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Em 28 de dezembro de 1885, o padeiro Edwin Bartlett foi encontrado morto em sua cama, no distrito de Pimlico, em Londres. Seu estômago estava cheio com uma dose fatal de clorofórmio, mas, de modo intrigante, seu esôfago e sua laringe não mostravam qualquer sinal da queimadura que o clorofórmio líquido deveria ter causado.

A principal suspeita era a esposa de Bartlett, Adelaide (1855-?). Ela estava tendo um caso com um pastor do distrito, George Dyson. As investigações mostraram que d. Adelaide havia convencido o pastor Dyson a comprar pequenas doses de clorofórmio em diversas farmácias para não levantar suspeitas. Ela afirmava que Edwin (1845-1885) estava passando por um doloroso tratamento dentário e precisava de anestesia.

No tribunal, a defesa de Adelaide alegou que era impossível que ela tivesse matado o marido (que, diga-se de passagem, ela traía religiosamente) com clorofórmio líquido sem passá-lo pela garganta. O júri entendeu muito bem esse argumento e ela foi absolvida.
No entanto, ainda dentro do tribunal, o renomado patologista Sir James Paget queria uma resposta: “Agora que Mrs. Bartlett foi absolvida, ela deveria nos dizer, pelo bem da ciência, como ela fez isso.” Adelaide não respondeu. Após o julgamento tanto d. Adelaide quanto o Pastor Dyson sumiram do mapa (há quem diga que eles teriam emigrado para os Estados Unidos).

O assassinato de Edwin Bartlett continua sem solução até hoje.

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