Enfim, uma chance de começar de novo!

Devo anunciar aos Amigos Geófagos que passei em um concurso público para docente no Instituto Federal de Minas Gerais, Campus de São João Evangelista (antiga Escola Agrotécnica). Para que a coisa se concretize, falta o MEC autorizar a “assinatura do contrato”, pelo que aguardo com uma certa ansiedade.
Enfim, meu currículo foi avaliado naquilo que ele tem de algum valor, o que corresponde, em boa parte, à minha experiência profissional.
A “massa corporal” de meu currículo foi adquirida com muito exercício e suor, e não por efeito anabolizante de papers e outras drogas similares.
Ironicamente, desta vez não fui muito bem na prova didática. Mas o processo de realização do concurso, a meu ver, foi coerente com os seus propósitos. Entre outras coisas, foi atribuído peso 1,5 para a prova didática e peso 1 para as outras avaliações. A prova objetiva foi de questões fechadas (embora eu prefira a prova aberta, dissertativa). Os currículos, de todos, foram avaliados naquilo que tinham a oferecer. Dos nove candidatos, foram classificados sete.
Vou retornar ao exercício da profissão de professor. Coisa de que gosto muito, além da extensão rural. A extensão me permitiu levar conhecimentos e adquirir conhecimentos, foi uma troca justa e muito gratificante, sem contar o prazer de trabalhar com nosso povo, nas pequenas comunidades rurais, nos municípios pequenos. A extensão rural é uma espécie de irmã da docência. O bom professor e o bom extensionista têm muito em comum.
Considero um bom professor aquele que, entre outras coisas, tem noção da importância de seu trabalho, tem responsabilidade e amor à profissão, e não se vê como “educador”, mas sim como um orientador no processo de aquisição de conhecimentos. Porque, geralmente, experiências e conhecimentos nós adquirimos sozinhos, pelo nosso próprio exercício. Facilita muito quando uma alma caridosa nos aponta alguns caminhos.
O bom professor é, enfim, um plantador de boas sementes. E tudo indica que aqui vou eu, mais uma vez, semear minhas sementes enquanto posso.

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Discussão - 16 comentários

  1. Elton Valente disse:

    Prezado Juberto,
    Peço licença ao Ítalo para fazer minhas as palavras dele.
    Grande satisfação em ter notícias suas. Meu e-mail, caso você não o tenha, é [email protected].
    Abraços fraternos.

  2. Grande Juberto,
    Que grande prazer tê-lo aqui no Geófagos e saber notícias suas!! Fiquei muitíssimo feliz. Rapaz, você não vai acreditar, mas anteontem encontrei aqui nas minhas coisas um papel com seu e-mail, e de repente você aparece, isso é que é coincidência. Os momentos difíceis parece que são os que mais nos fazem crescer, mesmo. Fico feliz que esteja bem. Vamos manter o contato, sem dúvida.
    Grande abraço.

  3. Juberto Babilônia disse:

    Caros amigos Elton e Ítalo…há quanto tempo não dirigimos a palavra. Estava de curioso e pasei no blog que não resisti de dar o ar da graça. Acreditem!! estou vivo….e muito vivo rsrsr…Os atropelos da vida existem para que cresçamos e cresci (sabem do que digo…certo??). Grande abraço a vocês dois e manteremos contato

  4. Sibele disse:

    Lendo tudo isso, vejo que o mundo ainda vale a pena!

  5. Elton Valente disse:

    Ítalo Rocha, meu Irmão!
    Assim você me deixa emocionado!
    Minhas palavras para encorajar um amigo vêm da modesta experiência de quem já enfrentou algumas dificuldades, já passou por alguns gargalos da vida e sabe que a noite, por mais escura que seja, sempre acaba no dia que vem vindo. É só tocar em frente, porque “couro de homem não dá sola p’ra sapato”!
    Para mim é uma grande honra ter construído nossa amizade em tempos de gratificantes exercícios acadêmicos e de turbulências e incertezas profissionais e financeiras. Nestas horas, os bons amigos se encorajam mutuamente, dividindo aquilo que têm de pouco e de muito, sempre seguindo em frente.
    Você me ouviu muitas vezes dizer que minha pós-graduação, embora envolta em incertezas profissionais futuras, foi muito gratificante do ponto de vista acadêmico, da busca por um pouco mais de conhecimento. Foi, sem dúvida, uma das melhores coisas que fiz.
    Agradeço suas felicitações e credito boa parte de minhas conquistas ao apoio dos amigos e dos bons professores que tivemos. É como disse Sir. Isaac Newton: “If I have seen further it is by standing on the shoulders of Giants” (Se enxerguei mais longe foi porque me apoiei nos ombros de Gigantes).
    Um abraço fraterno!

  6. Elton Valente disse:

    Prezado Manuel,
    Você e Sibele, sempre com palavras gentis, de esperanças com o futuro. Palavras que agradeço e guardo com carinho.
    Você não “invade minha casa” porque, para os amigos, minha casa não tem fechaduras. É como ouvi, certa vez, de um Gaúcho: “Pode entrar tchê, que minha casa não tem tramela”.
    Quanto aos pássaros, dentro de minhas humildes possibilidades, pretendo ser generoso com “passarinhos” e “passarões”, pois preciso aprender com todos eles.
    Faça suas “intervenções” quantas vezes desejar, pois todas são muito bem vindas!
    Abraços fraternos a você e Sibele!

  7. Caríssimo Professor Elton Valente,
    Além de colegas, fomos pelos últimos anos muito bons amigos. Você acompanhou-me de perto pelo meu relativamente longo vale de lágrimas, testemunhou as dificuldades de um doutorado que não terminava e posteriormente de um desemprego que não tinha fim. Foi um grande companheiro, lembrando-me sempre, quando o desespero batia, que “couro de homem não dá sola p’ra sapato”.
    Até que o “inferno astral” findou. Eu por fim acompanhei suas peregrinações em busca de emprego, seu périplo pelo Brasil profundo na honesta procura de um emprego e testemunho felicíssimo a recompensa pela batalha. Meus parabéns, grande amigo e felicito os novos estudantes que terão um excepcional professor a lhes preparar para o futuro.

  8. manuel disse:

    Caro Elton
    Desculpe “invadir-lhe a casa”,quando está de “mudança”,e
    “apropriar-me” de palavras que a Sibele lhe deixou -“muitas sementes germinem e frutifiquem muito”.
    É o desejo de todo o agricultor. Todos quererão ter as tulhas cheias.Mas o Elton sabe,e sabe a Sibele, que à espera do fruto da seara estão muitos passarinhos,que também têm direito à vida,e alguns “passarões”,que são assim,coitados,sabe-se lá porquê,que não gostarão de assim ser.
    E sendo assim,por muito que o Elton o não queira,e a Sibele também,lá fica o “caldo estragado”. Até quando? Sabe-se lá,sabe-se lá.
    Desculpe,Elton,mais uma vez,a invasão,ainda que não tenha sido,julga-se,por um “passarão”.
    Um abraço,e que tudo esteja a correr como desejou.

  9. Elton Valente disse:

    Muito obrigado Sibele!
    Pode ter certeza de que, pelo menos, vou tentar fazer minha parte. É uma atividade de que gosto muito.
    Obrigado, mais uma vez!

  10. Sibele disse:

    Parabéns, Elton!!!
    Que vc espalhe muitas e muitas sementes nesta sua nova jornada como professor, e que elas germinem e frutifiquem muito!

  11. Elton Valente disse:

    Prezada Noeli,
    Muito obrigado. E parabéns a você também pela profissão!

  12. Elton Valente disse:

    Prezado Reinaldo,
    Muito obrigado!

  13. Noeli disse:

    Parabéns!
    Também sou professora e sei o quanto é empolgante e importante o nosso trabalho.
    Que Deus ilumine seus passos.

  14. Grande Elton, meus parabéns, e conte com os Sciblings sempre que precisar. Abração!

  15. Elton Valente disse:

    Prezado Manuel,
    Muito obrigado!
    Até que foi rápido o meu retorno às atividades profissionais. Tive colegas que penaram mais tempo no limbo.
    Quanto aos papers, eu reconheço a devida importância deles. A minha crítica é por sua valorização excessiva nos currículos em detrimento de outras coisas, muitas vezes mais importantes (do meu ponto de vista). Mas sei do valor intrínseco que eles possuem, principalmente nestes novos tempos em que temos acesso fácil às informações.
    Um forte abraço e muito obrigado mais uma vez!

  16. manuel disse:

    Caro Elton
    Aleluia,aleluia. Temos emprego!E que emprego,a de professor,qualquer que seja o nível,não desfazendo. E quanto a bom professor,estou-me a lembrar de dois,de se lhes tirar o chapéu.Um deles,confessava que uma aula era um tormento,e isso porque estava sempre com receio de que o que acabara de transmitir fosse coisa do passado,que a ciência não pára. O outro,dizia ele que o professor como deve ser,é o que sai de uma aula a saber mais.
    Quanto a “papers”,Elton,sabe muito bem que há “papers” e “papers”. São eles o veículo normal do resultado da pesquisa,boa,ou má. Não há nada a fazer,é assim.
    Depois,a Extensão extende,ou deve extender, o que a boa pesquisa dá,quer ela venha de “papers”,ou não,mas implicando pesquisa a montante.
    Mas isto,agora,não importa,o que importa é a gente congratular-se com o Elton,e desejar-lhe muitas felicidades nesta nobre profissão.
    Um abraço,Elton,de parabéns.

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