“Contra os Agro-intelectuais”

Acabo de ler um texto excelente sobre as bobagens modernas ditas acerca da agricultura, principalmente por aqueles que dela nada entendem. O texto, escrito pelo agricultor americano Blake Hurst e publicado no The American, pode ser lido aqui. Alguém que tenha acompanhado alguns posts meus verão a afinidade. Traduzo um trecho:
“Cultivos transgênicos na verdade fizeram diminuir o uso de agroquímicos e aumentar a segurança dos alimentos. Serão as pessoas que se recusam a usá-los moralmente superiores a mim? Os herbicidas diminuíram a necessidade de se cultivar mecanicamente o solo, fazendo com que a erosão dos solos decrescesse em milhões de toneladas. O maior dano que causei ao ambiente como agricultor foi o solo (e os nutrientes) que costumava mandar pelo Rio Missouri abaixo até o Golfo do México antes de adotar o plantio direto, tornado possível apenas pelo uso de herbicidas. A combinação de herbicidas e sementes geneticamente modificadas tem tornado minha agricultura mais sustentável, não menos, e realmente reduz a poluição que lanço ao rio.”
Um bom texto para se meditar e elevar o nível da discussão. Já prevejo o desagrado dos fundamentalistas ambientais, revoltados porque o dogma da boa agricultura orgânica esteja sendo hereticamente questionado.

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Discussão - 4 comentários

  1. manuel disse:

    Caro Ítalo
    Mais uma vez,desta, para deixar o endereço da notícia completa sobre o relato do Professor Huffman,na Science Daily.
    http://www.sciencedaily.com/releases/2009/06/090624152938.htm
    Muito boa saúde

  2. Hugo disse:

    É verdade, nem todos são agricultores para saber todos os efeitos dos transgênicos. Assim como, nem todos são geneticista, nutricionistas, biólogos, ecólogos e outros para saber todos os efeitos dos transgênicos.
    Ninguém diz que os transgênicos não aumentam a produção ou reduzem o uso de agrotóxicos. Mas, agricultura não é só produção é um alimento que será consumido, portanto, é vital saber precisamente os efeitos disso naqueles que o consomem.
    Na minha opinião é só dizer a verdade para as pessoas identificar os produtos transgênicos dos não assim como se separam as especies das frutas. Tenho certeza que se um desses transgênicos, baixar o colesterol vai vender muito.
    É muito fácil olhar um único fator sobre o assunto, como fazem os dois lados. Você devem pensar no bem de quem vai sofrer, se vocês errarem. Vocês são os dois lados.

  3. manuel disse:

    Caro Ítalo
    Finalmente,parece que o temos de regresso. Antes de mais,
    quero lembrar-lhe uma coisa muito simples,e que é quando se
    gosta de uma coisa,arranja-se sempre um tempinho para cuidar dela.
    Quanto aos transgénicos que tanta polémica têm gerado,é como tudo,Ítalo,há quem defenda,há quem ataque. Eles lá sabem,ou não. O que é certo é que os trangénicos não são
    “almas dum mundo mau”.Há os que os genetistas têm “criado”,e há os muitos outros que naturalmente se têm engendrado ao longo da “aventura” da criação.
    E a propósito aí lhe deixo uma parte do relato,incluindo considerações sobre ele, que o Professor Wally Huffman da Universidade do Estado de Iowa apresentou numa reunião em Paris da OECD,em Junho deste ano,creio eu.
    “In the case of corn, since 1955 the average rate of increase in Iowa crop yield has been two bushels, per acre, per year,” said Huffman. “That’s an amazing accomplishment starting from about 65 bushels, per acre, per year in 1955, up to about 165 bushels, per acre, per year now.”
    Huffman thinks the future will be even better.
    “From 2010 to 2019, corn yields are going to increase quite substantially, maybe at four to six bushels, per acre, per year,” he said.
    Much of the increase will be due to genetic improvements in hybrid corn varieties associated with new, multiple stacking of genes for insect protection and herbicide tolerance that will permit a major increase in plant populations.
    These improvements are the result of corn that has been genetically modified (GM) to have certain desirable traits.
    Also, better equipment, improved farm management, and reduced- and no-till farming will contribute to rising corn yields in the Midwest.
    Other commodities have also improved yield and will likely see continuing increases, according to Huffman.
    E pronto,Ítalo,feliz por o ver regressar,um abraço,e os desejos de que tudo lhe esteja a correr como sonhou.

  4. João Carlos disse:

    O Sr Blake Hurst não está sendo totalmente honesto ao afirmar que o único dano que causou ao ambiente foi “o solo (e os nutrientes)”… Quando ele fala que reduziu “a poluição que lanço ao rio”, deve estar falando de quantidade de poluentes. Aí, eu concordo com ele… Mas não é só uma questão de quantidade: existem outros “efeitos colaterais” ainda não devidamente avaliados.
    O grande problema é querer enxergar tudo em preto ou branco. Os geneticamente modificados não são os vilões que os organo-xiitas dizem, nem são a panacéia para a agricultura.

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