Apêndice (1)

Caros, o texto abaixo é a resposta que escrevi a um comentário da nossa leitora Sibele sobre o post A Terra e seu Destino. Em seu comentário, Sibele nos enviou um trecho de texto maravilhoso chamado A Natureza e as Cidades, que confirmou meu sentimento de que… bom, vocês lerão.
Eu resolvi colocá-lo também como post porque quis que alcançasse outras pessoas (nem todos lêem os comentários). Além disso, acrescentei algo no finalzinho. Segue o dito:
“Nunca fui Polyana. Aliás, me deram o livro quando criança e só consegui ler as primeiras páginas. Achei chato e bobo. Mas sou otimista porque sei a Natureza da Vida. E sei de sabido, não de ensinado. Sinto (e sei) que há algo de muito bom emergindo por aí. Este algo não tem nome nem forma, mas é profundamente são e é este algo que vai dar mais plenitude à Vida. Primeiro, cada um desperta do seu próprio jeito, depois espalha por aí com seus próprios gestos o que aprendeu e, com isso, se desperta o mundo… aos poucos… de um sono profundo de tempos imemoriais. Esse despertar é inevitável. Bastará ter paciência e fazer a parte que cabe a cada qual. Voltando ao “Terra e seu Destino” e ao “A Natureza e as Cidades”, faço algumas perguntas, que farão companhia à pergunta final do último: o que é transitório e o que é permanente? com o que nos preocupamos no dia a dia – será com o permanente ou será com o transitório? a terra é permanente e exibe em sua essência a mesma essência que nos anima. Assim, somos também permanentes, mas a que parte nossa damos mais valor? será a transitória? ou será a permanente?”
Obs.: Sou recente no Geófagos e talvez destoe um pouco (às vezes), mas enquanto não incomodar meus colegas, vou “indo”…

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Discussão - 7 comentários

  1. Sibele disse:

    Flávia, querida!
    Estou em falta com você! Com muito atraso, quero agradecer-lhe por sua atenção ao texto que coloquei naquele post – fiquei feliz por você considerá-lo maravilhoso!
    E mais feliz por ver que você ficou inspirada: este post está formidável!
    Um grande e terno abraço!

  2. Caro Ítalo,
    Lendo o mais recente post do Elton (Elton, peço licença para carinhosamente citá-lo aqui), percebi que ele também usou o verbo destoar (mais precisamente a palavra “destoante”). Engraçado: enquanto o Elton fala de suas preocupações políticas, eu falo de minhas preocupações filosóficas (para não dizer outra coisa que você pode imaginar Ítalo, mas que não cabe aqui dizer). E você ainda nos agradece por tocar o bonde, logo a nós que destoamos um cadiquim de vez em quando. Eu é que te agradeço por esse espaço livre e são que é o Geófagos.
    Sorte em sua empreitada de se acostumar a fazer mais de uma coisa de uma vez. Precisando de ajuda, sabe que é só entrar na sala ao lado! Um abraço.

  3. Caro Manuel, bata à minha porta quando quiser… é sempre bem-vindo na minha nova casa (o Geófagos)! Grata por esse presentinho aí de cima: uma pequena parte de meu trabalho de tese, que tanto amei fazer. Grata!
    Pois também acho que a esperança é como o ar, entra pelas narinas… A alegria também!
    Saúde, esperança e alegria para você!

  4. manuel disse:

    Muito boa noite,Doutora Flávia
    Como “prémio” pelo que me tem aturado,aí lhe deixo esse “abstract”-
    Abstract
    This work is part of a research program with the general objective of evaluating soil sustainability in areas surrounding hydroelectric reservoirs, which have been planted with riparian forest. The specific aims were: (i) to assess if and how the soil organic matter (SOM) chemical composition has changed in such areas, and (ii) to contribute to the knowledge of SOM chemistry in Brazil. To this end, we sampled litter and soil (Anionic Acrustox) in two adjacent areas: one under native vegetation and another forested with riparian species in 1992. The native vegetation was Brazilian savannah orcerrado. In this case, it was a ‘grassy cerrado’, dominated by grasses with few shrubs. Litter was collected and humic substances were extracted from soil by an alkaline solution. Both were characterised by a combination of cross-polarisation-magic angle spinning (CPMAS) solid state 13C nuclear magnetic resonance (NMR) spectroscopy and pyrolysis-gas-chromatography/mass-spectrometry (Py-GC/MS). Eight years after forestation, the addition of the forest litter had changed SOM chemical composition. The C input pattern exerted a key role on the observed alterations. In the grassy cerrado, litter addition is predominantly below-ground and the litter is richer in carbohydrate-derived compounds and poorer in lignin moieties. In the forested area, C input is largely above-ground and grass litter has been partially replaced by a relatively more recalcitrant material. As a result, topsoil under forest was chemically strongly different from that under cerrado. Factor analysis indicated that the largest differences were between topsoil under forest and deepest subsoil under cerrado, where there is influence of remaining cerrado-derived C. Both semi-quantification and factor analysis of pyrolysis data gave further insight on the extent of alterations, but more research on such a quantitative approach should be developed to detail its application in SOM studies.
    Article Outline
    1. Introduction
    2. Material and methods
    2.1. Site description
    2.2. Experimental design and material sampling
    2.3. Soil organic matter chemical fractionation
    2.4. Carbon-13 nuclear magnetic resonance spectroscopy
    2.5. Pyrolysis gas-chromatography/mass-spectrometry
    2.6. Statistical analysis
    3. Results and discussion
    3.1. Carbon and nitrogen distribution
    3.2. Carbon-13 nuclear magnetic resonance spectroscopy of litter and extracted soil organic matter
    3.3. Pyrolysis gas-chromatography/mass-spectrometry
    4. Conclusions
    Acknowledgements
    References
    18.
    Nitrogen deposition and dissolved organic
    Changes in soil organic matter composition after introduction of riparian vegetation on shores of hydroelectric reservoirs(southeast Brazil)
    Alcântara,F. A.
    Buurman,P.
    Furtini Neto,A.E.
    Lagen,B. van
    Meijer,E.L.
    Soil Biology&Biochemistry 2004 Sept v.36,9 p.1497-1508
    E pronto. Creio que não me leva a mal eu andar a bisbilhotar o que tem feito.Coisas de quem não tem nada para fazer.
    Muito boa saúde,e muito bom trabalho.

  5. manuel disse:

    Muito boa noite,Doutora Flávia
    Cá estou eu,uma vez mais. “Não a largo”. Desta vez,por causa da “opinião”. Tenho me metido com ela,a “opinião”,algumas vezes,e isso parece requerer uma explicação. E a explicação é simples,ou parece simples.
    É que a “opinião) é circunstancial,quer dizer,depende da circunstância que se vive,e viveu.
    E assim,quando “sou pobre”,ou situação equivalente,tenho uma opinião,quando “sou rico”,ou coisa parecida,tenho outra opinião,muito,muito diferente da primeira.
    Eu nem me chego a entender,e,por vezes,fico muito zangado comigo mesmo. Sou,afinal,um catavento.
    E pronto,Doutora,creio que me fiz entender,ainda que eu não me entenda. Mas paciência,tenhamos esperança,que ,essa,não se pode perder,dê lá por onde der. A esperança é como o oxigénio,sem ela,é o fim.
    As minhas saudações,e desculpe por tanto lhe bater à porta.

  6. Cara Flávia,
    Tocante texto, gostei muito. Olhe, não tenha escrúpulos, não corre o risco de incomodar, mesmo que ocasionalmente tenha e expresse opiniões contrastantes com as dos demais Geófagos. Felizmente, aqui somos um grupo saudavelmente heterogêneo em termos de gênero, crenças, profissões, ideologias. Gosto de pensar no Geófagos como um embrião de “think tank” e nestes não há espaço para unanimidades. Obrigado por ir tocando o Geófagos, juntamente com o Elton, neste período transitório em que me acostumo a fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo.

  7. manuel disse:

    Doutora Flávia
    É recente no Geófagos,mas ,quanto a mim,já contraiu a “doença” da opinião. Desculpe o tom,mas,sem “brincar” um bocadinho,suporta-se menos isto,esta vida,de hoje,dos ontens,dos amanhãs,se os houver.A propósito,lembro-lhe o “água mole…”. Muito dura a Humanidade é. Por minha culpa não é,isso deve ser dos outros,que são uns maus,não como eu que sou muito bonzinho. E quantos querem lá saber isso do “mole…”? E por culpa de quem? Sabe-se lá quegenes eles trazem,coitados,que os põem assim,sem querer saber dessas coisas,da esperança de um mundo melhor,em que todos se abraçem como irmãos que deveriam ser.
    Olhe,Doutora Flávia,fica-lhe muito bem essa esperança,que é,afinal,a minha,de muitos. De resto,a coisa ainda ficaria pior se utopias não houvesse,e aderentes. Então,é que seria o fim,se… E ia a pôr um pé no sobrenatural… Ponho,não ponho. Ponho mesmo. Olhe isto só lá vai com uma RECRIAÇÃO. Quem a fará? A sua esperança o dirá. A minha é capaz de ser igual à sua.
    E pronto,não perca essa esperança que lhe fica muito bem,e que lhe dá força para esperar. Pode ser que seja por aí,pela esperança,que o ´”água mole…”se realize. Quem sabe?
    Desculpe,Doutora Flávia,mas a idade não perdoa,não tenho culpa. Muito boa saúde,e muito bom trabalho.

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