>Pauta Quente

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Os papéis que contêm os originais dos artigos de Marie Curie, descobridora do Rádio (Ra), do Polônio  (Po) e da radioatividade, ainda são tão radioativos que são guardados em caixas de chumbo.

Os pesquisadores que quiserem consultá-los podem fazê-lo — por sua conta e risco.

>Próximas Atrações

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O século 21 será bastante agitado e de grande importância histórica se os autores de ficcção científica se mostrarem corretos. Eis algumas previsões:
2015 – Marty McFly e Doc Brown chegam de uma viagem no tempo após terem partido de 1985. (De Volta para o Futuro II).
2022 – Nova York torna-se hiperpovoada, com 40 milhões de habitantes (Soylent Green)
2035 – A Humanidade vive em grandes cidades subterrâneas (Shape of Things to Come, de H. G. Wells)

2050 – A Novilíngua substituiu totalmente a Anticlíngua (1984, de George Orwell)
2052 – Nova York lança ao espaço uma bola gigante de lixo e sucata. Especialistas alertam que a bola pode retornar à Terra algum dia, mas suas previsões são consideradas “depressivas” e são ignorados. (Futurama)
2053 – Começa a III Guerra Mundial (Star Trek)
2062 – Os Flintstones aparecem após um defeito na máquina do tempo construída por Elroy Jetson. (Os Jetsons encontram os Flintstones)
2063 – Primeiro contato com os Vulcans (Star Trek)
2084 – A dança é proibida; Flash, Strobe, Laser e Pyro escapam para a base alfa da Lua para dançar em paz. (dancemania)
Ah, e no fim deste século, o Super-Homem vai deixar a Terra. É melhor correr se quiser garantir um autógrafo.

>É Agora ou Nunca

>No início de dezembro, líderes de todo o mundo se encontram em Copenhague para buscar ações conjuntas e evitar o pior das mudanças climáticas. Mas o choque de interesses pode ser fatal para o encontro.

Copenhague, 7 de dezembro de 2009. Local e data marcados para o encontro que vai decidir os rumos e o destino de toda a humanidade. Entretanto, a COP-15 (15ª. Conferência entre as Partes sobre Mudanças Climáticas promovida pela ONU) pode sucumbir aos interesses econômicos e às divergências políticas.
Dentre os participantes há países pequenos e altamente vulneráveis, como as Ilhas Maldivas. Junto com Tonga e outras nações insulares, as Maldivas seriam as primeiras a desaparecer com a elevação do nível do mar causada pelo degelo das calotas polares. Por isso mesmo, esses países insulares estão desesperados e buscam convencer os demais. Para esses pequenos países cercados – e agora ameaçados – de água por todos os lados, a urgência das ações deve superar fatores políticos e econômicos. Os países árabes, que já sofrem com sua limitada oferta de água potável, também querem menos discursos e mais ações diretas e efetivas a partir de Copenhague.
Dentro desses países, porém, há um conflito de interesses muito claro: os que têm maior peso na política internacional, como a Arábia Saudita, a Líbia, a Argélia e o Irã são também produtores de petróleo que podem ter suas economias prejudicadas com metas de corte de CO2 mais duras. Também estão preocupados com suas economias os chamados emergentes, principalmente a China e a Índia.
Os chineses são conservadores e defendem a manutenção das metas estabelecidas em 1997 no Protocolo de Kyoto. Os indianos são mais radicais e alegam que os países desenvolvidos – que poluíram por mais tempo – devem ter metas mais rígidas e arcar com os maiores custos. Embora sejam grandes poluidores, China e Índia têm a seu favor o baixo índice de emissão per capita graças a dois fatores: populações que já superaram a barreira do bilhão de indivíduos e uma péssima distribuição de riqueza que permite que veículos tracionados por força animal ou mesmo humana convivam com enormes usinas elétricas movidas a carvão.

Yes? We? Can?

Outro grande poluidor, os Estados Unidos, pode melar a COP-15 com sua política interna. Mesmo com a sensibilidade de Obama em relação aos assuntos ambientais, o plano de metas para a redução das emissões americanas está emperrado no Senado. Há quem defenda a extensão das negociações na capital dinamarquesa em três ou até seis meses.
Outro motivo de preocupação para os líderes da COP-15 é que organizações não-governamentais de todo o mundo também vão a Copenhague, mas participam apenas como observadores. Suas propostas poderão ser apresentadas por escrito, mas não serão obrigatoriamente acatadas ou mesmo debatidas. A situação delicada da COP-15 alarmou as ONGs e os países mais frágeis, pois é sério o risco de esvaziamento da Convenção de Copenhague, mesmo com a presença de gente do naipe de Obama e Lula.
O presidente brasileiro, aliás, está fazendo um grande esforço internacional para salvar Copenhague. Ao lado de França, Inglaterra e países africanos, o Brasil defende que as metas voluntárias tenham força de lei. Apesar do descompasso entre o Ministério do Meio Ambiente de Carlos Minc e a Casa Civil da presidenciável Dilma Rousseff, o país conseguiu definir uma das maiores metas até agora: até 39% de redução de emissões até 2020. Um exemplo.

Tic, tac, tic…

Segundo estudos científicos divulgados no último IPCC (Painel Governamental de Mudanças Climáticas) em 2007, o máximo valor de CO2 na atmosfera para manter o clima sob algum controle é de 350ppm (partes por milhão). Entretanto, os dados colhidos indicam uma concentração que não só já passou do aceitável como continua subindo: 387ppm e crescendo a um ritmo de 2ppm por ano. Para reverter esse quadro, seria preciso diminuir, até 2020, as emissões de 25 a 40% do que eram em 1990.
Para pressionar a adoção de metas, ONGs, blogueiros e cidadãos do mundo inteiro uniram-se no movimento Tic, tic, tic, tic – hora de justiça climática. Como o próprio nome já indica, as ONGs acreditam que o tempo para agir está se esgotando – afinal, 2020 é logo ali – e desejam que haja uma divisão justa de responsabilidades, embora isso não deva ser desculpa para prolongar ou adiar a adoção de metas.
Ao contrário do que muita gente pensa, Copenhague não vai substituir Kyoto. Mas o protocolo firmado na cidade japonesa já está quase na data de validade. O acordo tomava 2012 como data-limite para a redução de emissões de gases estufa aos níveis de 1990. Grandes poluidores como China e Rússia levaram anos para ratificar o Protocolo de Kyoto. Os norte-americanos, sob o governo Bush, nem isso fizeram. Embora a 5ª. Conferência entre as Partes de Kyoto ocorra em paralelo à COP-15 em Copenhague, não há muito mais o que fazer em relação às metas protocolares por falta de tempo hábil para as mudanças.
A expectativa do mundo inteiro é que o mesmo não se repita com Copenhague. É agora ou nunca.

Para saber mais

  • COP-15.dk- site oficial do evento tem versões em 7 línguas, mas deixou o português de fora.
  • tictictictic.org – infos sobre o movimento, que já conta com a adesão de centenas de ONGs e mais de 9 milhões de pessoas do mundo todo. Participe!

>Lula & Dilma em: "Crepúsculo"

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Depois de lançar sua cineautobiografia barata — só R$ 12 milhões —, às vésperas de um ano eleitoral, a Lulla Productions já tem seu lançamento para 2010: O Crepúsculo do Lula. Como não podia deixar de ser, é mais uma obra eleitoreira.
Dilma, que não é nada Bella, é uma candidata insegura e sem-graça, que vive com medo da oposição. Ainda assim é a escolhida pelo “cara”. Com participações especiais de Lulla, Serra, Aécio e a notável ausência de Marina Silva, O Crepúsculo do Lula é “melhor que o filme do Pelé”, segundo o renomado crítico  Rubens Ewald Filho, José Wilker, Chaves. Segue o trailer:

Mais uma peça de humor crocante do Galo Frito!

>Em uma palavra [6]

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CRUCIVERBALÓFILO
adj. alguém que gosta de jogar palavras-cruzadas. Antônimo: Cruciverbalófobo.

Com 16 letras, não aparece nem nas palavras-cruzadas mais difíceis. Pelo menos eu nunca vi.

>Dodge La Femme

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A Dodge introduziu em 1955 um sedutor pacote de opcionais para o Custom Royal Lancer: por 143 dólares a mais, era possível ter um modelo feminizado, com pintura rosa e bege e um interior pink decorado com botões de rosa.
“O primeiro carro desenhado exclusivamente para a mulher motorista” vinha também com uma capa e um chapéu de chuva que combinavam com uma sombrinha além de uma bolsinha pink com um pó compacto, um batom e um isqueiro. A brochura promocional adulava as possíveis consumidoras: “Para a satisfação de Sua Majestade… a Mulher Americana.”
Mas o carro não era assim tão sedutor. Pouco menos de 1500 La Femmes foram vendidos e o modelo desapareceu em 1957.
 
Talvez o carro tenha sido feminino demais para as mulheres do pós-guerra, que já não eram mais “amélias” que pilotavam apenas fogões.

>Fora do Tom

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Trechos de resenhas da obra de Beethoven feitas pela revista oitocentista inglesa Harmonicon:
Junho de 1823:
“As opiniões obre a sinfonia Pastoral de Beethoven estão muito divididas, mas poucos negam que ela é longa demais”
Abril de 1825:
“Nós sabemos agora que [a duração da Nona Sinfonia] é de precisamente uma hora e cinco minutos, um período assustador, que põe os músculos e pulmões dos músicos e a paciência do público sob severa prova.”
Julho de 1825:
“[A Sétima Sinfonia] é uma composição na qual o autor dá-se ao luxo de uma considerável excentricidade desagradável. Sempre que nós ouvimos sua execução, não podemos descobrir qualquer propósito nela, nem se pode traçar qualquer conexão entre suas partes. Parece, enfim, ter sido feita como um tipo de enigma — nós diríamos que é quase uma farsa.”
Junho de 1827:
“[A Oitava Sinfonia] depende completamente do seu último movimento para conseguir arrancar aplausos; o resto é excêntrico sem ser divertido e trabalhoso sem ter efeitos.”
É, parece que Beethoven foi mais um gênio incompreendido.

>Da impossibilidade de Deus

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Um atributo essencial de Deus é a sua onipresença. S. Tomás Aquino sustentava também que ele estava, de alguma forma, fora do tempo e não poderia sofrer efeitos temporais. Mas, como aponta o escritor francês Richard La Croix,
se Deus é mesmo onipresente, então ele poderia ter estado na sede das Nações Unidas tanto ontem quanto anteontem. E se Deus esteve nas Nações Unidas tanto ontem quanto anteontem, ele esteve no tempo e, portanto, possui um predicado temporal. Então, parece que Deus não pode ser um ente extemporal se ele for onipresente e, assim, as duas doutrinas cruciais da teologia de Tomás de Aquino são logicamente incompatíveis.
E como se poderia provar a onipresença divina, mesmo se fosse possível, se ele simplesmente não é visível (ou não pode ser visto por alguém vivo)? Por que o Todo-Poderoso se esconde?
Outro atributo exclusivamente divino, a onisciência, cria ainda mais problemas:

  • Se Deus sabe de todas as coisas, então ele sabe tanto o que o homem quanto o que ele vão fazer. Sendo assim, como o livre arbítrio é possível?
  • E se ele sabe que alguém vai cometer um crime e, sendo onipotente que é, não fizer nada para impedir, que raio de Deus imoral é esse?
Qualquer pessoa que pudesse impedir um crime — seja um assassinato ou um ataque terrorista — acabaria fazendo-o, fosse pela fama, pela coragem, pela compaixão, pelo amor ou, simplesmente, por dever do ofício. E Deus não tem deveres diante de cada um de nós? Ou será que nenhum sentimento ou emoção é capaz de fazê-lo agir (a não ser a ira diante da blasfêmia)? Por que ele se contenta apenas em exigir hábitos antiquados e conservadores que não impedem as injustiças do mundo?
O Todo-Poderso, afinal, não tem poder algum. A não ser os poderes de iludir e escravizar as pessoas que insistem em acreditar nele tão ingenuamente quanto um adolescente que crê no Papai-Noel.

>"O Enigma da Bolsa Roubada": Solução

>Solução para o Enigma da Bolsa Roubada:

Theo é inocente por que ele se declara assim duas vezes. Então, a afirmação (9) é mentira. Como (9) é falsa, (8) é verdadeira e (15) tem que ser falsa. Sendo (15) falsa, (14) é uma declaração verdadeira.
Portanto, senhoras e senhores, Júlia é a culpada.
Caso encerrado!

>O Enigma da Bolsa Roubada

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Uma professora de educação infantil teve sua bolsa roubada em plena sala de aula. Dentre os alunos, os suspeitos eram cinco: a Lilian, a Júlia, o David, o Theo e a Margaret. Quando foram interrogadas pelo Diretor, cada criança fez três afirmações:


Lilian:
(1) Eu não roubei a bolsa.
(2) Nunca roubei nada na vida.
(3) Foi o Theo quem fez isso.

Júlia:
(4) Eu não roubei a bolsa.
(5) Papai é muito rico e já me deu uma bolsa.
(6) Margaret sabe quem foi.

David:
(7) Eu não roubei a bolsa.
(8) Eu não conhecia a Margaret antes de me mudar para esta escola.
(9) Foi o Theo quem fez isso.

Theo:
(10) Eu não sou o culpado.
(11) Foi a Margaret quem fez isso.
(12) A Lilian mentiu quando disse que eu roubei a bolsa.

Margaret:
(13) Eu não roubei a bolsa da professora.
(14) A Júlia é a culpada.
(15) David é minha testemunha por que me conhece desde que nasci.

Mais tarde, cada criança admitiu que só falou a verdade em duas afirmações e mentiu em uma. Sendo assim, quem roubou a bolsa?

Não sejam preguiçosos! Quebrem a cabeça, usem a lógica e postem suas sugestões nos comentários.

A resposta fica pra segunda-feira.

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