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Em 1929, um homem bem-vestido procurou os irmãos Tony e Nick Fortunato, proprietários da New York’s Fortunato Fruit Company, uma pequena quitanda da Big Apple. O homem se apresentou como T. Remington Grenfell e disse ser vice-presidente da Grand Station Holding Corporation, a empresa que administrava a Grand  Central Station.

Falando estritamente de negócios, Grenfell disse aos irmãos quitandeiros que a Grand Station havia decidido fechar seu posto de informações. Se eles estivessem interessados, só precisariam pagar um ano de aluguel adiantado, no valor de 100.000 dólares para converter o espaço em uma quitanda situada no meio da maior estação ferroviária de NY.
Entusiasmados, Nick e Tony arranjaram os cem mil dólares e foram até a sede da G.S.H. Corp. Lá, eles foram recebidos pelo próprio presidente da companhia, Wilson A. Blodgett. Blodgett aceitou o dinheiro e firmou um contrato que cedia o ponto para fins comerciais a partir de 1º. de abril. Os irmãos Fortunato levaram esse pequeno detalhe a sério. Mas era tudo bom demais para ser verdade.
Quando eles chegaram à estação para tomar posse do ponto no dia marcado no contrato e começar a reformá-lo, descobriram que o posto de informações continuava funcionando normalmente. Irados, os Fortunato começaram a discutir com os funcionários do posto, mas não por muito tempo: eles acabaram expulsos a pontapés pelos seguranças da Grand Station. Quando voltaram à sede da tal corporação, deram de cara com um escritório vazio.
Como não tinham nenhum Padrinho, os desafortunados irmãos Fortunato nunca conseguiram recuperar seu investimento. Quem quer que tenham sido, Grenfell e Blodgett nunca foram presos ou sequer localizados. Mas durante vários anos seguintes, Nick e Tony Fortunato visitaram a Grand Central apenas para se vingar, castigando os empregados da estação — e acabaram se tornando uma pequena atração turística.
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