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lulu 14 Uma das características mais marcantes das monarquias absolutas clássicas é um puxa-saquismo real que beira o ridículo:
Quando Luís XIV perguntava as horas, sempre lhe respondiam: “A hora que desejares, Sua Majestade.”
Quando Lulu o Rei-Sol confortou o duque de Saint-Aignan após o nobre perder um filho, Roger de Rabutin escreveu: “É apenas perto dele que um pai pode encontrar algum prazer em perder seus filhos.”
Durante uma aula de Química, Louis Jacques Thénard disse a Charles X: “Estes gases terão a honra de combinar-se diante de Sua Majestade.”
Os súbditos de James I expressaram o desejo de que ele reinasse sobre eles tanto quanto durassem o sol, a lua e as estrelas. “Eu suponho, então,” murmurou o rei, “que eles querem que meu sucessor reine à luz de velas.”
Felizmente, os reis absolutos não existem mais. Pena que não se pode dizer o mesmo do puxa-saquismo besta — que é agora oferecido indiscriminadamente a todos, de chefes de repartição e líderes tecno-religiosos a bandinhas coloridas e vampiros misóginos.
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