Lauren… Lana Watchowski ganha prêmio por promover transparência de transgenerismo

Para quem não sabe, um dos irmãos Watchowski, criadores da trilogia Matrix, é uma mulher. Bem, pelo menos é uma agora. Lana Watchowski (previamente conhecida como Laurence Watchowski) começou sua transição durante o começo dos anos 2000, apesar dos irmãos serem particularmente esquivos sobre esse assunto ou qualquer outro, diga-se de passagem. Aparentemente a transição final (e a cirurgia que acompanha esse momento, presumidamente) se deu durante, ou logo após as filmagens de Speed Racer. Agora, por seus esforços por promover a transparencia e aceitação do transgenerismo, Lana ganhou o Prêmio de Transparência da Campanha de Direitos Humanos.

Em seu discurso de aceitação, Lana quebra o longo silencio e fala sobre momentos difíceis da sua infancia, da sua vida e da sua transição, inclusive sobre o momento que contemplou suicídio. É um discurso encantadoramente honesto, engraçado e emocionante. A mulher é uma artista.

Veja ele na integra abaixo. Tem 31 minutos, mas garanto que não irão se arrepender.

Eu, como grande alienado que sou, nunca soube desse processo, mas consigo ver como essa transição deve ter emoldurado diversos aspectos dos filmes que os irmãos produziram. Lembro pontualmente de uma cena do V de Vingança que me marcou profundamente, que é a historia de Valerie, uma das prisioneiras do campo de concentração (desculpem pelo video cortado, foi tudo que achei).

“Eu apenas disse a verdade. Isso foi egoísmo? Nossa integridade vale tão pouco, e é tudo que nós realmente temos. É a ultimo centimetro de nós. E nesse centimetro, nós somos livres.”

So true, Lana, so true
. Acho que tenho uma nova heroína.

Obrigado por todos os peixes

A tempos havia prometido a mim mesmo fazer um post quando o blog atingisse a marca das 20 mil visitas, agradecendo a presença de todos que tem acompanhado minhas pequenas digressões.

Porém, como tudo nessa vida, acabei procrastinando. Agora o blog tem quase 30 mil visitas (28529 no momento da redação, para ser exato) e gostaria de agradecer a todos pelo incentivo e ajuda.

Um abraço especial vai para:

– o Pirula, por ter levado algumas das discussões que coloquei aqui para o seu vlog;

– uma pessoa inominada do Science Blogs que ajudou a divulgar meus posts;
Sibele Fausto e Átila do Rainha Vermelha, pela ajuda com o twitter; 
– Roberto Takata do Gene Reporter e D-Dimensões, por serem presenças constantes por aqui;
– e, obviamente, para todos os leitores, assinantes, seguidores e comentadores, que tornam essa atividade bastante recompensadora.
É interessante notar que a grande maioria dos comentários que recebi foram bastante polidos (mesmo os contrários), e não consigo me lembrar de comentarios deliberadamente ofensivos (com exceção de um, que foi apagado pelo próprio autor). Isso é ótimo, pois até agora não tive que implementar uma política de comentários por aqui, algo que irei postergar o máximo possível. Minha ideia é manter um canal aberto para troca de ideias, e adoraria que todos contribuíssem para que continuasse assim. 
O mesmo vale para o meu e-mail. Lá eu já bloqueei diversos spammers e continuarem a faze-lo. Minha caixa de entrada não é penico. Quanto ao facebook, eu não bloqueio muita gente (2, até a última vez que contei), mas eu não adiciono pessoas que não conheça pessoalmente. Claro, há exceções e há deslises mas, via de regra tento manter meu perfil o mais limpo e controlado o possível.
Mas como Fábio é meu nome, e estatística é meu jogo (clique aqui, se você não entende a referência), vamos a alguns fun-facts sobre o Haeckeliano.
  • Os 5 países que mais geram trafico para o blog são (em ordem decrescente): Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Portugal e Russia. É… eu sei… wtf?
  • O navegador mais utilizado para acessar o blog é o Chrome, com 53% dos acessos, e menos de 6% do trafico é originário de celulares e dispositivos móveis.
  • O sistema operacional mais usado é o windows, com 80% dos acessos, enquanto o mac é usado em apenas 9% dos acessos. Sério? Vamos lá mac-hipsters, onde está o sentimento de classe?
  • Os sites que mais geram acesso são o Facebook, Youtube e Google, nessa ordem.
  • Das palavras chaves usadas no Google para chegar ao site, a principal é “haeckeliano”. Devo acreditar que não são hits acidentais…
  • A média de acessos tem sido de pouco mais de 100 por dia. Da última vez que chequei, eram aproximadamente 50.

Objetivos e prognósticos:

  • Aumentar minha presença no twitter, onde posso falar mais besteiras com uma frequência maior. Não se inscreveu ainda? Clica aqui.
  • Postar sobre o que eu faço (ou com material próprio).
  • Irritar alguém.
  • Cortar o cabelo.

Graffiti+Ciência

Essas são algumas fotos de um graffiti que está ao lado do Museo Argentino de Ciencias Naturales aqui de Buenos Aires, no Parque Centenário. A temática é “ciência”, mas tem algo na mistura de estilos e cores que me grita “pop-hipster-latino”. Não preciso dizer que acho fenomenal.

Existem também algumas frases de pessoas presumidamente famosas que acompanham algumas partes do painel. Digo presumidamente porque sou inculto demais para saber e preguiçosos demais para procurar.

(clique nas imagens para ver em formato de slide-show)



“As conquistas cientificas só servem se estão ao serviço do povo” -Ramón Garrillo
Nota mental: não esquecer de perguntar para o sr. Garrillo qual é a utilidade para o povo de análises de evolução morfológica de Caniformes.

“Não somos donos da terra. Somos parte dela”
“A ciência não tem pátria, mas o homem da ciência têm” -S. Houssay

Com nota especial para:

Essa para mim é fantástica. Não apenas mistura lhamas (ou guanacos? Vai saber…), um átomo e um senhor extremamente bem vestido em posição emblemática. Na minha opinião só faltou uma coisa: gravatas-borboletas. Para o cara, para a lhama, para o átomo. Gravatas borboletas nunca são demais.

Duvidam? Cliquem aqui.

I rest my case.

Estado Laico? Não nesse país!

Faz um certo tempo que não tenho tempo de bloggar, e por isso peço desculpas para os eventuais leitores. O fato é que comecei minhas viagens de coletas de dados, o que tem sugado a maior parte das horas dos meus dias e dos dias da minha semana, isso sem contar que fico sem acesso a um computador a maior parte do tempo durante os fins de semana. No presente momento estou visitando o Museo Argentino de Ciencias Naturales, em Buenos Aires e devo permanecer mais algum tempo por aqui. Apesar de trabalhar todos os dias em Buenos Aires, estou em uma pequena cidade chamada San Miguel e pego o trem todos os dias para o museu. É bastante cansativo, o que limita ainda mais meu tempo e animo.

Entretanto, não pude deixar de notar a-não-tão recente controvérsia a respeito da remoção da frase “Deus seja Louvado” das cédulas de Real. Digo que não é uma controvérsia recente pois, se bem me recordo, tal questão começou quando o procurador do Ministério Público Pedro de Oliveira requisitou que o Banco Central removesse a frase das cédulas de Real. Em resposta a isso, o Banco Central argumentou que o pedido sofria de “vício de origem”, o que é o jeito jurisdiquez de dizer que a você apresentou o papel no guichê errado. Logo em seguida, a LiHS lançou um abaixo assinado que pedia ao orgão correto (o Conselho Monetário Nacional) que a remoção fosse feita. Paralelamente, o Ministério Publico afirmou que iria pressionar o assunto. O quanto tais eventos estão interconectados, eu não sei dizer.

Eu não acredito que tenha muito a contribuir com a discussão. Minha posição é simples: se almejamos um estado laico e igualitário de fato, a remoção é um passo simples. Não engulo argumentos sobre como a frase é um reflexo de nossa história cristã pelo simples fato de que a a frase nem 30 anos tem. Se é reflexo de alguma coisa, é reflexo da nossa democracia engatinhante da década de 80, e tão passível de revisão quanto qualquer lei e decreto feita dentro desse próprio contexto.

Mas o que gostaria de compartilhar é algo que encontrei nas minhas andança por aqui. A foto abaixo é de uma pequena capela que está no meio de uma pista de esportes muito movimentada aqui da vizinhança. A imagem no começo do post é de um Santo que está em seu interior (presumidamente San Miguel).

Capela

Até ai, nada de muito impressionante, exceto pelo que encontrei do outro lado da construção:

“Capela construida e mantida pelo município de San Miguel”
E, caso vocês estejam se perguntando, não há uma sequer menção a Deus nos Pesos Argentinos.
Não sei ao certo o ponto disso tudo, mas achei irônico que um país que tenha passado por um processo de laicização, como a Argentina, o dinheiro público ainda seja usado para construções religiosas. Irônico, mas não inesperado.

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