Fast food — literalmente

Em 1921, Robert Martin, de Ocala, na Flórida, conseguiu a patente para um opcional que traria muita praticidade ao já popular automóvel: um forno. Ou melhor:

Um forno de cozimento para automóveis, aquecido a gás de exaustão, formado por uma câmara fechada para encerrar utensílios de cozinha. A dita câmara tem uma tampa móvel para cobrir-la e para dar acesso ao seu interior, que contém uma serpentina de aquecimento a gás de exaustão localizada no fundo da tal câmara, uma placa dissipadora de calor colocada sobre a tal serpentina e que serve de suporte aos utensílios de cozinha. 

O sistema criado por Mr. Martin direcionava os gases do sistema de exaustão para uma câmara de aquecimento situada no interior da cabine. Dentro dessa câmara seria possível aquecer sua comida mesmo com o veículo em movimento — aliás, quanto mais movimento, melhor. A tampa do forno era equipada com molas de compressão, de modo a evitar que sua refeição ficasse rolando antes de você chegar à casa da vovozinha.

Não havia uma palavra sobre o risco de explosão ou queimaduras (afinal o forno ficava sob o banco dianteiro) no texto da patente nº. 1.392.956. Mesmo assim, Mr. Martin garantia que o tubo de aquecimento era selado e, portanto, seguro. Segundo o inventor, não havia riscos de contaminação da comida pelos “venenosos e prejudiciais componentes dos gases de exaustão” ou de “escurecimento ou enegrecimento dos utensílios de cozimento pela fuligem”. Bom, pelo menos a dona-de-casa (recém-)motorizada não precisaria se preocupar com suas panelas.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...