevereiro 2008
- janeiro 2008
- dezembro 2007
- novembro 2007
- outubro 2007
- setembro 2007
- agosto 2007
- julho 2007
- junho 2007
- maio 2007
- abril 2007
- março 2007
- dezembro 2006
- novembro 2006
- outubro 2006
- setembro 2006
- agosto 2006
- julho 2006
Blogs recomendados
- Mundo Fantasmo
- Futurismic
- Labex Korea
- O Caderno de Saramago
- Muttley's Blog
- A neurocientista de plantão
- The Elegant Variation
- De Rerum Natura
- Brain Dump
- EdafoPedos
- Umas & Outras
- Estuário
- Caótico
Receba o Geófagos no e-mail
« Mais Uma Tese Defendida No Mundo! | Main | Uma pergunta incoveniente! »
O aquecimento não é o único problema ambiental relevante
Category: Aquecimento global • Contaminação • Mudanças climáticas
Posted on: janeiro 31, 2009 5:45 PM, by Ítalo M. R. Guedes
No TrackBacks
TrackBack URL: http://scienceblogs.com/mt/pings/96749
Ah! Lembrei de outra coisa!
Certa vez, discuti com uma colega de curso, o fato de "escolhermos" espécies para preservar. Por exemplo - tartaruga marinha ou peixe-boi.
Fato é, que, chamando a atenção de um bicho "fofo" conseguimos verbas para preservar outros bichos e plantas. Outro exemplo: quem gosta de Lilo e Stitch sabe que a Terra só havia sido poupada da destruição por conta dos pernilongos.
Enfim. Atrair a atenção para um problema NEM SEMPRE é se esquecer de outros.
Não me entendam mal! Não estou dizendo que somos um país que prioriza preservação do que quer que seja - aliás, não priorizamos quase nada ambiental em termos de país.
Paula,
É apenas força de expressão. Desmatar hoje, pode até ser que não gere créditos. No entanto, quem desmatou no passado e hoje planta florestas, sim, esses ganham.
Enfim, espero que tenha entendido o sentido.
Abraços,
Carlos Pacheco
Muito boa noite,Carlos
Só agora dei conta do seu post. Mas que desafio. Um comentário a quente,na linha,se bem recordo,do que já aqui foi dito,mas que não se perde nada lembrá-lo.
Pois não,o aquecimento global não é o único problema ambiental relevante. Entre outros relevantes,é o humano muito relevante,talvez o mais relevante.Que vale ter um ar muito respirável,muito oxigenado,se a vida de esmagadoras camadas de humanos está irrespirável? E o mais triste é muitos nem darem conta disso.
Que vale cuidar do aquecimento do ar,se frias são,e continuarão a ser,as vidas de tantos?
Isto,até,parece,por vezes,ser utilizado,um tanto habilnmente,para acudir aos esfomeados,em vez de acudir ao ambiente físico.
Bem Carlos,devo estar com sono,ou perturbado por ter acordado com algum pesadelo. Desculpe,mais uma vez,mais uma incursão,talvez descabida.
Muita saúde e muito bom trabalho,no sentido de resolver problemas fundamentais do ambiente.
Concordo, concordo, concordo.
O Aquecimento Global já está acontecendo e se nao combatermos as causas só vamos enxugar gelo. Sim, tentar minimizar as consequencias (combatendo as causas, por favor) ajuda a minimizar outros problemas ambientais, mas assim como na educacao nao dá pra focar em apenas um ponto, o todo deve ser trabalhado.
Qq um sabe q meio ambiente é td, mas infelizmente nao é encarado dessa forma na economia, na política...
Olá a todos,
Concordo com vocês. Entretanto, não é o que vejo acontecer. Outros problemas ambientais têm sido deixados de lado enquanto alguns são exaustivamente discutidos. Quem trabalha com meio ambiente tem que levar em consideração o todo e não a parte. Há muito tempo venho dizendo que, para mim, a conservação e preservação no Brasil só serão possíveis à medida que efetivas medidas de combate às desigualdades sociais forem tomadas. Isso também se aplica à "violência pública" (pois segurança que não é), saúde, etc... Mas também existe a necessidade de dar-se a profissionais da área a real chance de tomar decisões, sem politicagem. Enfim, é por aí.
Carlos Pacheco
Paula,
Lembrei-me de uma discussão que tive com um amigo dia desses. Eu o questionava sobre o pagamento de créditos de carbono para empresas produtoras de papel e celulose. Ora, florestas não são a matéria prima para seus meios produtivos? Então não perderia-se o sentido o pagamento de créditos à elas? E indústrias recicladoras de papel, elas recebem créditos? E quem mais coopera para o ambiente como um todo, os plantadores de "florestas" de eucalipto ou as indústrias de reciclagem de papel?
Enfim,
A discussão vai longe.
Abraços,
Carlos Pacheco
Oi Manuel,
Concordo plenamente com você. Não há desenvolvimento sustentável sem haver sustentabilidade humana. E essa, infelizmente ainda está longe de ser alcançada.
Um forte abraço,
Exato Cláudia,
A discussão sobre as causas é importante para que se tome medidas mais efetivas. Entretanto, havendo um consenso com relação ao aquecimento (seja ele antropogênico ou não) é necessário que tome medidas preventivas. O que não dá é pra ficarmos estagnados no tempo enquanto pesquisadores com egos infladíssimos quase se matam pra ver quem está com a razão.
Enfim,
Abraços,
Carlos Pacheco
Boa noite,Carlos
De acordo com o título do seu post,era só para referir que a Comissão Europeia não está nada satisfeita com alguns dos Estados-Membros,por não terem tido em devida conta as partículas em suspensão no ar que se respira,como as PM10,que eu,
distraído,só há pouco tempo é que dei conta delas. Enfim,ignorâncias,inteiramente desculpáveis,pois há tanta coisa que se desconhece.
Muita saúde e muito bom trabalho,nesse vasto e sério campo do AMBIENTE.
Caro Carlos
Já deve saber,eu não sabia,ou melhor,tinha lido qualquer coisa a este respeito em Março de 2008.
Na Web,li isto há pouco.
"In Antarctica,Wilkins Ice Shelf to break up:a victim of warming".
Reuter Blogs Environment Global
Environmental chalenges January 20th,2009.
Desculpe,mas como uma criança que recebeu um brinquedo,não resisti a mostrá-lo.
Um abraço.
Caro Manuel,
É esse o sentido do post. Mostrar que enquanto se discutem exageradamente as origens do aquecimento global, esquecem-se dos outros problemas. Inclusive outros mais relacionados à poluição atmosférica.
Enfim, a ciência exige uma visão ampla do pesquisador e parece-me que muitos estão esquecendo disso.
Abraço.
Carlos Pacheco
Prezado Manuel,
Na verdade eu não havia lido esse material ainda. Foi muito bom tê-lo indicado. Vou lê-lo. Muito obrigado.
Grande abraço,
Carlos Pacheco
Grande Carlos,
Concordo com sua ideia. Só acho que a discussão da causa do aquecimento global não tem nenhum efeito contrário. Acho que é mais um motivo para discutirmos ciência e mostrarmos para o público leigo que nada é tão simples como parece. Isso sim é ciência e não apenas postar ou publicar todos os dias que 1 milhão de espécies vão desaparecer, colocar foto de urso polar, etc.
Um acréscimo. Olha essa reportagem que fala sobre um estudo que trata da emissão de gases por biocombustíveis e gasolina. Ele cita exatamente o que você ressaltou no texto. A preocupação com as consequências do uso destes novos produtos. Coisa que pouca gente fala sobre...
http://www.agencia.fapesp.br/materia/10051/divulgacao-cientifica/custos-dos-biocombustiveis.htm
Caro Carlos
O comentário do Luiz Bento me despertou. Os biocombustíveis,mais uns actores nesta peça,que não se sabe bem,se a classificar como
dramática,cómica,ou outra designação à escolha. O etanol,o biofuel. O etanol do amido,o etanol da celulose ou das hemiceluloses. A Web vem-se fazendo eco de muita coisa escrita. É um não saber-se para onde virar. Há uns tempos que entrou em cena a switchgrass,a menina bonita,perdõem-me a expressão, do etanol celulósico.
Da Web, respiguei três informações,que julgo interessantes:
I - Acelerating the cellulosic ethanol industry. Biocycle January
2009,Vol 50
II - Biofuel:major net energy from switchgrass-based ethanol.
Science Daily,January 14,2008
III - Grass makes better ethanol than corn does. Scientific American,January 8,2008.
Como sa sabe,o etanol pode vir de muita coisa,desde que essa coisa tenha amido,celulose,hemicelulose,
ou seja,que tenha açúcares. Os químicos e os bioquímicos sabem disso,e sabem,com ácidos,enzimas,e leveduras,fazer o "milagre".
Mas minha nossa senhora,como,às vezes,se diz aqui.O que vai ser dos preços de alguns "staples",sim,o que vai ser?
Depois,a celulose. Quando se começa a ouvir que o etanol pode vir da cerradura,da polpa de papel,e demais,mas estes dois é que interessam para aqui agora,ai minha nossa senhora,outra vez,ai a "minha rica floresta",ai as"minhas ricas Amazónias".
Deus nos acuda,não só por isto,mas também por isto.
Quem diz Deus,diz o Sol,diz as outras energias limpas,que todos bem conhecemos.
Era só isto. De resto,cheguei ao fim,fiquei sem mais nada no saco.
Desculpe,Carlos,mas quando se fala de energias,também nos chega mais um bocadinho de uma delas,pelo menos.
Muito boa noite,muito boa saúde,muito bom trabalho.
Fala Luiz,
Mas eu concordo com sua opinião. A discussão realmente tem que continuar, entretanto, tem que ser feita de maneira responsável e com objetividade. Não da forma como muitas vezes vem sendo conduzida, para inflar egos. E também não em detrimento de outras questões importantes. E ainda, sem "efeito panda" (é preciso que a população também se conscientize dos outros "lados da moeda"). Enfim, eu penso assim.
Quanto à matéria, realmente interessante. Acho que é por aí, não só visar o efeito estufa, mas também outros efeitos que podem afetar sobremaneira a saúde humana.
Até a próxima,
Carlos Pacheco
É isso mesmo Manuel,
Antes da "enxurrada" de biocombustíveis deve-se haver uma outra "enxurrada" de informações e de estudos de impactos, não só ambientais, mas também sociais. Aberturas de novas fronteiras agrícolas e sobretudo o impacto na segurança alimentar têm que ser muito, mas muito bem analisados. E isso deve ser feito antes que utilização em massa dos biocombustíveis se torne realidade.
Enfim, mais uma vez trago a minha maior preocupação em pauta, a sustentabilidade não pode ser só ambiental mas também deve ser social.
Até a próxima Manuel.
Carlos Pacheco
Caro Carlos
Em primeiro,se me permite,é para trocar,no meu comentário anterior,um c por um s(é serradura,de serra). Com tanto ler inglês,ou americano,já se cometem erros destes.
E,já agora,se me permite,mais duas referências,a propósito da "cellulose as a fuel". Parece estar na moda,pelo que já não estou a gostar disto,e doutras relacionadas.
I-Strategy -cellulose digested for fuel:protozoans. Mixotriche protozoans digest cellulose for termite metabolism.
II- Rare fungus discovered that converts plant cellulose to diesel fuel. The upshot is that this could convert wood waste,paper waste,corn waste and other crop wastes into usable"myco-diesel" to power engines.
Como insinuei atrás e é demasado sabido,cá por coisas,é só ir ao Google e pôr lá "cellulose as a fuel".
O já não estou a gostar é evidente. Isto,por vezes,começa-se numa ponta,e,depois,é um sarilho.
Começa-se pelos "wastes",e,depois,escusa-se de acrescentar mais nada.
Em relação aos "staples" do comentário anterior,pode-se chegar,se é que não se chegou já lá,ao estar a extrair deles "fuel",em vez de os empregar no encher a barriguinha de muitos.
Isto não é ciência,mas é vida,que deve também interessar aos cientistas,e a todos.
Desculpe,Carlos,mas era,sobretudo,por causa do erro.
Muito boa saúde e muito bom trabalho,em prol da ciência e de tudo o mais que à ciência diga respeito,tendo em vista o bem-estar de todos.
Caro Carlos
Veja lá a coincidência,eu a colocar,como vocês dizem,um comentário asi dirigido,e o Carlos a enviar outro. "What a coincidence".Coisas que acontecem,sem necessidade de ir à bruxa para uma explicação.
Obrigado,e desculpe o tempo que lhe estou a tirar,tempo do seu precioso tempo,tempo que já não volta.
Comente
(Um email será necessário somente para autenticação. Comentários serão moderados por causa de spam. O seu comentário pode não aparecer imediatamente. Obrigado por esperar.)

Comments (21)
Assino embaixo, menos disso:
Estou pra ver alguém ganhar crédito de carbono por ter desmatado uma floresta e plantado eucalipto. Quem tiver acesso a qualquer processo referente a isso, por favor, me mande. Eu desconheço.
Posted by: Paula Signorini | janeiro 31, 2009 6:03 PM