Em uma palavra [212]

rípio (rí.pio)
s.m. 1.
pedrinha que se entrepõe nos vãos formados pelas pedras grandes de uma parede; cascalho, seixo, brita: “da imensa muralha restaram os rípios.” 2. Lit. palavra desnecessária que se encaixa num verso para completar-lhe o metro; emenda: “da imensa muralha restaram os rípios”. [do esp. ripio]

Pequenas Pinturas Livrescas

Fore.edge

Livros antigos podem esconder verdadeiras obras de arte em suas páginas. Pode-se folheá-los à vontade e não encontrar nenhuma ilustração. Mas ao fechar o volume e dobrar levemente o corte frontal (ou goteira), podem ser descobertas ilustrações surpreendentes. Continue lendo…

Em uma palavra [211]

alfageme (al.fa.ge.me)
s.m. 1.
fabricante de espadas, facas, facões, tesouras ou lâminas; armeiro, cuteleiro: “Toledo é célebre pelos seus alfagemes”. 2. profissional que faz uso desses instrumentos; barbeiro, espadachim: “O alfageme acabou morto por suas próprias facas”. alfagemia, s.f. fábrica de lâminas, cutelaria ou mesmo barbearia: “família mantém alfagemia há cinco séculos”. [do árabe al-hajjin = barbeiro]

Patentes Patéticas (nº. 153)

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“Uma pirueta, duas piruetas… Bravo, bravo!”, dizia a música circense dos Trapalhões. Acrobatas humanos fazendo “superpiruetas, ultrapiruetas” é relativamente fácil. Difícil mesmo é um animal de circo voando em “arquicambalhotas, hipercambalhotas”. Edward Wulff achava que isso não só seria possível como desejável. Bastaria apenas um aparato para Lançamento de animais para saltos mortais: Continue lendo…

“Grandes promessas são a alma de um anúncio”

Que anúncios publicitários nem sempre sejam bem vistos pelos intelectuais mais refinados, não é novidade. Em meados do século XVIII, Dr. Johnson, o célebre escritor e lexicógrafo inglês, talvez tenha sido o primeiro estudioso a debruçar-se sobre o assunto e questionar os poderes da publicidade num pequeno ensaio. Esse ensaio foi publicado num número de 1759 do Idler [Ocioso] e reproduzido por Sampson em sua History of Advertising (1874). A seguir, traduzimos os trechos mais interessantes e pertinentes ao nosso século [e não resistimos a inserir uns complementos e pitacos entre os colchetes]:

O que quer que seja comum é desprezado. Anúncios são tão numerosos hoje em dia que são frequentemente vistos com negligência. Portanto, é necessário ganhar a atenção pela magnificência das promessas e pela eloquência, ora sublime, ora patética. Promessas, grandes promessas, são a alma de um anúncio. […] Há alguns, porém, que conhecem a predisposição humana a favor de uma sinceridade honesta. Um vendedor de fluidos embelezadores vende uma loção que repele rugas, limpa sardas, alisa a pele e revigora a carne; e mesmo assim, com verdadeiro horror à ostentação, confessa que ela [a loção] não vai restaurar o frescor dos quinze [anos] numa senhora de cinquenta. […] Tem sido afirmado pelos mais severos juízes que o arrependimento salutar de cenas trágicas é facilmente apagado pela felicidade do epílogo. As mesmas inconveniências surgem da disposição imprópria de anúncios. O mais nobre dos objetos pode ser associado de modo tal a se tornar ridículo. Os próprios camelos e dromedários podem perder muito de sua dignidade entre a “verdadeira flor de mostarda” e “o original Daffy’s Elixir.” [e mais ainda em maços de cigarro!]. Não pude deixar de sentir alguma indignação quando encontrei um ilustre guerreiro indígena [norte-americano] imediatamente sucedido de um “pedaço fresco de manteiga Dublin”. O negócio da publicidade está agora tão próximo da perfeição que não fácil propor qualquer aperfeiçoamento. Mas toda arte deve ser exercida com a devida subordinação ao bem público. Assim, não posso deixar de propor uma questão aos senhores do ouvido público: será que às vezes eles não brincam demais com nossas paixões? Como quando a casa lotérica nos convida a comprar bilhetes por um relato dos prêmios que vendeu no ano passado. E será que os controversistas publicitários não se indulgem demais à linguagem áspera sem qualquer provocação que a cause? Como na disputa sobre amoladores para lâminas, agora felizmente pacificada, e na altercação que presentemente subsiste no que concerne ao Eau de Luce. Num anúncio permite-se que cada um fale bem de si mesmo, mas não sei porque supomos que ele possa assumir o privilégio de censurar seu próximo. Ele pode proclamar sua própria virtude ou habilidade, mas não deve excluir os outros da mesma pretensão. Cada homem que anuncia sua própria excelência deveria escrever com alguma consciência de um personagem que ousa chamar a atenção do público. Ele devia se lembrar que seu nome estará no mesmo papel daquele do Rei da Prússia e Imperador da Alemanha, e fazer-se por merecer tal associação. Similarmente, alguma consideração deve ser dada à posteridade. Há homens de diligência e curiosidade [talvez como eu e você, caro leitor], que entesouram os jornais do dia [i.e, daquela época ou mesmo da nossa em alguns casos] meramente porque os outros os negligenciam e, com o tempo eles [os jornais] serão escassos. Quando estas coleções forem lidas em outro século [como o XXI ou o XXXV], como tamanhas contradições serão reconciliadas? Como a fama será possivelmente distribuida entre os alfaiates e modistas da presente época?

Referência

SAMPSON, Henry. A History of Advertising from the Earliest Times, Illlustrated by Anecdotes, Curious Specimens and Biographical Notes [Uma História dos Anúncios desde os Tempos mais Antigos, Ilustrada por Anedotas, Espécimes Curiosos e Notas Biográficas]. Londres: Chatto & Windus, 1874.

Os navios anfíbios de Elblag

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Passeio de barco ou de trem? Em qualquer lugar do mundo, é uma escolha mutuamente excludente. Mas não é assim no Elblag Canal, situado no norte da Polônia. Com pouco mais de 80km de extensão, o Canal de Elblag liga o Lago Druzno (ao norte) ao Lago Jeziorak, passando pelas cidades de Ilawa, Ostróda e Elblag. Apesar da extensão, o canal é descontínuo. Continue lendo…

1000 likes e Patentes Patéticas

capa patentes patéticas

Em comemoração aos 1.000 “likes” da nossa página no Facebook, vamos sortear 5 exemplares do livro Patentes Patéticas. O sorteio será realizado (via sorteie.me) no dia 18/01/2015, às 18h. O resultado será divulgado em até uma hora. As demais condições de participação estão descritas no regulamento a seguir.

Para concorrer aos 5 (cinco) exemplares do livro Patentes Patéticas, você deverá concordar com os seguintes termos e condições: Continue lendo…

Em uma palavra [210]

gloríola (glo.rí.ola)
s.f. 1.
pequena glória, sem muito valor. 2. vaidade ou exaltação injustificada. 3. êxito ou sucesso modesto. [do lat. gloriola = pequena glória]

Patentes Patéticas (nº. 152)

US06983493-20060110-D00001

Quem nunca teve uma ideia genial em pleno banheiro? Não só debaixo do chuveiro mas também em cima da privada, em pleno uso do aparelho excretor. É bom lembrar ao Sr. Fidelix que aparelho excretor pode não reproduzir mas produz. Produz ideias excretáveis brilhantes como a Retractable Table Top for a Toilet [Mesinha Retrátil para uma Privada]: Continue lendo…

Oito novos planetas na zona habitável

[Imagem: NASA]

[Imagem: NASA]

O ano mal começou e já traz oito novos planetas na zona habitável. Não na nossa zona habitável (o que seria inimaginavelmente extraordinário). E não apenas em uma única zona habitável (o que seria uma vizinhança bem cheia). Ainda assim, são pequenos planetas que orbitam suas estrelas a uma distância que permitiria a existência de água líquida. “A maioria desses planetas tem uma boa chance de ser rochoso”, explica Guillermo Torres, líder da equipe de astrônomos do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics (CfA). Torres anunciou a descoberta em conferência realizada ontem (06/01) na Sociedade Astronômica Americana. Continue lendo…

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