Esse Brasilão Imenso: nota de rodapé (4)

Por Elton Luiz Valente
Neste momento estou em Jataí-GO. Durante a viajem fiquei tecendo umas conjecturas sobre o Brasil e resolvi postar esta “nota” aqui no Geófagos.
Quem quiser ver, in loco, uma amostra da grandeza do Brasil é só viajar pelo Estado de Goiás (entre outros). O gigantismo do desenvolvimento agropecuário no nosso Planalto Central tem pouco paralelo no mundo. O custo disso não pode ser negligenciado, é uma questão importantíssima. Aliás, já sinalizei minha opinião a esse respeito no texto anterior. Para abrir espaço ao desenvolvimento foi preciso, entre outras coisas, atacar o Cerrado, o segundo maior bioma brasileiro. Mas não é disso que quero falar.
Quero dizer apenas que quem quiser vislumbrar a grandeza de que falo é só viajar, por exemplo, de Goiânia a Jataí (BR-060). Aí se entende porque o Brasil não quebra (financeiramente) apesar dos políticos e da massa acéfala de eleitores que temos!

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Discussão - 5 comentários

  1. Joseli Lira Valente disse:

    Elton,
    O texto ficou muito bom. Sinto daqui, você percebendo… na pele, que esse país é muito mais que a soma das partes.
    Boa sorte e que os Deuses TODOs estejam com você. Um grande e forte abraço.

  2. manuel disse:

    Caro Elton,
    Muito obrigado pela sua resposta. Ficou bem clara a sua posição. Desenvolvimento,sim,mas não a qualquer preço. De resto,na linha do Planejando o Futuro,o vosso lema.
    Mais uma vez,muito obrigado. Um abraço

  3. Grande Elton,
    Eu, que conheço o motivo de sua peregrinação e que também já trilhei estes árduos caminhos, imagino bem o que passa por esta cabeça sua, amigo. Por mais que saibamos que as coisas acontecem, só vendo com os próprios olhos e sentindo na pele para ter-se uma real medida da grandeza e da injustiça deste país imenso. Mas é necessário perseverar porque nossa fiel companheira, a seleção natural, está aí para observar os fortes, e “couro de homem não dá sola para sapato”. Grande abraço e boa sorte.

  4. elton Valente disse:

    Prezado Manuel,
    São sempre proveitosos e ricos os seus comentários. Vou começar pela “peregrinação”. Você definiu com exatidão e muita propriedade este momento no qual me encontro. Sinto-me como um penitente trilhando o Caminho de Santiago de Compostela. Mas gosto muito disso. Um pouco de maturidade e experiência de vida me permitem vislumbrar a importância desse processo, até porque já passei por outros e este não é o mais penoso. Já trilhei caminhos escuros e pedregosos. Neste, pelo menos, eu consigo ver a linha do horizonte. Gosto muito dessa idéia do peregrino em busca de sabedoria!
    Quanto ao “ataque” que o Cerrado sofreu e vem sofrendo, entre outros biomas brasileiros, a minha crítica é ao modo como isso é feito. Geralmente de forma muito agressiva, desequilibrada, quase irracional. Sei da importância de se utilizar as terras agricultáveis e isso é fator econômico importantíssimo e indispensável no Brasil. Mas é preciso o aval da ciência, é preciso respeitar critérios técnicos, é preciso respeitar critérios ambientais, enfim, é preciso ser racional. O problema é que, geralmente, não é assim que o processo se dá. O objetivo é sempre econômico, embasado na filosofia mecanicista e mais nada. Minha formação, meus princípios profissionais e éticos, não me permitem concordar com isso.
    No mais, tento fazer a minha parte e torço para que um dia o poder público dedique-se de maneira séria e efetiva à educação do meu povo, formando gente bem preparada, formando profissionais que possam cuidar do Brasil como ele merece.
    Agradeço mais uma vez suas palavras.
    Saúde e muito sucesso!

  5. manuel disse:

    Caro Elton
    Veja lá Elton o que as coisas são,veja lá como a distância(longe da vista,longe do coração)faz ver uma contradição onde ela não existe. Mas porque a minha contradição não me deixa sossegado,aqui estou eu a expô-la,contando que o Elton me perdõe,a mim,e à minha contradição. Já estou,Elton,com a minha contradição, quase como D.Quixote,a ver “castelos”,
    onde só havia moinhos de vento.
    E posto isto,vamos lá à minha contradição. Eu a julgar que o Elton desancava quem,com armas e bagagens,agredia o Cerrado,a sua Dama,e afinal,parece apontar esse quem como um agente de dinheiro salvador,doa a quem doer,Elton incluído.
    Veja lá,Elton, aonde me levou a distância,pelo menos. Fazendo apelo à sua benevolência,compaixão mesmo,conto que me perdoará,a mim,e a esta minha contradição.
    Num aparte,que admiráveis nomes esses de Jataí-Go,de Goiânia,num País Grande,de Maravilhas,apsar de algumas “maldades”! Mas quem as não faz?,padecente que é de tantos atavismos,muitos deles apenas adivinhados,
    pressentidos,imaginados.
    Um abraço,e muitos votos de proveitosa “peregrinação”.

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