Dois reis, uma princesa anã e um gigante

Era uma vez,
num lugar muito,
muito distante,
num reino com dois reis,
vivia uma princesa anã e um gigante…

Parece o começo de um conto de fadas moderninho, mas é uma boa descrição de um sistema solar bem peculiar. Segundo os astrônomos o sistema HD 87646 tem um planeta e dois sóis e meio. Os dois astros-reis, HD 87646A e HD 87646B são separadas por uma distância de 22 unidades astronômicas e encontram-se a cerca de 240 anos-luz de nós. A surpresa é que em torno de um deles, vive uma princesa anã-marrom e um planeta-gigante. Continue lendo…

Em uma palavra [294]

protofonia (pro.to.fo.ni.a)
s.f. 1. Mús.
introdução orquestral de ópera lírica; sinfonia de abertura. 2. por ext. qualquer música de abertura. [do grego proto = primeiro, primitivo + phoné = som, melodia]

Chuva de ferro que cai sem parar

Restos da supernova SN 1006 expandindo-se pelo espaço afora. Há dois milhões de anos, o sistema solar passou por uma bolha parecida. [imagem: APOD/NASA]

É aquela velha história, repetida vez após vez em todos os recantos da galáxia: quando uma estrela com mais de 10 massas solares esgota seu combustível, ela explode num clarão visível a anos-luz de distância. Os escombros químicos da supernova espalham-se por uma área imensa e, a longo prazo, podem dar origem a uma nova geração de estrelas e planetas. Vez por outra, porém, essa nuvem de poeira estelar pode ser atravessada por um sistema solar como o nosso e deixar rastros entre seus habitantes mais modestos: as bactérias. Continue lendo…

Em uma palavra [293]

jaribara (ja.ri.ba.ra)
s.f.
galhos de árvores abatidas, que ficam presos às ramagens vizinhas, onde acabam cobertos por trepadeiras e outras plantas epífitas. [de prov. orig. tupi]

Nanomotores salgados

Parece uma imagem ruim de uma árvore vista de baixo, mas é a emissão de micropropulsor iônico vista ao microscópio. [imagem: Kurt Terhune/Michigan Tech]

A miniaturização tecnológica operou maravilhas na Terra nas últimas décadas — e graças à crescente diminuição de componentes eletrônicos que você pode levar no bolso um smartphone equivalente a uma máquina fotográfica, máquina de escrever, computador, jukebox e telefone. Agora que alcançamos os limites da miniaturização na Terra, o desafio é mandar essa tecnologia para o espaço. Continue lendo…

Tumores pré-históricos

Este tumor ósseo tem milhões de anos – e teria sido uma pedra no sapato de seu portador, se houvesse sapatos em um passado tão remoto. [imagem: Patrick Randolph-Quinney]

Para muita gente, o câncer é uma doença moderna, resultado de nossos maus hábitos, da poluição ambiental ou da crescente longevidade humana. Como se fosse um castigo pelo nosso atual estilo de vida. E, no entanto, a história dessa doença é bem antiga. Gregos e romanos já haviam descrito a existência de tumores na antiguidade, comparando a dor de seu crescimento às pinçadas de um caranguejo — câncer é caranguejo em latim. Agora, pesquisadores britânicos e sul-africanos descobriram evidências antiquíssimas: tumores em fósseis de hominídeos. Continue lendo…

Em uma palavra [292]

naraz (na.raz)
s.m.
gesto cômico ou de escárnio, feito com a mão espalmada diante da face, com o polegar apoiado na ponta do nariz.

A estrela (mais) solitária

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Pode acreditar, mas tem uma estrela chamada CXOGBS J173643.8-282122 dentro desse minúsculo círculo azul. [Imagem: Brett et. al. (2016)]

Sempre tem aquela fase da adolescência em que o menino ou menina se isola socialmente, passando o máximo de tempo possível trancado no quarto, longe dos amigos e familiares e fazendo coisas estranhas como ouvir música deprê, criar uma franja ou começar a torcer pelo Botafogo. Embora seja incomum, algumas estrelas podem se comportar de forma parecida em sua juventude. E parece que agora nós encontramos a mais solitária das estrelas da galáxia. Continue lendo…

Em uma palavra [291]

oligoglotismo (o.li.go.glo.tis.mo)
s.m.
conhecimento limitado de línguas, inclusive da própria língua-mãe. oligoglota, adj. falante de pouca ou nenhuma língua; o oposto de poliglota. [do grego oligo = pouco + glosse = língua, idioma]

Como Pascal pesou a atmosfera

O Tratado de Pascal sobre o peso de toda massa de ar forma a base da moderna ciência da Pneumática. De modo a provar que a massa de ar pressiona, por seu peso, todos os corpos que cerca e também que [ela] é elástica e compressível, Pascal carregou um balão, meio cheio de ar, até o topo do Puy de Dome, montanha de cerca de 500 toesas [≈ 970m] acima de Clermont, Auvergne. O balão inflou-se gradualmente conforme ascendia e, quando alcançou o cume, estava bastante cheio, como se ar fresco tivesse sido soprado para dentro dele. Ou, o que é a mesma coisa, ele inchou na proporção em que diminuía a altura da coluna de ar que o pressionava. Voltando para baixo, tornou-se cada vez mais flácido e, na planície, retomou seu estado original. Nos nove capítulos de que consiste o tratado, Pascal demonstra que todos os fenômenos até então atribuídos ao horror ao vácuo devem-se ao peso da massa de ar. Após explicar a pressão da atmosfera variável em diferentes lugares, e em seus diferentes estados, e o bombeamento da água, ele calcula que a totalidade da massa de ar ao redor do nosso globo pesa 8.983.889.440.000.000.000 libras francesas. — SWAYNE, William W. Anedoctes of Invention and Discovery: curious facts and characteristics sketches [Anedotas de Invenção e Descoberta: fatos curiosos e cenas características]. Brooklyn, Nova York; Edinburgh: Murray and Gibb, 1859.

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